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EV
pelagra
Patologia. s. f. Doença provocada pela carência de ácido nicotínico ou de vitamina PP do complexo B.
É frequente nas populações da Ásia, África e América Latina, especialmente em áreas rurais, cujo principal elemento dietético é a farinha de milho. Caracterizam-se por sintomas gastrointestinais (diarreias, estomatite), perturbações cutâneas (eritema rosado em forma de colar, de luva ou bota), nervosos (hiper-reflexia, parestesias) e psíquicos (depressão, demência). Estes sintomas regridem com a administração de ácido nicotínico.
Por apresentar como manifestações mais frequentes dermatite, diarreia e demência, a pelagra é conhecida classicamente como "doença dos três D".
De etiologia obscura, a pelagra é uma doença metabólica que tem como fator básico a desnutrição. Provoca lesões cutâneas constituídas de eritema – rubor congestivo da pele – seguido de descamação lamelar e atrofia com certo grau de endurecimento. Nas zonas expostas à luz, como o pescoço e o colo, as lesões se apresentam com mais frequência. Podem ocorrer também estomatites e fendas labiais. A língua pode apresentar-se vermelha e esfoliada, ou lisa, atrofia e brilhante.
As alterações no sistema nervoso que caracterizam a pelagra podem ser agrupadas em neurológicas e psiquiátricas. As perturbações mentais surgem e se desenvolvem precocemente. São de sintomatologia vaga, que simula neurose: sensação de fadiga constante, astenia, anorexia e perda de peso. Com a evolução da doença, agravam-se as perturbações psiquiátricas, caracterizadas pela rápida desagregação da personalidade. As manifestações neurológicas podem denunciar comprometimento dos nervos periféricos da medula ou do encéfalo.
Como a demência é o componente menos comum dos três sintomas e a diarreia ocorre numa diversidade de outros quadros clínicos, a dermatite torna-se a base mais frequente e quase única para o diagnóstico da pelagra. Os testes de laboratório visam apenas a avaliar o metabolismo do ácido nicotínico. O tratamento consiste em alimentação adequada do ponto de vista quantitativo e qualitativo, com ingestão diária de ácido nicotínico. A boa alimentação é também a mais eficiente profilaxia da pelagra.

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