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EV
Áustria
Republik Österreich
 Forma de governorepública federal
 Superfície83.858 km²
 Localidade8.443.018 habitantes (austríaco, a)
 CapitalViena (1.562.482 hab.)
 Principais cidades Graz (226.892 hab.)
Linz (186.266 hab.)
Salzburgo (144.817 hab.)
Innsbruck (113.826 hab.)
Klagenfurt (90.257 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa Central, na região alpina. Limitado ao N pela Alemanha e a República Tcheca, ao E pela Eslováquia e a Hungria, ao S pela Eslovênia e a Itália e ao O pela Suíça e Liechtenstein. Com uma superfície de 83.858 km² e uma população de 8.443.018 habitantes, o país é dividido em nove estados. Capital: Viena. Língua oficial: alemão. A religião mais difundida écatólica.

Estrutura administrativa
da Áustria

Estados

Superfície (km2)

População

Capital

População

Baixa Áustria

19.174

1.550.394

Sankt Pölten

49.272

Alta Áustria

11.980

1.383.950

Linz

186.266

Burgenland

3.966

278.869

Eisenstadt

11.394

Caríntia

9.533

562.458

Klagenfurt

90.257

Salzburgo

7.154

519.175

Salzburgo

144.817

Estíria

16.388

1.202.695

Graz

226.892

Tirol

12.647

674.793

Innsbruck

113.826

Viena

415

1.608.158

Viena

1.562.482

Vorarlberg

2.601

351.461

Bregenz

26.853


GeografiaMeio físicoA zona S da Áustria é acidentada devido a presença da seção NE dos Alpes, exceto o extremo SE, que faz parte da bacia da Panônia. O N da Áustria compreende a planície do Danúbio e o NO os relevos meridionais da Floresta da Boêmia. A Áustria alpina é constituída por três grandes cadeias de montanhosas: os Alpes Réticos, com o Grossglockner (3.798 m), o mais alto do país, os Alpes sedimentares do S e a região sedimentar do N. Quase toda a Áustria pertence à bacia do Danúbio, cujo vale apresenta uma paisagem de suaves colinas e que tem como afluentes os rios Inn, Traun, Enns, Ybbs e Drava. Pertence à Áustria o extremo E do lago Constança e o lago Neusiedl.Os contrastes térmicos são importantes na região alpina, devido à altitude e à orografia. No vale do Danúbio, influenciado por ventos úmidos atlânticos, o clima é mais suave, e nas regiões do SE há áreas de maior continentalidade. As precipitações diminuem de O para o E, dos 2.000 mm a 600 mm anuais.
Áustria Vista do pico Grossglockner
População e estrutura econômicaA densidade demográfica é de 98 hab./km2. Viena é o centro econômico e de comunicações inter-regionais do país, cujos eixos de povoamento se situam nos principais vales: no do Inn, encontra-se Innsbruck; no do Salzach, Salzburgo; no do Drave, Graz, e no vale do Danúbio fica a área mais populosa: Viena, Linz e outras cidades menores.O setor agrícola produz beterraba, milho, trigo, cevada, batatas, maçãs e uvas. Na montanha predomina a pecuária bovina, e nas planícies a suína. Importante exploração florestal. Mineração: ferro, magnesita e talco. Indústrias têxtil, metalúrgica, mecânica, eletrônica, química e automobilística. É importante a produção de instrumentos musicais, de vidro, cerveja e tabaco. Rede de conexões rodoviárias (estradas e autoestradas) e ferroviárias com a Itália e a Alemanha, e fluviais (transporte de minério pelo Danúbio). Destacado setor turístico. As importações e exportações abrangem maquinaria e material de transporte, veículos, material elétrico e produtos químicos.
Áustria Mapa econômico
HistóriaPré-históriaOs fósseis mais antigos remontam ao Paleolítico Médio. Em Langmannersdorfm, foram achadas estruturas de cabanas e vestígios de artefatos gravetenses, e em Willendorf, duas estatuetas femininas. Durante o Neolítico as influências culturais da Europa Oriental fluíram através do Danúbio, introduzindo a agricultura e a cerâmica. Na Idade do Ferro, floresceu a cultura de Hallstatt.
