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EV
Montenegro
Crna Gora
*(Nota: dados estatísticos da antiga Sérvia e Montenegro)
 Forma de governorepública
 Superfície13.812 km²
 Localidade632.796 habitantes (montenegrino, a)
 CapitalPodgorica (139.500 hab.)
 
Mais dados
Estado do SE da Europa. Limita ao SE com a Albânia; ao O, com a Croácia; ao NO, com a Bósnia-Herzegovina; ao NE, com a Sérvia e ao SO, com o mar Adriático. Com uma superfície de 13.812 km² e uma população de 632.796 habitantes, Capital: Podgorica (antiga Titogrado). Língua oficial: servo-croata. A religião mais difundida éortodoxa.
Bandeira oficial de Montenegro
GeografiaExcetuando o setor S, ocupado pelo curso do rio Moraca, afluente do lago de Skadar, Montenegro tem um relevo montanhoso com duas regiões: ao O fica o Montenegro propriamente dito, de maciços calcários com escassa vegetação; ao E, a região de Brda, rica em bosques e pastos. Os recursos econômicos da população são a agricultura (cereais, beterraba, vinha e azeite), a pecuária (gado ovino e bovino), a pesca, a exploração florestal e a mineração (bauxita em Podgorica y Niksic). A indústria, principalmente alimentícia e metalúrgica, concentra-se nos centros industriais de Podgorica, Niksic, Pljevlja e Cetinje. Centrais hidrelétricas e termelétricas. A longitude de costa banhada pelo mar Adriático é de 293,5 km. Possui quatro parques nacionais protegidos: Monte Lovcen (de 6.400 ha), famoso pela sua cor escura que dá o nome a Montenegro; Biogradska Gora (de 5.400 ha); o lago de Skadar (de 40.000 ha), o maior lago dos Balcãs com uma superficie de 391 km2; e o monte Durmitor (de 39.000 ha), o cume mais elevado do país (2.522 m). O parque nacional de Durmitor e a região natural, cultural e histórica de Kotor são Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O principal porto é o de Bar e o principal aeroporto o de Podgorica.
Montenegro Sveti Stefan
HistóriaA escravidãoPovoado por ilírios e ocupado por tribos eslavas (séc. VII), de cuja união nasceu (séc. IX) o principado de Duklja, vassalo da Sérvia, manteve-se sempre independente do domínio otomano, exceto na região litoral, disputada por turcos e venezianos nos finais do séc. XV. Refugiados no interior, os habitantes foram governados pelo bispo de Cetínia. A resistência às invasões turcas consolidou a independência, reconhecida no congresso de Berlim (1878), sob a autoridade do príncipe Nicolau I. Em 1905 foi principado constitucional e, em 1910, Nicolau proclamou-se rei. Participou nas guerras balcânicas (1912-1913) e alargou o seu território. Fez parte do reino da Sérvia, Croácia e Eslovênia (1918).A formação da IugosláviaO assassinato (28 de junho de 1914) em Sarajevo do herdeiro da coroa austro-húngara, o arquiduque Francisco Ferdinando, e da sua esposa, por um nacionalista servo-bósnio radical, provocou o início da I Guerra Mundial. A vitória da Entente (1918) significou, pelo pacto de Corfu, a união de todos os territórios eslavos meridionais (iugoslavos) no Reino da Sérvia, Croácia e Eslovênia (Reino da Iugoslávia desde 1929). Após o início da II Guerra Mundial, a Iugoslávia foi invadida (1941) pelas forças de Itália e Alemanha. Em maio de 1945, o país foi libertado pelo exército iugoslavo dirigido por Tito. A vitória da Frente Popular nas eleições legislativas confirmou o poder de Tito. Pela Constituição de 1946 proclamou-se a República Federal Popular da Iugoslávia, da que Montenegro fez parte, e puseram-se em prática medidas econômicas e sociais de caráter socialista (reforma agrária). Com as reformas constitucionais de 1953 e 1974, potenciou-se o caráter federal da República. A dissolução da FederaçãoApós a morte de Tito, em 1980, surgiram problemas comparativos entre as diferentes repúblicas. Em maio de 1990, a Liga dos Comunistas da Iugoslávia dissolveu-se e, em junho de 1991, a Croácia e a Eslovênia proclamaram a sua independência, ao mesmo tempo que o governo federal iugoslavo ordenava a entrada do exército, o que significou o início da guerra da Iugoslávia. No dia 15 de setembro, a Macedônia proclamava a sua independência. O envio de observadores da ONU e a imposição de sanções econômicas provocaram o fim das hostilidades e a aceitação da independência das três