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EV
Nova Zelândia
em maori Aotearoa , em ing. New Zealand
 Forma de governomonarquia constitucional
 Superfície270.534 km²
 Localidade4.433.100 habitantes (neozelandês, sa)
 CapitalWellington (162.981 hab.)
 Principais cidades Auckland (359.469 hab.)
Christchurch (334.104 hab.)
Manukau (321.465 hab.)
Hamilton (166.128 hab.)
 
Mais dados
Estado insular da Oceania no oceano Pacífico. Com uma superfície de 270.534 km² e uma população de 4.433.100 habitantes, é formado por duas ilhas principais, a ilha do Norte e a ilha do Sul e outras menores. Está banhado ao L pelo oceano Pacífico e ao O, pelo mar da Tasmânia. O país divide-se em 16 regiões. Capital: Wellington. Língua oficial: inglêsmaori. Religiões mais difundidas: protestante e cristã anglicana.
GeografiaMeio físicoA Nova Zelândia é formada por duas grandes ilhas, separadas pelo estreito de Cook, inscritas no grande arco insular da Melanésia. A ilha do Norte apresenta uma morfologia variada, com numerosos cones vulcânicos, muitos deles ativos. Está fragmentada ao longo da estreita península de Auckland. A ilha do Sul é mais compacta e homogênea, atravessada ao O pelo sistema dos Alpes Neozelandeses (monte Cook, 3.754 m), que na sua vertente L desce lentamente sobre a ampla planície costeira de Cantuária. O arquipélago conta com outras ilhas (Stewart, Auckland, Campbell, as Kermadec e as Chatham) de origem vulcânica. Clima temperado oceânico, com temperatura moderada (em Wellington a média anual é de 13,5 °C, com uma estival de 17 °C e uma invernal de 8,5 °C), embora na parte N da ilha do Norte a temperatura seja mais suave (21 e 11 °C, respectivamente). A precipitação é muito abundante na vertente O dos Alpes Neozelandeses, onde se registram mais de 5.000 mm anuais, enquanto que nas regiões orientais a média atinge cerca de 1.100 mm na ilha do Norte e menos de 1.000 mm na ilha do Sul (menos de 500 mm na região de Otago). A vegetação da Nova Zelândia, que inclui numerosas espécies endêmicas na ilha do Sul, é formada por bosque de planifólios, principalmente Nothofagus, faia-austral, coníferas e denso bosque baixo. Nas áreas orientais da ilha do Sul há formações arbustivas xerófilas.População e povoamentoOs neozelandeses de origem europeia (ingleses, escoceses e irlandeses) representam três quartos da população do país, enquanto a percentagem restante divide-se por várias minorias étnicas, entre as quais os maoris e os polinésios. A população maori, que esteve prestes a desaparecer devido à colonização britânica, concentra-se exclusivamente na ilha do Norte e em especial na área de Auckland. A grande maioria dos habitantes da Nova Zelândia reside na ilha do Norte, com uma densidade de 24 hab./km2, enquanto na ilha do Sul a densidade populacional chega a 6 hab./km2, com uma concentração especial nas áreas costeiras. 85,9 % da população reside em centros urbanos; porém, não existem grandes cidades, exceto Auckland e Wellington (na ilha do Norte) e Christchurch e Dunedin (na ilha do Sul). O porto de Auckland canaliza grande parte do tráfego marítimo de mercadorias, e Wellington, a capital do país, constitui o centro das comunicações terrestres e marítimas entre a ilha do Norte e a ilha do Sul através do estreito de Cook. Christchurch é sede de importantes indústrias agroalimentícia e de elaboração do caucho, e Dunedin constitui a capital comercial da região de Otago.Estrutura econômicaNo decurso do séc. XX, a economia neozelandesa passou de uma pecuária e indústria dela derivada a uma estrutura muito mais diversificada com novos setores produtivos e novos mercados (da Ásia e da Oceania). Cultivam-se cereais (trigo, cevada e milho), produtos hortifrutícolas (batata e tomate) e frutas (maçã, uva, pêra e kiwi). No entanto, a atividade mais importante neste setor é a pecuária, sobretudo de ovinos, destinados à produção de lã (2.º produtor mundial), carne e laticínios. Registra-se também um importante aumento das capturas de peixe. Entre as suas principais atividades econômicas destacam-se a exploração florestal voltada para o abastecimento da indústria de papel; a mineração destinada à extração e beneficiamento do carvão, linhito, petróleo, gás natural (Taranaki, na ilha do Norte, de onde parte uma vasta rede de gasodutos) e modestas quantidades de ouro, prata, ferro, cobre e bentonita; as centrais hidroelétricas; as indústrias agroalimentícia, de bebidas (cervejeira, conserveira, açucareira, laticínios), têxtil, tabagista, química (fertilizantes, fibras têxteis artificiais, corantes, matérias plásticas), siderúrgica, metalúrgica (com um grande complexo de fundição de alumínio), mecânica (veículos, eletrodomésticos), de cimento, de papel e de borracha (pneus) além das refinarias de petróleo. Apesar da morfologia montanhosa do território e da divisão do país em duas ilhas, a rede ferroviária liga os principais centros do país. Na ilha do Sul, o eixo principal percorre o litoral oriental, enquanto outro eixo liga Christchurch a Greymouth. Na ilha do Norte, a maior artéria liga Wellington a Auckland. Uma extensa rede de estradas une todas as regiões do país. Existe ainda uma completa infraestrutura portuária e aeroportuária, que conta com mais de vinte aeroportos, incluídos os internacionais de Auckland, Wellington e Christchurch. As trocas comerciais, cuja balança registra um déficit reduzido, são feitas com a Austrália, EUA e Japão. Exportam-se carne, lã, manteiga e queijos, papel e pasta de madeira, peles e couros. Importam-se maquinaria e meios de transporte, combustíveis e produtos industriais em geral (químicos, têxteis).
