> Galería de Fotos (5 elementos)


5 Medias
   > Artigos relacionados
   > Edupédia
   > Na rede

EV
Lituânia
Lietuvos Respublika
 Forma de governorepública
 Superfície65.300 km²
 Localidade3.007.758 habitantes (lituano, a)
 CapitalVilnia (542.287 hab.)
 Principais cidades Kaunas (378.943 hab.)
Klaipèda (192.954 hab.)
Siauliai (133.883 hab.)
Panevėžys (119.749 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa. Limitado ao N pela Letônia; ao E e ao SE, pela Bielorrússia; ao SO, pela Polônia e a Rússia e ao O é banhado pelo mar Báltico. Com uma superfície de 65.300 km² e uma população de 3.007.758 habitantes, o país divide-se em 10 condados. Capital: Vilna. Língua oficial: lituano. A religião mais difundida écatólica.

Estrutura administrativa da Lituânia

Condados

Superfície (km2)

População

Capital

População

Alytus

5.425

187.769

Alytus

71.491

Kaunas

8.170

701.529

Kaunas

378.943

Klaipėda

5.746

385.768

Klaipėda

192.954

Marijampole

4.463

188.634

Marijampole

48.675

Panevezys

7.881

299.990

Panevezys

119.749

Šiauliai

8.751

370.096

Šiauliai

133.883

Tauragė

3.874

134.275

Tauragė

29.124

Telaiai

4.139

179.885

Telaiai

31.460

Utena

7.201

185.962

Utena

33.860

Vilna

9.650

850.064

Vilna

542.287


GeografiaTerritório predominantemente plano, com algumas colinas ao E e ao O e numerosos lagos, atravessado pelo rio Niemen e outros menores (Venta e Mus). Pertence à Lituânia a margem N da lagoa de Kurski. O clima é de tipo continental (invernos rigorosos e verões frescos e úmidos). A população tende a diminuir. Com uma densidade de 52 hab./km2, as zonas mais povoadas são os condados de Vilna e Kaunas. A população urbana representa 66,9 % e as principais cidades são Vilna, a capital, Kaunas e Klaipėda.Cultivam-se cereais, batata, beterraba e linho. Pecuária bovina. Exploração florestal. Mineração (pequenas quantidades de turfa e petróleo). Indústria petroquímica, química e eletrônica, de papel, madeireira, têxtil e alimentícia (laticínios, carne e conservas de peixe). De grande tradição é o artesanato do âmbar. Possui 71.650 km de estradas e 1.905 km de vias férreas. Um dos portos principais, usado também pela Rússia, é o de Klaipėda, livre de gelos e aberto ao tráfego durante todo o ano. A navegação em águas interiores desenvolve-se ao longo do rio Niemen. Aeroporto principal na capital, em Kaunas e Klaipėda. As trocas comerciais, com balança deficitária, realizam-se principalmente com a Rússia e Alemanha. Exportam-se produtos têxteis, agrícolas, pecuários e florestais; importa-se maquinaria, petróleo, veículos e produtos químicos.
Lituânia Centro histórico de Vilna
HistóriaOs habitantes do território, descendentes dos povos baltos, que aqui se instalaram por volta de 2000 a.C., fizeram frente, durante séculos, à pressão de germanos e eslavos. Nos sécs. XII e XIII, surgiram dois grandes centros de poder, a Alta Lituânia (Kernave) e a Baixa Lituânia (Samogítia), que repeliram com êxito a expansão alemã dirigida pela Ordem Teutônica. No séc. XIV, o grão-ducado da Lituânia, com capital em Vilna, estendia-se desde o mar Báltico até o mar Negro.Os Cavaleiros Teutônicos foram definitivamente derrotados em Tannenberg (1410). A união com a Polônia acelerou a evangelização da Lituânia e a expansão das estruturas feudais. A nobreza lituana acabou sendo assimilada à polonesa e, em 1569, com Segismundo II Augusto da Polônia, foi consolidado a união de ambos os Estados. Após as sucessivas partilhas do reino polonês-lituano (1772, 1793 e 1795), a Lituânia ficou integrada no Império Russo, salvo o breve período de independência durante a época napoleônica (1812). Durante a ocupação alemã no transcurso da I Guerra Mundial (1918), um Conselho Nacional lituano, organizado por nacionalistas e conservadores, proclamou a independência, sob protetorado alemão. Acabada a guerra, as reclamações da Polônia de Pilsudski, que pretendia uma nova união, conseguiram a saída dos lituanos. Em 1923, a Sociedade das Nações acordou a separação de ambos os países. Em 1926, A. Smetona liderou um regime autoritário, dirigido pelo partido nacionalista Tautinkai. Pelo pacto germano-soviético de 1939, a Lituânia foi anexada à URSS, mas, em 1941, a Alemanha ocupou o país até 1944, sendo novamente anexada à URSS. Stalin realizou um duro programa de sovietização, com deportações massivas. A abertura política iniciada por Gorbachev implicou o aparecimento público da oposição nacionalista.