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coqueluche
Patologia. s. f. Doença infecciosa que se manifesta por tosse convulsa e que ataca geralmente as crianças; tosse convulsa.
Descrita cientificamente no século XVI, a coqueluche, conhecida popularmente também como tosse comprida, tem com certeza existência muito mais antiga.
Coqueluche é uma doença infecciosa aguda que ataca o aparelho respiratório e se manifesta por violentos acessos de tosse, respiração ruidosa, expectoração e vômitos. Causada pela bactéria Bordetella pertussis, isolada em 1906 pelos bacteriologistas Jules Bordet (Prêmio Nobel de medicina em 1919) e Octave Gengou, tem período de incubação de aproximadamente uma semana. Ocorrem a seguir surtos de tosse seca, que se acentuam à noite, e sintomas catarrais semelhantes aos das infecções respiratórias comuns. Estes cessam após uma ou duas semanas, quando se inicia a fase aguda, que dura de quatro a seis semanas. O tratamento inadequado da doença pode acarretar broncopneumonia, crises de sufocação, convulsões e consequentes lesões cerebrais.
Altamente contagiosa, a coqueluche é uma das mais graves doenças infantis. A vacina deve ser aplicada preferentemente em combinação com as vacinas antitetânica e antidiftérica (vacina tríplice). A imunização deve iniciar-se durante os três primeiros meses de vida, com dose de reforço aos 18 meses de idade. Crianças de mais de seis anos não devem ser vacinadas, pois podem apresentar reações; de qualquer forma, os efeitos da doença são menos severos em crianças maiores, sobretudo nas que foram imunizadas em pequenas.
O tratamento prevê alimentação leve e frequente, para compensar a fraqueza causada pelos vômitos; uso de sedativos para induzir o sono e, se necessário, sucção do catarro para facilitar a respiração. Os antibióticos têm pouco ou nenhum efeito sobre o bacilo, mas são administrados para combater infecções secundárias.

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