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EV
Somália
Jamhuuriyadda Dimuqratiga Soomaaliyeed
 Forma de governorepública
 Superfície637.657 km²
 Localidade9.797.445 habitantes (somali)
 CapitalMogadíscio (1.208.800 hab.)
 Principais cidades Hargeysa (241.200 hab.)
Berbera (222.700 hab.)
Kismaaio (209.300 hab.)
Marka (179.700 hab.)
 
Mais dados
Estado da África Oriental. É banhado pelo golfo de Áden e o oceano Índico, e limitado ao NO pelo Djibuti; ao O, pela Etiópia e ao SO, pelo Quênia. Com uma superfície de 637.657 km² e uma população de 9.797.445 habitantes, o país divide-se em 16 regiões. Capital: Mogadíscio. Língua oficial: árabesomali. A religião mais difundida émuçulmana de rito sunita.
GeografiaO território constitui uma larga franja marginal costeira da região etíope. Grande parte do país é formada pela suave inclinação dos planaltos etíopes que ao S dão lugar a extensas planícies. Os dois grandes rios são o Jubba e o Chebeli. Clima muito rigoroso com vegetação de savana.A população concentra-se ao longo da costa, entre Mogadíscio e Kismaaio, nos vales do Juba e do Chebeli e, no setor N do país, em redor de Hargeysa. As cidades mais importantes são Mogadíscio, Berbera, Hargeysa e Kismaaio.Agricultura: sorgo, milho, mandioca, produtos hortícolas, tâmaras, culturas industriais (banana, cana-de-açúcar e algodão). Pecuária (importante criação de gado ovino e caprino). Exploração de salinas. Indústria alimentícia (açúcar, conservas de carne), de peles e de couro. Refinaria de petróleo em Mogadíscio.Não existem ferrovias e as estradas são muito primárias. Portos em Mogadíscio, Kismaaio e Berbera. Aeroportos em Mogadíscio, Hargeysa e Baidoa. As trocas comerciais, com balança deficitária, realizam-se principalmente com a Arábia Saudita e a Itália.
Somália Vista da capital Mogadíscio
HistóriaDas origens a época colonialPovoado desde o Paleolítico Inferior, o território foi ocupado na Antiguidade por povos bantos. A costa, denominada no antigo Egito "país do Punt" e pelos romanos "país dos aromas", era bem conhecida pelos comerciantes gregos e romanos que procuravam o apreciado incenso, como demonstra o mapa de Ptolomeu e o Périplo do mar Eritreu (séc. I). Nela se estabeleceram no séc. VI comerciantes do reino de Sabá (atual Iêmen), fato que favoreceu para que no séc. XIII a etnia etíope dos somalis adotasse o Islã e fosse criado o sultanato de Ifat, tributário do Império Etíope. No séc. XIV, Ifat, transformado no sultanato de Adal, conseguiu libertar-se do domínio etíope e aumentar o seu território. Em 1541, os portugueses, que acudiam em auxílio dos etíopes, arrasaram as cidades somalis de Mogadíscio, Seylac, Berbera e Brava. Adal ficou dividido em pequenos sultanatos independentes. Os pontos de escala da costa do Índico foram controlados pelos portugueses até serem expulsos pelos árabes de Omã (1698), ficando a costa submetida a Mascate. No N, Seylac e Berbera caíram sob domínio do Egito otomano (Império Otomano), enquanto o S reconhecia a soberania do sultão de Zanzibar. A abertura do canal de Suez conferiu uma grande importância estratégica à costa somali, que foi ocupada pelas potências coloniais. Os franceses estabeleceram-se no porto de Obock (1883), origem do atual Djibuti; os britânicos impuseram um protetorado a Seylac e Berbera (1885), e os italianos obtiveram a costa do Índico (1889). A resistência contra os britânicos, liderada por M.A. Allah Hassan, apenas foi sufocada em 1920. Em 1942, os britânicos ocuparam a Somália italiana e, acabada a II Guerra Mundial, organizou-se na Somália o "Somali Young Club", que pretendia a formação de um Estado independente que reunisse todos os territórios somalis. O país ficou sob a tutela da ONU em 1949 e foi administrado pela Itália e pelo Reino Unido durante um período de 10 anos.A partir da independênciaEm 1 de julho de 1960, estes territórios somalis proclamavam, unidos, a independência da República da Somália. A política dos primeiros anos centrou-se na recuperação dos territórios de população somali da Etiópia e do Quênia, com apoio à guerrilha independentista que atuava nas suas fronteiras. O primeiro-ministro Ibrahim Egal (1967) decidiu acabar com a situação e favorecer as relações com o Ocidente, fato que provocou o assassinato do presidente Ali Shermake (1969) e a