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EV
Líbano
em ár. Al-Jumhuriya al-Lubnaniya
 Forma de governorepública
 Superfície10.400 km²
 Localidade4.291.719 habitantes (libanês, sa)
 CapitalBeirute (1.900.000 hab.)
 Principais cidades Trípoli (212.900 hab.)
Saida (149.000 hab.)
Sur (117.100 hab.)
 
Mais dados
Estado da Ásia Ocidental. Limitado, ao N e ao E, pela Síria, ao S, por Israel e banhado, ao O, pelo mar Mediterrâneo. Com uma superfície de 10.400 km² e uma população de 4.291.719 habitantes, o país divide-se em 6 províncias. Capital: Beirute. Língua oficial: árabe. A religião mais difundida émuçulmana de rito xiita.
GeografiaO território, entre a vertente ocidental do Antilíbano e o Mediterrâneo, é dominado pela cordilheira do Líbano que desce até a costa por colinas cortadas por amplos vales (Al-Beqaa). Os principais rios são o Litani e o Orontes. O clima é mediterrânico e a vegetação é formada por matagais mediterrânicos na costa, por estepes, nas áreas mais áridas, e por bosques, nas montanhas.A maior parte da população reside na faixa costeira, onde se encontram as principais cidades (Beirute, Trípoli, Sídon, Zahla e Tiro). As zonas áridas e as montanhas estão quase despovoadas.Cultivam-se cereais, vinha e plantas oleaginosas. Jazidas de ferro e fosfatos dos quais se extraem quantidades modestas. Indústrias siderúrgica (em Jabail), agroalimentícia, têxtil (algodão e seda), mecânica e de cimento; 2 refinarias de petróleo. Boa rede viária; as principais artérias percorrem o litoral e ligam as cidades mais importantes. O tráfego marítimo faz-se pelos portos de Trípoli e Beirute, e o aéreo pelo aeroporto internacional de Beirute. As trocas comerciais, com balança deficitária, realizam-se principalmente com países da UE (França, Itália e Alemanha), EUA, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Exportam-se produtos farmacêuticos, detergentes e produtos agrícolas; importa-se maquinaria, veículos, produtos industriais e alimentos.
HistóriaDas origens à época feníciaA presença humana no território remonta ao Paleolítico Inferior. Por volta do X milênio a.C., deu-se o aparecimento das primeiras fixações entre elas, Gubla, chamada posteriormente Biblo. No II milênio a.C., os cananeus, aos quais os gregos denominaram fenícios, instalaram-se ao longo da costa. Em finais desse milênio, as cidades-estado que tinham sido fundadas (Tiro, Beirute, Sídon) sofreram um grande desenvolvimento econômico e fundaram, por sua vez, numerosas colônias em toda a bacia mediterrânica (Cartago, Gades, Malaca, Leptis). Nos séculos seguintes, a Fenícia ficou incluída dentro dos limites dos grandes impérios: persa de Ciro II, grego de Alexandre Magno e romano. Com a divisão do Império Romano, o território ficou dentro dos limites do Império Bizantino até ser ocupado pelos árabes.Os impérios Otomano e FrancêsAs montanhas do Líbano foram refúgio para minorias étnicas e religiosas (cristãos, xiitas e drusos). Após a queda dos abássidas, os drusos ocuparam toda a costa e criaram principados locais autônomos. Isto permitiu aos cruzados a ocupação fácil do território desde 1098 até 1291, altura em que os mamelucos egípcios tomaram a praça cruzada de São João de Acre. Em 1516, o sultão otomano Selim I ocupou o país (Império Otomano). O domínio turco durou até 1918, conhecendo várias tentativas de independência, como as protagonizadas pelos emires drusos Fajr al-Din II (1586-1635) e Basir II (1788-1840). Após a divisão do país em dois distritos, druso e maronita, os confrontos entre estas comunidades (1860) foram reprimidos pela intervenção das potências europeias. Com a derrota turca na I Guerra Mundial, a Sociedade das Nações declarou o território sob mandato francês (1920). Independente desde 1941, o país apenas alcançou a plena soberania com a retirada das últimas tropas francesas em 1946.Líbano independenteEm 1958, a insurreição pan-arabista provocou, após a intervenção dos EUA, a ruptura do equilíbrio entre muçulmanos e maronitas, estabelecido pelo Pacto Nacional de 1943. O presidente C. Chamoun foi substituído pelo general Fuad Chiab (1958-1964). O