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EV
Iêmen
Al-Jumhuriya al-Yamaniya
 Forma de governorepública
 Superfície528.076 km²
 Localidade25.569.263 habitantes (iemenita)
 CapitalSana (1.778.900 hab.)
 Principais cidades Ádem (568.700 hab.)
Taiz (453.400 hab.)
Hodeida (426.100 hab.)
Muqalla (174.700 hab.)
 
Mais dados
Estado do SO da ÁdemÁsia. É limitado, ao N, pela Arábia Saudita; ao E, por Omã; e, ao S, pelo golfo de ; é banhado ao O pelo mar Vermelho e ao S pelo oceano Índico. Com uma superfície de 528.076 km² e uma população de 25.569.263 habitantes, o país divide-se em 20 províncias Capital: Sana. Língua oficial: árabe. A religião mais difundida émuçulmana.
GeografiaO território, que se situa a uma altitude média superior a 2.000 m, é banhado pelo mar Vermelho, ao N do estreito de Bab el Mandab e pelas águas do golfo de Áden. A escarpa que desce do planalto à costa é muito acidentada. Para o interior, o relevo suaviza-se, exceto no centro do país. Clima quente, com precipitação abundante (800-1.000 mm anuais) no planalto e nas áreas montanhosas e escassa nas bacias interiores. A população tem um elevado índice de crescimento anual e concentra-se nas terras altas ocidentais. As cidades mais importantes são a capital, Sana, Áden, Taiz e Hodeida.Cultivo de cereais (sorgo, trigo, cevada e milho), legumes, batata, árvores frutíferas, cana-de-açúcar, rícino, tabaco, algodão e café. Criação de gado caprino, ovino e bovino. Importante volume de pesca. Mineração (petróleo). Indústria têxtil, do tabaco, alimentícia, de curtume, do cimento e do plástico. Refinarias de petróleo. Rede viária pouco desenvolvida. Aeroportos internacionais: 5. Portos de Áden, Hodeida e Salif. Exporta-se petróleo e seus derivados, algodão, café, couro e peles e importa-se maquinaria e produtos industriais e alimentares. As trocas comerciais, com balança deficitária, realizam-se com a China, Tailândia, República da Coreia, EUA e Arábia Saudita.
HistóriaDas origens ao séc. XXA partir de meados do II milênio a.C., desenvolveu-se no S da Arábia uma civilização baseada em uma rica agricultura e no comércio terrestre. As cidades, unificadas, deram lugar primeiro ao reino de Mina e, depois, ao reino de Sabá (I milênio a.C.), que manteve durante séculos um estreito contato com África, origem do reino de Axum (Etiópia) e da posterior cristianização do Iêmen (séc. IV), realizada por pregadores etíopes. Pouco depois, o Reino foi ocupado pelos himiaritas, que impuseram o judaísmo como religião oficial. Em 525, os etíopes conquistaram o território, que foi, mais tarde, incorporado pelos persas (570). Sob domínio das forças do profeta, Maomé, ficou englobado no novo Estado muçulmano desde 628. Em 893, o imã zaydi Yahya ibn al-Hussein instaurou a dinastia que reinaria no país até 1962, apesar de o Iêmen ter ficado integrado no Império Otomano, durante os sécs. XVI e XVII. Em 1839, os britânicos instalaram-se em Ádem, e uma nova intervenção otomana conseguiu ocupar o N do país (1850). Após a queda do Império Otomano, o N proclamou a sua independência (1919); o S e o E ficaram submetidos ao protetorado britânico (Arábia do Sul).A República Árabe do IêmenO imã Yahya Hamid ad-Din (1904-1948) tornou a monarquia hereditária. Em 1934, fez frente ao expansionismo do rei Ibn Saud da Arábia, ao qual teve de entregar a província de Asir. No entanto, conseguiu apoio britânico para manter o poder. O seu governo despótico provocou a oposição da nobreza e o imã foi assassinado. O seu filho Ahmad, nomeado herdeiro, reprimiu com extrema dureza qualquer sinal de oposição. Em 1958, o imã estabeleceu a união com o Egito e a Síria na efêmera República Árabe Unida. Quatro anos depois, um golpe militar republicano, dirigido pelo coronel Abd Allah al-Sallal, destituiu o novo imã, Mohamed al-Badr, filho do imã