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coma
Neurologia. s. m. Estado patológico de perda de consciência e das funções motoras e sensitivas, com conservação das funções vegetativas. s. f. figurado Profunda insensibilidade.
Neurologia. O estado de coma pode derivar de várias causas, como afecções do sistema nervoso (hemorragias, tromboembolismos, traumatismos cranianos e encefalite), intoxicações (álcool, barbitúricos e opiáceos), estados tóxicos (diabetes, uremia, insuficiência hepática e infecções), ou fármacos (coma insulínico). O tratamento de urgência compreende a reanimação cardiorrespiratória, a intubação e a administração de oxigênio, fluidos e eletrólitos, além de antibióticos que previnam potenciais infecções. A terapia do coma a longo prazo inclui alimentação artificial e medidas preventivas de úlceras por decúbito.
Muitos processos patológicos levam a um estado que lembra o sono profundo, o coma. Nem por isso esse estado deixa de ser mórbido, pois o comum é não haver meio de interrompê-lo.
O coma caracteriza-se pela perda completa da consciência, da percepção de estímulos externos e da atividade motora voluntária. Na grande maioria dos casos, está associado a uma lesão no cérebro, mas nele se mantêm total ou parcialmente as funções da vida vegetativa.
Os sintomas aparecem gradualmente. Há uma fase de pré-coma, caracterizada pela diminuição progressiva das faculdades psíquicas e uma certa incapacidade para movimentar-se. Segue-se a fase de coma propriamente dito, em que fica alterada a sensibilidade para estímulos externos e a capacidade de reação diante deles. Uma última etapa, a de coma profundo, é marcada pela perda total da recepção e da reação diante de estímulos. Nessa fase terminal alteram-se múltiplas funções vegetativas (atividade pulmonar, batimentos cardíacos etc.) e faz-se necessário recorrer a técnicas que permitem controlar a circulação e mantêm artificialmente a respiração.
Os fatores que desencadeiam o coma são de índole muito diversa, mas todos se caracterizam por afetar com maior ou menor gravidade o sistema nervoso central. Em qualquer dos casos, o comum é faltar o oxigênio necessário no tecido nervoso e alterar-se o metabolismo dos glicídios e do potássio nesse tecido. As causas mais frequentes são as alterações metabólicas, os traumatismos cranianos, os tumores cerebrais, as infecções graves, choques elétricos violentos, aumentos bruscos de temperatura ou ingestão maciça de determinados medicamentos. Entre os comas metabólicos, são mais comuns os produzidos pelo diabetes e pelo consumo de álcool e de drogas (barbitúricos, ópio e seus derivados). Os reflexos das pupilas (aberturas contrácteis e dilatáveis dos olhos) permanecem intactos. Já nos comas gerados por agressões físicas externas, esses reflexos se perdem.
Para diagnosticar o coma, é preciso determinar os fatores que o provocaram, o que permitirá a adoção de um tratamento adequado. Este pode incluir a lavagem estomacal, se a origem for a ingestão de álcool ou de barbitúricos; ou a administração de insulina e sais alcalinos, no caso de coma diabético.

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