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EV
Romênia
România
 Forma de governorepública
 Superfície238.391 km²
 Localidade21.355.849 habitantes (romeno, a)
 CapitalBucarest (2.009.200 hab.)
 Principais cidades Iasi (345.795 hab.)
Constanta (337.216 hab.)
Timisoara (329.554 hab.)
Cluj-Napoca (329.310 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa Oriental. É limitado ao N pela Ucrânia; ao E, pela Moldávia; ao S, pela Bulgária; ao SO, pela Sérvia, e ao NO, pela Hungria, sendo banhado ao SE pelo mar Negro. Com uma superfície de 238.391 km² e uma população de 21.355.849 habitantes, o país está dividido em 41 províncias e um município independente que corresponde à capital do estado. Capital: Bucarest. Língua oficial: romeno. A religião mais difundida éortodoxa.

Estrutura administrativa da Romênia

Províncias

Superfície (km2)

População

Capital

População

Alba

6.242

395.941

Alba Julia

71.638

Arad

7.754

476.272

Arad

182.846

Arges

6.826

671.514

Piteşti

186.163

Bacǎu

6.621

752.761

Bacǎu

207.573

Bihor

7.544

620.517

Oradea

220.626

Bistrita-Nasaud

5.355

326.278

Bistrita

86.556

Botosani

4.986

463.808

Botosani

126.621

Brǎila

4.766

385.749

Brǎila

230.962

Braşov

5.363

628.643

Braşov

309.671

Bucarest

228

2.009.200

 --

 --

Buzau

6.103

504.540

Buzau

145.610

Cǎlǎraşi

5.088

331.843

Cǎlǎraşi

76.636

Caras-Severin

8.520

353.209

Reşita

92.776

Cluj

6.674

719.864

Cluj-Napoca

329.310

Constança

7.071

746.041

Constança

337.216

Covasna

3.710

230.537

Sfîntu Gheorghe

66.341

Dîmboviţa

4.054

551.414

Tîrgovişte

98.028

Dolj

7.414

744.243

Craiova

312.358

Galaţi

4.466

644.077

Galaţi

326.956

Giurgiu

3.526

294.000

Giurgiu

71.893

Gorj

5.602

394.809

Tirgu Jiu

97.259

Harghiţa

6.639

341.570

Miercurea Ciuc

46.021

Hunedoara

7.063

523.073

Deva

75.515

Ialomita

4.453

304.327

Slobozia

55.308

Iasi

5.476

836.751

Iasi

345.795

Ilfov

1.593

275.482

Buftea

19.400

Maramureş

6.304

530.955

Baia Mare

149.780

Mehedinti

4.933

321.853

Drobeta-Turnu Severin

115.979

Mureş

6.714

601.558

Ţirgu Mureş

163.184

Neamt

5.896

586.229

Piatra Neamt

124.189

Olt

5.498

508.213

Slatina

86.351

Prahova

4.716

855.539

Ploieşti

249.054

Sǎlaj

3.864

256.307

Zalǎu

70.015

Satu Mare

4.418

390.121

Satu Mare

129.153

Sibiu

5.432

443.993

Sibiu

167.737

Suceava

8.553

717.224

Suceava

117.615

Teleorman

5.790

456.831

Alexandria

57.377

Timiş

8.697

688.575

Timişoara

329.554

Tulcea

8.499

262.692

Tulcea

94.706

Vâslui

5.318

466.719

Vaslui

77.900

Vilcea

5.765

430.713

Râminicu Vâliea

119.249

Vrancea

4.857

391.220

Focşani

96.930


GeografiaMeio físicoO país é acidentado pelos Cárpatos, maciço da orogenia alpina: os Cárpatos Orientais situam-se em direção N-S e os meridionais, E-O, com o topo no monte Moldoveanu (2.543 m). Ao S dos Cárpatos Meridionais, ergue-se o maciço dos Apuseni. A Transilvânia, no Centro do país, constitui um planalto com 500 m de altitude média e, entre as planícies, destacam-se as de Valáquia, Moldávia e Banato. No limite E do país, localiza-se a região de Dobruja, banhada pelo mar Negro. O eixo hidrográfico romeno é o Danúbio, que delimita em grande parte a fronteira com a Bulgária e a Sérvia; recebe numerosos afluentes e deságua no mar Negro formando um extenso delta. Clima continental, com temperatura média em janeiro, em Bucarest, inferior a −5 °C e no verão de 22 °C. Escassa precipitação (média