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EV
África do Sul, República da
em ing. Republic of South Africa, em africâner Republiek van Suid-Afrika
 Forma de governorepública
 Superfície1.219.090 km²
 Localidade52.982.000 habitantes (sul-africano, a)
 Capitallegislativa: Cidade do Cabo; administrativa: Pretória; judicial: Bloemfontein (2.733.000 hab.)
 Principais cidades Durban (2.396.100 hab.)
Joanesburgo (1.675.200 hab.)
Soweto (1.242.500 hab.)
Port Elizabeth (848.400 hab.)
 
Mais dados
Estado da África austral, no extremo sul do continente. Limitado ao N pela Namíbia, Botsuana e o Zimbábue; ao NE, por Moçambique e pela Suazilândia; ao SE pelo oceano Índico e ao SO pelo Atlântico; o Lesoto forma um encrave no interior do território sul-africano. Com uma superfície de 1.219.090 km² e uma população de 52.982.000 habitantes, encontra-se dividido em nove províncias. Capital: Cidade do Cabo (capital legislativa), Pretória (capital administrativa e sede do governo), Bloemfontein (capital judicial). Língua oficial: africâneringlêsmatabelépedisotosuazitsongatswanavendaxosazulu. A religião mais difundida écristã.

Estrutura administrativa da República da África do Sul

Províncias

Superfície (km2)

