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leishmaniose
Patologia. s. f. Doença provocada pela multiplicação no organismo do homem ou dos animais de parasitas do gênero Leishmânia.
O difícil acesso da população aos serviços de saúde foi um dos fatores que contribuíram para o aumento do número de casos de leishmaniose no Brasil, nas duas últimas décadas do século XX.
Leishmaniose é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos por insetos hematófagos chamados flebótomos. Conhecem-se atualmente três espécies do protozoário. A primeira, L. brasiliensis, provoca a leishmaniose tegumentar, caracterizada por lesões cutâneas de tamanho e duração variáveis. A ferida não causa dor, apenas prurido, tem evolução benigna e não é letal. Algumas pessoas apresentam lesões grandes e deformantes que, em número muito pequeno de casos, podem destruir a mucosa nasal e da boca.
De alta incidência no Oriente, a L. tropica determina lesões na pele que se iniciam com a formação de pápula (botão), depois transformada em úlcera, que leva de seis meses a um ano para cicatrizar. A L. donovani causa a leishmaniose visceral, ou calazar, fatal se não for tratada. O diagnóstico precoce facilita muito a cura. A doença ataca o fígado, baço e medula óssea, motivo pelo qual causa anemia e aumenta a propensão a infecções.
A leishmaniose não é transmissível pelo homem. O flebótomo se infecta quando pica animais como gambá, preguiça e rato doméstico ou silvestre. No cão, a leishmaniose provoca as mesmas lesões, mas o remédio que cura o homem não tem efeito sobre o animal, que se torna assim portador permanente da doença. Há casos de pessoas, principalmente nas áreas endêmicas, que se infectam e não apresentam sintomas. Esses casos chegam a representar até mais de um quinto do total de pessoas infectadas.

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