anual de 600 mm). As planícies são de estepes e as vertentes das montanhas estão cobertas de bosques de coníferas, faias e carvalhos.População e estrutura econômicaOs romenos constituem 89,5 % da população, sendo as minorias mais representativas húngaros, zíngaros, alemães e ucranianos. O crescimento anual é negativo (−0,2 %); a densidade populacional (52,7 % urbana) é de 91 hab./km2. Principais cidades: Bucarest, Iasi, Constanta e Timisoara.Após a Revolução de 1989, iniciou-se um processo de privatizações e foram adotadas medidas de estabilidade econômica. Atualmente, o rendimento per capita do país supera 1.900 dólares anuais.Agricultura: cereais (milho, trigo, cevada, arroz, centeio e aveia), batata, legumes, produtos hortícolas e uvas; culturas industriais (beterraba, tabaco, girassol e soja). Pecuária. Exploração florestal. Reduzido setor pesqueiro. Mineração: petróleo e gás natural; carvão e minerais metálicos (ferro, bauxita, prata, manganês, ouro, chumbo e cobre). Indústria siderúrgica, metalúrgica, mecânica, química, petroquímica, de móveis, de papel, de tabaco, de cimento, têxtil e alimentícia. As exportações abrangem maquinaria, produtos químicos, metalúrgicos e têxteis, e as importações, maquinaria, produtos têxteis e alimentícios. As trocas comercias, com balança ligeiramente deficitária, realizam-se principalmente com a Itália, Alemanha, França e o Reino Unido.
HistóriaAs origens e a época antigaPovoado desde o Paleolítico, o território foi ocupado por tribos trácias no II milênio a.C. Posteriormente, foi dominado pelos dácios, até ser subjugado por Roma, após 120 anos de resistência. Os dácios foram derrotados pelo imperador Trajano, que conquistou a capital, Sarmizegetusa, em 106. A Dácia, convertida em província romana, constituía um excelente ponto de defesa e fonte de riqueza devido ao ouro das suas minas. A romanização sobreviveu, apesar de que, em 270, o imperador Aureliano, incapaz de fazer frente à pressão dos godos e às rebeliões de escravos, ter ordenado a evacuação da província, situando a fronteira ao S do Danúbio.Os principados medievaisA Dácia foi invadida por godos, hunos, lombardos, ávaros, búlgaros, eslavos e magiares (ca. 896). Durante o séc. X surgiram os primeiros principados (Gelu, Glad e Menumorut) na Transilvânia, chefiados por militares (voivodas). Unificados sob o nome de Transilvânia, foram de imediato dominados pelo reino da Hungria (sécs. X-XIII). Um século depois, formaram-se os primeiros principados na Dobruja Setentrional, que detiveram as incursões dos tártaros da Horda de Ouro e o expansionismo de húngaros e polonês-lituanos (sécs. XIII-XIV). Basarab I da Valáquia (1324-1352) unificou os principados situados ao S dos Cárpatos. Por seu lado, Bodan I (1359-1365) faria o mesmo com os situados ao E, formando a Moldávia.O domínio otomanoA expansão do Império Otomano representou uma ameaça constante para os principados romenos (sécs. XIV-XV). As primeiras incursões (1369 e 1394) saldaram-se nas vitórias dos valáquios, chefiados por Vladislav I e Mircea o Grande. No séc. XV, o avanço turco foi travado por Dan II da Valáquia (1420-1431) e Iancu de Hunedoara, voivoda da Transilvânia (1441). Em 1456, romenos e sérvios derrotaram os turcos em Belgrado e, em 1475, os moldavos obtiveram uma vitória importante em Vaslui. Porém, após a derrota húngara em Mohács (1526), (Batalha de Mohács) os principados romenos da Valáquia e Moldávia foram obrigados a aceitar a soberania turca. Em 1593, Miguel o Bravo da Valáquia (1593-1601) derrotou os turcos em Calugareni (1595), dominando a Transilvânia e a Moldávia, unindo os principados romenos pela primeira vez (1600). As lutas entre a nobreza feudal e os interesses de austríacos e poloneses originaram a cisão dos principados, que retornaram à situação precedente. Em 1699, após a Paz de Karlowitz, a Transilvânia foi incorporada no império dos Habsburgo. Na Moldávia e Valáquia, o domínio turco foi endurecido durante o regime dos governadores fanariotas (gregos aturquezados do Bairro de Fanar, em Istambul), que substituíram as dinastias locais. O aumento das cargas fiscais repercutiu-se na pressão feudal sobre os camponeses (servos ou livres), que protagonizaram diversas revoltas. Nos sécs. XVIII e XIX, austríacos e russos foram arrebatando territórios romenos dos turcos. Em 1718, através da Paz de Passarowits, o Banato e a Oltênia passaram para a Áustria, que, em 1775, ocupou a Bucovina. Por seu lado, a Rússia anexou a Bessarábia e parte da Moldávia, após a guerra russo-turca de 1806-1812. No início do séc. XIX, surgiu nos círculos burgueses romenos um incipiente nacionalismo, representado pela escola de Ardelana e pelo intelectual Inochentie Micu. Em 1821, nasceu na Valáquia um movimento revolucionário, antifeudal e nacionalista, dirigido por Tudor Vladimirescu, que teve uma ampla repercussão na Transilvânia e Moldávia. Após a Paz de Adrianópolis, que pôs termo à guerra russo-turca de 1828-1829, a Valáquia e a Moldávia, ainda que tributárias de Istambul, foram ocupadas pelas forças russas. Em 1832, entraram em vigor as Leis Orgânicas, impulsionadas pelos grandes proprietários e garantidas pelo general russo Pavel Kiselev. As leis agrárias tornavam-se cada vez mais duras, enquanto se estabeleciam instituições administrativas e econômicas comuns para ambos os territórios. Em 1848, houve nos principados romenos uma insurreição chefiada por Nicolae Balcescu, Simion Barnutiu e Abram Iancu. Apesar da derrota, a exigência de liberdades nacionais e individuais e a questão agrária constituíram exigências irrenunciáveis para uma grande parte da população romena.A independênciaApós a Guerra da Crimeia, no Congresso de Paris (1856), a segurança e autonomia da Moldávia e da Valáquia foram garantidas pelas potências, apesar de nominalmente ser reconhecida a soberania otomana. Nas eleições para as assembleias de ambos os principados (1857) foram vencedores os partidários da unificação moldavo-valáquia. Em 1858, Ion Cuza foi proclamado rei de ambos os principados, com Bucarest como única capital (1862). Os grandes proprietários, que rejeitavam as reformas promovidas pelo Governo, provocaram a queda de Cuza (1866), substituído por um príncipe prussiano, proclamado rei em 1881, sob o nome de Carol I. No marco da nova guerra russo-turca de 1877, a Romênia proclamou-se independente, e foi reconhecida pelas potências em 1878 (Conferências de San Stefano e Berlim). Liberais e conservadores sucederam-se no Governo do novo Estado. Em 1913, após a II Guerra Balcânica, a Romênia ocupou o S da Dobruja (guerras balcânicas). A Bucovina e a Transilvânia foram anexadas pela Romênia no final da I Guerra Mundial (1918), na qual os romenos lutaram ao lado da Entente.De 1918 a 1939A década de 1920, foi de desenvolvimento graças ao investimento estrangeiro, especialmente no setor petrolífero. Por outro lado, foram repartidos seis milhões de hectares, prévia indenização, entre os camponeses. A crise de 1929, viria a afetar duramente a economia romena. Com