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EV
cólera
s. f. Paixão forte que nos incita contra quem nos ofende ou indigna; irritação, impulso violento, ira. s. f. Sentimento de justiça que se atribui a Deus quando castiga as culpas dos homens. s. f. Ferocidade, raiva de animais. Patologia. s. f. Doença epidêmica originária da Índia, provocada por um bacilo.
cólera aviária
Veterinária. Doença infecciosa que afeta quase todas as aves, causada por Pasteurella multocida, um bacilo gram-negativo, imóvel, esporogênico e anaeróbio facultativo. Também chamada pasteurelose.
cólera aviária
Veterinária. A bactéria pode habitar a cavidade nasal das aves, que produz uma secreção mucopurulenta altamente infecciosa. O período de incubação é de quatro a nove dias, durante o qual a doença pode ter um curso hiperagudo com morte fulminante. O animal aparece morto, com as penas eriçadas, diarreia e fluxo mucopurulento nos orifícios nasais. Existe uma forma crônica da doença, caracterizada por anemia, diarreia, debilidade e perda de peso; as bolsas esternais, as articulações e as plantas das patas incham devido a infecções localizadas.
Saneamento básico precário, moradias inadequadas e maus hábitos de higiene constituem o ambiente mais propício para a rápida propagação da cólera. Todavia, mesmo as pessoas que não vivem nessas condições devem observar as medidas profiláticas preconizadas.
Cólera é uma doença infecciosa aguda do intestino delgado causada pelo vibrião colérico, bactéria em forma de vírgula. Caracteriza-se por diarreia aquosa aguda e vômitos que provocam a perda rápida de líquidos e sais do organismo. A conseqüência é uma grave desidratação, que se traduz em sede intensa, pele seca e fria, cãibras fortes e dolorosas e queda da pressão arterial, com sinais de colapso circulatório.
O período de incubação varia de 12 a 28 horas. O vibrião colérico penetra no organismo pela ingestão de água ou alimento contaminado pelas fezes dos doentes, diretamente ou por insetos que com elas tiveram contato, principalmente moscas. A bactéria adere à parede do intestino delgado e libera toxina potente, provocando a secreção de um fluido que contém sais, após o que tem início intensa diarreia cujo volume chaga a 15 e até 20 litros por dia.
Nos casos brandos, o tratamento por reidratação oral vigorosa alcança bons resultados. Nas formas graves, a doença exige cuidados só disponíveis em hospitais. O uso de antibióticos (tetraciclina) reduz a duração e a intensidade do surto diarreico. A melhor forma de combate à doença é a prevenção, com sistema de saneamento básico aperfeiçoado, campanha educacional de higiene e o tratamento da água infectada. Nas epidemias, a vacinação em massa é ineficiente.
A primeira epidemia conhecida ocorreu na Índia em 1817; posteriormente, a doença tornou-se endêmica na Ásia, Oriente Médio e África. Nas últimas décadas do século XX, a cólera penetrou na América do Sul e chegou ao Brasil em 1991. A partir de um foco na fronteira com o Peru, alastrou-se pela Amazônia, Nordeste e chegou ao Sudeste, seguindo o curso das populações miseráveis dos campos e da periferia das grandes cidades.

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