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EV
Albânia
Republika e Shqipërisë
 Forma de governorepública
 Superfície28.703 km²
 Localidade2.787.615 habitantes (albanês, sa)
 CapitalTirana (353.400 hab.)
 Principais cidades Durrës (113.900 hab.)
Elbasan (97.000 hab.)
Shkodër (85.900 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa. Limitado ao N pelo Montenegro e pela Sérvia, ao E pela Macedônia e Grécia e ao S e O banhada pelo mar Adriático. Com uma superfície de 28.703 km² e uma população de 2.787.615 habitantes, o país divide-se em 12 prefeituras. Capital: Tirana. Língua oficial: albanês. A religião mais difundida émuçulmana.
GeografiaO território é montanhoso, com exceção da orla litoral. As principais formações são os Alpes Albaneses (Jezerce, 2.694 m de alt.) e as cordilheiras de Korab (2.764 m) e Tomorr (2.416 m). Os principais rios são: Drim, Mat, Seman e Vijosë. Clima e vegetação de tipo mediterrânico na costa; para o interior, encontram-se traços de continentalidade; nos cumes mais elevados, apresentam-se características de clima alpino. Com uma densidade de população de 109 hab./km2 e uma das rendas per capita mais baixas da Europa, o país sofreu uma emigração maciça para a Itália e Grécia e acolheu um grande número de refugiados vindos de Kosovo. As principais cidades são Tirana, Durrës, Elbasan, Shkodër, Vlorë, Korçë e Berat.A estrutura produtiva do país é condicionada pelas sequelas da abolição do comunismo (1990) e da transição para uma economia de mercado. A agricultura emprega a maior parte da população economicamente ativa e constitui uma parcela muito elevada do PIB. Centra-se no cultivo do trigo, milho, algodão, beterraba, tabaco, batatas e árvores frutíferas. A pecuária é de ovinos e caprinos. Importante a atividade pesqueira. Exploram-se os recursos hidrelétricos, petrolíferos e minerais (cromo). As principais indústriais são a alimentícia, têxtil, metalúrgica, siderúrgica, mecânica, cimenteira, de móveis, papeleira e do tabaco. As trocas comerciais realizam-se sobretudo com os Estados europeus, principalmente Itália. Exporta produtos manufaturados e matérias-primas e importa maquinaria e equipamentos de transporte.
Albânia Centro Internacional de Cultura de Tirana, 1988
HistóriaDa época pré-romana à medievalIlíria e Epiro, o núcleo originário da Albânia, estiveram en contato com a cultura helênica antes de serem conquistadas pelos romanos (séc. II a.C.). Após a divisão do Império Romano, os territórios albaneses da Prevalitana e do Epiro foram anexados ao Império Bizantino. No séc. VII, a Albânia esteve sob o poder dos sérvios, chamados por Bizâncio para defender as fronteiras do Império. De 917 a 1019, os búlgaros conquistaram a parte centro-sul do país. A partir do séc. XI, Veneza, Amalfi e os normandos tentaram impor sua influência no território. Após um segundo período de domínio búlgaro (1230), parte dos territórios albaneses passaram para os sérvios (dinastias Dusan e Balsa) e parte para os Ângelo de Epiro que, em 1259, possuíam vastas zonas da Albânia Centro-Meridional.O domínio otomano A derrota sérvia em Kosovo (1389) tornou possível a invasão otomana, que se efetivou após a rendição de Ioánnina (1431). Surgiu então um movimento de resistência (a Liga dos Povos Albaneses) que combateu os otomanos, cuja longa presença em território albanês contribuiu para a difusão do islamismo (no séc. XVIII, dois terços da população era muçulmana) e à fragmentação interna. No séc. XIX, Ali Pasha foi o líder de um movimento autonomista albanês. Foi assassinado, em 1822, por agentes otomanos. Após a derrota otomana na guerra russo-turca, foi assinado o Tratado de Santo Estêvão (1877): os territórios albaneses foram repartidos entre a Bulgária, Montenegro e a Sérvia; porém, o Reino Unido e a Áustria-Hungria não permitiram a divisão. Os líderes albaneses formaram a Liga de Prizren, que, inicialmente, advogava a autonomia da Albânia, mas no Congresso de Berlim (1878), as grandes potências dividiram o território entre vários estados. Em 