o novo rei Carol II (1930), triunfaram a oligarquia e os monopólios estrangeiros, dando origem a um clima de agitação popular. Para enfrentar as organizações de operários e camponeses, o rei procurou apoio na organização fascista da Guarda de Ferro. Quando deflagrou a II Guerra Mundial, a Romênia sofreu importantes perdas territoriais: a Bessarábia e o N da Bucovina (URSS), Dobruja (Bulgária) e o N da Transilvânia (Hungria). Os círculos hitlerianos obrigaram o rei Carol II a abdicar a favor do seu filho Miguel I que entregou o governo ao general nazista Ion Antonescu. A Romênia participou na ofensiva alemã contra a URSS (1941), mas a contra-ofensiva soviética fez com que, em 1944, com a maior parte do seu território ocupado pelo Exército Vermelho, a Romênia se voltasse para os aliados. Em 1945, Petru Groza, com a ajuda das forças soviéticas, formou um governo dominado pelos comunistas. Mais de um milhão de hectares de terras de cultivo foram repartidas entre os camponeses, decretando-se a coletivização da indústria. Foi recuperada a Transilvânia, mas não o resto dos territórios perdidos em 1941.O regime comunistaEm 1947, o rei viu-se obrigado a abdicar e foi proclamada a República Popular da Romênia, dirigida pelo Partido Operário Romeno (POR), único partido legal do novo regime comunista. Foi aprovada uma Constituição idêntica à da URSS e a indústria, nacionalizada. Em 1952, a tensão no seio do POR entre internacionalistas e nacionalistas resolveu-se com o triunfo dos últimos, liderados por G. Gheorghiu-Dej, cuja política foi de afastamento de Moscou. Em 1967, Nicolae Ceausescu, secretário-geral do Partido Comunista da Romênia, foi designado chefe de Estado. Manteve uma política independente de Moscou, negando-se a participar na invasão da Tchecoslováquia (1968), apesar de o país pertencer ao Pacto de Varsóvia, e mantendo relações diplomáticas com Israel e a China. As medidas econômicas de Ceausescu conduziram o país a uma grave crise. Em meados de 1980, a dívida externa ultrapassava os 10.000 milhões de dólares. Face ao descontentamento social, o regime respondeu com a repressão. O paroxismo do regime chegou em 1987, com o plano de "sistematização do território", que previa a destruição de 7.000 aldeias na Transilvânia e o reagrupamento da sua população em complexos agroindustriais, acabando com o legado cultural das minorias húngaras e alemãs. Bucarest, submetida a um plano urbanístico ideado por Ceausescu, perdeu o seu centro histórico. Em dezembro de 1989, os protestos em Timisoara contra a deportação do pastor Lazlo Tökes, líder da minoria húngara, foram duramente reprimidos pela polícia e pelo exército. Apesar do estado de emergência decretado em todo o país, a revolta estendeu-se. A Frente de Salvação Nacional, saída do PCR, proclamou o fim do regime (em 22 de dezembro). Ceausescu e sua esposa fugiram de Bucarest, onde os combates se multiplicavam. Detidos e condenados em segredo por genocídio, foram fuzilados no dia de Natal. A FSN, dirigida por Ion Iliescu, assumiu o poder e nomeou chefe de Governo Petre Roman. Perante as manifestações anticomunistas, foi criado um Conselho Provisório da União Nacional (fevereiro de 1990) do qual a oposição fazia parte.Pós-comunismo e democraciaOs distúrbios em Bucarest provocados por milhares de mineiros contrários às privatizações derrubaram, em setembro de 1991, o primeiro-ministro Petre Roman, substituído por T. Stolojan. Em 1996, o Governo de V. Ciorbea empreendeu um programa econômico de