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EV
Bósnia-Herzegovina
 Forma de governorepública federal
 Superfície51.129 km²
 Localidade3.839.366 habitantes (bósnio-herzegovino, a)
 CapitalSarajevo (581.500 hab.)
 Principais cidades Banja Luka (189.700 hab.)
Zenica (134.900 hab.)
Tuzla (119.200 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa. Limitado ao E pela Sérvia e Montenegro, ao N, O e S pela Croácia e ao SO tem uma reduzida costa banhada pelo mar Adriático, ao S da foz do Neretva. Com uma superfície de 51.129 km² e uma população de 3.839.366 habitantes, o país divide-se em duas regiões autônomas. Capital: Sarajevo. Língua oficial: servo-croata. Religiões mais difundidas: muçulmana e ortodoxa.
GeografiaO território, constituído pela Bósnia ao N e a Herzegovina ao S, é montanhoso e desce para o N em direção ao vale do Sava. O centro está ocupado por maciços dos Alpes Dináricos. O clima é do tipo continental, com influências mediterrâneas. Os principais rios são: Drina, Bosna, Vrbas, Una, afluentes do Sava, e Neretva. A população é formada por muçulmanos, sérvios e croatas, que estavam distribuídos igualmente pelo território antes da guerra que provocou a morte de 300.000 pessoas, a maioria civis muçulmanos, e obrigou o êxodo de cerca de 200.000. Principais cidades: Sarajevo, Banja Luka, Zenica Tuzla, e Mostar. A situação econômica ainda sofre os efeitos da guerra de 1992-1995, embora as atividades produtivas estejam em recuperação. Cultiva-se batata, trigo e milho e, em menor quantidade, aveia e ameixas. Pecuária bovina e ovina. A exploração florestal é significativa. Extração de minério de ferro e bauxita. Possui indústrias metalúrgica, mecânica, madeireira, de papel, de cimento, têxtil, química e alimentícia. As trocas comerciais são realizadas principalmente com a Itália, a Croácia, a Sérvia e o Montenegro.
HistóriaDas origens ao início do séc. XXHabitado pelos ilírios desde o séc. IV a.C., o território pertenceu desde o séc. III a.C. à Dalmácia romana, integrando-se ao Império Romano do Ocidente e em 530 passou para o Império Bizantino. Entre os sécs. VII e VIII foi eslavizado e integrou-se ao Reino da Sérvia. No fim do séc XIV a Bósnia tornou-se um reino independente que, sob o domínio de Tvrtko I, ocupou territórios do Reino Sérvio em dissolução e da Herzegovina. Bósnia (1463) e Herzegovina (1482) foram conquistadas pelos turcos e pertenceram ao Império Turco-Otomano até finais do séc. XIX. Durante este período foram fortemente islamizadas. Em 1878 no Congresso de Berlim foi acordado que seriam administradas pelo Império Austro-Húngaro, que as anexou unilateralmente em 1908.Da I Guerra Mundial à atualidade O assassinato do arquiduque da Áustria em Sarajevo, em 28 de junho de 1914, marcou o início da Primeira Guerra Mundial, no final da qual, em 1918, Bósnia e Herzegovina proclamaram a sua anexação ao Reino da Iugoslávia. No final da Segunda Guerra Mundial foram integradas à Federação Iugoslava. Depois da secessão da Croácia e da Eslovênia, a Bósnia proclamou a independência em março de 1992, com o nome de República da Bósnia-Herzegovina. As disputas territoriais entre os três principais grupos étnicos (sérvios, croatas e muçulmanos) deram início à guerra civil, cujo primeiro resultado foi a proclamação da independência dos sérvios, em abril de 1992. A capital, Sarajevo, foi cercada por servo-bósnios e a guerra civil adquiriu proporções de barbárie com a limpeza étnica das zonas conquistadas. Em março de 1994 foi assinado um acordo croata-muçulmano para cessar o conflito e foi criado um Estado-maior conjunto. No entanto, no início de 1995, o exército servo-bósnio controlava 60 % do território da Bósnia-Herzegovina, alguns trechos muçulmanos, as principais vias de transporte e mantinha o cerco sobre Serajevo, até que a atuação coordenada da aliança croata-muçulmana, apoiada pela OTAN, empreendeu uma ofensiva contra as tropas sérvias.Em novembro de 1995 foram assinados os Acordos de Dayton entre as repúblicas da Bósnia-Herzegovina, Sérvia e Croácia, segundo os quais a Bósnia-Herzegovina era dividida em dois Estados confederados: a Federação Croata-Muçulmana, com 49 % do território, e a República Sérvia, com 51 %, cada uma com Constituições e instituições próprias. Nas eleições gerais de 1996 venceram os partidos nacionalistas das três comunidades. Os seus líderes, o muçulmano A. Izetbegović (SDA), o croata A. Jelavić (HDZ) e o sérvio Z. Radiszć (SPRS), integraram uma presidência coletiva tripartida que, a partir de 1998, passou a ser liderada de maneira rotativa.Nas eleições de outubro de 2000, foram reeleitos o sérvio Z. Radiszć e o croata A. Jelavić, enquanto os muçulmanos elegeram um novo representante na presidência tripartida, H. Genjac, do mesmo partido do seu antecessor. Em março de 2001 o alto representante internacional para a Bósnia-Herzegovina, W. Petrisch, destituiu o croata A. Jelavić por ter proclamado a autonomia croata na Bósnia, violando assim os Acordos de Dayton. Em seu lugar, o Parlamento nomeou o socialdemocrata J. Krizanović (SDP). Paralelamente, o muçulmano H. Genjac foi substituído por B. Belkić, do Partido por Uma Bósnia-Herzegovina Multiétnica (SBiH). Em outubro de 2002, a presidência coletiva tripartida passou a ser ocupada pelo sérvio M. Sarović, pelo muçulmano S. Tihić (SDA) e pelo croata D. Cović (HDZ). O país entrou para o Conselho da Europa em abril de 2002. Três anos mais tarde, os líderes das comunidades bósnias chegaram a um princípio de acordo na cidade de Washington. Este documento ampliava os conteúdos da paz de Dayton e traçava o caminho em direção a uma reunificação pacífica do território. Depois das eleições de outubro de 2006, renovou-se a presidência compartilhada entre o muçulmano Haris Silajdžić (SBiH), o sérvio Nebojša Radmanović (SNSD) e o croata Zeljko Kosmić (SDP).

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