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EV
Sérvia
Srbija
 Forma de governorepública
 Superfície88.361 km²
 Localidade7.276.604 habitantes (sérvio, a)
 CapitalBelgrado (1.285.200 hab.)
 Principais cidades Priatina (204.500 hab.)
Novi Sad (191.300 hab.)
Niš (174.000 hab.)
Kragujevac (146.500 hab.)
 
Mais dados
Estado do SE da Europa. É limitado ao N pela Hungria; ao E, pela Romênia e Bulgária; ao S, pela Macedônia e Albânia; ao SO, pelo Montenegro e ao O, pela Bósnia-Herzegovina e pela Croácia. Com uma superfície de 88.361 km² e uma população de 7.276.604 habitantes, é formado pela Sérvia Central (55.968 km2; 5.637.000 hab.) e pelas províncias autônomas de Voivodina, a N, e Kosovo, ao S. Capital: Belgrado. Língua oficial: servo-croata. A religião mais difundida écristã de rito ortodoxo.

Estrutura administrativa da Sérvia

Províncias

Superfície (km2)

População

Capital

População

Sérvia Central

55.968

5.637.000

Belgrado

1.285.200

Kosovo

10.887

2.088.700

Priština

204.500

Voivodina

21.506

2.092.000

Novi Sad

191.300


GeografiaAo N, estende-se a planície de Voivodina, que ao S se abre na depressão do Morava, entre os Alpes Dináricos, ao O, e os Balcãs, ao E. No setor S da bacia do rio Ibar, estende-se a região de Kosovo. Grande parte do território pertence à bacia do Danúbio com os afluentes Sava, Morava e Tisza, entre outros. Clima continental, na maior parte do país. Nas montanhas, em função da altitude crescem bosques de carvalhos, faias e coníferas. A população é formada por sérvios, albaneses, montenegrinos e outros grupos. Principais cidades: Belgrado, Novi Sad, Niš, Kragujevac, Priština e Subotica. Cultivo de cereais (milho e trigo), árvores de fruto (ameixas, maçãs e cerejas), tabaco, girassol e linho. Criação de gado suíno, ovino e bovino. Jazidas de bauxita, cobre, chumbo, zinco, ouro, prata, pirita, linhito, petróleo e gás natural. Indústrias siderúrgica, metalúrgica, mecânica, química, alimentícia e têxtil. Aeroportos em Belgrado, Priština e Niš. O país exporta produtos agrícolas, têxteis, químicos e minerais e importa maquinaria, meios de transporte, produtos industriais e alimentares. As trocas comerciais realizam-se principalmente com a Alemanha, Itália, Rússia e Bósnia-Herzegovina.
HistóriaA época antigaO atual território, habitado por tribos ilíricas e trácias, foi ocupado pelos romanos, que avançaram desde a Ilíria, na costa do Adriático, a partir do séc. II a.C., até Singidunum (Belgrado), em 29 a.C., e ficou incorporado na província da Mésia Superior, constituindo a fronteira (limes) do Império no Danúbio médio até a conquista da Dácia por Trajano (105). Dividido o Império por Teodósio (395), a diocese de Mésia ficou submetida a Constantinopla (Império Bizantino). No séc. VI, os eslavos meridionais (eslovenos, croatas e sérvios) deslocaram-se do N para o S, ocupando os espaços deixados pelos germanos, e penetraram na Ilíria e nos Balcãs, cuja eslavização foi quase completa. A sua organização tribal foi submetida por Bizâncio. Contudo, as tribos sérvias mantiveram a instituição do jupan que lhes conferia certa unidade política. Os sérvios foram evangelizados por predicadores gregos nos tempos do jupan Mutimir (c. 875) ficando a sua igreja ligada a Constantinopla. Em 931, o jupan Caslav incorporou a Bósnia no território do reino.O reino da Sérvia e a ocupação otomanaEm 1157, o grande jupan Estêvão Nemânia fundou a dinastia Nemanjic, que, em 1180, emancipou o reino do poder bizantino. O seu filho Estêvão Nemanic (1195-1227) recebeu o título de rei dos sérvios em 1217, confirmado pelo papa Honório III. O novo reino rejeitou, com Estêvão IV (1243-1276), os húngaros e o reino foi consolidado e iniciada a sua expansão territorial para o E e o S, à custa do Império Bizantino, após a vitória sobre Andrônico II. A máxima expansão sérvia alcançou-se com