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EV
Ucrânia
Ukraina
 Forma de governorepública
 Superfície603.700 km²
 Localidade45.512.989 habitantes (ucraniano, a)
 CapitalKiev (2.588.400 hab.)
 Principais cidades Kharkov (1.435.200 hab.)
Dniepropetrovsk (1.025.700 hab.)
Odessa (1.022.300 hab.)
Donetsk (984.900 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa Oriental. É limitado ao NE e E pela Rússia; ao SO, pela Moldávia e Romênia; ao O, pela Hungria e Eslováquia e ao NO, pela Polônia e Bielorrússia. Ao S, é banhado pelo mar Negro. Com uma superfície de 603.700 km² e uma população de 45.512.989 habitantes, divide-se em 24 províncias, 2 cidades e a república autônoma da Crimeia. Capital: Kiev. Língua oficial: ucraniano. A religião mais difundida éortodoxa.
GeografiaMeio físicoO território corresponde ao setor S da grande planície russa, com um relevo acidentado no setor SE, nas alturas do Donec, e no setor O no planalto da Podólia. Só na periferia do território se podem encontrar cumes relativamente altos. Principais rios: Dniestre e Bug Meridional (no O), Donec (no N) e o Dniepre, que percorre a região central em direção ao S. Clima tropical seco, ainda que, no N do país, seja continental úmido, com temperatura máxima de 23 °C em julho e mínima de -5 °C em janeiro e precipitação entre 700 e 500 mm anuais. Predominam a estepe de gramíneas e os bosques caducifólios. Nos Cárpatos, cresce o bosque alpino e no extremo S da península da Crimeia o bosque mediterrânico.População e estrutura econômicaA população é formada majoritariamente por ucranianos, ainda que exista uma importante minoria de russos que se destacam sobre outros grupos humanos. A taxa de crescimento anual é negativa devido a uma maior taxa de mortalidade. Com uma densidade de população de 77 hab./km2, a distribuição é em geral bastante uniforme, apesar de se manifestar uma certa concentração nas zonas industriais, que alcança 600 hab./km2 na região do Donec-Dniepre, onde se encontra a bacia carbonífera do Donbass. A população urbana aumentou nos últimos anos até se situar perto de 70 % em princípios do séc. XXI. Principais cidades: Kiev, Kharkov, Dniepropetrovsk, Odessa, Donetsk, Zaporozje, Lvov e Krivoi Rog.Apesar das reformas econômicas empreendidas nos últimos anos, a sua economia teve um crescimento negativo que, apesar da sua progressiva redução, acusa as dificuldades para exportar cereais e os problemas derivados da escassa rentabilidade da bacia mineira do Donbass e de um aparelho produtivo envelhecido. Cultivo de cereais (trigo, cevada, aveia, milho e centeio), produtos hortícolas, frutas, beterraba e girassol. Exploração florestal (extração de importante volume de madeira). Pecuária (gado bovino e suíno). Pesca em águas do Mar Negro e de Azov (modesto volume de capturas).Mineração: carvão (bacia do Donbass), ferro (jazidas em Krivoi Rog e na península de Kertch), gás natural (Dasava, Drogobyc e Borislav) e petróleo (Borislav e Drogobyc), lignito, manganês (Nikopol), magnesita, mercúrio, urânio e sal-gema. Produção de eletricidade de origem térmica. Indústria siderúrgica, mecânica e química básica (pólos de Doneck e Lugansk). Entre Dniepropetrovsk e Krivoi Rog, desenvolveu-se uma segunda região industrial com importante indústria siderúrgica, metalúrgica do alumínio e mecânica. Na construção naval, destacam-se os estaleiros de Odessa, Nikolaiev, Sebastopol, Kiev, Kherson e Kertch. Importante indústria eletrotécnica (Sumy, Kiev e Mariupol), têxtil, madeireira, de papel, de tabaco e alimentícia.Rede de estradas pouco desenvolvida, ao contrário da via férrea. As vias navegáveis internas constituem uma importante rede de comunicações de mais de 3.000 km. Portos marítimos (Odessa, Ialta, Ievpatoria, Kherson, Mariupol e Sebastopol). Aeroportos principais: Kiev, Doneck e Odessa. As trocas comerciais, com balança ligeiramente deficitária, realizam-se principalmente com a Rússia e Alemanha. As exportações compreendem principalmente metais ferrosos e não ferrosos, produtos químicos, maquinaria, material de transporte e produtos alimentícios, e as importações baseiam-se em combustíveis, maquinaria, bens de equipamento, material de transporte, produtos químicos, plásticos e borracha.
