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Boêmia
em tcheco Čechy , em al. Böhmen
Região histórica e geográfica da República Tcheca, acidentada pelos Sudetas ao NE, os montes da Boêmia e Morávia ao SE, a floresta da Boêmia ao SO e os Krušné Hory, ao NO. Banhada pelos rios Elba, Moldávia, Ohř e por lagoas e lagos. As cidades principais são Praga, Plzeň, Ústí nad Labem, České Budějovice, Liberec, Pardubice e Hradec Králové.
Situada no centro geográfico da Europa, a região da Boêmia fez parte da República da Tchecoslováquia de 1918 até o desmoronamento do regime comunista no continente, quando o país foi dividido em dois.
A histórica região da Boêmia, com 52.000km2 limita-se ao sul com a Áustria, a sudoeste e a noroeste com a Alemanha, ao norte com a Polônia e a nordeste com a província tcheca da Morávia. Trata-se de um extenso planalto contido pelas formações montanhosas dos Sudetos e dos Metálicos. As maiores elevações atingem pouco mais de mil metros. Seus rios mais importantes são o Elba e o Moldava (Vltava). O clima é continental, com chuvas abundantes durante o verão.
Embora a atividade predominante da população seja a agrícola, são também importantes os setores de mineração (ferro, linhita, carvão, chumbo, estanho e urânio), de siderurgia e têxtil. É reconhecida mundialmente a excelência de sua manufatura de cristal e de porcelana.
História
Os primeiros habitantes conhecidos da Boêmia foram celtas, da tribo dos boianos, de onde deriva o nome latino do país. Subjugada no início da era cristã pelos marcomanos, de raça germânica, a região foi conquistada pelos romanos no século I. A partir de uma data imprecisa, povos de raças eslavas, procedentes do norte e do leste dos Cárpatos instalaram-se no território. Dentre estes, os tchecos, depois de dominarem os ávaros (povo nômade de origem asiática), estabeleceram sua hegemonia sobre a área, nos primórdios do século VII.
No século IX, os missionários Cirilo e Metódio ali pregaram o cristianismo em língua eslava, e introduziram o alfabeto grego. A influência da Boêmia dentro do Sacro Império Romano-Germânico foi aumentando progressivamente, e no início do século XI o imperador Henrique IV coroou Vratislav II rei da Boêmia, a título vitalício. Durante o reinado de Premysl Otakar II, o estado boêmio estendeu seu poder sobre parte da Áustria e da Hungria, mas depois da morte do monarca, em 1278, o reino se reduziu em tamanho e em influência.
No começo do século XIV, João I estabeleceu a dinastia dos Luxemburgos. Seu filho, Carlos IV da Alemanha, e I da Boêmia, fundou em 1348 a Universidade de Praga, cidade que se converteu em importante centro artístico e comercial da Europa central.
Em 1415, durante o reinado de Venceslau IV, foi queimado na fogueira João Hus, acusado de heresia por pregar o retorno às práticas da igreja primitiva. A execução provocou um levante de seguidores de Hus, o que motivou a intervenção militar de cruzados alemães e ingleses na Boêmia. Em 1434 chegou-se a um acordo, a Ata de Praga, mediante o qual era permitida certa liberdade religiosa. Apesar disso, a guerra se prolongou, e nas disputas sucessórias a nobreza teve seu poder aumentado, enquanto os camponeses foram reduzidos à condição de servos.
O arquiduque Ferdinando I da Áustria (1503-1564) foi o primeiro rei boêmio da dinastia dos Habsburgos. Católico, demonstrou grande moderação em assuntos religiosos, mas foi compelido a entrar em choque com as forças protestantes. Em 1618, depois que o arcebispo de Praga suprimiu os serviços religiosos protestantes, dois conselheiros imperiais foram atirados de uma janela. Tal acontecimento conhecido como a defenestração de Praga, precipitou um levante protestante que fracassou, resultando daí a expulsão da maioria dos nobres protestantes e a quase completa absorção da Boêmia pela Áustria. Também se instaurou o alemão como língua oficial nas escolas e universidades. O sentimento nacionalista, contudo, não se extinguiu, e ao final da revolução de 1848, quando foi abolido o regime de servidão, a classe média boêmia alcançou o poder político. Em 1880, um decreto deu ao idioma tcheco as mesmas prerrogativas dadas ao alemão.
Durante a primeira guerra mundial ganhou força o pan-eslavismo tcheco, que rejeitava a monarquia austríaca e procurava a união com os eslovacos e com a Morávia. Em 28 de outubro de 1818 surgiu a República da Tchecoslováquia, da qual a Boêmia foi a província mais ocidental até 1939, quando a Boêmia e a Morávia foram ocupadas por tropas nazistas e transformadas em protetorado do III Reich. Em 1945 o regime anterior foi restaurado, mas em 1948 o país se transformou na República Socialista da Tchecoslováquia. Em 1993, com o desmembramento da Tchecoslováquia, a Boêmia passou a integrar a então recém-surgida República Tcheca, juntamente com a Morávia.

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