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Negro, mar (mar interior no SE da Europa)
Osm (rio do centro-norte da Bulgária)
Otomano, Império (conjunto de domínios)
Pacto de Varsóvia (tratado)
Pirin, maciço de (maciço montanhoso do SO da Bulgária)
Pirin, parque nacional de (espaço natural protegido da Bulgária)
Plovdiv (cidade da Bulgária)
Rila, maciço do (maciço montanhoso da Bulgária)
Ródope, montes (cordilheira da península dos Balcãs)
Ruse (cidade da Bulgária)
Rússia (estado da Europa e da Ásia)
Santo Estêvão, Tratado de (pacto)
Seljúcida (dinastia)
Sérvia (estado do SE da Europa)
Simeão II (estadista búlgaro)
Sofia (cidade da Bulgária)
Srebarna, reserva natural de (espaço natural protegido da Bulgária)
Sredna Gora (cordilheira da Bulgária)
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Varna (cidade da Bulgária)
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EV
Bulgária
Republika Bălgarija
 Forma de governorepública
 Superfície110.912 km²
 Localidade7.282.041 habitantes (búlgaro, a)
 CapitalSofia (1.088.700 hab.)
 Principais cidades Plovdiv (338.200 hab.)
Varna (312.300 hab.)
Burgas (192.000 hab.)
Ruse (161.000 hab.)
 
Mais dados
Estado do SE da Europa, na Península Balcânica. Limitado ao N pela Romênia, ao E pelo mar Negro, ao SE pela Turquia, ao S pela Grécia e ao O, pela Sérvia e pela Macedônia. Com uma superfície de 110.912 km² e uma população de 7.282.041 habitantes, o país é dividido em 28 províncias Capital: Sofia. Língua oficial: búlgaro. A religião mais difundida éortodoxa.

Estrutura administrativa da Bulgária

Província

Superfície (km2)

População

Capital

População

Blagoevgrad

6.464

341.000

Blagoevgrad

70.900

Burgas

7.605

423.000

Burgas

192.000

Dobrich

4.689

215.500

Dobrich

99.700

Gabrovo

2.068

143.800

Gabrovo

66.900

Khaskovo

4.029

277.100

Khaskovo

80.300

Kurdjali

4.020

163.800

Kurdjali

69.830

Kyustendil

3.002

162.200

Kyustendil

70.607

Lovech

4.128

170.000

Lovech

62.162

Montana

3.585

182.100

Montana

61.430

Pazardjik

4.379

310.900

Pazardjik

78.900

Pernik

2.355

149.300

Pernik

85.500

Pleven

4.184

311.400

Pleven

121.300

Plovdiv

5.585

716.800

Plovdiv

338.200

Razgrad

 2.646

152.100

Razgrad

58.874

Ruse

2.624

265.700

Ruse

161.000

Shumen

3.374

203.800

Shumen

88.400

Silistra

2.876

141.800

Silistra

61.942

Sliven

3.729

218.700

Sliven

100.000

Smoljan

3.518

139.700

Smoljan

47.231

Sofia

7.384

272.000

Sofia

Sofia (cidade)

