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EV
Rommel, Erwin Johannes
Erwin Johannes Eugen Rommel
Heidenheim, Alemanha 1891 - Herrlingen, Alemanha 1944
marechal alemão conhecido como a Raposa do Deserto. O marechal alemão Erwin Rommel, que obteve vitórias surpreendentes para seu país durante a segunda guerra mundial, ficou conhecido como "a raposa do deserto" devido à audácia dos ataques que comandou na Líbia.
Erwin Johannes Eugen Rommel nasceu em Heidenheim an der Brentz, em Württemberg, em 15 de novembro de 1891. Em 1910 ingressou como cadete no regimento de infantaria e, já como tenente, durante a primeira guerra mundial, destacou-se pela capacidade de liderança nas frentes de combate da França, Romênia e Itália. Designado instrutor do regimento de infantaria em 1933, expôs suas experiências na guerra europeia e ideias sobre o adestramento militar dos soldados em Infanterie greift an (1937; Ataques de infantaria).
No início da segunda guerra mundial, Rommel comandou a guarda pessoal do Führer até que, em 1940, foi enviado ao campo de batalha francês como chefe da sétima divisão blindada. Assumiu, no ano seguinte, o comando do Afrikakorps na campanha da Líbia, quando ficou famoso pelos ataques surpreendentes que liderou. Nessa ocasião, foi promovido a marechal de campo pela vitória sobre as tropas britânicas. Em 1942, Rommel lançou duas ofensivas sobre o Cairo e o canal de Suez. Derrotado pelas tropas do marechal Montgomery em el-Alamein, perto de Alexandria, teve que recuar até a Tunísia. Mesmo assim, tornou-se muito popular entre os árabes, que o viam como seu libertador do jugo britânico. Na Alemanha, o ministro da Propaganda o retratou como o invencível "marechal do povo" (Volksmarschall).
De volta à Alemanha, Rommel recebeu, em 1944, o comando das linhas de defesa do canal da Mancha. O alto comando alemão, porém, não deu atenção a seus planos estratégicos de contra-ataque e, em 6 de junho do mesmo ano, os exércitos aliados desembarcaram na Normandia, numa ação determinante da futura derrota dos alemães. No dia 17 de julho, depois de ter seu carro atingido por um caça-bombardeiro britânico, Rommel sofreu graves ferimentos.
Embora desconhecesse os planos para assassinar o Führer, o nome de Rommel constava na lista dos participantes da conspiração de 20 de julho de 1944 contra Hitler. O militar tentara diversas vezes, sem sucesso, convencer o alto comando a negociar a paz com as potências aliadas, pois já considerava perdida a guerra. Hitler, a quem não interessava que o "marechal do povo" fosse visto como seu inimigo, ao descobrir a ligação de Rommel com os conspiradores, enviou-lhe veneno por intermédio de dois oficiais, com a garantia de preservá-lo e à família da desonra. Erwin Rommel suicidou-se em 14 de outubro de 1944, em Herrlinger, perto de Ulm, e foi enterrado com honras militares.

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