deposição de I. Egal mediante um golpe de Estado dirigido por Mohamed Siyad Barre, presidente da nova Junta Militar. A Constituição foi abolida e o Parlamento dissolvido, instaurando-se um regime que se proclamou socialista e nacionalista. Em 1974, a Junta Militar assinou um tratado de amizade e cooperação com a URSS e integrou-se na Liga Árabe. O Estado controlou a banca, a indústria e o comércio externo, dando início a um ambicioso plano de alfabetização. Em 1975, uma reforma jurídica que equiparava homens e mulheres foi rejeitada pelos ulemas, sendo dez deles executados. O conflito com a Etiópia pela região de Ogaden resultou na Guerra de 1976. Os etíopes, com apoio militar cubano, travaram o avanço somali, o que fez com que M. Siyad Barre denunciasse o tratado com a URSS e se aproximasse do Ocidente. Em 1978, face a uma possível derrota, Barre decretou cessar-fogo e evacuou as suas tropas de Ogaden, onde continuou ativa uma guerrilha auxiliada por Mogadíscio. Barre, reeleito em 1980 e 1986, decretou o estado de emergência e assinou um tratado militar com os EUA para fazer frente à guerrilha da Frente Democrática de Salvação da Somália, apoiada agora pela Etiópia. Em 1991, as forças do Congresso Somali Unido (CSU), opositoras ao regime de Barre, tomaram Mogadíscio e subiram ao poder, obrigando Barre a fugir para o Quênia. Ali Mahdi Mohamed foi eleito novo presidente. Nesse ano, o Movimento Nacional Somali proclamava a secessão da República de Somalilândia, a antiga Somália britânica. Em Mogadíscio, estalou de imediato a luta entre as distintas facções do CSU. O presidente Ali Madhi fugiu da capital, que ficou em poder do general Farah Aidid. A Somália mergulhou em uma guerra civil que derivou na formação de bandos armados que espalhavam o terror perante a ausência de poder. A destruição das estruturas produtivas e a seca afetaram um milhão e meio de deslocados pelos confrontos. Pressionados pela ONU, Ali Mahdi e Farah Aidid acordaram em Adis Abeba (1993) um cessar-fogo e a criação de um Conselho de Transição Nacional. Sob comando da ONU, mais de 28.000 soldados, em grande número estadunidenses, foram espalhados pelo território para proteger a distribuição da ajuda humanitária. Porém, os confrontos continuaram e os capacetes azuis tornaram-se alvo das facções em luta. A tentativa fracassada de deter Farah Aidid acelerou a evacuação das tropas estrangeiras (1994). Após o fracasso das reuniões de Nairóbi (1994 e 1998) e Sodere (Etiópia, 1997), na conferência de paz do Djibuti (2000) conseguiu-se que as partes em conflito elegessem um Parlamento, que nomeou Abdulkassim Salat Hassan novo presidente da Somália. Ali Khalif Galaid foi encarregado de formar um governo de reconciliação nacional, mas as perspectivas de pacificação no país não melhoraram. Assim, em novembro de 2001, o primeiro-ministro Ali Khalif demitiu-se após uma moção de censura e foi substituído por Hasar Abshir Farah. Em dezembro, o governo de transição da Somália subscreveu um acordo com os principais grupos armados a fim de instaurar um executivo de unidade nacional. O acordo previa a tomada de posse de um novo governo em Mogadíscio, em um processo paralelo de desarme das organizações guerrilheiras, sob a supervisão da ONU. Em agosto de 2004, foi finalmente formado um novo parlamento, representado por todas as facções, exceto pela Somalilândia, que declarou unilateralmente a independência da região em 1991. Em outubro de 2004, Abdullahi Yusuf, exilado em Nairóbi, foi eleito novo presidente pelas partes representadas no parlamento e em novembro Ali Mohamed Ghedi foi eleito primeiro-ministro. Em dezembro, o maremoto que devastou as costas do oceano Índico também chegou à Somália, causando cerca de 300 vítimas mortais. Durante 2006, os conflitos militares continuaram e no mês de junho, a guerrilha islamista ocupou Mogadíscio. Em setembro, as forças islamistas chegaram a um início de acordo com o governo interino para criar uma milícia conjunta. Em janeiro de 2007 as tropas estadunidenses bombardearam o sul do país alegando a presença de milícias de Al-Qaeda. Em outubro do mesmo ano, o primeiro-ministro, Mohamed Ghedi, demitiu-se de seu cargo por divergências com o presidente do país, e foi substituído por Nur Hassan Hussein.

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