1.038

1.165.600

Sofia

1.088.700

Stara Zagora

4.902

370.200

Stara Zagora

143.000

Targovishte

2.754

137.700

Targovishte

60.890

Varna

3.820

461.700

Varna

312.300

Veliko

4.690

292.700

Veliko Tarnovo

66.500

Vidin

3.110

130.300

Vidin

57.200

Vratsa

4.186 

243.200

Vratsa

68.900

Yambol

4.162

155.500

Yambol

82.300


GeografiaMeio físicoO principal elemento do relevo búlgaro são os montes Balcãs, que se estendem de E a O e dividem o país, com cumes que ultrapassam 2.000 m. Ao S dos Balcãs, encontram-se os maciços Ródopes, Pirin e Rila (monte Musala, 2.925 m) e a depressão do rio Maritsa. As principais bacias hidrográficas são as do Danúbio e seus afluentes Iskar, Vit e Jantra, a do Maritsa, cujo maior afluente é o Tundzha, e a de outros afluentes do mar Egeu: Struma e Mesta. Ao N, predominam as características do clima continental, com fortes oscilações térmicas, enquanto ao S, predominam as características mediterrâneas, com temperaturas altas no verão e moderadas no inverno. As precipitações são, em geral, escassas (média anual de 500-600 mm). A vegetação mediterrânea estende-se pelo S e a estepe balcânica pelo vale do Danúbio; nas montanhas, os bosques são ricos em caducifólias e coníferas.População e estrutura econômicaA população é composta principalmente por búlgaros, com presença de diversas minorias étnicas (turcos e ciganos), tem densidade demográfica de 70 hab./km2. 67,5 % da população é urbana e a sua distribuição é irregular; as principais concentrações populacionais encontram-se no vale do Maritsa, na região que desce para o Danúbio, na bacia de Sofia e na zona litorânea. Principais cidades: Sofia, Plovdiv, Varna, Burgas e Ruse.
Bulgária A cidade portuária de Varna
A Bulgária é um território de grande tradição agrícola, que conheceu uma importante industrialização com o regime comunista. Após a queda do sistema, orientou-se para um sistema de economia de mercado. Principais cultivos: trigo, milho, cevada, beterraba , girassol, vinhedos, além de soja, amendoim, colza e algodão. Pecuária de ovinos, suínos e bovinos. Importante exploração florestal. Mineração (carvão, ferro, alumínio, chumbo, zinco, cobre e manganês). Extração de petróleo e gás natural na região do Danúbio e no mar Negro. Indústrias alimentícia, têxtil, siderúrgica, mecânica, elétrica, eletrônica, química e petroquímica. Produção de maquinaria agrícola e veículos. O país dispõe de uma boa rede rodoviária e ferroviária, sendo o Danúbio outra importante via de transporte. Portos fluviais: Ruse, Lom e Vidin; portos marítimos: Varna e Burgas. As trocas comerciais realizam-se principalmente com Rússia, Alemanha e Itália. Importação de petróleo, gás natural e maquinaria e exportação de produtos químicos, plásticos, alimentos e tabaco.
HistóriaAs origensUma forte densidade de povoação durante o Período Neolítico (cultura de Karanovo), a rica necrópole de Varna e a difusão precoce de um tipo rudimentar de escrita (tabuletas de Gradeshnitsa) são provas do elevado nível cultural e a complexidade social atingida (V e IV milênios a.C.). No I milênio a.C., o território foi habitado por trácios e ilírios, passando mais tarde pelo domínio da Macedônia e por Roma (30-8 a.C.);pertenceu ao Império Romano do Oriente; foi invadido pelos búlgaros (679), que se estabeleceram nos territórios entre o Danúbio e os Bálcãs.(Império Bizantino). Estenderam o seu poder à Macedônia e Albânia até que Boris I (852-892) consolidou as conquistas realizadas. O processo de formação da nação búlgara recebeu o impulso definitivo após a adoção da língua eslava e do cristianismo. Simeão I (893-927) venceu na guerra contra o Império Bizantino, apoderou-se de Adrianópolis e adotou o título de czar dos búlgaros. Do domínio bizantino à I Guerra MundialPosteriormente, tendo perdido boa parte dos seus territórios, a Bulgária foi absorvida pelo Império Bizantino (1014). Em 1186, os búlgaros se rebelaram e reconstruíram o seu próprio Estado com o czar Ivan II Kalojan (1197-1207), conhecendo um novo período de esplendor sob o reinado de Ivan II (1218-1241). O último czar, Ivan III Shishman (1371-1391), se rendeu aos turcos (1393) e a Bulgária foi incorporada ao Império Turco-Otomano (até 1878), sendo islamizada parte da população. Em finais do séc. XVIII, teve início o processo de emancipação nacional. Em 1877, foi projetada a Grande Bulgária pelo Tratado de Santo Estevão. Previa a integração física entre a Bulgária e grande parte da Macedônia e Trácia, mas o tratado (julho de 1878), imposto pelas potências europeias, instituiu um pequeno Principado autônomo búlgaro. Em 1908, foi proclamado o Reino Independente da Bulgária. Após a sua intervenção nas Guerras Balcânicas (1912-1913), conseguiu uma pequena parte da Macedônia, mas perdeu a Dobrudja meridional para a Romênia. A participação na I Guerra Mundial junto à Tríplice Aliança ocasionou outras perdas territoriais.Do pós-guerra à atualidadeEm 1934, o rei Boris III instaurou um regime pessoal. Tendo aderido à política do Eixo (1937), foi alvo de disputas entre Alemanha e URSS, sendo ocupada pelos alemães. Participou na guerra contra Grécia e Iugoslávia, mas permaneceu neutra contra a URSS. Após a invasão do exército soviético (setembro de 1944), foi governada pela Frente Nacional