Estêvão IX (1331-1355), que conquistou a Macedônia, Albânia, Epiro, Etólia e Tessália, e se titulou "tsar dos sérvios e dos gregos". À sua morte, o Império Sérvio entrou em crise. Em 1389, derrotados pelos turcos no Kosovo, os sérvios ficaram submetidos à soberania do sultão otomano (Império Otomano). Ao longo do séc. XV e, especialmente, após a tomada de Constantinopla (1453), os otomanos completaram a ocupação dos Balcãs. O nacionalismo pan-eslavo dos Balcãs começou a desenvolver-se em começos do séc. XIX. Em 1804, uma rebelião liderada por Gjorgje Petrovic Karagjorgje entrou em Belgrado (1807) e proclamou-o príncipe da Sérvia. Um novo levantamento em 1830 tornou a Sérvia principado autônomo, sob soberania turca mas com um protetorado russo. Milos Obrenovic foi coroado novo príncipe. Durante o seu reinado (1868-1889), a Sérvia interveio nas lutas contra os turcos na Bósnia-Herzegovina (1875-1876) e participou da guerra russo-turca de 1877. O Império Otomano renunciou, entre outros, aos territórios da Sérvia e Montenegro (Congresso de Berlim, 1878), que proclamaram a sua independência. Milan renunciou às suas aspirações sobre a Bósnia-Herzegovina em troca do título de rei. Após o assassinato de Alexandre I (1889-1903), Pedro I foi nomeado rei (1903-1920), membro da família Karagjorgje, que estabeleceu uma monarquia parlamentar.A formação da IugosláviaAs guerras balcânicas (1912-1913) implicaram uma importante ampliação territorial para a Sérvia. Os turcos, derrotados perante a liga dos Balcãs (Sérvia e seus aliados, Montenegro, Grécia e Bulgária), perderam todos os territórios da Europa, à exceção dos estreitos e da Trácia Oriental (Istambul). Com exceção da Albânia, que surgiu como novo Estado, os territórios restantes foram repartidos entre os vencedores. Porém, a Bulgária, que exigia uma parte maior da Macedônia, atacou a Sérvia. Em poucos dias foi derrotada. As novas fronteiras, delimitadas pela paz de Bucarest (1913), longe de trazer a estabilidade para a zona, deixaram todos insatisfeitos. Especialmente grave foi o contencioso austro-sérvio por causa da Bósnia-Herzegovina, dependente do Império Austro-Húngaro. O assassinato, em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, do herdeiro da Coroa austro-húngara, o arquiduque Francisco Ferdinando, e sua esposa, por um nacionalista servo-bósnio radical, fez com que o governo vienense enviasse (23 de julho) um ultimato à Sérvia, sabendo que era inaceitável. No plano internacional, a Rússia, apoiada pela França, aliou-se com a Sérvia frente à Áustria, que viu reafirmada a sua aliança com a Alemanha. Em 28 de julho, o exército austro-húngaro invadiu o território sérvio e, em 1 de agosto, a Rússia declarou guerra ao Império Austro-Húngaro. Tinha deflagrado a I Guerra Mundial. A vitória da Entente (1918) significou o fim do Império Austro-Húngaro e, pelo Pacto de Corfu, a união de todos os eslavos meridionais (iugoslavos) sob a monarquia sérvia. Em 1 de dezembro, o governante Alexandre proclamou o reino dos sérvios, croatas e eslovenos (Reino da República Federal da Iugoslávia a partir de 1929). Iniciada a II Guerra Mundial, a Iugoslávia foi invadida (1941) pelas forças da Itália e da Alemanha, provocando o exílio do rei Pedro II em Londres. Hitler criou então o Estado aliado da Croácia, no qual integrou a Bósnia-Herzegovina. Desencadeou-se uma "limpeza" étnica protagonizada pelos croatas ultranacionalistas (ustachis), que assassinaram milhares de sérvios, reclusos em campos de concentração (Jasenovac). A resistência antinazista foi liderada, principalmente, pelos comunistas de Tito (Comitê Nacional de Libertação), que, paralelamente, defrontaram os realistas de D. Mihailovic (chetniks), que também combatiam os nazistas. O final da guerra deixou a Frente Popular de Tito, que não reconhecia a autoridade de Pedro II, dona do território.A