repúblicas Balcãs. No início de 1992, enquanto Montenegro referendava a sua continuidade dentro da Federação Iugoslava com 66 % dos votos a favor, a Bósnia-Herzegovina aprovou a sua independência. O processo terminou com a proclamação da República Federal da Iugoslávia (formada pela Sérvia e Montenegro) e o início da guerra contra a Bósnia. Ante as provas de crimes contra a Humanidade durante a guerra da Bósnia, a nova República Federal da Iugoslávia não foi reconhecida pela ONU e estabeleceu-se um embargo total. Em 1995, sob a pressão dos EUA, forçou-se a Slobodan Milosevic, presidente da República da Sérvia, a assinar os acordos de Dayton, que punham fim à guerra na Bósnia-Herzegovina. Em agosto de 1998, diante dos movimentos separatistas da província autônoma sérvia de Kosovo, o exército federal lançou uma grande ofensiva contra Kosovo. O recém-nomeado presidente montenegrino, Milo Djukanovic, opôs-se abertamente a esta operação provocada pela política nacionalista de Milosevic. A intervenção da OTAN significou o fim da guerra de Kosovo. Em 2000, foi deposto após a sua não-aceitação da derrota eleitoral por uma campanha de desobediência civil; foi substituído por Vojislav Kostunica. Devido às pressões da comunidade internacional, em abril de 2001, Milosevic foi extraditado.A independênciaApós a derrota eleitoral de Milosevic em 2000 e a sua extradição a Haia para ser submetido a um julgamento pela sua possível implicação em crimes de guerra, a República Federal da Iugoslávia iniciou um processo de reestruturação que redefiniu as relações entre a Sérvia e Montenegro e que pressupôs, a partir de 2002, a progressiva redução da administração federal, cujas competências se reduziram à defesa e política exterior. Em fevereiro de 2003, após medidas descentralizadoras, as repúblicas constituintes, com constituição, presidente e primeiro-ministro próprios, proclamaram a República Federada da Sérvia e Montenegro, que terminava com a denominação de Iugoslávia. Em maio, Filip Vujanovic foi eleito presidente de Montenegro. Em maio de 2006, Montenegro celebrou um referendo para decidir se se mantinha na federação ou optava pela independência. A consulta, que obteve uma elevada participação, decorreu sem incidentes e foi favorável à independência com 55,5 % dos votos. Tanto as autoridades sérvias como as principais organizações internacionais, especialmente a União Europeia, aceitaram o resultado e iniciou-se o processo de dissolução da federação servo-montenegrina. Em 3 de junho de 2006, o Parlamento de Montenegro declarou a independência e Filip Vujanovic foi nomeado como o primeiro presidente do novo Estado. O Governo de Milo Djukanovic primeiro-ministro desde 2002, foi ampliado com os ministérios da defesa e política exterior, que até aquele momento eram da competência exclusiva do governo federal. Djukanovic se recusou a revalidar seu cargo nas eleições de setembro de 2006 e em seu lugar foi eleito Zeljko Sturanovic através do Parlamento. Em 2006 Montenegro se converteu no 192.º Estado-membro da ONU. As eleições presidenciais de abril de 2008, as primeiras depois da independência, deram a vitória a Vujanovic, que deste modo foi ratificado no seu cargo. Em fevereiro de 2008, depois de Sturanovic ver-se obrigado a deixar o cargo por problemas de saúde, Djukanovic voltou a assumir a chefia do governo. As eleições presidenciais de abril de 2008, as primeiras depois da independência, deram a vitória a Filip Vujanovic, que deste modo foi ratificado em seu cargo. Na política exterior, as autoridades montenegrinas defenderam o ingresso de Montenegro na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e na União Europeia (UE). Apesar das boas relações com a Sérvia, as autoridades montenegrinas reconheceram a independência de Kosovo em outubro, o que fez com que o governo sérvio respondesse com a expulsão do embaixador montenegrino. Em março de 2009, a coalizão Montenegro Europeu, encabeçada pelo Partido Democrático dos Socialistas (DPS), do primeiro-ministro Djukanovic, obteve a maioria absoluta nas eleições legislativas.
Montenegro O Parlamento com o presidente Filip Vujanovic (centro), na declaração da independência, junho 2006

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