( perestroika) O Movimento Lituano pela Perestroika (Sajudis) aglutinou o nacionalismo lituano e conseguiu a vitória nas eleições legislativas de 1989. Nas eleições ao Soviete Supremo (1990), o Sajudis obteve a maioria. O novo presidente, Vytautas Landsbergis, declarou a independência da Lituânia, ante a oposição de Moscou. Após a falha do golpe de Estado contra Gorbachev (1991), o Conselho de Estado da URSS reconheceu a independência da Lituânia, que foi admitida na ONU e no Conselho da Europa (1993). Em 1993, foi eleito presidente o ex-dirigente comunista e líder do Partido Trabalhista Democrático (PDL) Algirdas Brazauskas. Em 1995, foi assinado o acordo de adesão à UE. Nas legislativas de 1996, a conservadora União da Pátria, de Landsbergis, conseguiu a maioria e formou um governo de coligação com cristãos-democratas e centristas, com G. Vagnorius à cabeça. As eleições presidenciais de 1997-1998 deram a vitória ao independente V. Adamkus. A política de privatizações provocou a demissão do primeiro-ministro Rolandas Paksas, que tinha substituído Vagnorius. Após as legislativas de 2000, Paksas conseguiu formar governo em coligação com o partido de centro-esquerda Nova União (NS). De novo, as discrepâncias provocaram a ruptura da coligação e Paksas, em minoria, demitiu-se em junho de 2001. O ex-presidente Brazauskas liderou então uma coligação social-democrata (LSDP), à qual se uniu a NS, vencendo nas legislativas de 2001. Paksas, com uma nova formação, o Partido Liberal Democrático, derrotou Adamkus e assumiu a Presidência da República em 2003. O processo de adesão à UE, aberto em 1999, foi ratificado através de um referendo popular que, em maio de 2003, abria o caminho para o seu ingresso como país-membro que se formalizou em maio de 2004, um mês depois da adesão do país como membro da OTAN. Em 2004, Valdas Adamkus foi eleito presidente da República e, em novembro do mesmo ano, o Parlamento ratificou a Constituição Europeia, tornando-se o primeiro país da UE a fazê-lo. Em 2006 Brazaukas demitiu-se como primeiro-ministro. Nesse mesmo ano, Gediminas Kirkilas, do Partido Social Democrata Lituano, foi nomeado primeiro-ministro. Em 21 de dezembro de 2007, a Lituânia passou a integrar o espaço Schengen, que permite a livre circulação de seus cidadãos por toda a UE. Nas eleições legislativas de 2008 foi eleita a formação conservadora União pela Pátria (UP), liderada por Andrius Kubilius, ainda que tenha ficado distante da maioria absoluta. Devido a isso, firmou um acordo de coalizão com outros três partidos de centro-direita para formar um novo governo e finalmente Kubilius foi nomeado primeiro-ministro. Nas eleições presidenciais de 2009, a independente Dalia Grybauskaite, que contou com o apoio de Kubilius, foi eleita presidenta do país.
Lituânia Valdas Adamkus
Economia
A riqueza da república baseia-se na abundância dos recursos florestais, na fertilidade do solo e na privilegiada situação para o comércio. A industrialização ganhou impulso na segunda metade do século XX, quando o planejamento soviético acelerou a fabricação de maquinaria, a construção naval e os setores de eletrônica, indústria química, cimento e conservas de pescado.
Instituições políticas
Depois de se separar da União Soviética em 1991, a Lituânia adotou o parlamentarismo multipartidário. Conta com um órgão legislativo, o Conselho Supremo, com 141 membros eleitos por voto direto para mandato de cinco anos.
Cultura
Os lituanos resistiram à "russificação" e preservaram língua, religião e costumes próprios. Sua literatura surgiu no século XVIII com Kristijonas Donelaitis, poeta que ficou conhecido pelo nome latinizado, Christian Donalitius. Entre 1762 e 1773 escreveu o poema Metai (As estações), só publicado em 1818.
A produção cultural cresceu depois da revolução de 1905, quando a língua nacional passou a ser ensinada nas escolas e surgiram jornais, oficinas gráficas e editoras. Entre os autores da época destaca-se o poeta Vincas Kreve Mickievicius. Depois de 1944, sob influência dos russos, predominou a literatura de inspiração socialista.

Subir