População

Capital

População

Eastern Cape

169.580

7.131.100

Bisho

150.800

Free State

129.480

2.979.700

Bloemfontein

371.200

Gauteng

17.010

8.314.500

Joanesburgo

1.675.200

KwaZulu-Natal

92.100

9.523.600

Pietermaritzburg

433.300

Mpumalanga

79.490

3.168.900

Nelspruit

107.200

North West

116.320

3.795.900

Mmabatho

50.100

Northern

123.910

5.577.500

Pietersburg

105.900

Northern Cape

361.830

950.800

Kimberley

192.800

Western Cape

129.370

4.477.100

Cidade do Cabo

2.733.000


GeografiaMeio físicoO território da República da África do Sul compreende a extremidade sul da África, o S do vale do Limpopo e a depressão do Kalahari. Nele, uma grande estrutura plana, as únicas elevações encontram-se no extremo sul, na região do Cabo; trata-se de uma série de cordilheiras, orientadas em geral do E para o O, com origem na orogenia herciniana e separadas por longos vales. O litoral de quase todo o país é constituído por uma estreita faixa aluvial, com uma costa muito regular e poucos portos naturais, exceto no S, onde as cordilheiras do Cabo atingem o mar. Os planaltos interiores, com altitudes médias que oscilam entre 1.200 e 1.800 m, são plataformas planas, escavadas por diversos rios e dominadas por modestos relevos cônicos. O principal rio da África do Sul é o Orange, que nasce nos montes Maluti (no Lesoto) e deságua no oceano Atlântico; com uma bacia hidrográfica de 1.020.000 km2, ocupa grande parte do planalto interior. Entre os seus afluentes destacam-se o Vaal e o Molopo. O principal rio que deságua no Índico é o Limpopo, que nasce em Witwatersrand e drena o N do planalto de Transvaal, para depois entrar em Moçambique. A extremidade sul apresenta um clima mediterrâneo, com temperatura média moderada, que na Cidade do Cabo oscila entre 22 °C em janeiro e 13 °C em julho, e precipitações anuais são superiores a 600 mm. A costa oriental e a encosta do planalto registram abundantes precipitações (1.000-1.500 mm), que diminuem para O, entre 500-800 mm nos planaltos e apenas 60 mm em Port Nolloth, na costa atlântica. As oscilações térmicas são significativas nos planaltos (em Johannesburgo, 20 °C em janeiro e 10 °C em julho), e bem menos acentuadas na costa. A vegetação é de pradarias nos planaltos, de estepes nas regiões do S e O e de savana na vertente oriental. Na faixa SO, a vegetação típica é de maquis perenifólio.
República da África do Sul Costa entre Clifton e Hout Bay
População e povoamentoA população, formada por bantos (77,8 %), brancos (10,2 %), mestiços (8,7 %) e asiáticos (2,5 %), concentra-se nas regiões orientais, em especial ao longo da costa da província de KwaZulu-Natal, onde se destaca a cidade de Durban. Rumo ao O e SO, a densidade populacional é menor. Na província de Western Cape, destaca-se a Cidade do Cabo, no litoral atlântico. No interior, as principais cidades são Pretória, Johannesburgo, Bloemfontein e Kimberley.Estrutura econômicaO país conta com inúmeros recursos minerais, um florescente setor agropecuário e uma indústria sólida que fazem dele a maior potência econômica do continente.
República da África do Sul Mapa econômico
• Agricultura, pecuária e pesca No cultivo de cereais, destacam-se o milho e o trigo. Também se cultivam batatas e diversos produtos hortícolas (tomate, ervilhas, cebola e feijão, entre outros). Nos cultivos comerciais, destacam-se a cana-de-açúcar e o tabaco. Nas mesetas interiores, cultiva-se algodão e diversas oleaginosas (amendoim, girassol, soja e rícino), e na província de Western Cape, videiras e pomares (sobretudo, cítricos). A exploração das florestas assegura 90% das necessidades internas de madeira. Pecuária bovina, sendo importante a criação de ovinos para a produção de peles. Pesca, basicamente de sardinha, anchova e cavala, praticando-se sobretudo nas águas frias do Atlântico.