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EV
Arábia Saudita
Al-Arabia as-Saudiya
 Forma de governomonarquia
 Superfície2.149.690 km²
 Localidade29.195.895 habitantes (saudita)
 CapitalRiyad (3.724.100 hab.)
 Principais cidades Djeda (2.745.000 hab.)
Meca (1.614.800 hab.)
Medina (843.000 hab.)
Damman (697.700 hab.)
 
Mais dados
Estado da Ásia que ocupa grande parte da península da Arábia. Limitado ao N pela Jordânia e pelo Iraque, ao E pelo Catar e pelos Emirados Árabes Unidos e ao S por Omã e Iêmen. Com uma superfície de 2.149.690 km² e uma população de 29.195.895 habitantes, o país está dividido em 13 emirados. Capital: Riyad. Língua oficial: árabe. A religião mais difundida émuçulmana.
GeografiaOs principais relevos (Jabal as-Sada, 3.133) orlam a costa O e descem para o interior formando extensos planaltos e zonas desérticas. A aridez do território não permite que os cursos de água sobrevivam, mas no centro do país existem oásis. O clima é árido, com temperaturas extremas e precipitações escassas. A cobertura vegetal é muito pobre; nas zonas mais elevadas crescem tamargueiras e acácias e, nos oásis, tamareiras.A densidade de população não atinge 11 hab./km2. A taxa anual de crescimento demográfico é elevada devido à mortalidade baixa e à elevada natalidade (mais de cinco filhos por mulher). As cidades mais populosas são Riyad, Djeda, a capital, Meca e Medina, centros religiosos que recebem mais de 1.500.000 peregrinos por ano. A economia depende quase exclusivamente do petróleo. É o membro da OPEP que conta com um quarto das reservas do planeta e é o primeiro produtor e exportador mundial. O país dispõe de uma alta renda per capita. O setor agropecuário é baseado no cultivo de cereais (trigo, cevada), árvores frutíferas (tâmaras), legumes e na criação de ovinos e caprinos. Dispõe ainda de jazidas de gás natural, bauxita, minério de ferro, cobre, carvão e ouro. Existem complexos petroquímicos, metalúrgicos, químicos (adubos), fábricas têxteis e de cimento. O país importa maquinaria, veículos, produtos químicos, têxteis e alimentícios e exporta petróleo para os países asiáticos, para os EUA e para a UE. Conta com uma moderna rede viária e de infraestruturas.
Arábia Saudita Mapa econômico
HistóriaPré-História e AntiguidadeA Península Arábica foi desde o Neolítico uma região de trânsito de migrações entre a África e a Ásia. Na Antiguidade começou a ser frequentada por tribos nômades, que em determinadas zonas e épocas iniciaram tímidos processos sedentários. Serviu, igualmente, como fronteira entre a Mesopotâmia e o Egito. Na zona norte da península, houve invasões de povos semíticos, como arameus e hebreus, e surgiram reinos sedentários como o dos nabateus (sécs. IV a.C.-II d.C.) ou o de Palmira (sécs. I a.C.-III d.C.), que controlaram as rotas comerciais e foram o núcleo da província romana da Arábia desde o séc. I d.C. No sul floresceram os reinos de Sabá e Hadramawt (I milênio a.C. - séc. VI d.C.), este último conquistado por Roma no séc. II. Os persas sassânidas dominaram as regiões do nordeste da península, no séc. VI, até o aparecimento do Islã.A islamizaçãoA difusão do Islã deu coesão às diferentes tribos fixadas principalmente ao O da Península. Meca consolidou-se como cidade santa, mas a capital passou para Medina (632-661), seguindo-se a expansão do Império Omíada, para Damasco, e, com os Abássidas, para Bagdá. Sob o Califado Abássida adquiriu muita importância o litoral do golfo Pérsico, mas a sua decadência (séc. XI) trouxe a fragmentação do território em pequenos reinos rivais. Esta desagregação perdurou até a expansão do Império Otomano (séc. XV).