1881, as forças otomanas derrotaram os guerrilheiros albaneses em Prizren e dissolveram a Liga. Em 1912, um levantamento albanês contra as autoridades otomanas deu origem à primeira das guerras balcânicas.A independênciaA independência da Albânia foi proclamada em 28 de novembro de 1912 e reconhecida, a seguir, pelas potências europeias. Na I Guerra Mundial, foi ocupada por tropas italianas, austríacas, montenegrinas, sérvias, gregas e francesas. Com a proclamação de Gjirokastër (1917), confirmada em Paris (1920), a Itália promoveu um estado nacional albanês independente. Estabelecida a República, Ahmed Zogu exerceu a presidência com poderes ditatoriais (1925) e proclamou-se rei em 1928. Em 1939, Mussolini invadiu o país e Vítor Manuel III foi proclamado rei da Albânia, após a fuga de Zogu. Na II Guerra Mundial, Enver Hoxha tornou-se dirigente da Frente Nacional de Libertação e conseguiu controlar o país no fim de 1944.A República PopularEm fevereiro de 1945, foi proclamada a República Popular da Albânia. Presidida por E. Hoxha e dirigida pelo Partido Comunista (mais tarde, Partido do Trabalho), estabeleceu relações com a URSS, que se deterioraram após a morte de Stalin, até a ruptura, em 1961. Em 1949, aderiu ao COMECON e, em 1955, ao Pacto de Varsóvia, que abandonou em 1968. A Albânia foi, entre 1961 e 1977, o único aliado europeu da China. Em 1976, era promulgada uma nova Constituição que abolia a propriedade privada e consagrava o caráter ateu do Estado. O poder de Hoxha viu-se reforçado pela intensa repressão interna e o crescente isolamento internacional que culminou com a ruptura das relações diplomáticas com a China (1978). A morte de Hoxha (1985) e a eleição de Ramiz Alia, chefe de Estado desde 1982, como secretário-geral do Partido, trouxeram uma abertura das relações internacionais, principalmente com os países balcânicos. Em 1990, como consequência do desmembramento da URSS, foi permitido que os cidadãos se expatriassem.A etapa democráticaEm finais de 1990, produziram-se violentas manifestações e começou o êxodo de albaneses para os países ocidentais, principalmente para a Itália. Em 1991, o presidente Alia convocou eleições legislativas livres, ganhas pelo Partido do Trabalho, rebatizado como Partido Socialista da Albânia (PSA). O PSA formou um governo de coligação com forças da oposição cuja ruptura determinou eleições antecipadas, em 1992, nas quais foi vencedor o Partido Democrático da Albânia (PDA), de Sali Berisha, que substituiu Alia na presidência. O país integrou o Conselho da Europa em 1995 e assinou um tratado de amizade com a Grécia em 1995. Os graves problemas econômicos causados pelas chamadas pirâmides financeiras, que provocaram a perda das poupanças de grande parte da população, conduziram a violentos conflitos em todo o país (1997). O presidente Berisha solicitou a intervenção militar europeia como única via para restabelecer a ordem. A instabilidade política era a tônica dominante. Em 1997, após a vitória do PSA nas eleições legislativas de julho, a Presidência foi ocupada pelo socialista Rexhep Mejdani. Entre 1998 e 1999, a Albânia viu-se envolvida no combate entre separatistas albaneses de Kosovo e as tropas sérvias, nas suas fronteiras. O conflito levou a OTAN a organizar manobras militares no país. Ao mesmo tempo, intensificou-se a ofensiva sérvia em Kosovo e milhares de albano-kosovares procuraram refúgio no território albanês, fato que veio agravar a sua precária situação econômica. Em 2001, houve um corte provisório de relações diplomáticas com a Macedônia, motivado pelo conflito armado entre a minoria albanesa da Macedônia e o governo de Skopje. Em 2002, o presidente Mejdani foi substituído pelo general aposentado Alfred Moisin. Em 2005, o ex-presidente Berisha ganhou as eleições legislativas e foi nomeado primeiro-ministro. Em julho de 2007, apesar da oposição dos socialistas, o Parlamento escolheu Bamir Topi, do PDA, como novo presidente do país.
Albânia Sali Berisha

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