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EV
Adriático, mar
Extenso braço do mar Mediterrâneo (132.000 km2) situado entre a costa oriental da Itália, a O, e as da Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Albânia, a L. De forma alargada no sentido NO-SE, com pouco mais de 800 km de comprimento e entre 90 e 200 km de largura. A SE comunica com o mar Jônico pelo estreito de Otranto.
Mar Adriático Ilha de Hvar, Croácia
Distinguem-se duas bacias: a setentrional está inclinada ao S, com uma profundidade média de 80 m, e a meridional com um máximo de 1.230 m. A temperatura das águas superficiais oscila entre 28 °C no verão e 8 °C, no inverno. As correntes mantêm uma circulação geral no sentido anti-horário e as marés têm uma amplitude máxima de 95 cm em Trieste. A salinidade na superfície não alcança os 35 % no N e no O, enquanto a L e ao S se situa por volta de 38 %. A abundância de oxigênio e de sais tornam a pesca muito abundante, especialmente na costa da Dalmácia (Croácia). Principais portos: Brindisi, Bari, Ancona, Ravenna, Veneza e Trieste, na Itália; Kotor, na Eslovênia; Rijeka, Zadar, Sibenik, Split e Dubrovnik, na Croácia; Bar, no Montenegro e Durres e Vlore, na Albânia.
A fundação de Átria (atual Ádria), da qual provavelmente tomou o nome, remonta à época dos vênetos. Foi controlado por etruscos e gregos, até cair sob domínio romano (181 a.C.), em seguida, bizantino e, finalmente, veneziano (1204). O fim da república (1797) marcou o início da supremacia austríaca, mantida até 1861. A formação do reino da Itália e a independência da Sérvia e Montenegro (1878) debilitaram o controle austríaco, colocando-se Viena a favor dos eslavos (1908). Concluída a I Guerra Mundial, as diferenças entre eslavos e italianos estalaram na denominada questão adriática. O tratado de paz de 1947 deixou a Itália em condições similares às anteriores a 1919, e a Iugoslávia adquiriu um notável peso estratégico e mercantil.

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