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EV
Síria
Al-Jumhuriya al-Arabiya as-Suriya
 Forma de governorepública
 Superfície185.180 km²
 Localidade21.117.690 habitantes (sírio, a)
 CapitalDamasco (1.861.900 hab.)
 Principais cidades Alepo (1.933.700 hab.)
Homs (751.500 hab.)
Latakia (417.100 hab.)
Hamá (380.200 hab.)
 
Mais dados
Estado da Ásia Ocidental. É limitado ao N pela Turquia; ao E pelo Iraque; ao S pela Jordânia; ao SO pelo Líbano e Israel, e ao NO pelo mar Mediterrâneo. Com uma superfície de 185.180 km² e uma população de 21.117.690 habitantes, o país divide-se em 14 distritos. Capital: Damasco. Língua oficial: árabe. A religião mais difundida émuçulmana de rito sunita.
GeografiaO território está estruturado por planaltos que constituem a parte N do grande planalto sírio-arábico. Principais rios: Orontes e Eufrates.Clima mediterrânico na franja marítima e continental no interior. Ao E, a precipitação é inferior a 100 mm anuais e a oscilação térmica é geralmente bastante acentuada. A vegetação é de estepe no N e arbórea mediterrânica nas ladeiras do Antilíbano.A população é majoritariamente árabe, com uma minoria curda no setor NE do país. Cidades importantes: Damasco, Alepo, Homs, Latakia e Hamá.Agricultura: cereais (sobretudo trigo e cevada), produtos hortofrutícolas, vinha, oliveiras, cultivos industriais (algodão, tabaco e beterraba). Pecuária ovina e, em menor porcentagem, caprina e bovina. Pesca com reduzido volume de capturas.Mineração: petróleo no NE do país e modestas quantidades de asfalto natural, sal-gema, fosfatos, gás natural e amianto. A energia elétrica é gerada na sua maioria em centrais hidrelétricas. Indústrias petroquímica (duas refinarias de petróleo), química (ácido sulfúrico e fertilizantes), siderúrgica, têxtil (algodão) e alimentícia (azeite, farinha, açúcar).As vias de comunicação não estão suficientemente desenvolvidas, apesar de a rede viária permitir uma ligação relativamente eficaz entre os principais núcleos do território. Portos: Latakia e Baniás. Aeroportos internacionais em Damasco e Alepo. O país exporta petróleo, algodão, produtos hortofrutícolas e asfalto, e importa maquinaria e produtos industriais. As trocas comerciais, com balança deficitária, realizam-se principalmente com a Itália, a França e a Turquia.
HistóriaA época antigaO território localiza-se na zona designada por Crescente Fértil, onde em 8.000 a.C. se desenvolveu a agricultura e surgiram os primeiros Estados. Acadianos, amorritas (povo semítico), hititas, hurritas e egípcios dominaram este espaço no III e II milênios a.C. Neste período, a zona foi invadida por cananeus e arameus, povos de origem semítica, e pelos povos do mar, que arrasaram as cidades de Ugarit e Alepo (séc. XI a.C.). Assírios, babilônios e persas ocuparam, durante o I milênio, o lugar dos antigos impérios regionais, incorporando a Síria nos seus domínios. Em 332 a.C., Alexandre Magno derrotava os persas em Isso e ocupava a Síria que, após a sua morte (323), foi incorporada no reino selêucida. Em 64 a.C., a Síria foi com Pompeu província romana, fronteira do Império como o reino dos partos. No séc. III, Odenato e Zenóbia de Palmira libertaram-se de Roma e estenderam o seu poder por toda a Síria. Mas foi de novo submetida ao jugo de Roma, em 273, pelo imperador Aureliano.O Império ÁrabeA espetacular expansão árabe foi iniciada em 632 pelo sucessor de Mahoma, Abu Bakr, que expulsou da Síria os bizantinos, herdeiros de Roma, derrotados em Yarmuk (636). Quando o governador árabe, Muawiya, tornou-se califa (661), fundando a dinastia dos Omíadas, Damasco foi a capital do califado. A chegada ao poder dos abássidas (750) significou o fim da influência síria. A fundação de Bagdá, a nova capital, deslocou o centro de decisão para os antigos territórios do Império Persa. A Síria passou a ser mais uma província do Império. Com a crise dos Abássidas, surgiram poderes locais que facilitaram a conquista da Síria pelos Fatímidas egípcios (séc. X), expulsos um século depois pelos turcos Seljúcidas. Em 1096, as cruzadas europeias dominaram a franja costeira e fundaram estados feudais (Antioquia, Edessa, Trípoli) que sobreviveram até 1291 ( cruzadas), ano em que foram desalojados definitivamente pelos sultões mamelucos do Egito.Otomanos e francesesEm 1516, o sultão Selim I incorporava a Síria no Império Otomano, dividida em três províncias (Damasco, Trípoli e Alepo). Subjugada ao domínio turco, a Siria conheceu um longo período de