Líbano, que se tinha mantido à margem das guerras árabe-israelense, viu-se mergulhado nelas com a chegada de refugiados palestinos após a derrota árabe na Guerra dos Seis Dias (1967). O território libanês tornou-se a base das incursões palestinas em Israel e a sua presença implicou um grave fator de desestabilização em um país com sérios problemas internos.A guerra civilEm 1975, a crise desembocou em uma guerra civil que findou no ano seguinte com a intervenção militar síria, sob os auspícios da Liga Árabe. Beirute foi dividida em dois setores, cristão e muçulmano, pela Linha Verde. Israel, apoiado pela Falange Libanesa (maronitas), invadiu o país (1982) e sitiou Beirute. A mediação estadunidense propiciou a saída das milícias palestinas da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de Beirute. O assassinato, em setembro, do presidente Bashir Jamayel, líder da Falange, teve como resposta os massacres de Sabra e Chatila, onde mais de 2.000 palestinos refugiados perderam a vida. O envio de uma força multinacional de paz possibilitou uma nova trégua. No sul, as forças da organização xiita Hezbollah (Partido de Deus) disputavam o território do Exército do Sul. Em 1987, para acabar com a luta entre facções muçulmanas, as forças sírias ocuparam o setor muçulmano da cidade. Em 1990, os sírios impuseram-se à milícia cristã do general Michel Aoun e controlaram toda a cidade. O exército libanês, com apoio sírio, conquistou a maior parte do país, desarmou as milícias e expulsou a OLP das suas bases.A paz instávelAs eleições de 1992 deram a vitória aos muçulmanos pró-sírios de R. al-Hariri, que executou uma política de reconstrução do país e formou governo com cristãos e muçulmanos. Em março de 1996, a aviação israelense bombardeou as cidades libanesas como resposta aos ataques do Hezbollah contra o N de Israel. Em 2000, as tropas israelenses abandonavam o S do Líbano. Em setembro de 2004, o parlamento libanês aprovou uma emenda constitucional para prorrogar o mandato do presidente Lahoud durante três anos. Em outubro do mesmo ano, o primeiro-ministro R. al-Hariri demitiu-se do seu cargo e foi substituído por Omar Karami. O falecimento de Al-Hariri em um atentado terrorista, em fevereiro de 2005, supostamente relacionado com o regime sírio, agravou ainda mais as tensas relações entre o Líbano e a Síria. As pressões internacionais levaram a que, no mês de março, o presidente sírio Assad anunciasse a rápida retirada das tropas do seu país do território libanês, que se tornou efetiva no mês seguinte. O líder sunita Naguib Miqati foi o encarregado de formar o novo governo. Nas eleições legislativas celebradas no mês de junho, a coligação de sunitas e drusos, encabeçada por Saad Hariri, impôs-se à candidatura do cristão Suleiman Frangie, motivo pelo qual o presidente Lahud nomeou como novo primeiro-ministro o candidato druso-sunita Fouad Siniora. No ano seguinte o aumento da pressão do Hezbollah sobre as bases militares israelenses fez com que o exército de Israel atacasse um grande número de cidades libanesas, o que provocou um elevado número de mortos entre a população civil. O ataque foi considerado desproporcionado por grande parte das potências internacionais. Após quatro semanas de conflito, os governos do Líbano e Israel e os dirigentes do Hezbollah decidiram pactuar o cessar-fogo. Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprova a criação de uma missão interina da ONU que garanta o cumprimento da trégua. Em maio de 2008, produziram-se violentos enfrentamentos entre milicianos de Hezbollah e partidários do governo pró-ocidental de Siniora. As ações armadas de Hezbollah se iniciaram como resposta ao anúncio do governo de iniciar uma investigação da rede de comunicações da milícia xiita, paralela à oficial. Os milicianos xiitas tomaram militarmente Beirute oeste e alguns feudos de seus rivais sunitas e drusos, em um claro desafio ao governo. Finalmente, em 25 de maio de 2008 foi eleito presidente do país, com o apoio de uma ampla maioria do Parlamento, o general Michel Suleiman, quem ratificou Siniora como primeiro-ministro.
