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EV
mesquita
Arquitetura. s. f. Lugar de culto islâmico.
Mesquita

A mesquita, ao contrário da sinagoga judia ou da igreja cristã, não é um templo em sentido restrito, mas sim um lugar adequado para a oração. No início da corrente do Islã, tinha muitas outras funções mas era, sobretudo, um centro de reunião da comunidade. A sua definição arquitetônica não foi imediata e, aparentemente, seguiu o modelo da casa de Maomé, cujo pátio central estava parcialmente coberto para a oração. As primeiras mesquitas seguem este esquema simples, como as de Baçorá e Kufa. A zona da quibla, o muro que se encontra orientado para Meca, cobriu-se inicialmente com ramos e, só a partir do séc. VIII, é que apareceu o mihrab, um nicho da própria quibla, que assinala a localização originária do Profeta durante a oração. As primeiras mesquitas tinham uma longa sala coberta ao lado da quibla, denominada iwan, e um amplo pátio ou sahn. Progressivamente, acrescentaram-se outros elementos característicos, como o minbar, uma espécie de armação elevada de onde o imã dirige a prece; a maqsura, espaço reservado ao califa; e o alminar ou minarete, torre de onde se faz o chamamento dos fiéis para a oração. A partir deste modelo simples desenvolveram-se três tipologias básicas de edifícios. A primeira foi a mesquita de sala hipostila, formada por naves sucessivas separadas por colunas ou pilares, como na grande Mesquita de Damasco, da época omíada, ou as de al-Andalus. Quando os abássidas mudaram a capital para Bagdá, a influência da arquitetura persa substituiu a mediterrânica, dando origem ao tipo de mesquita com um grande pátio central e quatro iwanes no centro das laterais, como a Mesquita de Isfahan (séc. XI). Uma terceira grande tipologia, a otomana, deriva da arte bizantina e adota como modelo a planta centralizada e o sistema de cobertura das cúpulas de Santa Sofia de Constantinopla.

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