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EV
Armênia
Hayastani Hanrapetut'yun
 Forma de governorepública
 Superfície29.743 km²
 Localidade3.274.300 habitantes (arménio, a)
 CapitalErevan (1.267.600 hab.)
 Principais cidades Vanadzor (147.400 hab.)
Goumri (125.300 hab.)
Razdan (61.300 hab.)
 
Mais dados
País da Ásia Ocidental. Limitado ao N com a Geórgia, ao E com o Azerbaijão, ao S com o Irã e ao O com a Turquia. Com uma superfície de 29.743 km² e uma população de 3.274.300 habitantes, o país divide-se em 10 regiões. Capital: Erevan. Língua oficial: armênio. A religião mais difundida écristã de rito armênio.
GeografiaA sua superfície é formada por cadeias montanhosas, variando entre planaltos de formação vulcânica e numerosas falhas tectônicas, sendo a maior ocupada pelo lago Sevan. Os rios Kura e Araks deságuam no mar Cáspio. O clima é continental. Entre a vegetação, predomina a estepe. A população constituída, majoritariamente, por armênios tem uma densidade de 108 hab./km2. Além da capital, Erevan, os principais centros são Vanadzor e Gyumri. Depois da independência, em 1991, o governo privatizou a agricultura e grande parte do setor industrial, mas a economia foi afetada pela guerra com o Azerbaijão. A partir de 1994, deu-se uma recuperação econômica. Nas zonas agrícolas, cultivam-se cereais, beterraba, batatas, tabaco, algodão, legumes, fruta e vinhedos. Pecuária bovina, ovina e caprina. Indústrias alimentícia, metalúrgica, têxtil, metalomecânica e química. Importa-se petróleo, gás natural e alimentos e exportam-se pedras preciosas e produtos minerais. As trocas comerciais realizam-se com a Rússia e antigas repúblicas soviéticas, Bélgica, EUA e Irã.
Armênia Erevan e o monte Ararat
HistóriaDa Antiguidade ao domínio turcoPovoada desde o Paleolítico, a Armênia foi um dos centros do Neolítico. Desde o séc. X ao VII a.C., foi sede do reino dos Urartu, até que, no séc. VII a.C., os armênios indo-europeus deram o nome ao país. Esteve sob domínio persa, de Alexandre Magno (a partir de 331 a.C.) e dos selêucidas. No reinado de Tigrane I, a Armênia estendeu-se até à Síria e ao Cáspio. Envolveu-se em guerras e Roma acabou por controlar toda a região (66 a.C.), sendo transformada em província romana por Trajano. Em 301, converteu-se no primeiro Estado a adotar oficialmente o cristianismo como religião oficial. No fim do séc. IV, o Império Romano cedeu parte da Armênia ao Império Sassânida. Foi invadida pelos árabes no séc. VII. Os armênios resistiram comandados pelos bagrátidas durante quase três séculos. Foi a época do feudalismo armênio. Em 1064, Ani foi desvastada pelos seljúcidas.A divisão da ArmêniaQuando a Armênia bagrati (a Grande Armênia) caiu em mãos turcas, outro Estado armênio, a Nova ou Pequena Armênia, surgiu na Cilícia. Após a conquista turca, parte da população, incluindo os príncipes Rupen e Bardzberd, emigrou para a Cilícia (1080), e fundou o reino da Pequena Armênia, que existiu até 1375. Foi governado por três dinastias: a dos Rupenos (1092-1219) que organizou o Estado levado ao seu apogeu por Leão II o Grande (1187-1219); a dinastia dos Heteus (1224-1342); e a dinastia dos Lusignan do Chipre (1342-1375). O reino desapareceria devido aos ataques dos mamelucos a meados do séc. XIV. Dominado pelo Império Turco-Otomano, no séc. XVII, os persas disputaram parte do seu território com os turcos. A Rússia, em 1828, conquistou Yerevan e Echmiadzín, centro religioso e cultural da Armênia antiga. Nos finais do séc. XIX, os armênios, sob domínio