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EV
Bielorrússia ou Belarus
Respublika Belarus
 Forma de governorepública
 Superfície207.600 km²
 Localidade9.463.800 habitantes (bielorrusso, a)
 CapitalMinsk (1.769.500 hab.)
 Principais cidades Gomel (502.200 hab.)
Mogilev (374.000 hab.)
Vitsebsk (355.800 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa Oriental. Limitado ao N pela Letônia, ao NE e E pela Rússia, ao S pela Ucrânia, a O pela Polônia e ao NO pela Lituânia. Com uma superfície de 207.600 km² e uma população de 9.463.800 habitantes, o país divide-se em seis províncias e uma cidade autônoma. Capital: Minsk. Língua oficial: bielorrussorusso. A religião mais difundida éortodoxa.
GeografiaTerritório constituído por uma extensa planície ondulada no setor N e por amplas zonas pantanosas ao S; atravessado pelos rios Dvina Ocidental ao N, Dnieper ao E e Pripiat ao S. O clima é do tipo continental (invernos frios e precipitações escassas, à vezes de neve). Um terço do território está coberto por bosques de coníferas. A densidade demográfica média é de 47 hab./km2, sendo a província de Minsk a região mais povoada. Principais cidades: Gomel, Mogilev, Vitebsk, Grodno e Brest. Economicamente, o país tem uma forte dependência da Rússia. Na agricultura se cultivam batatas, cereais, legumes, beterraba e fruta. Há pecuária bovina e suína. Importante exploração florestal. Na mineração: potássio. Sede de indústrias mecânica, química, alimentícia e de materiais para a construção. As vias de transporte internacional estão assentadas sobre o eixo ferroviário que une Paris, Varsóvia e Moscou. Exportação de maquinaria, produtos químicos e derivados do petróleo e importação de produtos industriais, petróleo, gás e maquinaria. As relações comerciais são feitas principalmente com os países da antiga União Soviética e com a Europa Ocidental.
Bielorrússia O rio Bug na sua passagem pela cidade de Brest
História Desde as origens até o séc. XXO território esteve habitado por tribos eslavas que, em contato com os varegos, deram origem a principados, vassalos do Estado de Kiev (950-1240). O curso do Dnieper, a grande via comercial da época, que unia o Báltico ao Mar Negro, favoreceu o desenvolvimento de cidades importantes como Turov (862), Pólatsk (980), Brest (1017) e Minsk (1067). Depois da invasão Mongol (séc. XIII), fez parte do Império da Horda de Ouro e foi anexado ao ducado da Lituânia. Passou então para a Polônia (1386). O país esteve no centro das lutas territoriais nos sécs. XV e XVI. O poder estava nas mãos da aristocracia polonesa, o comércio dependia da burguesia judia e polonesa, enquanto os camponeses eram bielorrussos, de fé ortodoxa. A anexação de grande parte do território à Polônia (1569) implicou a emigração da população para a terra dos cossacos. O território continuou em poder polonês até o reinado de Catarina II da Rússia, que o anexou e o dividiu em cinco províncias. No séc. XIX a industrialização foi acelerada devido à emancipação dos servos (1860) e pela malha ferroviária (1880). O crescimento urbano fez-se em detrimento do campo, gerando, a partir de 1850, uma forte emigração para a América e Sibéria (1896-1915). No final do séc. XIX a intensa russificação imposta pelo regime tsarista provocou o nascimento do nacionalismo.A formação da Rep. da BielorrússiaDurante a I Guerra Mundial a região foi ocupada pelos alemães. Em virtude da paz de Brest-Litovsk (1918), formou-se a República Democrática da Bielorrússia, uma das quatro fundadoras da URSS (1922). Aproveitando a guerra civil (1918-1920), a Polônia forçou, mediante o tratado de Riga (1921), a divisão da Bielorrússia conforme as fronteiras de 1772 e anexou a parte ocidental. Mais tarde, o pacto germano-soviético permitiu à URSS recuperar o território bielorrusso sob domínio polonês. Ocupada pelos alemães (1941-1944) na II Guerra Mundial, recuperou as suas fronteiras no fim do conflito e foi representada na Assembleia Geral da ONU, em 1945. O crescente nacionalismo da década de 1980 levou à declaração da sua soberania (1990) e independência (1991), integrando-se à Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Vencidas as eleições (1990) pelos nacionalistas, S. Shushkevitch demorou a introduzir a economia de mercado e adotar a Constituição (1994). Nas eleições legislativas de 1995, foi eleito presidente A. Lukashenka, político bielorrusso. Em 1999 a Rússia e a Bielorrússia assinaram um tratado de união com a intenção de formar, no futuro, um Estado federado. Nas eleições de 2001 Lukashenka proclamou-se vencedor, depois de numerosas irregularidades denunciadas pela oposição e pela OSCE. Em outubro de 2003, 86 % dos eleitores aprovaram em referendo a proposta do presidente A. Lukashenka de se candidatar a um terceiro mandato em 2006. Durante as eleições de março de 2006, voltaram a repetir-se as acusações de fraude eleitoral dos observadores internacionais e da oposição, que não aceitou a vitória de Lukashenka e que conseguiu 82,6 % dos votos, segundo as fontes oficiais. Os resultados provocaram um forte movimento de protestos populares que foi abafado por forças da ordem pública. As eleições parlamentares de 2008, nas que a oposição não obteve nenhuma cadeira, voltaram a ser alvo de críticas por parte dos observadores internacionais, principalmente em função do processo de escrutínio.
LiteraturaO humanista F. Skorina, que traduziu a Bíblia em 1517, foi a figura mais importante da resistência idiomática à assimilação polonesa que continuou durante séculos. Apesar das limitações impostas pelas autoridades czaristas à escrita em bielorrusso, cultivou-se a poesia popular e autores como V. Dunin-Martsinkiévich adquiriram renome. Após a proibição da impressão de livros em bielo-russo, F. Bogusévich publicou no estrangeiro e abriu o caminho para uma leitura semiclandestina, embora só tenha mostrado a sua plenitude depois de 1917. Se alguns poetas foram relegados, outros, como M. Bogdánovitch, A. Pachkevitch, J. Kupala, J. Kolás e Z. Biadulia prosseguiram a sua atividade. A partir de 1917, a temática predominante passou do racionalismo ao socialismo. Entre os poetas mais conhecidos do séc. XX estão M. Kudzelka, P. Trus, B. Jlebka, M. Klimkovitch, A. Kuliasou, P. Brovka, M. Tank e P. Panchenka. A narrativa floresceu graças a prosistas como V. Bykov, A. Adamovitch, B. Sachenko, A. Naurotski e D. Bichel.

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