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   > Na rede

EV
Austrália
Commonwealth of Australia
 Forma de governoestado federal
 Superfície7.692.030 km²
 Localidade22.782.712 habitantes (australiano, a)
 CapitalCanberra (312.558 hab.)
 Principais cidades Sydney (3.997.321 hab.)
Melbourne (3.366.542 hab.)
Brisbane (1.627.535 hab.)
Perth (1.339.993 hab.)
Adelaide (1.072.585 hab.)
 
Mais dados
Estado insular da Oceania. Banhado pelo Índico ao O e S e pelo Pacífico ao N e E. Com uma superfície de 7.692.030 km² e uma população de 22.782.712 habitantes, o país divide-se em seis estados federados, mais o Território do Norte e o Território da Capital. Capital: Canberra. Língua oficial: inglês. A religião mais difundida écatólica.

Estrutura administrativa
da Austrália

Estados

Superfície (km2)

População

Capital

População

Austrália Meridional

943.480

1.467.261

Adelaide

1.072.585

Austrália Ocidental

2.529.880

1.851.252

Perth

1.339.993

Território da Capital Australiana

2.360

312.558

Camberra

312.558

Nova Gales do Sul

800.640

6.371.745

Sydney

3.997.321

Queensland

1.730.650

3.655.139

Brisbane

1.627.535

Tasmânia

68.400

456.652

Hobart

191.169

Território do Norte

1.349.130

210.664

Darwin

109.419

Vitória

227.420

4.644.950

Melbourne

3.366.542


GeografiaMeio físicoO relevo da Austrália é formado por um corpo central e ocidental, ao qual se contrapõe, ao longo de 3.000 km, do N ao S, a Grande Cordilheira Divisória, constituída por uma sucessão de planaltos. No extremo S surgem os Alpes Australianos (Kosciusko 2.230 m, a maior altitude do país) e o maciço das montanhas Azuis. No interior, estendem-se os desertos de Gibson, o Grande Deserto de Arena, o Grande Deserto Vitória e as planícies de Nullarbor. A costa, com mais de 19.000 km de perímetro, dá lugar a formações como a Grande Baía Australiana, o golfo da Carpentária, a península do Cabo York e a Grande Barreira Coralina, de 2.000 km de comprimento. O rio mais importante é o Murray, com um comprimento de 2.575 km e uma bacia extensa (910.000 km2). Ao N do Murray aparece a Grande Bacia Artesiana, que dá lugar a lagos salgados, entre os quais o Eyre (9.583 km2). A Austrália localiza-se quase por completo na região tropical austral, ainda que apresente diferentes zonas climáticas. O clima do N e NE é úmido, com precipitações que superam os 1.200 mm anuais registradas principalmente no verão. No SE, o clima é subtropical e úmido, com mais de 1.000 mm de precipitações anuais. Na região chuvosa do E e N do país encontra-se um bosque tropical de chuva e relevos montanhosos e nas regiões do S aparece um bosque dominado por diversas espécies de eucaliptos, enquanto no resto do país se estendem amplos espaços de pradaria. A formação mais presente no país é o scrub, estepe de acácias e arbustos de diferentes espécies.
Austrália Vista do lago Burley Griffin na cidade de Canberra
População e povoamentoOs aborígenes chegaram por via marítima à Austrália. A fragmentação dos grupos e o baixo número de habitantes (os aborígenes nunca superaram os 600.000) favoreceram a continuação da forma de vida nômade dos grupos de caçadores. Com a chegada dos colonos brancos no início do séc. XIX, a população aborígene foi reduzida drasticamente e, no início do séc. XX, rondava os 50.000. A partir da década de 1950, foram adotadas medidas em seu favor e, desde 1977, instituíram-se reservas onde residem os sobreviventes de 300 dos 500 grupos recenseados no início do séc. XX (cerca de 80.000 aborígenes). O grande fluxo emigratório para a Austrália aconteceu em meados do séc. XIX e os grupos mais numerosos, além dos britânicos, foram os italianos, gregos, neerlandeses, alemães e sírios, que se estabeleceram nas zonas costeiras. Com uma população de 20.325.926 hab., o país apresenta uma densidade demográfica de 3 hab./km2. 