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14 Medias
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Somogy (condado da Hungria)
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Vas (condado da Hungria)
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EV
Hungria
Magyar Köztársaśag
 Forma de governorepública
 Superfície93.030 km²
 Localidade9.957.731 habitantes (húngaro, a)
 CapitalBudapest (1.756.796 hab.)
 Principais cidades Debrecen (207.560 hab.)
Miskolc (185.387 hab.)
Szeged (165.588 hab.)
Pécs (161.377 hab.)
Gyor (129.879 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa Central. Limitado ao N pela Eslováquia; ao NE, pela Ucrânia; ao E e SE, pela Romênia; ao S, pela Sérvia; ao SO, pela Croácia e Eslovênia e ao O, pela Áustria. Com uma superfície de 93.030 km² e uma população de 9.957.731 habitantes, divide-se em 19 condados e uma cidade autônoma. Capital: Budapest. Língua oficial: húngaro. A religião mais difundida écatólica.

Estrutura administrativa da Hungria

Condados

Superfície (km2)

População

Capital

População

Bács-Kiskun

8.445

546.753

Kecskemét

107.665

Baranya

4.430

408.019

Pécs

161.377

Békés

5.631

397.074

Bekescsaba

67.664

Borsod-Abaúj-Zemplén

7.247

745.154

Miskolc

185.387

Budapest*

525

1.775.203

Budapest

1.756.796

Csongrád

4.263

433.388

Szeged

165.588

Fejér

4.359

434.547

Székesfeshérvár

104.769

Győr-Moson-Sopron

4.089

434.956

Gyór

129.879

Hajdú-Bihar

6.211

553.043

Debrecen

207.560

Heves

3.637

325.673

Eger

58.173

Jász-Nagykun-Szolnok

5.582

415.819

Szolnok

77.553

Komárom-Esztergom

2.265

316.780

Tatabánya

72.962

Nógrád

2.544

220.576

Salgótarján

45.645

Pest

6.394

1.080.759

Budapest

Somogy

6.036

335.463

Kaposvár

68.240

Szabolcs-Szatmár-Bereg

5.936

582.795

Nyíregyháza

117.351

Tolna

3.703

250.062

Szekszárd

36.007

Vas

3.336

268.653

Szombathely

82.298

Veszprém

4.613

374.346

Veszprém

61.958

Zala

3.784

298.056

Zalaegerszeg

62.255

* cidade autônoma


GeografiaMeio físicoO país estende-se em uma vasta planície ligeiramente ondulada pelas primeiras elevações dos Cárpatos ou ligadas ao sistema alpino. Inclui três grandes regiões diferentes: ao O, a do Transdanúbio; ao E, a do Alföld e no extremo N, a do Felföld. A primeira estende-se entre o Danúbio, o Drava e os extremos orientais do sistema alpino e inclui sub-regiões muito diferentes. O Alföld, que se liga à zona principal da antiga bacia panônica, ocupa metade do território e inclui a zona interfluvial (entre o Danúbio e o Tisza, e a situada ao E do Tisza, Tiszántúl). A região N apresenta relevos, onde se localiza o ponto culminante da Hungria (monte Kékes, 1.015 m). A rede hidrográfica inclui, basicamente, o Danúbio e o Tisza. O primeiro, após a entrada na Hungria, flui para o S; é navegável quase todo o ano. O Tisza corta o país, em um percurso paralelo ao do Danúbio. Na Hungria, situa-se o maior lago da Europa Central, o Balaton (591 km2).Clima continental, com grandes oscilações térmicas (Budapest, média de -1 ºC em janeiro e 22 °C em julho). A precipitação alcança 1.000 mm anuais nos relevos ocidentais e 600 mm, na região oriental. Nas colinas, encontram-se florestas caducifólias e nas montanhas, florestas de coníferas. Em Alföld, encontra-se a puszta, a característica estepe húngara de solos de loess.População e estrutura econômicaCom 10.097.549 hab., a densidade demográfica de 108 hab./km2 distribui-se de uma forma bastante homogênea, embora a população urbana (64,8 %, em 2001) ultrapasse a rural. Quase um quinto da população total concentra-se em Budapest. Outras cidades importantes: Debrecen, Miskolc, Szeged, Pécs e Gyor.Suas principais atividades econômicas são o cultivo de cereais e hortifrutíferas, a vitivinicultura, a produção de batata doce, tabaco, plantas têxteis e oleaginosas; a criação de gado bovino; e a exploração de jazidas minerais energéticas e metalíferas (de onde se extrai principalmente bauxita). No setor industrial, destacam-se a