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tétano
Patologia. Veterinária. s. m. Doença infecciosa aguda causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani, que produz esporos muito resistentes ao meio.
Patologia
Todas as pessoas que sofrem ferimentos profundos produzidos por objetos perfurantes devem ser imunizadas com soro antitetânico. A medida de prevenção mais efetiva contra o tétano, entretanto, é a vacina antitetânica, que garante proteção por alguns anos.
Tétano é uma doença infecciosa aguda causada pelo bacilo de Nicolaier (Clostridium tetani), bactéria esporulada que vive normalmente na terra e nas fezes de animais herbívoros. Caracteriza-se pela rigidez e por espasmos dos músculos voluntários. Esporos de C. tetani podem penetrar o organismo por qualquer tipo de ferida, até mesmo uma abrasão superficial, mas ferimentos perfurantes ou lacerações profundas são especialmente perigosos, porque cria um ambiente sem oxigênio, necessário à proliferação desses microrganismos.
A quantidade de toxina produzida pela bactéria e a resistência do hospedeiro determinam a gravidade da doença. O componente neurotóxico, a tetanospasmina, é um dos venenos mais letais conhecidos. O período de incubação da doença varia em geral de dois dias a duas semanas, mas pode chegar a três meses. Transcorrido esse período, observam-se contrações musculares permanentes, em princípio dos músculos da mastigação (trisma) e depois também dos músculos dorsais (opistótono), acompanhados de dor na nuca, febre alta e espasmos.
O tratamento do tétano prevê a administração de antibióticos, sedativos e relaxantes musculares. Em casos muito graves, usa-se o curare, que tem propriedades relaxantes e consegue eliminar os espasmos e as convulsões. Como o curare também paralisa a musculatura respiratória é preciso empregar um respirador artificial para auxiliar a função respiratória do paciente. Após algumas semanas, quando a doença estiver controlada, a terapia com curare é interrompida e o paciente volta a respirar normalmente. Apesar do tratamento especializado, cerca de dez por cento dos casos são fatais.
Em 1923 descobriu-se a vacina contra o tétano que atualmente se administra de forma sistemática às crianças. É necessária uma dose de reforço de 10 em 10 anos.

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