era de TitoA vitória da Frente Popular nas eleições legislativas em março de 1945 referendou o Governo de J. Tito. A monarquia foi abolida e proclamada a República Federal Popular da Iugoslávia. Pelo Tratado de Paris (1947), a nova Federação viu confirmadas as fronteiras de 1919. Os desejos de Tito de criar uma grande federação dos Balcãs com a Bulgária e a Albânia foram dificultados por Moscou. O Partido Comunista da Iugoslávia foi expulso do Kominform. Tito solicitou a ajuda econômica dos EUA, França e Reino Unido perante o bloqueio imposto pelo bloco comunista. Tito condenou a invasão soviética da Hungria (1956) e manifestou-se neutral no conflito sino-soviético (1959-1960). Tito exerceu um papel proeminente na Organização dos Países Não-Alinhados, que celebraram a sua primeira conferência em Belgrado (1961). A invasão à Tchecoslováquia pelo Pacto de Varsóvia (1968), condenada por Tito, aumentou os receios iugoslavos contra a URSS. Durante a década de 1970, surgiram com força as tensões nacionalistas, que se traduziram, no exterior, em uma campanha terrorista contra interesses iugoslavos. Em 1974, foi promulgada uma nova Constituição, que reforçava os direitos das repúblicas federadas e das regiões autônomas de Kosovo e Voivodina, embora mantivesse a unidade da Federação, e que designou Tito presidente vitalício.
Sérvia Tito (esquerda) junto a W. Gomulka e Cyran Kiewiez
A ruptura da FederaçãoTito morreu em 4 de maio de 1980, sendo substituído por um coletivo presidencial, formado pelos seis presidentes das repúblicas e os dois das regiões autônomas, que, de forma rotativa, ocupavam a presidência da Federação. Em 1981, o conflito entre nacionalistas sérvios e albano-kosovares aprofundou-se. Em 1987, E. Milosevic acedeu à presidência do comitê central da Liga Comunista Sérvia. Em 1989, o Parlamento sérvio modificou a Constituição, retirando a autonomia da Voivodina e do Kosovo, fato que provocou os receios de eslovenos e croatas, e a reação violenta do nacionalismo albanês. Em maio de 1990, a Liga dos Comunistas da Iugoslávia renunciava ao monopólio do poder e dissolvia-se. Os parlamentos da Eslovênia e Croácia proclamaram a sua soberania. Milosevic, cujo partido (Partido Socialista) venceu nas legislativas sérvias, exigiu a intervenção do exército. Em março de 1991, o presidente da Federação, o sérvio B. Jovic, demitiu-se. A 25 de junho de 1991, a Croácia e a Eslovênia proclamaram a independência; o Governo federal ordenou a intervenção do exército: era o início da Guerra da Iugoslávia. Após violentos combates na Eslovênia, o exército retirou-se com um cessar-fogo. Na Croácia, onde existia uma ampla população sérvia, na Krajina e parte da Eslavônia, oposta à sua integração em um Estado croata, o conflito endureceu. As milícias sérvias e o exército federal lançaram uma ofensiva, bloqueando os portos croatas (Dubrovnik foi duramente bombardeada) e ocupando Bukovar e a Krajina, onde se estabeleceu uma república sérvia. No dia 15 de setembro, foi a Macedônia que proclamou a independência. Perante a imposição de sanções por parte da União Europeia e o envio de observadores da ONU, o exército federal retirou-se para a Sérvia. Em dezembro, a Alemanha, de forma unilateral, reconheceu as repúblicas da Croácia e da Eslovênia.As guerras da Bósnia e de KosovoNo entanto, a paz ainda estava longe. Em 1 de março de 1992, a Bósnia-Herzegovina aprovou a sua independência através de um referendo boicotado pelos servo-bósnios, que proclamaram, por sua vez, a República Sérvia da Bósnia (Sprska) no território controlado pelas suas milícias. Em 5 de abril, o exército federal sitiava Sarajevo. No dia 27, após a decisão de Montenegro (1 de março) de se manter dentro da Federação, foi proclamada a República Federal da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro), contra a qual a ONU decretou o