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hepatite
Patologia. s. f. Processo inflamatório degenerativo do fígado que afeta todos os lóbulos hepáticos e que se caracteriza por necrose celular, infiltração dos espaços porta por linfócitos e macrófagos, assim como fenômenos de regeneração celular.
Patologia. A etiologia mais frequente da hepatite aguda é viral, sendo os principais agentes os vírus da hepatite A (HAV), da hepatite B (HBV), da hepatite C (HCV), da hepatite D ou delta (HDV), da hepatite E (HEV) e as denominadas hepatites não A-E. As causas mais frequentes de hepatite crônica são virais, autoimunes, por fármacos, por álcool e idiopáticas.Microfotografia de um fígado com hepatite
O sintoma mais peculiar da hepatite é a icterícia, sinal clínico que consiste na coloração amarelada da pele, mucosas e escleróticas.
Hepatite é o termo genérico que designa a inflamação do fígado, seja ela consequente de agressão direta ou parte de um processo sistêmico. As hepatites mais comuns são as virais – causadas por vírus – e as tóxicas. Dentre os processos tóxicos distinguem-se a hepatite medicamentosa, causada por ingestão excessiva ou inadequada de medicamentos; a hepatite decorrente de uso de drogas e a hepatite alcoólica. Esta última, que pode ser aguda ou crônica, se dá por lesão direta à célula hepática e é a causa mais frequente de cirrose. Entende-se por hepatite crônica a inflamação do fígado por um período superior a seis meses, seja ela viral, tóxica ou crônico-idiopática, isto é, de origem desconhecida.
Hepatites virais agudas
São conhecidos os seguintes tipos de hepatites virais agudas, identificados por seus agentes causadores:
(1) Hepatite A (HVA), de transmissão fecal-oral, por contaminação de água e alimentos. Não se transmite pelo sangue, a não ser durante o período agudo. A taxa de mortalidade é muito baixa e não há relato de hepatite crônica por HVA.
(2) Hepatite B (HVB), que se transmite por contato com sangue ou produtos sanguíneos infectados, por via sexual ou pela chamada transmissão vertical, isto é, da mãe infectada para o recém-nascido, no momento do parto. Os grupos de risco incluem homossexuais, usuários de drogas intravenosas, pacientes em hemodiálise e profissionais da saúde. A hepatite B pode evoluir para a cura completa, para uma hepatite fulminante ou, mais tardiamente, para câncer de fígado (hepatocarcinoma).
(3) Hepatite C (HVC), de alta incidência entre usuários de drogas intravenosas. São desse tipo oitenta por cento dos casos de hepatite contraída por transfusão de sangue. Sabe-se hoje que a maior parte dos casos da chamada hepatite não A-não B são de hepatite C, que evolui, na maior parte dos casos, para a hepatite crônica.
(4) Hepatite D, causada pelo agente delta, somente se desenvolve em associação com hepatite B. É endêmica em algumas áreas, especialmente a Amazônia, e geralmente complica a evolução da doença.
(5) Hepatite E (HVE), transmitida pela água contaminada, é epidêmica na Ásia, no norte da África e no México. Corresponde provavelmente às hepatites anteriormente descritas como não A-não B de transmissão fecal-oral.
(6) Hepatite F, causada por partícula viral detectada em pacientes submetidos a transplante hepático.
Outros tipos de hepatites virais agudas são causados por vírus como o Epstein-Barr, o citomegalo vírus e o vírus do herpes, responsáveis por 15 a 20% dos casos de hepatite pós-transfusão diferentes da HVC, principalmente em pacientes imuno comprometidos.
Diagnóstico e quadro clínico
A identificação dos diferentes tipos de hepatite viral aguda se faz pela detecção, no sangue do paciente, do próprio vírus ou pela dosagem de imunoglobulinas, que são a resposta imunológica do paciente à agressão viral. O quadro clínico é extremamente variável: há desde casos completamente sem sintomas, só detectados por exames de laboratório, até quadros de morte em poucos dias (hepatites fulminantes).
O período de incubação varia de duas a seis semanas, na HVA, até de seis semanas a seis meses, na HVB. A doença se manifesta por sintomas gerais de mal-estar, fadiga intensa, perda de apetite, náuseas e vômitos, febre e dor na região do fígado, que se apresenta de tamanho aumentado, fezes esbranquiçadas e urina escura. Cinco a dez dias depois do aparecimento dos sintomas tem início uma fase ictérica, em que a pele e as conjuntivas se apresentam amareladas. A doença aguda regride geralmente em duas a três semanas, mas os exames de laboratório que monitoram a evolução da doença (dosagem de bilirrubina, transaminases etc.) só revelam resultados normais após nove semanas (HVA) ou 16 semanas (HVB e HVC). A hepatite fulminante só se verifica em um por cento dos casos.
Tratamento e prevenção
O tratamento das hepatites virais consiste basicamente em repouso no leito na fase inicial de aparecimento dos sintomas. É dispensável o repouso absoluto, com retorno gradual das atividades à medida que a doença regride. A dieta deve ser leve para evitar as náuseas, com progressiva normalização acompanhando a melhora clínica. Recomenda-se a abstinência total de álcool e outras drogas que possam lesar o fígado já comprometido.
Para evitar contágio, dispensa-se o isolamento estrito do doente. Bastam os cuidados higiênicos normais, como lavar as mãos após as evacuações ou após contato com material contaminado. Exige-se cuidadosa manipulação de agulhas e seringas contaminadas. A pesquisa sistemática de vírus em sangue doado e seus subprodutos evita a propagação por transfusão. São importantes as campanhas que previnem a contaminação por via sexual e os cuidados especiais com gestantes portadoras dos vírus a fim de evitar transmissão durante o parto. Para bloquear o desenvolvimento da doença em pessoas suspeitas de contaminação recente pelos vírus A e B usa-se globulina hiperimune. Aos grupos de alto risco recomenda-se a vacina contra hepatite B, que protege aproximadamente por nove anos.

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