Ahmad, e proclamou a República Árabe do Iêmen. Com ajuda saudita, o imã e seus partidários, refugiados nas montanhas do NE, conseguiram resistir durante sete anos aos republicanos, que contavam, por sua vez, com apoio militar egípcio. Finalmente, em 1970 (Conferência de Jeda) republicanos e realistas acordaram o fim das hostilidades. Em junho de 1974, um golpe de Estado pró-saudita levou ao poder o chefe do exército, Ibrahim al-Hamadi, que, apesar da sua filiação saudita inicial, se foi afastando dos interesses de Ryiad. Em 1977, al-Hamadi foi assassinado quando parecia já próxima a unificação com o Iêmen do Sul. O seu sucessor, o general Hussein al-Ghashmi, morreria (1978) em um atentado atribuído a agentes do Iêmen do Sul. O comandante Ali Abd Allah Saleh foi proclamado novo presidente, tendo sido reeleito em 1983.A República Democrática Popular do IêmenNo protetorado britânico, onde tinha fracassado (1963) um projeto de federação com a Arábia Saudita promovido pelos britânicos, desataram-se violentos confrontos entre partidários da linha conservadora dos emires (apoiados pelo Reino Unido), a Frente de Libertação do Iêmen do Sul Ocupado (FLOSY), com apoio egípcio, e a esquerdista Frente de Libertação Nacional, vencedora em 1967, quando da saída dos britânicos. Foi instaurado um regime socialista, com al-Saabi como presidente da recém-proclamada República Democrática Popular do Iêmen. Em 1969, al-Saabi foi substituído por um Conselho Presidencial, formado pela ala radical do FLP e dirigido por Salim Rubai Ali, que decretou a nacionalização das empresas estrangeiras e executou a reforma agrária. Em 1972, alguns incidentes fronteiriços degeneraram em guerra aberta entre o Iêmen do Norte, que contou com ajuda saudita, e o Iêmen do Sul, que a obteve da URSS. Em 1974, o governo do Iêmen do Sul interveio na guerra civil de Omã apoiando a guerrilha rebelde. Em 1976, o presidente Salim Rubai Ali aproximou-se da Arábia Saudita e negociou a paz com Omã. Dois anos depois, um golpe militar depôs Rubai Ali, que foi executado. Em 1986, um novo golpe de Estado depôs Ali Nasser Mohamed, que tinha assumido o poder em 1980, sob o protesto do Partido Socialista.O Iêmen reunificadoO processo de unificação se acelerou em finais da década de 1980 sob os auspícios da Liga Árabe. Precedida pela assinatura (1988) de um acordo de exploração conjunta das jazidas petrolíferas da fronteira, em 22 de maio de 1990 foi proclamada a República do Iêmen, com Ali Abd Allah Saleh como presidente e Haidar Abu Bakr al-Attas como primeiro-ministro. O Congresso Geral do Povo (MSA), do presidente Saleh, conseguiu a vitória nas legislativas de 1993, as primeiras após a unificação; delas saiu um governo de coligação presidido por al-Attas. No entanto, em 1993, o vice-presidente Ali Salem al-Baid, em desacordo com a preponderância dos políticos do N e da sua linha islamista, refugiou-se em Ádem, ameaçando com uma nova segregação. Em 7 de julho de 1994, as tropas do N entravam em Ádem, pondo fim à rebelião de al-Baid. Saleh, reeleito em outubro, instaurou um regime presidencialista e introduziu a lei islâmica (sharia) como regulamento legislativo. Pelo acordo de Meca (1995), o Iêmen renunciava aos territórios anexados pela Arábia Saudita em 1934. As legislativas de abril de 1997 confirmaram o predomínio do partido do presidente, que, nas presidenciais de 1999, obteve uma esmagadora vitória. Em fevereiro de 2000, após um choque armado na fronteira, reabriram-se as tensões entre Ryiad e Sana. O acordo, alcançado em junho entre os dois governos, pôs fim ao conflito fronteiriço. Em março de 2001, foi nomeado primeiro-ministro Abd al-Kadir Bajamal. Ali Abd Allah Saleh foi reeleito nas eleições presidenciais de 2006.
Iêmen O presidente Ali Abd Allah Saleh

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