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tifo
Patologia. s. m. Denominação genérica de um grupo de doenças infecciosas causadas por diversos micro-organismos que provocam sintomas similares (mal-estar geral, febre alta, cefaleia e erupções cutâneas); também chamada tifo exantemático e tabardilho.
Patologia. Entre as formas mais conhecidas destacam-se a febre tifoide, causada pelo bacilo de Eberth ou Salmonella typhi( febre tifoide), e as causadas por bactérias do gênero Rickettsia (tifo exantemático, tifo murino) e do gênero Orientia (tifo fluvial). Na maioria dos casos, as bactérias penetram no organismo através dos alimentos contaminados, sendo as ricketsioses transmitidas por pulgas, piolhos e ácaros, e difundem-se pela via linfática. Nos tifos exantemético ou mureino o primeiro sintoma é febre alta e contínua, seguida de uma erupção exantematosa e um estado de traqueobronquite. No caso de febre tifoide, os bacilos passam para a circulação sanguínea e localizam-se nos folículos linfáticos do intestino. Após um período de incubação de 7-21 dias, surgem os sintomas prodrômicos de cefaleia, mialgia e astenia, seguidos de febre ascendente, meteorismo, obstipação, torpor psíquico e estupor. Segue-se a enterite tifoide, típica manifestação anatômica da febre tifoide. O diagnóstico é realizado através de provas de laboratório: hemoculturas na primeira semana e seroaglutinações na segunda e posteriores. A terapia inclui cloranfenicol, tetraciclinas e corticoides.
Condições de higiene precárias são propícias à propagação do tifo, razão pela qual essa doença é tradicionalmente associada a períodos de guerra e escassez de água, campos de refugiados, prisões, campos de concentração e navios.
Aplica-se o nome de tifo a uma série de doenças infecciosas agudas caracterizadas por um súbito ataque de dor de cabeça, calafrio, febre, dores generalizadas, erupção cutânea e toxemia (substâncias tóxicas no sangue), sintomas que duram por duas ou três semanas. O tifo esteve originalmente associado a uma única manifestação clínica, mas hoje designa um grupo de doenças assemelhadas causadas por rickéttsias. Transmitido por insetos, é classificado como exantemático ou epidêmico, murino ou endêmico, febre de tsutsugamushi, tifo rural e tifo do carrapato.
Tifo exantemático
Causado pela Rickettsia prowazekii, o tifo exantemático é transmitido pelo piolho, que se infecta ao picar um indivíduo contaminado. O homem se infecta ao coçar o local da picada, esfregando assim as fezes do animal na ferida aberta. Após a instalação da doença, uma erupção cutânea característica se alastra por todo o corpo. A temperatura se eleva até o final da primeira semana e só começa a diminuir no 12° dia, para se tornar normal em dois a quatro dias. Em casos fatais, a prostração é progressiva, seguida de delírio e coma. O colapso cardíaco costuma ser a causa imediata de morte.
Como os outros tipos de tifo, o exantemático pode ser tratado de forma rápida e eficaz com os antibióticos cloranfenicol e tetraciclina. Uma vacina desenvolvida durante a segunda guerra mundial consegue conter o avanço da doença em pessoas contaminadas. Apesar das técnicas de vacinação e de combate ao piolho, o tifo exantemático é uma ameaça constante aos povos miseráveis de todo o mundo.
Tifo murinho
A ratazana é o principal vetor do tifo murino, causado pela Rickettsia mooseri. Em algumas ocasiões também foram descobertos ratos domésticos e outras espécies de pequenos roedores infectados. A pulga (Xenopsylla cheopis) transmite a doença do rato para o homem. A evolução do tifo murino é essencialmente a mesma do exantemático, embora seja ele mais brando e apresente complicações menos frequentes.

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