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hipertensão
Patologia. s. f. Aumento da pressão de um líquido orgânico, especialmente do sangue dentro das artérias.
hipertensão arterial
Patologia. Aumento da pressão arterial sistólica, diastólica ou de ambas.
Patologia. Existem diversos tipos de hipertensão segundo a sua localização. A hipertensão renal é provocada por uma escassa irrigação do rim. O quadro clínico é constituído por uma hipertensão arterial crônica. A hipertensão portal consiste em um aumento regional da pressão sanguínea no abdome devido a um obstáculo no fluxo de sangue venoso da veia portal. A hipertensão pulmonar é produzida na artéria pulmonar. Os sintomas mais frequentes são: dispneia de esforço, fadiga, angina de peito e síncope. A hipertensão maligna é um tipo de hipertensão muito grave que implica alterações irreversíveis nos órgãos e tecidos, como no olho (hemorragias da retina), no rim, no coração e no cérebro. A hipertensão intracraniana é devida ao aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano nos ventrículos cerebrais; tem como sintoma mais constante a cefaleia, à qual se podem juntar vômitos e estupor, até o coma.
Hipertensão arterial
Isolada ou em associação com outras doenças, como o tabagismo e o diabetes, a hipertensão é um importante fator causal evitável das doenças cardiovasculares, como insuficiência coronariana, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca; das doenças cerebrovasculares, como isquemia, infarto e hemorragia cerebral; da doença hipertensiva renal, da dissecção da aorta e das complicações ateroscleróticas.
Hipertensão arterial é a condição em que a força exercida pelo sangue contra as paredes dos vasos sangüíneos (pressão sanguínea) ultrapassa o padrão aceito como normal. Os valores da pressão arterial equivalem à pressão exercida por uma coluna de mercúrio durante a sístole (contração do coração) e durante a diástole (relaxamento do músculo cardíaco). A medida da pressão arterial se faz com um aparelho denominado esfigmomanômetro, que toma separadamente a pressão sistólica e a diastólica, ou com aparelhos automáticos para medição contínua durante 24 horas, úteis para determinar as variações da pressão no tempo.
A hipertensão se classifica em primária ou essencial, de origem desconhecida, que se verifica em 95% dos casos; e secundária, que resulta de doença ou perturbação específica. Os fatores que predispõem à hipertensão primária são de natureza genética (família de hipertensos), ambiental (ingestão exagerada de sal), obesidade, tabagismo etc. A hipertensão secundária pode ser causada por uso de contraceptivos orais, caso em que é reversível com a suspensão do medicamento; doenças renais, como pielonefrite crônica e rins policísticos; doenças endócrinas, como síndrome de Cushing e distúrbios da tireoide e paratireoide; hipertensão da gravidez etc.
Tratamento
Para a maior parte dos hipertensos, os mecanismos que mantêm elevada a pressão sanguínea são ignorados. O tratamento se determina de modo empírico, por tentativa e erro. Distinguem-se no tratamento e abordagem farmacológica e não farmacológica. No primeiro caso, a hipertensão é combatida com as seguintes categorias de drogas, administradas isolada ou combinadamente:
(1) Diuréticos, que diminuem o volume de água no sangue e ajudam a eliminar sódio, além de reduzir a resistência periférica ao fluxo sanguíneo.
(2) Bloqueadores do sistema simpático, que incluem os bloqueadores ditos centrais, que atuam no sistema nervoso central, e os betabloqueadores, que provocam redução da pressão arterial ao diminuírem o ritmo cardíaco e a saída de sangue do coração.
(3) Inibidores da enzima de conversão da angiotensina, de ação múltipla e complexa, muito usados por produzirem poucos efeitos colaterais.
(4) Bloqueadores dos canais de cálcio, que atuam causando vasodilatação periférica.
(5) Vasodilatadores diretos, usados geralmente em associação com outros medicamentos, já que produzem indesejados efeitos colaterais.
O tratamento não farmacológico consiste de uma proposta de modificação de estilo de vida, que idealmente deve ser definitivo. Prescreve-se redução de peso, diminuição do consumo de álcool e de sal, abandono do tabagismo, aumento da atividade física para os sedentários e redução dos fatores de estresse.

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