• Mineração e indústria O país é rico em minerais: ouro (primeiro produtor mundial), diamantes, carvão (primeiro produtor africano), minerais metálicos (ferro, cromita, manganês, antimônio, vanádio e níquel) e não metálicos (amianto, fosfatos naturais, mica e enxofre). A produção de energia é praticamente toda de origem térmica. A indústria siderúrgica localiza-se sobretudo no setor de Witwatersrand, e a metalurgia dedica-se ao processamento do cobre, estanho, alumínio e outros metais. A indústria mecânica abrange linhas de montagem de automóveis, veículos, aviões, embarcações e aparelhos elétricos. A indústria química registra uma importância notável, destacando-se a produção de gasolina sintética, ácido sulfúrico, superfosfatos, matériais plásticos, caucho, amoníaco sintético, resinas sintéticas, corantes e fertilizantes. O setor petroquímico conta com diversas refinarias, localizadas na sua maior parte em centros portuários, Cidade do Cabo e Durban. No setor têxtil, destacam-se a indústria de algodão e de lã. Também prolifera a indústria alimentícia (conservas de carne, fruta e legumes, fábricas de açúcar, cerveja e óleos), de calçados e de tabaco.• Infraestruturas de tranportes e balança comercial As principais conexões são os centros portuários e, no interior, Johannesburgo e Pretória. Na rede ferroviária, a linha principal é a que une a Cidade do Cabo com as cidades de Johannesburgo, Pretória, Vereeniging. Desde Johannesburgo, um leque de linhas ferroviárias estende-se até as principais cidades de Free State, Northern e Mpumalanga. Entre os portos, destacam-se os da Cidade do Cabo, Durban, Saldanha, Richards Bay, East London e Port Elizabeth. O tráfego aéreo conta com os aeroportos internacionais de Johannesburgo, Cidade do Cabo, Pretória, Durban e East London. A África do Sul importa sobretudo produtos industriais e exporta matérias-primas. A balança comercial registra um ligeiro superávit. Os intercâmbios comerciais realizam-se principalmente com o Reino Unido, os EUA e a Alemanha.
HistóriaDas origens ao fim das guerras anglo-bôeresÉ escassa a informação disponível sobre a região sul da África anterior à chegada dos portugueses, no séc. XV. Naquela época, o território já era habitado pelos bosquímanos (san) e pelos hotentotes (khoi-khoi). Em 1487, o português Bartolomeu Dias alcançou o cabo da Boa Esperança. Foi apenas em 1631 que a Companhia Holandesa das Índias Orientais fundou aí uma estação postal; vinte anos depois (1652), Jan Van Riebeeck organizou em nome da Companhia um império para o qual afluíram grupos de agricultores holandeses ( bôer), seguidos dos huguenotes franceses, formando assim a primeira colônia europeia na África. Com o pretexto de reprimir uma revolta bôer contra a Companhia, os britânicos ocuparam a região do Cabo em 1795 e instauraram o regime colonial, reconhecido mais tarde no Congresso de Viena (1815). No entanto, não tardaram a surgir graves divergências entre britânicos e bôeres, pelo que em 1837 os bôeres decidiram emigrar em massa rumo ao N para o Grande Trek, estabelecendo-se entre os rios Orange e Vaal, enquanto outro grupo fundava na costa oriental uma república (1840) chamada Natal. As tropas britânicas invadiram Natal em 1842, o que resultou num segundo êxodo dos bôeres para o outro lado do rio Vaal. Em 1852, os britânicos reconheceram a federação do Transvaal, e dois anos depois a autonomia dos territórios situados no S do Vaal, com o nome de Estado Livre de Orange. Em 1856, as repúblicas bôeres formaram um Estado federal, a República da África do Sul, ação considerada pelos britânicos como uma violação das convenções anteriores. Por outro lado, a descoberta de enormes jazidas de ouro e diamantes levaram ao aumento da pressão britânica, forçando Orange a ceder parte dos seus territórios. Os britânicos impuseram um protetorado sobre o território dos soto e dos suati. Em 1872, a colônia do Cabo obteve a autonomia do Governo britânico. Cecil Rhodes impediu as tentativas dos portugueses de unir Angola a Moçambique e assegurou aos britânicos o monopólio mineiro sobre as extensas regiões situadas ao N, que apelidou de Rodésia ,dividida em Rodésia do Norte e Rodésia do Sul. Em 1877, foi proclamada a anexação do Transvaal: os bôeres, comandados por S.J.P. Kruger, rebelaram-se e derrotaram os britânicos, que tiveram de reconhecer de novo a independência da República da África do Sul. Porém, a descoberta de riquíssimas jazidas de ouro em Witwatersrand reacendeu a cobiça dos britânicos. Entre 1899 e 1902 teve lugar a Guerra dos Bôeres, na qual os bôeres foram obrigados a reconhecer a superioridade numérica e técnica dos britânicos.Do tratado de Vereeniging ao fim do apartheidA paz foi finalmente alcançada através do Tratado da União, assinado em 31 de maio de 1902. As duas repúblicas bôeres transformaram-se