88% da população é urbana e os principais centros urbanos encontram-se na região SE do país. Sydney é o maior porto, assim como o centro financeiro e industrial do país. Melbourne é um centro comercial muito ativo. Brisbane, Adelaide e Perth são centros portuários notáveis, e a importância de Canberra vem da sua condição de capital federal.Estrutura econômicaTerritório colonial para fornecimento de produtos ao Reino Unido, a Austrália desenvolveu estruturas econômicas sólidas e industrializou-se com rapidez, situando-se entre os países mais ricos do mundo, com intenso crescimento demográfico.
Austrália Mapa econômico
• Agricultura, pecuária e pesca Principais cultivos: trigo, aveia, cevada e frutas (banana, abacaxi, maçã e pêra). A horticultura é realizada nos arredores das cidades. Entre as culturas industriais, a cana-de-açúcar ocupa o primeiro lugar, seguida do algodão, tabaco, uvas e citrinos. A pecuária também é importante (ovinos e bovinos). A atividade pesqueira é secundária.• Mineração e indústria A Austrália é um dos principais produtores de minerais do mundo: ferro, zinco, cobre, chumbo, urânio e ouro, além de prata, tungstênio, magnésio, titânio e diamantes. Primeiro exportador mundial de carvão, rico em petróleo e gás natural. A principal concentração industrial encontra-se na zona de Sydney. Outras áreas industriais são: Brisbane, Melbourne, Adelaide e Perth. Os setores industriais de maior produção são o siderúrgico e o metalúrgico, dedicado ao aço, alumínio, zinco, chumbo e cobre. A indústria mecânica atua principalmente nos setores aeronáutico, automobilístico e de maquinaria para a extração de minerais. Também existem indústrias químicas e petrolíferas. A indústria têxtil é ativa no setor da fiação, enquanto as principais indústrias alimentícias são as da conserva e a açucareira.• Infraestruturas de transportes e balança comercial Devido à grande extensão do país, as ligações terrestres entre as principais cidades são difíceis, sendo realizadas através das linhas aéreas, mas a rede ferroviária e rodoviária é especialmente densa nas zonas populosas do litoral. A principal autoestrada (a Stuart) atravessa o país de N ao S, enquanto a maior linha ferroviária (quase 4.000 km) une Perth e Sydney. Os portos mais ativos são Sydney, Melbourne, Perth e Brisbane. O país exporta minerais e produtos agrícolas e importa petróleo e outros produtos básicos para a indústria. As trocas comerciais realizam-se com o Japão, EUA, China, Nova Zelândia e Alemanha.
HistóriaPré-históriaAs populações de Homo sapiens sapiens e outras formas próximas do homem de Java da Ásia Meridional aventuraram-se pelo mar de Timor e fixaram-se na costa e nas bacias fluviais há mais de 100.000 anos. Duas tradições distinguem a sua pré-história: a dos lascadores obtidos por desbaste de blocos de pedra, encontrados na região de Arnhem e no lago Mungo, com uma antiguidade de 22.000 anos, e restos humanos na região de Kow Swamp. Descobriram-se mostras de arte rupestre em Koonalda e Laura, com 13.000 anos. Esta cultura arcaica foi substituída (6.000 anos mais tarde) por uma cultura caracterizada por utensílios conseguidos com retoques a pressão (pontas Kimberley, Pirri, Mudukien e Bondeien). Entre os achados de culturas recentes, destacam-se os machados de pedra polida, que permitem saber a data das fases culturais da população. Explorações europeiasEm 1606 o neerlandês W. Janszoon, que tinha zarpado de Baten (Java) para explorar a Nova Guiné, chegou à costa noroeste da península do Cabo York e criou um prolongamento da Nova Guiné. No mesmo ano o português L. Vaz de Torres, margeando o Sul da Nova Guiné, cruzou o estreito que a separa da Austrália. Em 1616 D. Hartogszoon chegou à costa