Arábia Saudita Peregrinos na maior mesquita de Meca
O domínio otomano e a independência árabePerante a presença do invasor otomano, os uaabitas ofereceram uma dura resistência, liderada principalmente pelos Saud, que ao longo dos sécs. XVIII e XIX os expulsaram da península e constituíram pequenos emirados. Paralelamente, os britânicos se estabeleceram em Áden (1839) e controlaram o canal de Suez (1869). Durante a I Guerra Mundial, o Reino Unido aliou-se a algumas tribos árabes para eliminar os últimos redutos do domínio turco. Na parte central da Arábia, Abd al-Aziz III ibn Saud conquistou Meca (1924) e Medina (1925) e os emirados de Hejaz e de Asir, aos quais também aspirava o Iêmen.Criação do Estado da Arábia SauditaEm 1932 Abdul Aziz III fundou o Reino da Arábia Saudita. Em 1945 aderiu à Liga Árabe. Os Saud aproximaram-se do Egito. Porém, quando este país ficou à frente de um pan-arabismo revolucionário e progressista, a Arábia Saudita aliou-se às forças conservadoras e pan-islâmicas. Em 1964 Faisal I Abdul Aziz subiu ao poder, promoveu uma certa modernização e enfrentou os problemas emergentes da retirada britânica da península: em 1967, a Federação da Arábia do Sul tornou-se a República Democrática do Iêmen, onde foi estabelecido um regime republicano.Da crise do Oriente Médio à atualidadeDepois do assassinato de Faisal (25 de março de 1975), o seu meio-irmão, Jalid, ocupou o trono. Após a sua morte, em 1982, sucedeu-lhe o seu irmão Fahd ibn Abdul Aziz, promotor dos acordos de paz para o Oriente Médio . O fundamentalismo islâmico e a guerra Irã-Iraque caracterizaram o período entre 1984 e 1988. Preocupados pelo aumento da tensão bélica, os Saud fizeram compras de armamento que os aproximaram dos EUA. Em agosto de 1990 quando as tropas iraquianas invadiram o Kuwait, pondo em perigo a integridade da Arábia Saudita, o rei Fahd solicitou a intervenção dos EUA, apesar da contradição que implicava a presença maciça ocidental no berço dos santos lugares do Islã. A presença de alguns dos países árabes e da própria Arábia Saudita na coligação anti-iraquiana que na Guerra do Golfo (1991) derrotou Saddam Hussein e libertou o Kuwait eliminou tal contradição. Contudo, perante a evidência da debilidade da defesa saudita, o rei Fahd reatou as relações com o Irã, interrompidas desde 1988, e iniciou uma política de apoio a vários Estados árabes e à OLP. No interior, a Arábia Saudita, em um gesto de boa vontade com as nações democráticas que a apoiaram durante a crise do Golfo, criou um conselho consultivo (Majlis ash-Shura), fato sem precedentes no país. O descontentamento com o governo e a sua dependência dos EUA, com a família real acusada de péssima gestão do país, com a política de aumentos de preços para reduzir o déficit, manifestou-se em vários atentados terroristas. O soberano enfrentou a situação, remodelou o governo e incorporou nele tecnocratas que reativaram a economia sem diminuir o poder da família real. Em 1995, o rei Fahd delegou o poder ao seu meio-irmão, o príncipe Abd Allah. A partir de então Abd Allah governou de fato e, apesar de manter uma posição mais crítica com os EUA, não negou o apoio da Arábia Saudita na luta contra o terrorismo, após os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington. Após a morte do rei Fahd em 2005 ocupou o trono o príncipe Abd Allah. Entre fevereiro e março do mesmo ano realizaram-se as primeiras eleições diretas do país, apesar do voto ser um direito exclusivo dos homens. Os comícios terminaram com a vitória das candidaturas de caráter islâmico.
Arábia Saudita O rei Abd Allah

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