em colônias britânicas, com a promessa de uma autonomia próxima. Em 31 de maio de 1910, as quatro colônias do Cabo, Natal, Orange e Transvaal formaram, sob o domínio britânico, uma grande federação, a União da África do Sul, com o general Botha como primeiro-ministro. A União participou na Primeira Guerra Mundial ocupando as colônias alemãs da África Oriental e da África do Sudoeste (atual Namíbia, atribuída em mandato pela Sociedade das Nações). As eleições de 1924 levaram ao governo o Partido Nacionalista, chefiado por Hertzog. Em 1931, com o Estatuto de Westminster, a União foi reconhecida como Estado independente, membro da Commonwealth. Após algumas hesitações, a União se alinhou durante a Segunda Guerra Mundial ao Reino Unido, mas a oposição ao regime pactista de Smuts (1939-1948) cresceu. Aquela apelava claramente à separação racial ( apartheid) e à exclusão dos não-brancos dos direitos políticos, apesar dos brancos se encontrarem em absoluta minoria relativamente aos nativos africanos, entre os quais se destacavam os bantos e os asiáticos, sobretudo indianos. Também fazia parte desta doutrina a criação de estados autônomos para os bantos (Bantustão). Em 1948, o Novo Partido Nacional (NNP), chefiado pelo reverendo Malan, colocou em prática os princípios do apartheid e, um ano depois, quando a ONU substituiu a Sociedade das Nações, decidiu anexar a África do Sudoeste. A política de Malan foi continuada por J. Strijdom (1954-1958) e por H.F. Verwoerd (1958-1966), que consolidou os princípios do apartheid e decidiu abandonar a Commonwealth (1961). Em 31 de março de 1961, a União proclamava a sua independência, constituindo-se na República da África do Sul, com uma Constituição que excluía os não-europeus dos direitos políticos. No entanto, já estavam formados havia algum tempo movimentos entre os bantos para a consecução dos plenos direitos civis e políticos; entre estes, destacava-se o Congresso Nacional Africano (CNA), fundado em 1913. Em 1966, Verwoerd foi assassinado no Parlamento. O seu sucessor, J. Vorster, assumiu uma linha política mais flexível, embora igualmente inspirada nos critérios do apartheid. Em setembro de 1978, o chefe de governo Vorster apresentou a demissão, sendo substituído pelo ex-ministro da Defesa P.W. Botha. O novo chefe do Governo tratou de dar um caráter mais eficiente a uma política continuada que reprimiu com dureza qualquer tipo de oposição. Em novembro de 1983, em resposta ao progressivo isolamento do regime branco, foi aprovada uma reforma constitucional que conferia uma representação parlamentar às minorias dos coloureds (mestiços) e dos asiáticos, confirmando para a população negra a fórmula discriminatória do Bantustão. Em 1985, a situação piorou novamente e, face à violenta repressão, inúmeros países aplicaram sanções econômicas à República da África do Sul. Após a demissão de Botha em 1989, a presidência de Frederik W. De Klerk incitava a previsão de mudanças na política sul-africana: sob a pressão da comunidade internacional e paralelamente a um processo de pacificação regional que compreendeu a independência da Namíbia (março de 1990), De Klerk levou a cabo um desmantelamento progressivo do sistema do apartheid, que conduziu à legalização do CNA e à libertação do seu chefe carismático, Nelson Mandela.
República da África do Sul Nelson Mandela
Do fim do apartheid à atualidadeApesar da forte resistência dos extremistas, De Klerk ativou o processo de revisão constitucional (1991). Em novembro de 1993, o Parlamento aprovou a Constituição provisória, abrindo caminho às primeiras eleições multirraciais na história do país (27 de abril de 1994), que deram a vitória a Nelson Mandela. Este formou um governo de coligação com De Klerk como vice-presidente. Os primeiros desacordos no interior da coligação surgiram em 1995, quando foi proposta a criação de uma comissão de inquérito sobre os crimes cometidos pela polícia durante o apartheid. Paralelamente, agravou-se a situação em Natal, com violentos confrontos entre militantes do CNA e simpatizantes do partido zulu Inkhata. Em novembro de 1995, as primeiras eleições autárquicas livres deram uma clara vitória ao CNA, apesar da polêmica provocada pelas acusações de corrupção lançadas contra a esposa de Mandela, Winnie, obrigada a demitir-se do cargo de ministra da Cultura. Em