indústria siderúrgica: aço e ferro fundido; e a metalúrgica: alumínio, zinco e chumbo. Existem, ainda, a indústria mecânica, localizada em Budapest, Gyor e Miskolc: tratores, material ferroviário, veículos comerciais e motores; a indústria têxtil, distribuída pelo país, para fabricação de artigos de algodão, lã e fibras artificiais; e a química: fertilizantes, produtos farmacêuticos, resinas e materiais plásticos.O aumento das exportações, a partir de 1997, reduziu bastante o déficit. As trocas comerciais são realizadas com países da UE (Alemanha, Áustria e Itália). Exportam-se maquinaria, veículos, produtos industriais (químicos e metalúrgicos), agrícolas e pecuários, e importam-se combustíveis e minério, matérias-primas (fibras têxteis e madeira) e semipreparadas e maquinaria diversa. A economia húngara está cada vez mais integrada à economia de mercado da UE, o que proporcionou um aumento considerável de investimentos estrangeiros no país e a sua incorporação na UE, em 2004.
Hungria Mapa econômico
HistóriaDas origens aos magiaresExistem vestígios da presença humana desde o Paleolítico Superior. Na Antiguidade, o território entre a Drava, o lago Balaton, o Danúbio, os Cárpatos e os Alpes da Transilvânia foi povoado por getas até a chegada dos celtas (sécs. IV-III a.C.), origem da denominada cultura de La Tène. No séc. I a.C., a região foi ocupada pelos dácios. Posteriormente, a zona ao S do Danúbio foi conquistada pelos romanos (séc. I d.C.) e integrada à província de Panônia. Quando o Império caiu, a Panônia foi invadida por tribos germânicas, como os alanos, os vândalos e os ostrogodos, e de outras origens, como os hunos e os eslavos (final do séc. V). Seguiram-se os lombardos (início do séc. VI), os gépidos e hérulos (meados do séc. VI). Os ávaros apoderaram-se do território, desde 568, até serem vencidos por Carlos Magno (796). No final do séc. IX, formou-se o reino eslavo da Grande Morávia, devastado por um povo fino-úgrico misturado com elementos turcos, chamados magiares ou húngaros, que, provenientes da zona do Volga e sob pressão dos pechenegos, se dirigiram, guiados por Arpad, para a Panônia (897).Do primeiro reino húngaro à conquista otomanaO reino da Hungria expandiu-se para O, mas Oto I deteve-o, em Lechfeld (955). Alcançou o seu apogeu com Vajk, da casa de Arpad. O país dividiu-se em condados e a capital passou a ser Székesfehérvár. Com a aquisição da Croácia (1102), a Hungria ganhou acesso ao Adriático e enfrentou o reino da Bósnia e a república de Veneza. A obra restauradora de Bela IV (1235-1270) foi inútil perante a invasão mogol. Com o último Arpad, André III o Veneziano (1290-1301), o país foi dilacerado pelas pretensões estrangeiras à Coroa. Carlos Roberto de Anjou (1308-1342) revitalizou a economia. O seu filho, Luís o Grande (1342-1382), consolidou a presença húngara no Adriático, subiu ao trono polonês (1370) e obrigou a Bósnia, Valáquia, Moldávia e a república de Ragusa a reconhecer vassalagem à Coroa. Buda passou a capital da Hungria. Com a sua morte, o país entrou em guerra civil. Com as guerras internas, a Dalmácia foi ocupada pelos venezianos (1402) e o perigo otomano aproximou-se. De Alberto de Habsburgo (1437-1439), a Coroa passou para Ladislau da Polônia (1440-1444), derrotado e assassinado pelos turcos, em Varna. Com a morte do rei Ladislau VI o Póstumo (1445-1457), foi eleito Matias Corvino (1458-1490), que conquistou a Morávia e Silésia (1479), a Estíria e Viena (1485). Os seus sucessores debilitaram o Estado até a queda de Belgrado (1521) e o exército húngaro perdeu com os otomanos a Batalha de Mohács (1526), onde morreu o rei húngaro, Luís II.O domínio turco e dos HabsburgoA Hungria dividiu-se, durante um século e meio, em uma faixa ao O do lago Balaton, em poder de Fernando I de Habsburgo, em frente à planície central, incluindo Buda, em poder turco, e a Transilvânia, sob o protetorado turco, em poder de João Szapolyai, eleito rei da Hungria. A Transilvânia salvou parcialmente as instituições e a cultura