sob a hegemonia do Partido Comunista e tornou-se uma República Democrática Popular (setembro de 1946).O ex-secretário do Komintern, G. Dimitrov, foi o fundador do regime comunista búlgaro. A Bulgária aderiu ao Pacto de Varsóvia (1955)e ao COMECON (1959). T. Zhivkov foi presidente do Conselho (1962) e chefe de Estado, após a reforma constitucional de 1971. Reeleito em diversas ocasiões até 1986, transformou a Bulgária no mais fiel aliado da URSS. As mudanças políticas no Leste (1989) conduziram à destituição de Zhivkov e ao abandono do monopólio político do Partido Comunista, que mudou o nome para Partido Socialista Búlgaro (PSB), em abril de 1990. Ganhou as eleições de junho desse ano, mas a oposição da União das Forças Democráticas (UFD) conseguiu a demissão do presidente Mladenov e a nomeação de Z. Zhelev como chefe de Estado (agosto de 1990). As eleições de 1991 deram a vitória à UFD, cujo líder F. Dimitrov assumiu a direção do primeiro governo não-comunista.Na década de 1990, o país atravessou graves crises sociais, econômicas e políticas. Tecnocratas (L. Berov), socialistas (Z. Videnov) e conservadores (S. Sofianski, I. Kostoav) se alternaram no poder. Em 1996, ocupou a presidência P. Stoyanov, da UFD. O governo conservador dos finais da década acelerou o processo de liberalização econômica e iniciou negociações para a incorporação na OTAN e na UE.Em 2001, venceu as eleições legislativas a Aliança Nacional, um partido político criado pelo ex-rei Simeão II, que se tornou primeiro-ministro, sendo o primeiro ex-monarca europeu a governar sob uma Constituição republicana. Pouco depois, o comunista Gueorgui Parvanov ganhou as eleições presidenciais. Em março de 2004, a Bulgária integrou-se à OTAN. Em 2005 Simeon II não pode revalidar o seu cargo de primeiro-ministro, uma vez que perdeu as eleições legislativas celebradas no mês de junho frente à candidatura socialista encabeçada por Stanishev. Este último foi o encarregado de presidir ao novo governo de coligação. O avanço das negociações com a União Europeia em 2004, conduziu a que o país integre a UE a 1 de janeiro de 2007. Em outubro de 2006 Parvanov ganhou as eleições presidenciais e seu cargo foi ratificado. Em 14 de janeiro de 2009, manifestantes protestaram em frente ao Parlamento da Bulgária, acusando o governo atual de incompetência e corrupção. A falta de gás, causada pela crise entre a Rússia e a Ucrânia, na semana anterior, acirrou a insatisfação contra o premiê socialista Sergei Stanishev. Em 2011 Rosen Plevneliev, candidato do partido do governo, o GERB (em búlgaro, Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária), venceu as eleições presidenciais.
ArteOs vestígios arqueológicos, muito abundantes, pertencem às distintas fases de ocupação. As jazidas mais representativas são: Kozarnika, Shiroka Polyana e Kremenete (do Paleolítico); Gabarevo, Yunazite, Karanovo, Zavet, Krivodol e Topolnica-Akropotamos (do Neolítico); a necrópole de Varna de finais do V milênio a.C. e Novae, Abritus, Durostorum e Oescus (do período romano). No início da nação búlgara, os elementos tardo-romanos e bizantinos combinaram-se com os da Pérsia sassânida (relevo rupestre do cavaleiro de Madara, sécs. VIII-IX). No séc. IX, emergiu o elemento eslavo: tesouro de Madara (Museu Arqueológico de Sofia) e esculturas do palácio do czar Simeão em Veliki Preslav, a nova capital. Com a ocupação bizantina e o segundo Império Búlgaro (1186-1393), o país sofreu a influência da arte bizantina. Desta época, destacam-se as basílicas de dois andares, tipicamente búlgaras, e a produção pictórica: afrescos do mosteiro de Bachkovo e de Boïana (séc. XIII), afrescos de São Jorge em Sofia (séc. XIV). O domínio turco acarretou um declínio artístico, mas deixou exemplos significativos da arquitetura turco-otomana. A arte pós-bizantina esteve ligada aos modelos do monte Athos. Entre 1790 e 1820 produziu-se um ressurgimento da tradição artística nacional e cristã. Z. Zograf (1810-1853) foi o iniciador da pintura búlgara moderna.
LiteraturaA literatura medieval teve dois grandes períodos: nos sécs. IX-XI, sobressaem C. de Ohrid, C. de Preslav e João o Exarca; no segundo (1186-1393), o patriarca Eutimo de Tărnovo e G. Camblak. Durante o domínio turco-otomano (1393-1878), a atividade literária ficou reduzida à hagiografia e à compilação. O ressurgimento literário começou quando P. de Hilendar despertou a consciência nacional com a História dos Eslavos Búlgaros (1762). Em inícios do séc. XIX, o bispo Sofronij, P. Beron, N. Bozveli, N. Rilski e V. Aprilov tornaram literária a língua popular. No renascimento artístico subsequente, participaram Karavelov, Drumev, Rakovski, Slavejkov e Botev. Após a independência (1878), destacaram-se Vazov, Stojanov, Mihajlovski e Konstantinov. Entre 1880 e 1920, P. Todorov e P. Slavejkov introduziram temas neorromânticos, enquanto autores como E. Pelin misturaram a tradição realista com as inovações modernistas. Na poesia, o modernismo iniciou-se com Hristov e Javorov. Durante o segundo pós-guerra, o romance conheceu um relativo florescimento com Dimov e Talev. Pela sua originalidade, na narrativa sobressaem Hajtov e Radichkov e na poesia Penev, Levchev, Bashev, Matev e Dimitrova.

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