As origensPovoado por tribos celtas a partir do séc. V a.C., o território foi integrado nas províncias da Récia, Nórica e Panônia pelos romanos, que fundaram as principais cidades: Vindobona (Viena), Colonia Hadriana (Salzburgo) e Lentia (Linz). A partir do séc. IV tiveram lugar as invasões bárbaras, destacando-se a dos povos bávaros. Em 803 Carlos Magno criou a Ostmark do Império Carolíngio, dependente do ducado da Bavária. Em meados do séc. XI, Otto o Grande venceu os magiares e adjudicou o país à família Babenberg, que o governou até o séc. XIII. Em 1246 passou para a Boêmia e o seu rei, Otakar II, reinou sobre a Áustria, Estíria, Carníola e Caríntia. A eleição de Rodolfo I (1273) como imperador do Sacro Império Romano-Germânico marcou o início do domínio dos Habsburgo, que na Áustria se prolongaria até 1918.A casa da ÁustriaFrederico V uniu os domínios dos Habsburgo e proclamou-se arquiduque da Áustria (1457). Foi um período de prosperidade econômica. No terreno político, a Áustria começou a desempenhar um papel relevante no conjunto do Sacro Império que cristalizou-se na eleição de Maximiliano I (1493-1519) como imperador. Através de uma política de alianças e uniões matrimoniais, incorporou no Império territórios da casa de Borgonha (os Países Baixos e o Franco Condado) e estabeleceu parentesco com as monarquias da Boêmia, Hungria e Espanha. O seu neto Carlos V foi nomeado imperador. Em 1521, o Tratado de Worms adjudicava os territórios dos Habsburgo ao irmão de Carlos, Fernando. Em 1526 Fernando I recebeu a coroa da Hungria. A Áustria dirigiu então a atenção para as terras do Danúbio, a fim de deter a expansão turca.Reforma e ContrarreformaCom uma nobreza protestante na Áustria e na Hungria ( Reforma), camponeses anabatistas, uma Boêmia calvinista e uma Contrarreforma impulsionada pelos Jesuítas nas grandes cidades, as divisões religiosas tiveram importantes consequências que culminariam na Guerra dos Trinta Anos. A Áustria abriria uma nova etapa (tratados de Vestfália 1648) centrada na política do novo Estado formado ao longo dos séculos.O Estado do Danúbio e as rivalidades com a FrançaNo séc. XVIII, a luta contra a expansão otomana continuou (Império Turco-Otomano). Atingiu os seus momentos mais dramáticos com a chegada dos turcos às portas de Viena (1683). Depois, a Áustria foi conquistando territórios para assegurar a posse do Danúbio e, em 1718, anexou o banato e parte da Valáquia, da Bósnia e da Sérvia. A rivalidade com a França manifestou-se na Guerra da Sucessão da Espanha. Carlos VI (1711-1740) promoveu o comércio interior, criou companhias comerciais (Ostende), tirou proveito dos portos do Adriático e fomentou a indústria. Com sua morte, deu-se a Guerra da Sucessão Austríaca, terminada em 1748. Maria Teresa foi coroada. No seu reinado e no do seu filho José II, as ideias mercantilistas foram interpretadas sob os vieses fisiocrata e populista: liberalização alfandegária, educação pública e abolição da servidão da gleba, reformas civis e políticas, guiadas por um absolutismo iluminista de cunho centralista e germanizante. Na política externa a perda da Flandres austríaca (1793) foi compensada pela anexação de territórios procedentes da partilha da Polônia (a Galícia e a Bucóvina).Do Império Austríaco ao Império Austro-HúngaroEm 1806 Francisco I renunciou ao Sacro Império Romano-Germânico e fundou