magiar e, com a Reforma calvinista, proclamou, pela primeira vez na Europa, a liberdade de consciência (1560). No reinado de Jorge II Rákóczy (1648-1660), a Transilvânia foi devastada pelos turcos e perdeu a independência. Libertada dos turcos, a Hungria redefiniu as suas fronteiras com os tratados de Karlowitz (1699). A política dos imperadores austríacos desencadeou a resistência nacionalista húngara. Na revolução de 1848, os húngaros destronaram os Habsburgo e proclamaram um regime parlamentar e democrático. O imperador Francisco José I pediu ajuda ao tsar Nicolau I, que derrotou os húngaros (1849). Em 1867, Francisco José I cedeu as reivindicações húngaras e assinou a reforma constitucional conhecida como Ausgleich, onde se estabelecia a paridade entre o Império austríaco e o Reino da Hungria, em uma monarquia dual que receberia o nome de Império Austro-Húngaro. O novo estado dividia-se em duas entidades, uma das quais, Transleitânia, era controlada pela Hungria e incluía a Eslováquia, Croácia e Transilvânia. A capital passou definitivamente a ser Buda. A oposição dos povos eslavos meridionais contra o domínio dos Habsburgo foi uma das causas da deflagração da I Guerra Mundial, em cujo final o Império Austro-Húngaro foi desmembrado.
Hungria Miniatura da Crônica da Campanha da Hungria, 1568-1569 (Palácio Topkapi, İstambul, Turquia)
Da independência à Guerra FriaNo final da I Guerra Mundial, a Hungria declarou a sua independência (30 de outubro de 1918), mas, em virtude do Tratado de Trianon (1920), perdeu territórios para os novos estados eslavos e para a Romênia, que adquiriu a Transilvânia. Durante a regência do almirante Horthy (1920-1944), a Hungria aliou-se à Alemanha de Hitler e à Itália de Mussolini, recuperando alguns territórios. A Hungria declarou guerra à URSS e, entre 1944 e 1945, os soviéticos ocuparam o país. O Tratado de Paris (10 de fevereiro de 1947) devolveu à Hungria as fronteiras do tratado de 1920. Após o governo de coligação entre socialistas e comunistas (1945-1948), o país ficou sob o poder comunista do Partido Socialista Trabalhista Húngaro (MSzMP) em 1949, quando ingressou ao Comecon. Em 1955, entrou no Pacto de Varsóvia. Em 1956, em um clima de agitação estudantil, J. Kadar foi nomeado chefe do Governo e pediu ajuda às tropas soviéticas para travar a insurreição. A revolta foi reprimida e os líderes executados. Kadar exerceu reformas que permitiram a estabilidade econômica e uma certa aproximação à CEE. Deixou o cargo em 1965, mas continuou a ser secretário-geral do Partido até 1988, quando foi substituído por K. Grósz. Em 1989, no contexto da perestroika, deu-se uma importante renovação política interna. O XIV Congresso extraordinário do Partido criou o Partido Socialista Húngaro (MSzP), presidido por Nyers. A reforma da constituição determinou o fim do regime comunista (1989).O regresso da democraciaEm 1990, celebraram-se as primeiras eleições livres desde 1945, vencendo o Fórum Democrático (MDF), tendo sido acelerado o processo de transição para uma economia liberal. Como presidente da República, foi eleito Árpád Göncz, da Aliança de Democratas Livres (SzDSz). Paralelamente, foram julgados e condenados altos cargos do governo comunista. Assim, a Hungria integrou o Conselho da Europa, associando-se à CE. Com a morte de Antall, em 1993, Péter Boross, vice-presidente do MDF, foi eleito primeiro-ministro. Em 1994, o MDF foi derrotado pelos ex-comunistas do MSzP. A política interna caracterizou-se pelas privatizações e pela compensação dos judeus húngaros, vítimas da II Guerra Mundial. Em 1995, o Parlamento reelegeu Árpád Göncz chefe de Estado. A Hungria assinou vários acordos com a Romênia e Eslováquia para assegurar o respeito das respectivas minorias. Em maio de 1996, integrou a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e, em 1997, um referendo aprovou a integração na OTAN, que se deu, em 1999. Nas eleições de 1998, venceu o Partido Cívico Húngaro-Federação de Jovens Democratas (Fidesz-MPP), liderado por