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EV
peste
s. f. Qualquer epidemia que cause grande mortandade. Patologia. s. f. Denominação genérica de diversas doenças infecciosas de curso agudo e tendência epidêmica. Veterinária. s. f. Epidemia de etiologia diversa com grande morbidade e elevada mortalidade.
peste bubônica
Patologia. Doença infecciosa epidêmica e febril, caracterizada pelo aparecimento de bubões em diferentes partes do corpo. Além disso, apresenta os sintomas gerais de uma septicemia e pode provocar a morte.
História, História moderna, História contemporânea e Mundo atual. A primeira pandemia da peste verificou-se no reinado de Justiniano e, durante o séc. VI, teve graves consequências na bacia mediterrânica. A peste negra originou-se na Índia e difundiu-se pela Europa, provocando cerca de 25.000.000 de mortos (1346-1353). Durante 3 séculos, dizimou cidades como Veneza, Lyon, Milão, Londres e Marselha. Uma terceira pandemia iniciou-se em Hong Kong, em 1894, difundiu-se por via marítima, atravessando a Índia, Madagascar, Japão, África Setentrional, Portugal, Manila, Sydney, Glasgow, San Francisco, Java, Sri Lanka e Marselha. Outro foco surgiu na Manchúria (1910) e provocou 50.000 mortos. Esta pandemia provocou, na Índia, a morte a 12.000.000 de pessoas (1898-1948) e um milhar na Europa, a maioria em Portugal (1918-1920). Atualmente, encontram-se poucos casos, mas o caráter de reservatório da doença em ratos domésticos e nos roedores selvagens em focos naturais exige uma vigilância constante.
Patologia. É transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos. Depois de um período de incubação de 3 a 12 dias aparecem febres altas. No ser humano distinguem-se várias formas clínicas segundo os órgãos afetados: a peste bubônica, que afeta a pele com a formação de adenopatias regionais e de nódulos inflamatórios (bubões) e a peste pneumônica ou pulmonar, que causa pneumonia. O diagnóstico realiza-se por cultura e estudo microscópico do material aspirado (do bubão ou expectoração). O tratamento é feito à base de antibióticos (estreptomicina). A profilaxia consiste no uso de sulfamidas a par do isolamento rigoroso dos doentes. Existe também uma vacina.
Peste é uma doença infecciosa aguda de elevado grau de mortalidade, caracterizada por inflamação dos gânglios linfáticos e septicemia, derivada da penetração de microrganismos patogênicos na corrente sanguínea. Seu agente bacteriano, denominado Yersinia pestis ou Pasteurella pestis, foi isolado em 1894 pelo cientista francês de origem suíça Alexandre Yersin. O termo peste também é empregado para designar doenças de animais, como a peste bovina, e as pragas que infestam as plantações.
As numerosas epidemias de peste registradas ao longo da história foram desencadeadas por bactérias que podem provocar três variedades patológicas: a bubônica, a septicêmica e a pneumônica ou pulmonar. A peste bubônica se caracteriza pela inflamação dos nódulos linfáticos; a peste septicêmica apresenta escassas manifestações exteriores, mas tem igual gravidade; a peste pulmonar se distingue pela infecção nos pulmões, mortal em curto prazo.
A peste é uma zoonose – doença de animais transmissível ao homem – que afeta roedores urbanos como o rato-negro (Rattus rattus) e o rato de esgoto (Rattus norvegicus), além de outros gêneros silvestres como a marmota e o esquilo. O vetor de transmissão para o homem são pulgas como a Xenopsilla cheopis ou a Ceratophyllus. O período de incubação da doença varia de poucas horas até cinco dias. O processo patológico inclui calafrios, febre, náuseas, vômitos e ulceração e supuração dos gânglios linfáticos. A variedade septicêmica se caracteriza pela transmissão por inalação, e não por picadas de insetos.
Tratamento e profilaxia
Sem tratamento adequado, a peste apresenta um prognóstico letal em aproximadamente sessenta por cento dos casos. Para a cura, portanto, é fundamental a rapidez do diagnóstico. O tratamento se baseia na administração de doses elevadas de antibióticos do grupo dos aminoglucosídeos, em especial a estreptomicina. Quanto à prevenção, tende-se à eliminação dos vetores e focos mediante o uso de inseticidas e raticidas, o isolamento dos doentes e o estrito controle sanitário do meio ambiente. Existem vacinas que devem ser administradas repetidas vezes para assegurar a imunidade. A aplicação de novos métodos terapêuticos e profiláticos contribuiu em boa parte para a redução da incidência de epidemias de peste, como das demais doenças infecciosas.

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