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interferon
Imunologia. s. m. Conjunto de proteínas, produzidas pelas células animais, capazes de prevenir e bloquear a reprodução intracelular dos vírus.
Os interferons são utilizados com finalidades terapêuticas em algumas formas particulares de tumor e no tratamento de infecções virais, especialmente de Herpes-virus.
Descoberto na década de 1950, o interferon transformou-se numa nova droga indicada para alguns tipos de doença que afetam o sistema imunológico.
Interferon é um tipo de proteína produzido pelas células do corpo como defesa contra agentes patológicos, sobretudo vírus. Além de ser a forma mais rápida e eficaz do corpo no combate a viroses, age também contra infecções causadas por bactérias e parasitas, inibe a divisão celular e estimula ou impede a diferenciação das células. É produzido por todos os animais vertebrados e, possivelmente, por alguns invertebrados também. Existem três formas conhecidas de interferon: alfa, beta e gama.
Classificado no grupo das citocinas (pequenas proteínas envolvidas na comunicação intercelular), o interferon não inibe diretamente a multiplicação do vírus, mas estimula as células infectadas e as células próximas a produzir proteínas que evitem a replicação do vírus dentro delas. Dessa forma, impede-se nova produção de vírus e controla-se a infecção. O interferon também desempenha funções imunorreguladoras: inibe a ativação do linfócito B (célula B), estimula a atividade do linfócito T (célula T) e aumenta a capacidade de destruição das chamadas células assassinas (natural killer cells).
O bacteriologista britânico Alick Isaacs e o microbiologista suíço Jean Lindenmann foram os responsáveis pela descoberta do interferon, em 1957. Novas pesquisas, na década de 1970, revelaram que essa substância era capaz de conter o crescimento de câncer em animais de laboratório, o que levou muita gente a supor que ela viria a ser uma droga eficaz contra grande variedade de doenças. As expectativas diminuíram em função de seus sérios efeitos colaterais, como febre, fadiga e queda na produção de células sangüíneas da medula óssea.
Apesar disso, na década de 1980 o interferon alfa foi usado, em pequenas doses, para tratar a leucemia de células pilosas (forma rara de câncer) e, em grandes doses, para combater o sarcoma de Kaposi, que aparece em geral associado à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). A forma alfa foi também indicada no tratamento de infecções viróticas como hepatite B e hepatite C e em verrugas genitais. O interferon beta tem alguma eficácia no tratamento de uma forma de esclerose múltipla, enquanto a forma gama é usada no tratamento de doença granulomatosa crônica, patologia hereditária em que as células brancas do sangue não conseguem eliminar bactérias.

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