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EV
pólen
Botânica. s. m. Micrósporo ou conjunto de micrósporos das fanerogâmicas ou embriófitas sifonogamas. Botânica. s. m. Pó fecundante dos vegetais contido nos sacos polínicos da antera e que é o agente de fecundação masculina nas plantas fanerogâmicas.
A reprodução sexuada das espécies é um dos processos mais perfeitos e intrigantes da vida. Realiza-se mediante a união de duas células, uma masculina e outra feminina, para formar um novo indivíduo. Entre os vegetais, no entanto, nem sempre esse processo se faz de modo tão evidente: nas plantas com sementes (angiospermas e gimnospermas), a função reprodutora masculina se exerce por meio do pólen, disperso por agentes como o vento, os insetos e a água.
Pólen é uma massa constituída de minúsculos grãos, em geral amarelados e com aparência de poeira, produzidos em grande quantidade no aparelho reprodutor masculino das flores das plantas superiores. A produção de pólen ocorre na antera, parte terminal e mais grossa dos estames que compõem a estrutura masculina das flores. As anteras apresentam várias cavidades ou lojas, em cada uma das quais as células matrizes do pólen passam por uma divisão que reduz à metade o número de cromossomos das unidades resultantes. Essas unidades, constituintes dos grãos de pólen, são a princípio unicelulares e mais tarde se dividem em duas células: a vegetativa, maior, e a germinativa, menor.
Cada grão de pólen é um corpo minúsculo. Seu diâmetro varia de 2 a 250 micra (um mícron equivale à milésima parte do milímetro) e está envolvido por duas membranas: uma interna, a intina, muito fina; e outra externa, a exina, rugosa e com abundantes pontas e poros. A fecundação ocorre quando o pólen entra em contato com o órgão feminino da flor: o grão germina e a célula vegetativa forma uma estrutura alongada, o tubo polínico, que sai por um dos poros da exina e alcança os óvulos. Por esse tubo descem duas células reprodutoras, resultantes da divisão da célula germinativa, que se unem às células femininas do óvulo. O produto dessa união dará origem ao embrião de uma nova planta.
A estrutura e o desenho dos grãos de pólen são muito variáveis e podem caracterizar um gênero de plantas ou até mesmo uma espécie. Constituem, por isso, um bom critério para a classificação botânica. Foi possível reconstituir a flora que teria existido há milhões de anos graças ao pólen contido em estratos de antigas eras geológicas e conservado em seus detalhes morfológicos. O estudo do pólen é objeto de uma disciplina científica, a palinologia, útil, em especial, à geologia e à paleogeografia.

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