embargo total. A verificação da depuração étnica provocou a sua expulsão da ONU. Milosevic, pressionado, cortou relações políticas com a República servo-bósnia (1994). Os bombardeamentos da OTAN contra as posições servo-bósnias e a ofensiva das milícias bósnias mudaram o curso da guerra, forçando Milosevic a assinar os Acordos de Dayton, que punham fim à guerra na Bósnia-Herzegovina. Em 1996, foram restabelecidas as relações entre a Sérvia e a Croácia e a Bósnia-Herzegovina, mas reacenderam-se os confrontos com os albano-kosovares da UCK e a polícia federal. Em agosto de 1998, foi lançada uma grande ofensiva contra Kosovo. A OTAN iniciou os bombardeios aéreos sobre território sérvio (março de 1999), incluindo Belgrado. A "limpeza étnica" intensificou-se (756.400 deportados segundo o Alto Comissariado da ONU), a OTAN aumentou o número de bombardeamentos, que, finalmente, obrigaram Milosevic a ordenar a retirada do exército iugoslavo e a permitir o estabelecimento de tropas da OTAN e da Rússia no Kosovo; porém, não evitaram os ataques albano-kosovares contra a população sérvia e cigana, que desencadeou uma nova vaga de refugiados.
Sérvia Cerco do Parlamento de Belgrado, 2000
Em outubro de 2000, Milosevic, que se tinha recusado a aceitar a vitória eleitoral da oposição, foi deposto e substituído pelo líder da coligação opositora, V. Kostunica. Milosevic foi extraditado para Haia para ser julgado como criminoso de guerra (abril de 2001). A República Federativa Iugoslava iniciou um processo de reestruturação sendo reduzida a administração federal (2002), limitada à defesa e à política exterior. Em fevereiro de 2003, as repúblicas constituintes, com Constituição, presidente e primeiro-ministro próprios, proclamaram o Estado da Sérvia e Montenegro, fim da antiga denominação da Iugoslávia. Kostunica foi substituído na Presidência federal por Svetozar Marovic. A partir de então, a Sérvia tem sido presidida por Natasa Micic e Montenegro por Filip Vujanovic. Em março de 2003, o primeiro-ministro sérvio, Zoran Djindjic, foi assassinado supostamente por seguidores de Milosevic. Em meados de 2004, o Parlamento montenegrino iniciou um processo de independência para Montenegro tornar-se um Estado soberano e acabar com a confederação com a Sérvia. Em novembro, celebraram-se novamente eleições presidenciais na Sérvia, mas pela terceira vez consecutiva foram anuladas, devido à fraca participação. Neste mesmo mês, a comissão eleitoral declarou que Milosevic, apesar de ter sido processado pelo Tribunal Penal Internacional, seria candidato às eleições parlamentares de 29 de dezembro, dado que a legislação vigente não o impedia. Nas eleições de dezembro, os sérvios deram a vitória à formação aliada a Milosevic, o Partido Radical Sérvio (SRS) liderado por Vojislav Seselj, que obteve 28 % dos votos.Em março de 2004, Vojislav Kostunica conseguiu constituir um Governo, composto pela sua formação, o Partido Democrático da Sérvia (DDS) e mais três pequenos partidos, apoiado no Parlamento pela formação de Milosevic. Na quarta eleição presidencial (as três anteriores foram anuladas devido à elevada taxa de abstenção), o cargo de chefe de Estado foi assumido em julho de 2004 por Boris Tadic, candidato do Partido Democrata (DS). Esta nomeação foi o resultado da revogação de uma lei do Parlamento, segundo a qual para que as eleições tivessem efeito 50 % dos eleitores tinham que votar. Com 54 % dos votos emitidos e uma abstenção de quase 50 %, Tadic derrotou no segundo turno das eleições de junho Tomislav Nikolic, líder do Partido Radical da Sérvia (SRS). Tadic tinha prometido lutar contra o crime organizado e colaborar com o Tribunal Penal Internacional, e a sua vitória abriu o caminho para a incorporação do país nas organizações europeias. As eleições locais de outubro confirmaram o poder do DS e do SRS.A independência