o Império Austríaco. Pelo Congresso de Viena (1814-1815) o Império Austríaco, dirigido de fato pelo chanceler Klemens Lothar Metternich-Winneburg, obteve todos os seus territórios históricos, a supremacia na Itália e a presidência da Confederação Germânica. A revolução de 1848 aboliu o regime feudal no campo, mas o imperador Francisco José I esmagou as rebeliões burguesas democráticas em Praga, Viena e na Hungria (1848-1849). O fracasso diplomático após a Guerra da Crimeia (1856) e a derrota na Itália (1859) marcaram um período complicado que terminou com a derrota frente à Prússia na (Guerra Austro-Prussiana). Em 1867, com o Ausgleich a Áustria aceitou a monarquia compartida com a Hungria, origem do Império austro-húngaro.A I Guerra Mundial e o fim do ImpérioO expansionismo austro-húngaro nos Balcãs foi barrado pela Sérvia, apoiada por Rússia e França. Após a anexação da Bósnia-Herzegovina ao Império Austro-Húngaro, a tensão gerada na zona culminou com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono imperial, pelas mãos de um nacionalista sérvio. Havia estourado a I Guerra Mundial. A derrota das potências centrais no conflito bélico provocou a desintegração do Império: nasceram dois novos Estados (a Tchecoslováquia e a Iugoslávia); a Itália e a Romênia anexaram para si, respectivamente, o Tirol do Sul, a Ístria e a Transilvânia; a Hungria e a Áustria se separaram.Da I República ao AnschlussEm 1918 foi proclamada a República da Áustria (reduzida à chamada Áustria alemã, menos o Tirol do Sul, integrado ao reino da Itália). Inicialmente, colocou-se a possibilidade de uma união com a Alemanha, mas as potências vencedoras opuseram-se radicalmente. Após um primeiro governo de unidade presidido pelo social-democrata K. Renner, a partir de 1920 governaram os sociais-cristãos do partido conservador dirigido pelo arcebispo de Viena, I. Seipel. O agressivo confronto entre ambas as forças políticas e o aparecimento dos nazistas em 1930 criaram uma instabilidade política e uma violência social que o chanceler conservador E. Dollfuss tentou deter ao abolir os partidos políticos e promulgar uma nova constituição de caráter totalitário em 1933. Dollfuss foi assassinado pelos nazistas no ano seguinte e A. Hitler começou a pressionar para acelerar o Anschluss, a incorporação da Áustria na Alemanha, que ocorreu em 1938 com a invasão militar. A Áustria tornou-se uma província alemã, Ostmark, e como tal participou da II Guerra Mundial.A II RepúblicaEm 1945, o Governo provisório declarou ilegal o Anschluss e restabeleceu a república soberana e democrática, embora ficasse até 1955 sob jurisdição militar compartilhada dos EUA, Reino Unido, França e URSS. Com o Tratado de Viena (1955), a Áustria recuperou a plena independência e proclamou a sua neutralidade. Em 1970 a presidência passou para os socialistas (a era Kreisky), que continuaram a promover a estabilidade interior e internacional e o Estado do bem-estar social. Em 1986 Kurt Waldheim, até então secretário-geral da ONU, foi eleito presidente. Porém, uma comissão internacional reconheceu as acusações sobre a sua participação em crimes de guerra nazistas, fato que provocou divisões no seio do Governo e uma controversa imagem internacional.A Áustria na União EuropeiaO desaparecimento da URSS e o fim da Guerra Fria permitiram que a Áustria iniciasse a sua integração aos foros internacionais. Tornou-se Estado membro da União Europeia em 1995. Na década de 1990 teve de enfrentar o problema da imigração. Uma das causas desse conflito foi o crescimento de partidos