decadência. Em 1831, o quediva Mohamed Ali conquistou a Síria; em 1840, instalou uma revolta contra a presença egípcia. As potências europeias interviram com o pretexto de ajudar a minoria cristã (maronita), restabelecendo o domínio otomano. Nos inícios do séc. XX, desenvolveu-se um poderoso movimento nacionalista que visava restaurar o grande Estado árabe. A revolta árabe produziu-se durante a I Guerra Mundial, mas, apesar da derrota do Império Otomano, aliado dos impérios centrais, e do seu desmembramento, certificado pelo tratado de Sèvres (1920), as antigas províncias foram transformadas em mandatos da Sociedade das Nações, confiados às potências vencedoras. A Síria foi submetida à administração francesa, com o parêntesis de um efêmero Reino da Grande Síria fundado pelo emir Faiçal. Os franceses ocuparam Damasco (julho de 1920), instaurando um novo domínio. Em 1925, uma nova revolta estendeu-se por todo o país; foi duramente reprimida pelas tropas francesas, que bombardearam Damasco. Após as eleições de 1932, iniciaram-se conversações entre o Bloco Nacional, que agrupava o nacionalismo conservador, e o Governo francês para estabelecer um tratado de independência. A França recusou-se e dissolveu a Câmara síria, sob graves distúrbios (1934).A independênciaEm 1936, foi assinado um tratado que estabelecia, após um período transitório de três anos, a independência, reservando-se à França amplas prerrogativas econômicas e militares. Em 1939, a Turquia anexou o sandjak de Alexandreta, reclamado pelo nacionalismo sírio, que considerou o consentimento francês como uma nova traição. No estalar da II Guerra Mundial, a França negou-se a ratificar o tratado de independência. As autoridades francesas da Síria aderiram ao regime de Vichy e, em 1941, o território foi invadido pelos britânicos e entregue às forças gaullistas. A agitação nacionalista multiplicou-se, obrigando as autoridades da França Livre a aceitar a independência total. Em 1943, Sukri al-Quwwatli foi eleito primeiro presidente da Síria com o apoio do Bloco Nacional. Em 1946, a Síria incorporou-se na Liga Árabe e na ONU. O descontentamento provocado pelo insucesso da guerra contra Israel (guerras israelo-árabes) em 1948-1949 e o fracasso da política conservadora do Bloco abriram um período de agitação social traduzida em uma série de golpes de Estado. Em 1954, caiu o regime do tenente coronel Adib Shishakli, retornando-se ao sistema parlamentar dirigido por civis. Em 1958, o Egito e a Síria uniam-se na República Árabe Unida (RAU), com Gamal Abdel Nasser como presidente. Contudo, passados três anos, o projeto fracassou perante a rejeição do nacionalismo sírio. Em 1963, o Partido Baas Árabe Socialista de Michel Aflaq e Salah Bitar chegou ao poder através de um golpe de Estado. O Conselho da Revolução fez uma política dupla de eliminação dos elementos pró-egípcios da Síria e de aplicação de medidas econômicas e sociais socialistas (nacionalizações e autogestão). A oposição de comerciantes e proprietários e as tensões entre moderados e radicais do Baas terminaram com um novo golpe militar (1966). Em 1967, a Síria entrou juntamente com o Egito em uma desafortunada guerra contra Israel, que lhe custou a perda dos montes Golan.O regime de Hafez al-AssadEm 1970, o general Hafez al-Assad tomou o poder apoiado no setor nacionalista do Baas. A Síria, contra qualquer solução de acordo com Israel, participou da quarta guerra israelo-árabe (1973), não conseguindo, no entanto, recuperar a região de Golan. Três anos mais tarde, interveio na guerra do Líbano, evitando a partilha do país. Em 1978, fracassou a tentativa de união com o Iraque. A Síria condenou os Acordos de Camp David (1978) e estabeleceu um tratado de amizade e cooperação com a URSS (1980), que provocou o seu isolamento no mundo árabe. Durante a década de 1980, aumentou a atuação militar no Líbano, apoiando alternadamente as diferentes facções e rompendo com os palestinos da OLP. O seu líder, Y. Arafat teve de abandonar Damasco, onde se encontrava refugiado. Internamente, a partir de 1979 intensificou-se as ações dos Irmãos Muçulmanos, organização integracionista que propunha a instauração de um estado teocrático. Foi necessária uma dura ofensiva militar para acabar com as ações terroristas dos Irmãos, apoiados pelo regime iraquiano, segundo as acusações sírias. Em 1990, a Síria esteve ao lado da coligação internacional que interveio contra a invasão iraquiana do Kuwait (Guerra do Golfo). Um ano