Nova Zelândia Auckland, vista a partir do monte Vitória
HistóriaA ocupação maoriO estabelecimento dos maoris, procedentes das ilhas Cook e Sociedade, na Nova Zelândia situa-se por volta do ano 1.000, embora alguns historiadores considerem que a sua chegada à ilha do Norte se deu a partir do séc. XIV e à ilha do Sul no séc. XVII. A agricultura baseava-se no cultivo de inhame e taro, teciam as suas roupas com fibras do chamado linho da Nova Zelândia e construíam casas resistentes, adaptadas ao frio do inverno. No entanto, a sua estrutura social e política continuou a ser de tipo polinésio: a base era a família patriarcal e a unidade política era a tribo. Eram um povo guerreiro: as tribos mantinham guerras contínuas entre si e com os europeus quando estes chegaram.A colonização britânicaO holandês A.J. Tasman visitou, em 1642 o arquipélago, cujas costas foram exploradas pelo capitão J. Cook entre 1769 e 1779. No final do séc. XVIII, os únicos europeus do país eram indivíduos evadidos das prisões australianas, náufragos, baleeiros e caçadores de focas. A partir de 1814, chegaram missionários protestantes, cujo trabalho de evangelização facilitou a ocupação pelo Reino Unido. Em 1839, o Governo britânico autorizou a criação da New Zealand Company, à qual se encomendou a colonização da ilha do Norte. Em 1840, o capitão Hobson obrigou 46 chefes maoris a assinar o Tratado de Waitangi, pelo qual estes cediam a soberania do país à rainha Vitória, em troca do reconhecimento do direito de propriedade das suas terras e de proteção britânica. Foi então proclamada a soberania britânica e fundada a capital, Auckland. Pouco depois, o Governo de Londres elaborou uma Constituição que contemplava a existência de um governador, um Conselho Executivo e um Conselho Legislativo. Em 1852, entrou em vigor uma nova Constituição de teor federal, que dividiu a colônia em seis províncias e, dois anos mais tarde, Londres outorgava um governo local autônomo (1854). O aumento da população europeia e a apropriação ilegal pela Coroa ou pelos colonos europeus das melhores terras dos maoris provocaram a sua sublevação. As chamadas guerras maoris decorreram entre 1843 e 1869 e foram duramente reprimidas pelo exército colonial; os indígenas, reduzidos a uma quarta parte, viram-se obrigados a aceitar a soberania britânica. Embora os maoris tivessem sido afastados para regiões menos férteis da ilha do Norte, criou-se um tribunal para impedir novas expropriações e no Parlamento autônomo foram incorporados quatro deputados e dois senadores indígenas. Em 1865, mudou-se a capital de Auckland para Wellington. A descoberta de jazidas de ouro na ilha do Sul atraiu um grande número de imigrantes. O primeiro-ministro J. Vogel (1873-1875) iniciou um ambicioso programa de obras públicas financiado por empréstimos.Um estado igualitário e democráticoEm 1879, foi instaurado o sufrágio universal masculino e, em 1891 foi fundado o primeiro partido político do país, o Partido Liberal. A maioria dos agricultores apoiava o conservador Partido Reformista, chamado mais tarde Partido Nacional. O Partido Liberal teve três grandes dirigentes: Ballance, Stout e Seddon, tendo-se mantido no poder até 1912. Durante este período aprovou uma legislação social muito avançada (voto da mulher em 1893, instauração do descanso semanal em 1894, criação de um sistema de segurança social, arbitragem obrigatória nos conflitos trabalhistas, expropriação de latifúndios, nacionalização de minas e ferrovias). A longa permanência no poder desgastou o Partido Liberal, que sofreu uma cisão na qual surgiu o Partido Trabalhista (1905). Neste, congregaram-se os liberais de ideias mais avançadas, que se proclamavam sociais-reformistas e até marxistas. A Federação do Trabalho, criada em 1909, agrupava os sindicatos socialistas, cuja influência sobre a vida do país era notável. Em 1907, a Nova Zelândia recebeu o título de domínio (Dominion), atribuído a todas as colônias com governo autônomo. Em 1911, o Partido Reformista ganhou as eleições, embora com outro nome, e manteve-se no poder até 1935. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Nova Zelândia alinhou-se com a metrópole. Entre 1915 e 1919, esteve no poder um governo de coligação formado pelo Partido Reformista e o Partido Liberal. Foi um dos Estados fundadores da Sociedade das Nações. Durante a Grande Depressão na década de 1930, os desempregados e pequenos agricultores arruinados votaram massivamente no Partido Trabalhista, que ganhou as eleições de 1935. O Estatuto de Westminster (1931), que concedeu plena autonomia externa e completa soberania aos domínios, foi mal recebido na Nova Zelândia, que não o aplicou até 1939; o país continuou a ser um reino, membro da Commonwealth, sendo o chefe de Estado o soberano britânico. Na Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia voltou a colocar-se ao lado do Reino Unido e enviou tropas para as frentes africanas e europeias.A alternância entre trabalhistas e conservadores Em 1949, o Partido Trabalhista perdeu as eleições e cedeu o poder ao Partido Nacional. A Nova Zelândia foi aliada dos EUA nas Guerras da Coreia e do Vietnam. Em 1972, o Partido Nacional cedeu o poder aos trabalhistas. A breve gestão trabalhista (1972-1975) levou a uma nova orientação da política exterior, com os reconhecimentos dos Governos de Pequim e Hanói, e ao esfriamento das relações com a França e os EUA, devido às provas nucleares que estes realizaram no oceano Pacífico. O Partido Nacional, chefiado por R. Muldoon, dirigiu o Executivo de 1975 a 1984. A Nova Zelândia restabeleceu os vínculos com os EUA e enfrentou problemas econômicos pela adesão do Reino Unido à CEE, o que implicou, entre outras medidas, o fechamento do mercado britânico aos produtos agrícolas neozelandeses. De 1984 a 1990, o Partido Trabalhista voltou ao poder, com D. Lange (1984-1989), G. Palmer (1989-1990) e M. Moore (1990) como primeiros-ministros. Palmer iniciou uma política exterior de aproximação dos EUA e da França, continuada pelos governos do Partido Nacional que estiveram no poder de 1990 a 1999 (J. Bolger, primeiro-ministro de 1990 a 1997; J. Shipley, a primeira mulher chefe de Estado no país, de 1997 a 1999). Em 1999, os trabalhistas, depois da liderança de outra mulher, Helen Clark, voltaram ao Governo. Depois de anos de uma política neoliberal, a nova primeira-ministra iniciou uma política de incremento da despesa social. Nas eleições de 2002, os trabalhistas venceram novamente e H. Clark formou governo com a coligação progressista. Em 2005 as eleições voltaram a dar a vitória aos trabalhistas de H. Clark, embora com um resultado muito ajustado. Em 2008, após nove anos na oposição, o Partido Nacional, dirigido por John Key, venceu as eleições legislativas.
LiteraturaA literatura neozelandesa apresenta uma evolução característica das literaturas coloniais da Oceania: um primeiro momento em que se escrevem relações e diários de viagem, um posterior interesse pelas tradições autóctones e, finalmente, uma literatura semelhante à do Reino Unido no período vitoriano. No final do séc. XIX, publicaram-se diários, romances e memórias sobre a experiência colonial. Nesta época, destaca-se a obra Philosopher Dick (1891), de George Chamier. Os autores do início do séc. XX representam, do ponto de vista político, uma literatura nacional (W. Pember Reeves, E. Searle Grossmann e W. Satchell, entre outros). A autora mais conhecida foi Khaterine Mansfield (1888-1923), que conheceu os principais ambientes intelectuais europeus. Com o romance Passport to Hell (1936), de Robin Hyde, iniciou um período que mostrou interesse pelas tradições autóctones, assimilou as novas orientações britânicas e estadunidenses e editou novas revistas. Esta tendência manteve-se durante todo o séc. XX. B. Manhire, K. Hulme, P. Grace e I. Wedde são alguns dos escritores mais destacados do final do séc. XX.

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