HistóriaOrigens e época medievalA nação ucraniana estendeu-se além do território onde se formou. Os ucranianos (ou pequenos russos ou rutenos) têm origem nos eslavos que se instalaram nas margens do Dniepre nos sécs. VI e VII. No séc. IX, o país era um Estado que ocupava a zona entre o mar Báltico e o mar Negro com o nome de Rus ou Estado de Kiev, onde foi introduzido (ca. 1000) o cristianismo e a cultura bizantina, que abrangeriam toda a área russa. Os sécs. XI e XII foram marcados pelas lutas dinásticas e pela invasão dos cumanos, de origem turca. Kiev foi destruída e a Ucrânia ocupada pelos mongóis entre 1236 e 1241. A partir do séc. XIII, formou-se outro estado (a Volínia e a bacia do alto Dniepre com a cidade de Galits, em polonês Haliez), livre da pressão tártara, que se desmoronou no séc. XIV, quando a Volínia passou a ser lituana. Quando da união dinástica polonesa-lituana, os poloneses substituíram os lituanos (finais do séc. XIV). No final do séc. XV na bacia do Dniepre, refúgio de camponeses que fugiam das terras polonesas, formou-se a comunidade militar dos cossacos.A russificaçãoNo séc. XVII, Bogdan Khmelnitski derrotou os poloneses mas, em dificuldades, recorreu ao tsar Aleksci Mikhailovich (tratado de Pereiaslav, 1654). O Tratado de Andrusovo (1667) atribuiu à Polônia os territórios situados à direita do Dniepre e à Rússia Kiev e os territórios orientais. Na segunda partilha da Polônia (1793), a Rússia acabou por anexar também as terras ucranianas ocupadas pelos poloneses. A russificação da Ucrânia fez-se de forma dura e intolerante, menos na Galícia, sob soberania austríaca na primeira partilha (1772), que se tornou centro da Renascença ucraniana. Na Ucrânia russa, fizeram-se sentir as agitações político-sociais de 1905. A Revolução Russa de 1917 complicou-se pela presença na Ucrânia do exército austro-alemão. Em abril, uma Sociedade para o Progresso (intelectual-nacionalista) proclamou independente a República Ucraniana, mas em dezembro constituiu-se em Kharkov um governo soviético que em pouco tempo ocupou Kiev. Esta assinou separadamente com a Alemanha a Paz de Brest-Litovsk (fevereiro de 1918) e obteve o apoio do exército alemão que ocupou Kiev. Com a queda dos impérios centrais e do Governo alemão (novembro de 1918), o poder foi assumido por Simon Petliura, mas as forças bolcheviques conseguiram ocupar Kiev (fevereiro de 1919). Em 1920, uma ofensiva polonesa invadiu a Ucrânia e estendeu-se para Kiev (7 de maio) com o apoio de S. Petliura, mas foi repelida pelo Exército Vermelho. Em 1921, foi constituída a República Soviética da Ucrânia como parte integrante da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), ainda que parte do território ucraniano tenha ficado integrado na Polônia, Tchecoslováquia e Romênia. Em março de 1939, a Ucrânia Transcarpática declarou-se independente sob a presidência do bispo católico Volosyn, mas o Pacto germano-soviético implicou a anexação por parte da URSS da Galícia, Volínia e parte da Bucovina e Bessarábia. Na II Guerra Mundial, a Ucrânia foi palco dos confrontos entre os exércitos alemão e soviético. No decurso do conflito e após a vitória da URSS, grupos independentistas ucranianos tentaram lutar, primeiro, contra os alemães e, posteriormente, contra os soviéticos. Sob o stalinismo, a cultura ucraniana foi duramente reprimida e a população submetida a uma forte russificação. Em 1986, o país viu-se afetado pela catástrofe humana e econômica derivada do acidente da central nuclear de Chernobyl.A independênciaEm 1990, graças à perestroika, as aspirações separatistas encontraram a sua expressão no plano político. A Ucrânia proclamou a sua independência em 24 de agosto de 1991, após a tentativa falhada de golpe de Estado em Moscou que produziu o desmembramento da União Soviética. As eleições presidenciais, celebradas paralelamente ao referendo sobre a ratificação da independência (1 de dezembro), confirmaram Leonid Kravtchuk como chefe do Estado. Ao território da Crimeia (de maioria russófona), depois de renunciar à proclamação da independência (maio de 1992), foram feitas grandes concessões. Contudo, nas eleições de 1994, para a renovação do Parlamento local o partido separatista pró-russo obteve maioria absoluta. Grande parte de 1992, caracterizou-se pelo confronto da gestão das Forças Armadas ex-soviéticas estabelecidas no país e, em particular, da frota do mar Negro, que finalmente passou ao governo de Moscou. As dificuldades econômicas que