maio de 1996, o Parlamento aprovou a nova Constituição, dando uma configuração política definitiva à África do Sul do pós-apartheid. Em dezembro de 1997, Nelson Mandela abandonou a presidência do CNA. Sucedeu-lhe no cargo Thabo Mbeki, moderado e conciliador. Por outro lado, a crise econômica provocou um certo desânimo entre os partidários do CNA e do Partido Nacional. Assim, apesar da vitória alcançada pelo CNA nas eleições legislativas de junho de 1999, o Partido Democrático, liderado por Tony Leon, consolidou-se como a principal força da oposição. Mbeki foi eleito novo presidente da República. Com índices de homicídios e de estupros elevadíssimos e com uma notável intensificação dos protestos sindicais, a estabilidade política do país também se encontrava ameaçada pelas desigualdades econômicas e pelos conflitos raciais herdados do apartheid. Na política externa do séc. XXI, a África do Sul consolidou-se como uma das potências africanas que lideram o processo de união política e econômica dos Estados do continente. Nesta linha, em agosto de 2002 foi celebrada em Durban a conferência da Organização da Unidade Africana (OUA) na qual se acordou a criação da União Africana (UA), segundo o modelo da União Europeia, presidida por Mbeki. Nas eleições gerais celebradas em abril de 2004, a lista encabeçada por Mbeki venceu com ampla maioria. Em junho de 2005, os escândalos econômicos nos quais se encontraram envolvidos altos funcionários da administração provocaram a destituição do vice-presidente da República, Jacob Zuma. Em setembro de 2008, o presidente Mbeki apresentou a sua demissão de acordo com a petição da cúpula do seu partido e foi substituído no cargo por Kgalema Motlanthe. Nas eleições gerais de abril de 2009, a ANC obteve 65,9 % dos votos e seu líder, Jacob Zuma, foi escolhido presidente do país.
República da África do Sul Thabo Mbeki
ArteOs primeiros núcleos urbanos surgiram nos sécs. XVII-XIX ao redor de fortes e prisões militares holandeses (Cidade do Cabo) e britânicos (Port Elizabeth, Johannesburgo, Pretória). O primeiro forte foi o do Cabo da Boa Esperança (J. Van Riebeeck, 1652). Entre 1925 e 1940, R. Martienssen, W.G. McIntosh, N.L. Hanson e outros desenvolveram uma arquitetura racionalista. Após a II Guerra Mundial, chegou a influência da arquitetura estadunidense (estúdio Skidmore, Owings & Merrill, D. Cowin e H. Le Roith). Os pintores H. Naudé e P. Wenning, paisagistas na tradição do séc. XIX, não tiveram tanta influência como os expressionistas I. Stern e M. Laubser. Entre os artistas contemporâneos, somente J.H. Pierneef e D. Portway foram sensíveis ao vanguardismo europeu, enquanto outros optaram por recuperar as tradições locais. A escultura moderna encontra-se representada, sobretudo, por M. Kottler, inspirado na arte da África negra. Na produção indígena contemporânea, destaca-se a decoração mural dos nguni e dos grupos soto. Os soto e os venda são famosos pela sua cerâmica, decorada com motivos gravados e pintados.
LiteraturaA partir de 1875, promoveu-se o africâner como língua nacional. A guerra anglo-bôer inspirou a poesia patriótica de E. Marais. A década de 1920 contou com poetas como T. Van den Heever. Na prosa, destacaram-se C.M. Van den Heever, D.F. Malherbe e J. Van Bruggen. Na década de 1930, a poesia em africâner alcançou a maturidade com N.P. Van Wyk Louw, U. Krige e E. Eybers. A atitude crítica começou a dominar a produção literária a partir de 1960. Nesse campo, destacaram-se A. Brink e B. Breytenbach. A literatura em inglês surgiu também no séc. XIX. Sobressaem a primeira descrição realista daquela sociedade, patente no romance de O. Schreiner The Story of an African Farm (1883), e a escrita de T. Mofolo. No primeiro pós-guerra, começou a ser abordado o problema das relações raciais, o tema dominante de Cry the Beloved Country (1948), de A. Paton, obra que deu origem à literatura de protesto contra o apartheid. Muitos escritores viram-se obrigados ao exílio ou não conseguiram ver as suas obras publicadas no país. Destacam-se D. Jacobson e, em especial, Nadine Gordimer (prêmio Nobel em 1991). Alguns dos autores atuais mais conhecidos são J.M. Coetzee (prêmio Nobel em 2003), N. Jabuvu e D. Brutus.
República da África do Sul A escritora sul-africana Nadine Gordimer

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