Viktor Orbán, nomeado primeiro-ministro. Em 2000, Orbán lançou um plano internacional de estudo dos crimes do comunismo, para que fossem condenados. Em maio de 2000, Ferenc Mádl, candidato presidencial da coligação governante (Fidesz-MPP, MDF e Partido dos Pequenos Proprietários Independentes, FKgP), foi eleito presidente da República. Nas eleições de 2002, Péter Medgyessy, líder do MSzP, em coligação com o SzDSz, foi eleito primeiro-ministro, cargo do qual se demitiu em 2004, tendo sido substituído por Ferenc Gyurcsány. No final de 2002, decidiu-se a entrada da Hungria na UE, que se tornou efetivo em maio de 2004. Em agosto do mesmo ano, Medgyessy apresentou a sua demissão do cargo de primeiro-ministro e foi substituído por Ferenc Gyurcsány. No final de 2004, o Parlamento ratificou o Tratado da União Europeia. Em julho de 2005, o Parlamento nomeou como novo presidente o conservador László Sólyom. No mês de setembro de 2006, o país entrou numa grave crise instituciional quando se emitiram umas declarações de Gyurcsány, em que admitiu ter mentido na matéria econômica durante o seu mandato. Esta declaração provocou várias manifestações de protesto entre a cidadania húngara.
ArteAs estátuas do Capitólio de Scarbantia e o cemitério paleocristão de Pécs são alguns exemplos da romanização. A Basílica de Zalavár (séc. X) é a primeira grande igreja românica. Na Igreja de Ják (séc. XIII), destaca-se a fachada e a decoração. Os edifícios principais do Mosteiro de Pannonhalma (Patrimônio da Humanidade), junto a Gyor, são de estilo gótico. Em Buda, Patrimônio da Humanidade, foram erguidos, no séc. XVIII, o palácio real e a Igreja da Virgem. A pintura gótica encontra-se na capela do palácio real de Buda e no retábulo de Thomas de Kolozsvár, em Garamszentbenedekt. O pintor mais importante da época, que assina M.S., apresenta obras em Budapest e no Museu Cristão de Esztergom. No séc. XV, o gótico inspirou as Igrejas de Kolozsvár e de Nyírbátor, e o Renascimento, a reconstrução dos Palácios de Buda e de Visegrad. Destaca-se este estilo no Palácio arcebispal e na Catedral de Esztergom.No séc. XVII, surge o Barroco romano na Igreja de Gyor. Na pintura, destacaram-se J. Bogdany e A. Mányoki. No séc. XVIII, sobressaiu F. Hillebrandt, que trabalhou na reconstrução de Buda e de Pest. Nos edifícios civis, sobressai a Vila Esterházy, de Fertöd (1764-1766). O principal escultor do séc. XVIII foi o austríaco G.R. Donner.No séc. XIX, desenvolveu-se o Neoclassicismo (M.J. Pollack, J. Páckh e J. Hild), o Neorrenascimento (Teatro da Ópera de Budapest, de M. Ybl) e o Neogótico (Parlamento de Budapest). Na escultura destaca-se o classicista J. Ferenczy e na pintura dominaram os estilos purista (K. Marko, N. Than, S. Liezen-Mayer) e romântico (V. Madarász e M. Zichy). É introduzido o cubismo, destacando-se L. Kassák. Os escultores L. Moholy-Nagy e N. Schöffer e o pintor V. Vasarely desenvolveram a sua obra no estrangeiro.
Hungria Castelo dos Esterházy, séc. XVIII, Fertöd
CinemaEm 1912, foram producidos os primeiros longas-metragens com M. Curtiz, A. Korda e Paul Fejos. Após a nacionalização do cinema (1919), muitos projetos foram impedidos pelo regime (B. Lugosi, Lya de Putti, A. Korda e M. Curtiz saíram para Hollywood). Até a década de 1940, internacionalmente, o cinema brilhou com Homens da Montanha, de I. Szóts, pai do cinema húngaro moderno, e Em Algum Lugar da Europa, de G. Radványi. A nacionalização do cinema (1948) e a ideologia stalinista impediram a criatividade. O cinema foi renovado, sobretudo, desde os anos 1960. Aos cineastas Z. Fábri (Carrossel, 1955) ou I. Fehér (Uniforme militar, 1956) seguiram-se A. Kovács e M. Jancsó (Os Desesperados, 1965), entre outros. No final da década de 1970, destacaram-se os cineastas G. Body e B. Tarr. Juntamente com filmes de Z. Fabri ou I. Szabó (Coronel Redl, 1984, e Mephisto, 1981, Oscar para o melhor filme estrangeiro; Encontro com Vênus, 1990; Doce Emma, querida Böbe, 1992, Sunshine, 1999), destacaram-se P. Gothár (O Tempo Suspenso, 1982) e G. Gazdag (Um Conto de Fadas Húngaro, 1987). Nas décadas de 1990 e 2000, a crise econômica diminuiu a projeção internacional do cinema húngaro.