ocidental do centro da Austrália, desembarcou na baía Shark e subiu parte da costa norte, anexando-a à Terra Austral. Outros navegadores, como Nuyts e Thijszoon, foram mais ao E e chegaram à Grande Baía Australiana (1626-1627), constatando que a Terra Austral tinha uma costa meridional. Para definir melhor a superfície e a costa da Nova Holanda, A. Tasman recebeu a tarefa de explorá-la (1642), descobrindo a Terra de Van Diemen (chamada posteriormente Tasmânia) e chegou à costa da Nova Zelândia, regressando pelo estreito de Torres e demonstrando desta forma que a Nova Holanda estava rodeada de mares. Com a queda neerlandesa, os ingleses tomaram o controle da exploração do continente. Em 1686 E. Dampier permaneceu na costa do NO australiano (1691) e, mais tarde (1699), o Governo inglês enviou-o para explorar a costa E, ainda desconhecida. Em 1768 a Real Sociedade de Geografia de Londres encarregou J. Cook de explorar os mares do Sul. Na primeira (1768-1771) das suas três viagens, circum-navegou a Nova Zelândia, percorreu a costa E da Austrália, desembarcou em Botany Bay e cruzou o estreito de Torres, deixando aberta a via para a colonização. No séc. XIX novas explorações completaram a cartografia e, em 1817, culminando a exploração marítima, M. Flinders propôs o nome de Austrália para o continente. O interior começou a ser conhecido em 1850.ColonizaçãoNo início a colônia australina serviu como destino à deportação (1788). Apenas em 1826 a totalidade do continente ficou sob jurisdição britânica. Entre 1788 e 1824 foram fundadas outras colônias em Port Phillip, Melbourne, Hobart (Tasmânia) e Moreton Bay (Brisbane). O governador A. Phillip (1788-1792) impulsionou a presença de colonos livres. Desta forma, surgiu uma classe privilegiada, formada por agricultores, funcionários públicos e militares, com certas prerrogativas. A situação mudou em 1821 quando foram abertas à colonização as pradarias que se estendiam no outro lado das montanhas Azuis (Lawson, 1813) e se desenvolveu a pecuária, sobretudo ovina, base da indústria de fabricação da lã. Entre 1829 e 1859, foram criados quatro dos seis estados da Austrália. Entre 1831 e 1849, a colonização tornou-se sistemática (ideia defendida pelo reformador social G.E. Wakefield). Aumentaram o número de criadores de gado (não o de colonos) e as práticas de ocupação por parte dos presos evadidos, ex-condenados e colonos, que saíam dos limites da colônia com os seus rebanhos, negando-se a pagar preços de compra ou aluguel. A população emigrada e deportada aumentou. O número de condenados no país passou de 15.700 (1828) para 150.000 (1850) entre uma população de 405.000 habitantes. Esta veio a quadruplicar entre 1850 e 1870. Fundaram-se duas novas cidades (Melbourne, 1835; Adelaide, 1836). Os colonos livres lutaram pela derrogação da deportação (1809) e pelos seus direitos políticos. O Governo britânico foi receptivo às solicitações dos colonos entre 1855 e 1859. A descoberta de ouro em Vitória e na Nova Gales (1851) fez com que a extração mineral (1860-1880) fosse um dos motores econômicos que provocaram grandes desequilíbrios. A população chegaria a 3.700.000 hab. (1901) e a malha ferroviária passou de 1.000 (1875) para 10.000 km (1891). Formaram-se sindicatos que impuseram (1850) oito horas de trabalho diário e a aprovação do direito a voto das mulheres (1894-1908). Em 1889 os trabalhos do Congresso Federal terminaram com a promulgação de uma lei (1901) segundo a qual se criava a Commonwealth dos seis estados da Austrália, com a capital em Canberra.A Austrália atualNa década de 1910 os governos conservadores aplicaram uma política de exclusão da emigração asiática e africana, de protecionismo fiscal e de organização do exército. Os governos trabalhistas não mudaram tal tendência. Na I