austeridade, imposto pelo FMI. A recessão e as dificuldades para desenvolver o programa de privatizações provocaram a demissão de Ciorbea (1998), substituído por Radu Vasile, mais tarde, por A. Atanasiuy e, seguidamente, por M. Isarescu. Em dezembro de 2000, nas eleições legislativas e presidenciais Iliescu foi novamente eleito presidente e A. Nastase assumiu o cargo de primeiro-ministro em um Governo formado pelo bloco de partidos do Polo Democrata Social, liderado pelo Partido da Democracia Social da Romênia (PDSR), de Iliescu e de Nastase. Em novembro de 2002, foi aprovada a entrada da Romênia na OTAN que foi efetivada em março de 2004. Nas eleições presidenciais celebradas em dezembro de 2004, Traian Basescu, presidente da Câmara Municipal de Bucarest desde 2000, derrotou Nastase, cuja formação, o Partido Social-Democrata (PSD), tinha sido derrotada por uma pequena margem nas legislativas realizadas no mês anterior. Basescu nomeou Calin Popescu-Tariceanu como primeiro-ministro. Em abril de 2005 assinou-se o tratado de adesão da Romênia à UE, fato que se verificou em 1 de janeiro de 2007. Nas eleições legislativas de novembro de 2008, o Partido Democrata Liberal (PDL), liderado por Theodor Stolojan, obteve uma ajustada vitória com 115 deputados frente aos 114 da aliança formada pelos social-democratas e conservadores. No mês seguinte, o presidente Basescu designou o próprio Stolojan novo primeiro-ministro.
ArteTestemunhos da cultura dácia (séc. I a.C.) são os vestígios da sua capital, Sarmizegetuza, Blidaru, Piatra Rosie, Costesti. Restam também vestígios da arte helênica e do domínio romano (monumento triunfal de Adamclisi, Drobeta-Turnu Severin). Entre a arte feudal (séc. XII) e o séc. XVIII, o espaço romeno caracterizou-se por uma dupla fisionomia artística, aliada a uma persistente tradição popular. A Transilvânia seguiu com certo desfasamento cronológico a evolução da arte ocidental; a Valáquia e a Moldávia foram influenciadas pela arte bizantina. Na Transilvânia, de influência germânica, destacam-se a Catedral de Alba Iulia e a Igreja de Cisnadioara (românicas), as de Cirta e a Igreja Negra de Brascedilov (góticas) e a Cidadela de Deva (1269), primeiro elo do processo de acastelamento que se prolongou até o séc. XVIII e conferiu à região a sua peculiar fisionomia. Na Valáquia, sobressaem as igrejas de Turnu Severin e de San Nicoara (dos finais do séc. XIII) e a de São Nicolau (séc. XIV) e os Mosteiros de Cotmeana e de Cozia (1388), de planta e decoração bizantinas. Ao longo do séc. XVI, a Moldávia desenvolveu um estilo próprio, com originais soluções estruturais (abóbada moldava) e decoração pictórica com afrescos (Balinesti, 1493; Vatra Moldovitei, 1532; Sucevita, 1582-1584). Do início do séc. XVI, datam dois importantes monumentos da Valáquia: a igreja do Mosteiro de Dealu (1498-1508) e a Catedral de Curtea de Arges (1517) com decoração plástica de influência muçulmana. Na Moldávia, no decurso do séc. XVIII a influência russa introduziu o classicismo, e o Barroco penetrou na Valáquia (igrejas de Antim, 1715 e Vacaresti, 1716-1722). No séc. XIX, predominou na arquitetura um severo neoclassicismo (edifícios públicos de Bucarest), embora I. Mincu procurasse revitalizar a arquitetura popular nacional. A pintura aproximou-se das correntes ocidentais (T. Aman, N. Grigorescu, I. Andreescu). Durante o séc. XX, C. Brancusi, renovador da escultura, realizou na Romênia o complexo de Tirgu Jiu, unindo abstração e cultura popular. No pós-guerra, a Fundação da União dos Artistas (1949) e o comunismo impuseram o realismo socialista. Posteriormente, destacaram-se a renovação urbanística das grandes cidades e as zonas turísticas do mar Negro.