políticos de orientação xenófoba e ultranacionalista. Na Áustria, essa opção esteve representada pelo Partido Nacional Liberal, liderado por J. Haider. Em 1999, fez parte do Governo do conservador W. Schüssel, o que implicou para a Áustria uma série de sanções por parte da comunidade internacional, especialmente da UE. Em 2002 foi adotado o euro e reacendeu-se o debate sobre a sua entrada na OTAN, o que significaria o abandono do estatuto de neutralidade estabelecido no final da II Guerra Mundial. Nesse mesmo ano, Schüssel revalidou o seu mandato como chefe do Governo após a vitória nas eleições gerais. Dois anos depois foram realizadas eleições presidenciais, das quais o candidato socialdemocrata, H. Fisher, foi vencedor, sucedendo o chefe de Estado, T. Klestil, que tinha permanecido no cargo desde 1992. Em maio de 2005 o Parlamento ratificou o Tratado de Constituição Europeia. Nas eleições legislativas de 2006, e contra todos os prognósticos, os socialdemocratas se impuseram ao Partido Popular de Schüssel por uma estreita margem de votos. O presidente Fischer encarregou a composição do novo governo ao líder socialdemocrata Alfred Gusenbauer, quem administrou um governo de grande coalizão com o Partido Popular. Após o fracasso da coalizão, foram celebradas eleições gerais antecipadas em setembro de 2008. Socialdemocratas e democristãos, apesar de conservarem o primeiro e o segundo lugar respectivamente, sofreram uma forte queda nas urnas, enquanto os partidos de extrema direita (Partido Liberal e União pelo Futuro) obtiveram quase 30 % dos votos.
ArteO românico consolidou-se nos sécs. XI-XII (Abadia de Klosterneuburg), época em que Salzburgo era um centro da arte da iluminura. Por volta de 1250 desenvolveu-se a tipologia da hallenkirche, que se traduziu em igrejas de grande amplitude (coro da Igreja de Zewttl, Catedral de Santo Estevão, em Viena).Nas primeiras décadas do séc. XVI a corte do imperador Maximiliano I foi um centro renascentista (Goldenes Dachl e Mausoléu da Hofkirche, em Innsbruck) e no séc. XVII manifestavam-se em Salzburgo reflexos de uma arte nacional. O barroco austríaco culminou com J.B. Fischer von Erlarch (séc. XVIII), que passou das influências de Borromini nas obras de Salzburgo (Igreja da Santíssima Trindade) para o classicismo da Igreja de São Carlos Borromeu, em Viena, e para a monumentalidade do Palácio de Schönbrunn. O escultor mais relevante da época foi G.R. Donner, autor da neomaneirista Fonte dos Rios, em Viena. Na pintura destacou-se F.A. Maulbertsch. Após 1857 afirmou-se o ecletismo arquitetônico, a partir da reforma urbanística realizada por G. Semper. Na pintura destacaram-se o modernista G. Klimt e o simbolista E. Schiele, que antecipou o expressionismo de Oskar Kokoschka. Após a II Guerra Mundial, Hundertwasser praticou o abstracionismo e o escultor F. Wotruba a figuração neoprimitiva. Na década de 1970 apareceu a body art (A. Rainer, G. Brus e H. Nitsch) e em finais do séc. XX as tendências multiplicaram-se com escultores como E. Wurm e F. Graf e pintores como H. Brandl ou H. Scheibl.
CinemaIniciada a guerra, os melhores artistas austríacos (F. Zinnemann, Billy Wilder, Otto Preminger e Eric von Stroheim) emigraram para os EUA. Acabado o conflito, recuperou-se o melodrama histórico, cujo sucesso internacional — a trilogia de Sissi (1955-1957), de Ernest Marischka — consagrou Romy Schneider. A partir da década de 1960 destacaram-se diretores atípicos, como Joörg Eggers, Herbert Vesely, Titus Leber, Niki List, Alex Corti e, especialmente, Michael Haneke (Código Desconhecido, 2000; A Pianista, 2001, e Le temps du loup, 2003). Além de M. Haneke, a figura do diretor Ulrich Seidel destacou-se nos últimos anos.