turco, revoltaram-se e o Estado turco-otomano respondeu com violência (1894-1896), que culminou nos Massacres armênios de 1909 e de 1915-1920. Com a sua população totalmente dizimada, os armênios sobreviventes optaram pelo exílio. Em 1918, a Geórgia, o Azerbaijão e a Armênia criaram a Federação Transcaucásica. Após a ocupação turca de 1920, os armênios passam a pertencer, em 1922, à República Socialista Federativa Soviética de Transcaucasiana. Novamente autônoma desde 1936, conservou a sua língua e cultura e, com a dissolução da URSS em 1991, converteu-se em Estado soberano e ingressou na Comunidade de Estados Independentes (CEI).A Armênia independenteO primeiro presidente eleito da República da Armênia foi Levon Ter-Petrosian que defendeu uma solução negociada para o conflito de Nagorno-Karabakh (o Alto Karabakh), território de população armênia situado no Azerbaijão. Os confrontos da autoproclamada República de Nagorno-Karabakh com o Azerbaijão desestabilizaram a política armênia. Nas eleições legislativas, o partido presidencialista, Movimento Nacional Armênio, obteve o controle do Parlamento. No plano internacional, as relações oscilaram entre o Irã e a Rússia. No fim de 1996, Ter-Petrosian foi reeleito presidente e, em abril de 1997, Robert Kotcharian, presidente do território de Nagorno-Karabakh, foi nomeado primeiro-ministro. O conflito do Alto Karabakh causou a demissão de Ter-Petrosian (1998). Sucedeu-lhe Kotcharian, que nomeou primeiro-ministro Andranik Markarian, líder do Partido Republicano (2000). Nas eleições presidenciais de 2003, Kotcharian obteve uma grande vitória, apesar de a oposição e os observadores ocidentais denunciarem numerosas violações das normas eleitorais básicas. Em 2007, após a morte de Markarian, Serzh Sarkissian foi eleito primeiro ministro. Em fevereiro de 2008, o próprio Sarkissian se impôs nas eleições presidenciais e sucedeu a Kotcharian à frente da presidência do país.
ArteA arte de Urartu, importante centro de trabalho do metal, dependia da tradição assíria (ruínas de Toprakale). Do séc. III a.C. ao séc. III d.C., a Armênia manteve um forte contato com o mundo cultural helênico (Basílica de Kasal, séc. IV). É notória a influência bizantina (igrejas de Ashtarak, Artik, Hripsime, Zvartnots). Com a formação do reino independente da Armênia, a arte floresceu (sécs. IX-XI) e manifestou-se em mosteiros e em igrejas (Catedral de Ani, Igreja de Gagik) decoradas minuciosamente com grandes conjuntos de afrescos (Alamar). Entre os séculos XI e XIV, adquiriu grande importância a pintura na Cilícia. Posteriormente, aperfeiçou-se sobretudo a pintura (escola de Van).
LiteraturaA literatura escrita armênia iniciou-se no séc. V com a invenção do alfabeto armênio e a tradução da Bíblia. Distinguem-se três períodos: uma época áurea (séc. V), período de historiadores (Moisés de Chorena, Eliseo Vardapet) e de notável produção religiosa (Eznik de Kolb); um primeiro renascimento cultural (Gregório de Narek, poeta e místico) que alcançou o apogeu no séc. XIII e um segundo renascimento cultural (1700-1850), destacando-se Mequitar de Sebaste. Depois de 1921, a produção literária dividiu-se entre a literatura da diáspora e a literatura armênio-soviética. A emigração levou fez com que numerosos autores como William Saroyan e Henri Troyat escrevessem na língua dos seus novos países. Entre os autores armênio-soviéticos, destacam-se o poeta Avedir Isaakian e o romancista Hrant Matevossian.

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