Guerra Mundial, a Austrália combateu junto à metrópole na Nova Zelândia e nos Dardanelos. O esforço de guerra traduziu-se em conflitos sociais. A crise mundial de 1929 abriu uma etapa de depressão econômica e altos níveis de miséria. Naquela situação, a criação da Commonwealth britânica foi acolhida com frieza (1931). Em 1939 a Austrália entrou na II Guerra Mundial. As tropas australianas lutaram no Oriente Médio e no Norte da África e, depois da declaração de guerra ao Japão, foram mobilizadas para o Pacífico. Os japoneses bombardearam Darwin e, com a invasão da Nova Guiné e das ilhas Salomão, ameaçaram seriamente a integridade do país. A vitória dos EUA no Pacífico travou a expansão nipônica. Em 1945 a Austrália entrou para a ONU. A mudança do equilíbrio geoestratégico no pós-guerra estreitou os laços com os EUA e a Nova Zelândia, com os quais assinou o tratado ANZUS (1951). Trabalhistas e conservadores liberais alternaram-se no governo do país. Depois do governo liberal de M. Fraser (1975-1983), passaram a governar os trabalhistas de R. Hawke (1983-1996). No plano interno, estabilizada a economia, P. Keating (1991) realizou uma política de integração com os países do Sudeste asiático e independência da coroa britânica. O conservador J. Howard (1996) comprometeu-se a diminuir a despesa pública e a liberalizar a economia. Voltou a conquistar o cargo nas eleições antecipadas de 1998. Em 1999 realizou-se um referendo sobre a monarquia constitucional ou a república, vencido pelos partidários da monarquia e da manutenção da Austrália na Commonwealth. Nas eleições gerais de 2001 e de 2004 John Howard foi eleito novamente primeiro-ministro. Em 2006 foi aprovada uma lei que restringia o direito de asilo. Após a vitória do Partido Trabalhista nas eleições de 2007, Kevin Rudd foi nomeado primeiro-ministro. Um de seus primeiros compromissos foi assinar o protocolo de Quioto. Em 9 de fevereiro de 2009, uma onda de calor, com as temperaturas alcançando 47 ºC, ocasionou incêndios que mataram mais de 170 pessoas no sudeste do país. O fogo destruiu 700 casas e deixou 340.000 hectares de terra queimados nos estados de Victoria, Nova Gales do Sul e Austrália do Sul. De acordo com a Cruz Vermelha, 3.730 pessoas ficaram sem suas casas.
ArteDa arte dos povos nômades, que tinha uma finalidade mágica e religiosa, destacam-se os petróglifos e, sobretudo, a pintura rupestre (distrito de Kimberley, na terra de Arnhem, e nas zonas central e NO) e os peculiares desenhos geométricos realizados na areia durante as cerimônias religiosas. Em finais do séc. XVIII e no séc. XIX a arte australiana seguiu os modelos dos colonizadores. Na arquitetura impôs-se o neoclássico georgiano em versão colonial (F. Greenaway), seguido do ecletismo neogótico, neobarroco e neorrenascentista. Os pintores britânicos emigrados difundiram o realismo (S.T. Gill), o estilo pré-rafaelista e o impressionismo (T. Roberts). Do período entre guerras do séc. XX, destaca-se a pintora expressionista M. Preston. Durante a II Guerra Mundial cultivaram a arte de vanguarda W. Dobell, R. Drysdale, A. Tucker, A. Bayle e S. Nolan. Depois o arquiteto mais notável foi o austríaco H. Seidler, discípulo de Gropius e autor da Rua Austrália, em Sydney, cidade em que se destaca o edifício da Ópera (1973), do dinamarquês J. Utzon.