LiteraturaAté o séc. XIX a diferenciação da literatura austríaca dentro da literatura em alemão é puramente geográfica, ainda que apresente particularidades e contrastes significativos. Na Áustria, o brevíssimo período do romantismo teve um prolongado e fecundo epílogo no Biedermeier. Resignação, sentimento de desarraigamento da realidade política, retorno anacrônico ao passado, fabulação sobre as expectativas e a magia da vida cotidiana constituem a visão do mundo dos grandes autores deste período: F. Grillparzer, F. Raimund, J. Nestroy, A. Stifter e N. Lenau. Mas a mudança de século trouxe uma literatura rica que deixava transparecer a crise dos valores ocidentais. Em seguida, triunfou o expressionismo de G. Trakl e a resposta da cidade de Praga à explosão cultural de Viena, com escritores como R.M. Rilke (Os Cadernos de Malte Laurids Brigge, Elegias de Duíno), F. Werfel, M. Brod ou F. Kafka (O Castelo, A Metamorfose, O Processo). Duas grandes figuras revolucionaram o romance na época: o citado F. Kafka e R. Musil (O Homem sem Qualidades). O nazismo interrompeu bruscamente este movimento. A literatura austríaca do pós-guerra incluiu entre os seus temas a guerra e o nazismo. Destaca-se a figura do poeta Paul Celan, cuja angustiada reflexão sobre a natureza humana, a partir da experiência dos campos de concentração, constitui uma das obras poéticas mais consistentes da literatura alemã. Entre os escritores da segunda metade do séc. XX, sobressai a narrativa de I. Bachmann, o romancista e dramaturgo P. Handke e, de modo especial, T. Bernhard. Entre os autores do final do séc. XX, destacam-se o romancista C. Ransmayr, a dramaturga E. Jelinek e a poetisa F. Mayröcker.
MúsicaNo séc. XVI, o centro mais destacado do Meistersang austríaco foi o Tirol, onde foi fundada a primeira Singschule (Schwaz, 1532). Por sua vez, a música sacra polifônica foi muito protegida na primeira metade do séc. XVI pelos Habsburgo, e os 7 códigos, denominados de Trento, transmitiram o repertório das capelas imperiais de Viena, Innsbruck e Graz, onde trabalharam os primeiros músicos austríacos importantes: P. Hofhaimer e L. Lechner. O séc. XVIII abre o período glorioso do classicismo vienense. Com F.J. Haydn, W.A. Mozart e L. van Beethoven, a Áustria tornou-se o centro da experimentação musical europeia. Igualmente se destacaram neste momento cultural outros músicos, como J.M. Haydn, K.D. von Dittersdorf, J.N. Hummel e C. Czerny. Por seu lado, F. Schubert representa o espírito do mais elevado romantismo musical vienense. Em 1800, Viena, juntamente com Paris, foi a capital europeia da música. Paralelamente, desenvolveu-se a música de dança com J. Lanner, criador da valsa vienense, e J. Strauss. Por volta de 1850, surgiram grandes polêmicas entre wagnerianos (A. Bruckner e H. Wolf) e defensores da música pura, como Brahms, que se transferiu para a capital austríaca em 1862. A segunda escola vienense, centrada em volta da personalidade de A. Schönberg e dos seus alunos A. Berg e A. Webern, constitui o fator de maior relevo no panorama musical da Áustria do séc. XX. Entre os mais destacados compositores austríacos da segunda metade do séc. XX, há que se citar, entre outros, E.W. Korngold, F. Schreker, J. Marx, H. Gal, E. Toch, J.N. David, T. Berger, R. Schollum, F. Cerha, E. Wellesz, E. Krenek, H. Jelinek, H.E. Apostel e G. von Einem.

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