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sarampo
Patologia. s. m. Doença infecto-contagiosa, de caráter epidêmico estacional na população infantil, que confere um estado de imunidade permanente. É causada por um mixovírus do gênero Morbillivirus.
Doença transmissível das mais contagiosas, o sarampo é também muito comum na infância e cerca de noventa por cento dos indivíduos que atingem os vinte anos de idade já o contraíram.
Sarampo é uma enfermidade aguda causada por vírus. Mais comum na infância, é de especial gravidade entre crianças desnutridas, casos em que sua letalidade pode ultrapassar os dez por cento. A contaminação se faz pela transmissão do vírus nas gotículas de muco ou saliva expelidas pelo doente. Pode ser direta, por contato com a pessoa contaminada, ou indireta, por meio de objetos contaminados pela secreção do nariz ou da garganta do paciente. Em geral, a infecção confere imunidade permanente.
O período de incubação da doença é de dez dias, desde a exposição ao contágio até o aparecimento de febre, coriza, bronquite e manchas rosadas com o centro branco-acinzentado – manchas de Koplik – na mucosa bucal. Cerca de quatro dias mais tarde, surge o exantema característico, de manchas vermelho-escuras, que tem início pela face e depois se generaliza pelo corpo. O exantema dura de quatro a seis dias e termina, às vezes, por descamação. O período de transmissibilidade é em geral de nove dias, desde quatro dias antes até cinco dias depois do aparecimento do exantema. As mortes resultantes da doença decorrem de complicações como a pneumonia secundária e a encefalite pós-infecciosa.
O sarampo é endêmico e relativamente brando nos grandes centros urbanos, onde atinge proporções epidêmicas em anos alternados. Nas pequenas cidades e na área rural, os surtos costumam ser mais espaçados e mais graves. Entre as principais medidas preventivas, destacam-se a educação sanitária do público e a administração de vacinas, que são preparadas com vírus vivos atenuados.
A disseminação do uso da vacina contra o sarampo, a partir do final da década de 1960, criou esperanças de erradicar a doença, mas, ao contrário das expectativas, sua incidência aumentou em todo o mundo. Um dos grandes problemas para atingir a erradicação está no fato de que a vacina feita com vírus vivos atenuados torna-se rapidamente inerte se exposta ao calor. Dez minutos de exposição à luz solar é suficiente para inutilizá-la. Além disso, o produto é ineficaz em recém-nascidos com até nove meses de idade.

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