LiteraturaA literatura oral é bastante antiga, mas os primeiros documentos escritos são tardios. O impulso à introdução do romeno na literatura foi dado pela Reforma, que orientou uma intensa atividade de tradução. Para a consolidação do romeno como língua literária contribuiu sobretudo Coresi (séc. XVI). A Bíblia de Bucarest (1688) representa o apogeu deste período. No campo laico, a historiografia constituiu o gênero que utilizou o novo instrumento expressivo (destacam-se G. Ureche, M. Costin, D. Cantemir e I. Neculce). Nos finais do séc. XVIII, verificou-se uma aproximação da literatura e do pensamento ocidentais, sendo decisiva a influência do iluminismo. O labor histórico e filológico de S. Micu, G. Sincai e P. Maior orientou-se para a reivindicação dos direitos civis e políticos. Na poesia, sobressaiu I. Budai-Deleanu (1763-1820). O processo de modernização prosseguiu e consolidou-se com o romantismo. V. Cârlova, D. Bolintineanu, G. Alexandrescu e C. Bolliac aperfeiçoaram a poesia romena. Entre 1840 e 1860, a luta entre tradição autóctone e imitação do estrangeiro culminou no esforço de síntese da obra de V. Alecsandri. A partir de 1860, a literatura romena deu um salto qualitativo: M. Eminescu, I. Creanga e I.L. Caragiale representaram o auge da poesia, da prosa e do teatro. A literatura moderna triunfou após 1920 e o futurismo, o surrealismo e o dadaísmo tiveram em Urmuz, I. Vinea, Tristan Tzara e I. Voronca os verdadeiros precursores a nível europeu. A defesa do autóctone correspondeu a N. Crainic, L. Blaga, I. Pillat e V. Voiculescu. A poesia posterior contou com nomes de relevo internacional (T. Arghezi, 1880-1967). A partir de 1945, a literatura caracterizou-se pela temática política, mas na década de 1960 verificou-se uma renovação radical tendente à recuperação dos valores puramente líricos. Idêntico processo evolutivo registrou-se na prosa. L. Rebreanu (1885-1944), que regressou às origens eslavas com o romance Ion (1921), foi mestre de dois grandes romancistas da década de 1950: M. Preda e Popovici. Juntamente com M. Sadoveanu (1897-1964), reconhecido como orientador da prosa romena, deve recordar-se G. Calinescu (1899-1965). Nas décadas de 1960 e 1970, afirmou-se um romance na linha inovadora da literatura ocidental. Após a revolução de 1989, foi recuperada a literatura produzida pelos intelectuais obrigados ao exílio. Menção de honra merecem os escritores de origem romena que desenvolveram a sua obra no estrangeiro, sobretudo na França. Como é o caso do dramaturgo E. Ionesco e do filósofo E. Cioran.
MúsicaPresente na Romênia em épocas anteriores a gregos e romanos, antes do domínio turco (1878) a música era executada sobretudo nas igrejas. No séc. XVII, cultivou-se a música profana nas cortes de Bucarest e Iasi e a tradição musical romena foi recuperada pelo monge beneditino J. Cajoni, que enriqueceu cantos e danças populares com o baixo contínuo. Em meados do séc. XIX, surgiram conservatórios e coros que desenvolveram o nacionalismo musical (A. Flechtenmacher e I. Vorobchievici). O principal compositor do séc. XX, G. Enescu, abriu caminhos a outros compositores para a revalorização da música popular (destacam-se M. Jora, S. Dragoi, F. Lazar, I. Dumitrescu, G. Dumitrescu, A. Vieru e A. Stroe).

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