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EV
Constantino I o Grande
Naisus, Sérvia ca. 280 - Ancyrona, Turquia 337
imperador de Roma. O primeiro imperador cristão de Roma, Constantino, passou à história por ter adotado o cristianismo como religião oficial do império e por ter transferido a capital para Constantinopla (Bizâncio), cidade a cuja construção deu início.
Flávio Valério Aurélio Cláudio Constantino nasceu em Naísso, mais tarde Nis, em 27 de fevereiro, provavelmente após o ano 280 da era cristã. Filho de Constâncio I Cloro com sua concubina Helena, passou a juventude na corte. Seu pai foi membro da tetrarquia criada pelo imperador Diocleciano e, após a abdicação de dois dos tetrarcas – o próprio Diocleciano e Maximiano – passou a governar, em 305, juntamente com Galério. Nesse mesmo ano, Constantino uniu-se ao pai e participou das campanhas da Bretanha. Em 25 de julho de 306, pouco depois da morte de Constâncio, as legiões comandadas por Constantino aclamaram-no imperador.
Em Roma, o título de Constantino não foi reconhecido: o sistema de governo instaurado por Diocleciano não admitia a sucessão hereditária. Após a morte de Galério, em 310, surgiram novos pretendentes ao império: Maxêncio, Maximino e Licínio. Entrementes, Constantino já havia consolidado seu domínio sobre a Gália, Bretanha e Espanha. Aliando-se a Licínio, derrotou Maxêncio às margens do Tibre em 312 e, com a morte de Maximino, vencido por Licínio em 313, dividiu com este o império.
Construção de Constantinopla
Constantino e Licínio conseguiram superar suas divergências e estabeleceram um sistema de rodízio, em que se revezavam como cônsules, juntamente com os filhos. Em 324, talvez motivada pelas perseguições de Licínio contra os cristãos, declarou-se a guerra entre os antigos aliados, logo vencida por Constantino, que dessa forma se tornou o primeiro chefe único do Império Romano desde 285.
Em 326, sentindo que Roma se tornara imprópria para continuar como sede de um império tão vasto, Constantino deu início à construção de Constantinopla sobre o sítio da antiga Bizâncio, posteriormente chamada Istambul pelos turcos, e inaugurou a nova capital em 11 de maio de 330. Cinco anos mais tarde, consolidada a paz no império, este foi dividido entre Constâncio, Constante, Delamácio e Anibaliano.
Adoção do cristianismo
Nos trinta anos em que se manteve no poder, Constantino realizou substanciais reformas administrativas, monetárias e financeiras. Firmou a monarquia absoluta, unificou o império e reforçou a defesa das fronteiras. Como soldado, nunca perdeu uma batalha.
Até sua vitória sobre Maxêncio, Constantino parece ter sido pagão. Nessa época, induzidos por uma visão sobrenatural, seus soldados passaram a usar nos escudos o monograma cristão. Em 313, Constantino reconheceu oficialmente o cristianismo como religião pelo edito de Milão e, no mesmo ano, promulgou uma lei que protegia os sacerdotes cristãos contra injúrias dos hereges.
As convicções cristãs de Constantino tornaram-se mais arraigadas com o passar dos anos, sobretudo depois que ele se tornou chefe absoluto do império. Proibiu que os senhores matassem os escravos, coibiu o adultério e o concubinato, extinguiu o suplício da cruz e interditou os combates de gladiadores. Em 325, convocou o Concílio Ecumênico de Nicéia e desde então o paganismo foi apenas tolerado. Constantino costumava exortar seus súditos à conversão, embora ele mesmo só tenha recebido o batismo pouco antes de morrer, em Ancirona, perto da Nicomédia (hoje Izmit, Turquia), em 22 de maio de 337.

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