conduziram à substituição do primeiro-ministro V. Fokin, no cargo desde novembro de 1990, por L. Kutchma (outubro de 1992), favorável a uma aceleração das privatizações, levaram à substituição do rublo pela moeda ucraniana (novembro de 1992). Em 1993, a Ucrânia mergulhava em uma grave crise econômica e política (confrontos entre o Parlamento, conservador e majoritariamente integrado por comunistas eleitos em 1989, e o Governo reformista, presidido por L. Kutchma, membro do Partido Renascimento Democrático, ex-comunistas liberais, e, entre este e o presidente da República, L. Kravtchuk). Após as legislativas (março de 1994), o Parlamento ficou dominado por uma heterogênea maioria de ex-comunistas e seus aliados e A. Moroz foi eleito novo presidente do Parlamento. Nas presidenciais (julho de 1994), L. Kutchma foi eleito presidente da República. Uma nova Constituição (junho de 1996) deu mais poderes ao presidente, que desenvolveu uma política de austeridade econômica e de orientação para a Rússia geradora de conflitos com os seus primeiros-ministros: V. Masol (julho de 1994-março de 1995), Y. Marchuk (março de 1995-maio de 1996), P. Lazarenko (maio de 1996-julho de 1997) e V. Pustovoytenko (julho de 1997-dezembro de 1999). Nas eleições parlamentares de março de 1998, triunfaram os ex-comunistas e consolidaram-se os independentes. Em 1995, a Ucrânia foi membro do Conselho da Europa e, em 1997, assinou a Carta de Relação Especial com a OTAN. O conflito com a Romênia pelo S da antiga Bessarábia romena, em território ucraniano, deu lugar à assinatura de um tratado de amizade em Neptun (junho de 1997). Em fevereiro de 1998, L. Kutchma e B. Ieltsine assinaram um tratado de cooperação econômica entre a Ucrânia e a Rússia. Nas eleições de 1999, triunfou de novo L. Kutchma, que designou primeiro-ministro V. Yushenko, substituído em 2001 por A. Kinakh. Em 2001, Kutchma anunciou que o país tinha registrado o seu primeiro ano de crescimento econômico. Em novembro de 2002, Kutchma destituiu Kinakh e encarregou um novo governo a V. Yanukovith. Em setembro de 2003, a Ucrânia enviou uma brigada de 1.800 soldados para o Iraque a fim de garantir a segurança e a ordem entre Baçorá e Bagdá. Em outubro celebrou-se em Ialta uma cimeira entre representantes da UE e do Governo ucraniano, na qual se fixou uma política destinada à integração gradual das estruturas socioeconômicas da UE ampliada e da Ucrânia. As eleições presidenciais de 2004 enfrentaram o primeiro-ministro Yanukovitch, simpatizante russo declarado, com Yushenko, partidário de uma maior aproximação coma UE. O triunfo de Yanukovitch na segunda volta por uma margem muito estreita e um ambiente de denúncias de fraude eleitora fizeram que Yushenko não aceitasse os resultados. O seu partido iniciou uma série de mobilizações e uma greve geral. A pressão dos seguidores de Yushenko conseguiu que a comissão eleitoral ucraniana declarasse a segunda volta ilegal e ordenasse a sua repetição no final de dezembro, decisão que Yanukovitch acatou. Paralelamente, o conflito teve repercussão internacional, uma vez que Yanukovitch recebeu o apoio explícito da Rússia e Yushenko era o candidato preferido da UE. Após um momento de recriminações mútuas, Putin e o representante da UE acordaram não intrometer-se nos assuntos internos da Ucrânia e respeitar as eleições. A repetição da segunda volta deu como vencedor Yushenko. Após tomar posse do cargo de presidente, este nomeou como primeira-ministra a economista Yulia Timoshenko. Em setembro de 2005, o projeto governamental de privatização de empresas públicas desencadeou uma crise política que culminou com a destituição de Timoshenko e a nomeação de Yuri Yejanuov como novo primeiro-ministro. No final de 2005, a Rússia aumentou bruscamente o preço do gás que fornecia à Ucrânia. A negação inicial do Governo ucraniano de pagar a quantidade exigida levou a Rússia a cortar o abastecimento. O acordo que permitiu acabar com o conflito foi considerado humilhante pelo Parlamento, que vetou o Governo e decretou a destituição do primeiro-ministro. A decisão foi tomada sem o consentimento do presidente Yushenko, que recusou a destituição do primeiro-ministro, o que provocou o início de um enfrentamento direto entre o Parlamento e a Presidência. Nas eleições de março de 2006, o partido de Yushenko sofreu um grande retrocesso frente ao avanço do partido do ex-presidente Yanukovitch e o Bloco Yulia Timoshenko. A estreita margem de votos existente fez com que