Líbano O presidente Émile Lahoud

Líbano Teatro romano de Biblos, séc. II

População
O povo libanês é uma mistura das raças que se assentaram sucessivamente na região, sobretudo fenícios, gregos, bizantinos, europeus vindos com as cruzadas e árabes de diversas procedências, com predomínio de armênios, sírios e palestinos. O idioma oficial é o árabe, mas fala-se também francês, inglês, armênio e curdo.
O Líbano é um dos países mais densamente povoados do Oriente Médio. Até a guerra de 1974, vivia o fenômeno do êxodo da população rural, que procurava as grandes cidades, sobretudo a capital, Beirute. Mais tarde, em consequência dos combates armados nas cidades, grande parte dos migrantes voltou a seus lugares de origem ou fugiu para o exterior.
Economia
O turismo sofreu forte retração com a guerra, mas as finanças, reguladas por um modelo de câmbio livre e juros elevados, no estilo suíço, mantiveram-se em alta durante os anos de instabilidade política. Não puderam resistir, no entanto, aos efeitos do fechamento do aeroporto de Beirute e à invasão israelense de 1982. Depois desses acontecimentos, o movimento financeiro baixou consideravelmente em Beirute, com a consequente queda geral da economia libanesa.
O solo libanês não é muito fértil, mas as condições climáticas são favoráveis à agricultura. As principais culturas são, na faixa litorânea, cítricos, banana, uva, fumo, figo e amêndoa. No vale de Beqaa, plantam-se beterraba, cereais e verduras. Pobre em recursos minerais, o Líbano possui pequenas jazidas de gesso, ferro, asfalto, carbono e fosfatos. A guerra destruiu grande parte da indústria das principais cidades e deixou as empresas sobreviventes em grandes dificuldades econômicas.
Desde tempos remotos, o Líbano serviu de escala obrigatória no caminho entre o Oriente e o Ocidente. Mas, como aconteceu com os restantes setores econômicos, a guerra truncou a atividade do setor de transportes, com o fechamento das principais vias de comunicação internacional.
Instituições políticas
Segundo a constituição de 1926, emendada em diversas ocasiões, o corpo legislativo é formado por uma só câmara, denominada Assembleia Nacional. Por um acordo de 1989, o número de parlamentares cristãos passou a ser igual ao de muçulmanos. O presidente, que exerce o poder executivo, deve ser maronita, e o primeiro-ministro, muçulmano sunita.
Sociedade e cultura
O programa de assistência social desenvolvido pelo governo libanês abrange tanto os centros urbanos como as áreas rurais. Embora o desenvolvimento econômico do país tenha favorecido a erradicação de diversas doenças e os centros sanitários contem com pessoal médico experiente, as contínuas guerras em que o país se envolveu impediram, no entanto, a melhora das condições de assistência sanitária.
O sistema educativo é bastante avançado. São obrigatórios os cinco primeiros anos da escola primária, a cargo do estado; o ensino secundário e o superior são ministrados por instituições particulares. As instituições de ensino superior mais importantes são a Universidade Libanesa e a Universidade Americana de Beirute.
Durante séculos, graças talvez a sua natureza montanhosa, o Líbano serviu de refúgio a inúmeras seitas religiosas perseguidas em outros países. Esse acontecimento é a origem da pluralidade religiosa da sociedade libanesa. O grupo muçulmano mais importantes são os xiitas, seguidos pelos sunitas. Os drusos, seita originalmente islâmica, têm núcleos espalhados pelo país. Os muçulmanos são maioria, mas os cristãos – dentre os quais os maronitas, do rito sírio, são os mais importantes – se atribuíram tradicionalmente maior poder político.
A vida cultural libanesa teve grande impulso no século XX. A proliferação de museus e bibliotecas enriqueceu a valiosa tradição cultural do Líbano.

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