Hungria Cartaz do filme Coronel Redl, 1984, de István Szabó
LiteraturaO primeiro poeta de nome conhecido foi J. Csezmicei (1434-1472), humanista, de ideais renascentistas nos seus poemas em latim. A partir do séc. XV, recuperou-se a literatura em Língua vulgar que, com o Humanismo e a Reforma, se tornou língua literária: o primeiro autor foi o poeta B. Balassi (1554-1594). No séc. XVII, surgiu a literatura barroca, com o poeta M. Zrínyi. No séc. XVIII destacou-se K. Mikes, autor epistolar. Os representantes do Iluminismo foram G. Bessenyei, F. Kazinzcy e D. Berzsenyi, que aspiravam a modernizar a língua, a estabelecer as bases ideológicas para o desenvolvimento burguês e a despertar a consciência nacional. Na primeira metade do séc. XIX, o desejo inovador e o espírito nacional na obra de J. Katona, criador do drama histórico sobre a independência Bánk Bán (1821), intensificaram-se, dando lugar à poesia patriótica, em que sobressaíram M. Vörösmarty e S. Petöfi. Na segunda metade do séc. XIX, destacam-se os poemas narrativos e as baladas, inspirados na história do país, de J. Arany; os romances de M. Jókai e a obra dramática de I. Madách. O romance e o teatro destacam-se na primeira metade do séc. XX, assim como o realismo com K. Mikszáth e Z. Móricz. A revista Nyugat (Ocidente), em 1908, renovou a literatura, principalmente a poesia, destacando-se E. Ady, juntamente com M. Babits, M.Kaffka e F. Karinthy, que seguiram a tendência de Nyugat. L. Szabó, Gyula Illyés e L. Németh formaram uma segunda geração ligada à revista. No ensaio e crítica literária, destacou-se o filósofo G. Lukács, renovador do pensamento marxista. O melhor representante da poesia de vanguarda foi L. Kassák destacando-se também o poeta A. József. M. Radnóti representou a poesia antifascista. Após a II Guerra Mundial, a literatura evoluiu com as mudanças sociais. A década de 1960 recuperou todos os gêneros. Em poesia, G. Illyés, L. Nagy ou F. Juhász defenderam o novo sistema social. Em prosa, destacaram-se T. Déry ou L. Németh, que renovou a dramaturgia magiar. A partir de 1970, surgiu uma nova geração de escritores que demonstraram uma profunda desilusão social: os poetas J. Utassy, K. Bari, Z, Takács, I. Oravecz, e os romancistas M. Mészöly, P. Lengyel, P. Hajnóczi, S. Vizinczey, P. Esterházy (1950), P. Nádas (1942) e I. Kertész, contemplado com o prêmio Nobel, em 2002. Autores que se exilaram e foram silenciados pelo regime comunista foram reivindicados, como S. Márai (1900-1989), devido à democratização crescente. Alguns dos autores mais destacados que surgiram no final do séc. XX são M. Mészöly e I. Orkény, cuja obra caracteriza-se pela experimentação formal.
Música A primeira música húngara foi composta no séc. XVI, com S. Tinódi e B. Bakfark. Nos sécs. XVII e XVIII, alguns dos principais compositores nacionalistas foram J. Ruzitska (autor do primeiro Singspiel húngaro), F. Erkel (autor do hino nacional) e F. Liszt (1811-1886). No séc. XVII, destaca-se J. Kájoni. No séc. XVIII, desenvolveram-se danças típicas, como a verbunkos (recrutamento). Na primeira metade do século XIX, os compositores húngaros e estrangeiros na Hungria compuseram a sua própria Dança Húngara ou Canção Húngara. No séc. XIX, destacaram-se E. Dohnányi, Ö. Mihalovic, B. Bartók (1881-1945) e Z. Kodály (1882-1967). No final do séc. XIX, nasceu a opereta húngara com F. Lehár e I. Kálmán. Dos músicos posteriores a Bartók, sobressaem L. Lajtha, P. Kadosa e S. Veress, entre muitos outros, fundindo a tradição popular com as novas técnicas musicais da Europa. O grupo Estudo da Nova Música, criado em 1970 (Z. Jeney, L. Sáry, L. Vidovszky) integrou-se nas vanguardas. Na década de 1980, outro grupo de compositores (G. Orbán, J. Vajda, G. Selmeczi e M. Csemiczky) recuperou os estilos e gêneros do passado.

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