depois, a Síria reconhecia pela primeira vez o Estado libanês, com o qual estabelecia um tratado de cooperação, ainda que insistindo em que os dois Estados pertenciam à mesma nação. A Síria, que mantinha o seu apoio à guerrilha libanesa de Hezbollah, que operava no S contra as tropas de ocupação israelenses, iniciou um processo de aproximação com o Governo de Tel Aviv (1995). Em 1996, demonstrou o seu apoio a Arafat na questão palestina. Por outro lado, o acordo de cooperação militar entre a Turquia e Israel e as operações militares turcas no Curdistão favoreceram o restabelecimento das relações entre a Síria e o Iraque, que reabriram as suas fronteiras (1997). Em 1999, Hafez al-Assad era reeleito para um quinto mandato e Damasco e Tel Aviv retomavam as negociações de paz, interrompidas em 1996. Hafez al-Assad faleceu, após 30 anos no poder, em junho de 2000. Em julho, o seu filho Bashar era eleito, mediante referendo popular, novo presidente do país. Em março de 2003, a Frente Progressista Nacional, uma coligação liderada pelo Baas, ganhou as eleições gerais. A Síria, ao contrário da atitude tomada durante a guerra do Golfo, opôs-se à guerra do Iraque, colocando-se de novo como ponto de mira dos EUA e de Israel. Em 2005, o auge do conflito social no Líbano e o aumento dos protestos internacionais fez com que o presidente Bashar al-Assad anunciasse, no mês de março, a retirada das tropas sírias no Líbano, que se tornou efetiva no mês seguinte. Em maio de 2007 se celebrou um referendo para permitir ao presidente Bashar al-Assad reeditar seu mandato por mais sete anos. A proposta foi aprovada com 97 % dos votos.
ArteNas jazidas de Hamá e Misrifa (III milênio a.C.) foram descobertos objetos artísticos semelhantes aos da arte mesopotâmica coetânea. No II milênio a.C., construíram-se belos palácios, cujos vestígios permanecem em Atsana e Yarimlim. Os brilhantes períodos helenístico e romano legaram as ruínas de Palmira (Santuário do deus Bel e necrópole), Patrimônio da Humanidade a partir de 1980, e do Santuário de Mitra em Dura Europos, onde se documentam também os primeiros tempos do cristianismo (pequena capela e batistério com pinturas murais similares às das catacumbas). No séc. VIII, quando o califado omíada estabeleceu a capital em Damasco, foram construídas a Grande Mesquita (705) e muitos outros monumentos, sendo o núcleo histórico da cidade Patrimônio da Humanidade desde 1979. Da mesma época são os castelos do deserto: Qasr al-Hayr e Qasr al-Tuba. A arte islâmica caracteriza igualmente o centro de Alepo, Patrimônio da Humanidade desde 1986, iniciado pelos Omíadas com a Grande Mesquita e completado nos sécs. XII-XVI com a cidadela e várias madrasas. Os castelos de Krak des Chevaliers e Qal’at Salah El-Din (sécs. XI-XIII) foram declarados Patrimônio fa Humanidade em 2006.
LiteraturaDesenvolveu-se paralelamente ao cristianismo e do séc. III ao XIII foi uma das mais ricas no seio das literaturas cristãs orientais. A primeira grande obra foi a tradução da Bíblia, consolidando-se no séc. IV com a obra de Afraate e de Efrem Siro. Com a invasão árabe (636) a língua síria começou a declinar, sendo necessários vários séculos até a literatura árabe alcançar a maturidade. Com a fuga de muitos intelectuais para o Egito, o país acolheu os principais autores em língua árabe do séc. XIX, além de tornar-se o símbolo da afirmação árabe. O sírio Shakib Arslan, poeta, narrador e ensaísta, foi o representante máximo do referido movimento, que cedo encontraria eco em Nizar Qabbani, um dos grandes poetas árabes contemporâneos. Longe da realidade cotidiana, com temas eternos, apareceu o poeta árabe mais refinado do séc. XX, Adônis, pseudônimo de Ali Ahmad Said Isbir. Pioneiros do romance foram Abdul Salam al-Ujaili e Zakariyya Tamir. Autor sobretudo de romances é Hanna Mina, o Conrad da literatura árabe. Entre as escritoras, destaca-se Ghada al-Samman. No último terço do séc. XX, sobressaíram Z. Tamir, G. al-Samman e Said Allah Wannus (um dos maiores dramaturgos do mundo árabe).
MúsicaA Síria foi um dos lugares de origem do canto litúrgico cristão, que juntamente com as suas formas textuais relevantes se desenvolveu entre os sécs. III e VII. A prática do canto antifonal e o hino foram os dois elementos que mais influência tiveram sobre o canto cristão do Ocidente. A partir do séc. VII, a Síria recebeu a determinante influência das músicas árabe, iraniana e turca.

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