as três principais forças pactuassem um Governo de coligação, liderado por Timoshenko, embora no mês seguinte o acordo se tivesse rompido sem que se voltasse a pactuar a liderança de nenhum candidato. Finalmente, uma nova mesa de negociações facilitou a subida ao poder de Yanukovitch, que foi nomeado novo primeiro-ministro pelo Parlamento. Nos meses seguintes, o enfrentamento entre ambos líderes, – e entre seus respectivos partidários – presidiu a vida política do país. Em abril de 2007, o presidente Yushenko dissolveu o Parlamento e pactuo com a oposição a convocatória de novas eleições no mês de setembro. Nestas o Partido das Regiões, do candidato Yanukovitch venceu por uma estrita margem, com uma maioria insuficiente para governar só. A segunda força mais votada foi o Bloco Yulia Timoshenko, que alcançou um acordo com o partido de Yushenko, Nossa Ucrânia, para formar um governo de coalizão com Timoshenko como primeira-ministra. Nas eleições presidenciais de 2010, Yanukovitch derrotou Timoshenko por uma estreita margem de apenas 3,5%. Timoshenko questionou o resultado e disse ter provas de fraudes que afetariam um milhão de votos, o suficiente para alterar o resultado. Apesar disso, Timoshenko se comprometeu a não convocar protestos como os de 2004, que culminaram na Revolução Laranja e na realização de uma nova eleição. A Comissão Eleitoral ratificou a votação e, depois de analisar o recurso, a Suprema Corte da Ucrânia também aceitou o resultado. A ascensão de Yanukovitch reaproximou o país da Rússia. Em abril, o Parlamento aprovou por 25 anos a prorrogação de um acordo com a Rússia, que concede a presença da Frota russa no porto de Sevastopol, no mar Negro, em troca de desconto de 30% na compra de gás natural da Rússia, que é a maior fornecedora da Europa. A votação causou confusão entre governo e oposição no Parlamento. A oposição jogou ovos no presidente do Congresso e deputados trocaram socos no plenário. Em maio, o presidente russo Dmitri Medvedev visitou Kiev. Junto com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Yanukovitch também anunciou que a Ucrânia iria se desfazer de urânio altamente enriquecido até 2012, somando-se aos esforços pela não proliferação das armas nucleares.
Ucrânia O presidente Viktor Yushenko (direita) felicita o primeiro ministro Viktor Yanukovitch, 2006
ArtePor volta do séc. I a.C., desenvolveu-se a arte cita e a arte greco-cita (sob influência das colônias gregas do mar Negro), em cuja margem setentrional há algumas igrejas paleocristãs (sécs. V-X), de estrutura simples, mas com abundante decoração interior. Entre as igrejas de tipo bizantino, destaca-se a de São João Batista de Kertch (sécs. X-XIV). A arte monumental desenvolveu-se durante os sécs. IX-XII e concretizou-se na Igreja de Desjatina, na Catedral de Santa Sofia em Kiev ou na da Transfiguração em Chernigov. No séc. XVI, chegaram as tendências renascentistas, sobretudo a Lvov, cujo centro histórico é Patrimônio da Humanidade desde 1998. Os principais monumentos do barroco construíram-se em princípios do séc. XVII (Catedral de Lvov de B. Meretin). Também alcançou então um grande desenvolvimento a arquitetura em madeira (Drogobich, Poltava, Novomoskovsk), com igrejas de uma ou mais cúpulas, de um estilo similar ao tradicional.
LiteraturaA sua história literária pode dividir-se em três períodos. No primeiro (sécs. XI- XIII), russos, bielorrussos e ucranianos tiveram uma literatura comum escrita em eslavo eclesiástico. O segundo (sécs. XIV-XVIII) compreende duas fases: uma primeira, travada pelo domínio polonês-lituano, no qual foi fundada a academia de Kiev (1632), que formou F. Prokopovitch e S. Polotski, e uma segunda onde sobressaiu o pensador e poeta G. Skovoroda, a figura mais representativa do séc. XVIII. O terceiro período, o do renascimento nacional, começou em princípios do séc. XIX. O pai desta nova literatura, baseada já no ucraniano falado, foi I.P. Kotliarevski; destaca-se também G.F. Kvitka Osnovianenko e T. Shevchenko. Ao mesmo período pertencem P. Kulish e M. Vovchok. Apesar da dura opressão tsarista, o percurso iniciado prosseguiu com novos talentos (L. Ukrainka, I. Franko e O. Kobilianska, entre outros). Após 1917, os autores do grupo Molodniak preocuparam-se pela literatura de caráter proletário, enquanto outros escritores se mantiveram abertos às influências culturais europeias, do impressionismo ao expressionismo e ao simbolismo.

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