de MontenegroEm maio de 2006, Montenegro celebrou um referendo para decidir se se mantinha na federação ou optava pela independência. A consulta, que teve uma alta participação, realizou-se sem incidentes e foi favorável à independência com 55,5 % dos votos. Tanto as autoridades sérvias como os principais organismos internacionais, especialmente a União Europeia, aceitaram o resultado e iniciou-se o processo de dissolução da federação servo-montenegrina. Em 5 de junho de 2006, alguns dias depois da declaração de independência da República de Montenegro, o Parlamento sérvio declarou, por sua vez, a constituição da Sérvia como Estado independente e como legítimo sucessor do anterior. Boris Tadic foi nomeado como o primeiro presidente da República independente da Sérvia e Vojislav Kostunica como primeiro-ministro. O Governo foi ampliado com os ministérios da defesa e política exterior, que até aquele momento eram da competência exclusiva do Governo federal. Nas eleições legislativas de janeiro de 2007 se impôs à formação ultranacionalista o Partido Radical liderado por Tomislav Nikolic, embora não obteve a maioria suficiente para formar governo sozinho frente às principais formações pró-europeias (DS e DSS). Em 2007 o Parlamento recusou uma proposta da Organização das Nações Unidas sobre o futuro de Kosovo, já que nela se dotava o território de suficiente soberania para poder pensar na sua independência. Em novembro do mesmo ano, as eleições gerais em Kosovo - boicotadas pela povoação sérvia da província - deram o triunfo ao Partido Democrático de Kosovo, declaradamente independentista. Este resultado definiu a postura da povoação albanokosovar ante a iminente conclusão do mandato da ONU na zona e a resolução que este organismo devia emitir sobre o futuro de Kosovo. Nas eleições presidenciais de fevereiro de 2008, Boris Tadic conseguiu a reeleição ao se impor a Nikolic. Esse mesmo mês, o primeiro-ministro albanokosovar, Hashim Thaçi, declarou a independência de Kosovo de maneira unilateral. Apesar da oposição da Sérvia, a independência de Kosovo foi reconhecida pelos Estados Unidos e os principais países da União Europeia: Alemanha, Reino Unido, Itália e França. Nas eleições legislativas de maio de 2008, venceu o Partido Democrático do presidente Boris Tadic, obtendo 102 cadeiras do Parlamento de Belgrado com 39 % dos votos, contra o Partido Radical, que conseguiu 29 % do apoio e 77 cadeiras e o Partido Democrático da Sérvia, do primeiro-ministro Kostunica, com 11 % e 30 cadeiras. Em julho desse ano, foi formado um novo governo com o respaldo do Partido Democrático, do Partido Socialista da Sérvia e dos partidos das minorias bósnia e húngara, no qual o europeísta Mirko Cvetkovic foi nomeado primeiro-ministro.
ArteA partir do séc. XII, desenvolveu-se na Sérvia uma arte de origem bizantina influenciada pelo românico. No séc. XIII, floresceu a escola da Raska com igrejas de nave única com cúpula (Mosteiro de Studenica, 1209, Patrimônio da Humanidade desde 1986). Desta época, destacam-se as fortalezas, igrejas e mosteiros dos arredores de Ras. Sobressaem os afrescos de formas monumentais e intensa cor (Studenica, Sopochani). Durante o séc. XIV, a arquitetura utilizou a pedra e o tijolo alternadamente para formar motivos geométricos. As plantas continuaram a ser bizantinas, mas a escola sérvia contribuiu com a acentuada verticalidade dos edifícios (Mosteiro de Gracanica, 1321). Durante o domínio turco foram construídos os mosteiros de Fruska Gora e de Pes. No séc. XIX, os pintores ligaram-se às correntes europeias: A. Teodorovic seguiu o neoclassicismo; K. Danil, o romantismo e P. Jovanovic, o realismo. Durante o séc. XX, sucederam-se o impressionismo (M. Milovanovic e K. Milicevic), as vanguardas (N. Petrovic) e também o realismo socialista.

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