CinemaEm 1899 o Exército da Salvação financiou os primeiros filmes de ficção do país. Depois, apesar de uma produção considerável, o cinema não conseguiu ultrapassar as fronteiras antes da criação da Unidade Cinematográfica da Commonwealth, durante a II Guerra Mundial, sociedade que produziu os documentários de John Heyer e Ian Dunlop.. Embora o cinema de ficção tenha sido marginalizado durante décadas, devido à produção do Reino Unido e dos EUA, a recuperação veio das mãos da Corporação de Desenvolvimento do Filme Australiano, que financiou uma média de quinze longas-metragens a partir de 1972. Destacam-se títulos como Piquenique em Hanging Rock (1976) e Gallipoli (1981), de Peter Weir, Mad Max (1979), de George Miller, Calma Total (1989), de Phillip Noyce, O Casamento de Muriel (1994), de P. J. Hogan, Priscilla, Rainha do Deserto (1994), de Stephan Elliott, Shine (1996), de Scott Hicks, Lantana (2001), de Ray Lawrence, Moulin Rouge (2001), de Baz Luhrmann e Irresistible (2006), de A. Turner.
LiteraturaNão se conserva nenhum texto escrito da literatura aborígene, embora haja testemunhos orais, copiados em finais do séc. XIX por E. Eyre.A literatura australiana do primeiro período colonial (1788-1850) está representada por memórias de deportados e obras históricas e topográficas escritas por exploradores. Este material constituiu a base da literatura australiana e a ele estão vinculados escritores contemporâneos como P. White e T. Keneally. No princípio do séc. XIX, manifestou-se o amor pela paisagem australiana, como mostram os versos de C. Harpur, W. Wentworth e C. Tompson. Os escritores deixaram de sentir-se estrangeiros e começaram a interessar-se pela vida do país. Entre este grupo, destacam-se M. Clarke, R. Boldrewood, H. Kendall e A.L. Gordon.A atividade literária do final do séc. XIX guiou-se pelo semanário Bulletin, que defendia a literatura que tratava da vida australiana. Foram influenciados por esta tendência J. Furphy, autor de Such Is Life (1903), H. Lawson e S. Rudd. Alheia a ela estava, no entanto, a escritora H.H. Richardson, autora da trilogia The fortunes of Richard Mahoney. Na poesia destacaram-se A.B. Paterson, mais conhecido como Banjo, que exaltou a vida rural, B. O'Dowd, defensor da democracia, B. Boake, E. Dyson e Ch.J. Brennan, introdutor do simbolismo francês.Após a I Guerra Mundial exerceram grande influência a família Lindsay e os seguidores da revista Vision, defensores de um ideal baseado na vitalidade, alegria e fantasia. No final da década de 1930 apareceu o movimento dos Jindyworobaks, fundado por R. Ingamells, inspirado em temas aborígenes. Por outro lado, a literatura escrita por mulheres esteve no auge. Entre as escritoras, destacaram-se Katharine Susannah Prichard, autora da novela Coonardoo, Kylie Tennant e Eleanor Dark. Entre os escritores deste período encontra-se X. Herbert (1901-1984), autor do romance Capricornia (1938), de grande valor documental e sociológico. A partir de 1948 pode-se estabelecer o início do período contemporâneo com The Aunt's Story, de P. White (1912-1990), prêmio Nobel em 1973, cuja obra se caracteriza pela observação realista e pela análise psicológica, tendência seguida por R. Stow, C. Koch e D. Malouf. O romance popular esteve representado por M. West, autor de O Advogado do Diabo (1959), A.W. Upfield e C. McCullough, autor de O Pássaro Canta até Morrer (1977). Na poesia contemporânea destacaram-se A. Derwent Hope, J.P. McAuley, F. Webb, B. Beaver, D. Hewett, Judith Wright e Les Murray, considerado um dos melhores poetas autralianos. Entre os autores teatrais estiveram Ray Lawler, autor do drama The Summer of the Seventeenth Doll (1955), A. Seymour, B. Oakley, J. Hibberd, A. Buzo e J. Romeril.. Entre 1965 e finais da década de 1980 a cultura literária australiana atravessou um período de grande criatividade com o início de inúmeras tendências influenciadas pela temática dos autores pós-modernos americanos. Destacam-se M. Bail, D. Ireland, J. Tranter, J. Forbes, M. Wilding, J. Ellison e P. Carey. As décadas de 1970 e 1980 caracterizam-se pela tentativa de livrar-se da influência inglesa e por um esforço paralelo por construir uma autonomia e identidade nacionais.

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