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EV
gota
Física. s. f. Diminuta quantidade de líquido, que se separa em forma mais ou menos esférica; pinga, pingo. Física. s. f. Partícula de um líquido que adota forma esferoidal quando se encontra imerso num gás ou em outro líquido não miscível com ele. Arquitetura. s. f. Ornato em forma de tronco de cone numa cornija ou na base do tríglifo no entablamento dórico. Patologia. s. f. Artrite aguda recorrente que afeta, sobretudo as articulações das extremidades e que se deve ao depósito de cristais de urato monossódico.
Física. A gota aproxima-se da forma esférica se a tensão superficial for a força predominante. No caso de uma gota de líquido flutuando sobre um líquido mais denso, adquire uma forma lenticular.
gota fria
Metalurgia. A gota fria produz-se quando, durante a fundição, se produzem salpicos, que solidificam como pequenas gotas cuja superfície oxida, fazendo com que permaneçam incorporadas na matriz metálica e se interrompa assim a continuidade. Por outro lado, ocasionalmente, a camada superficial oxidada reage com o carbono da fundição, formando bolhas de CO e causando uma gota fria.
Medicina
O nome gota é resquício da antiga crença de que a moléstia era causada por um agente nocivo que se infiltrava gota a gota nos interstícios dos ossos.
Conhecida desde a antiguidade, a gota é uma doença hereditária do metabolismo, caracterizada pelo aumento da taxa de ácido úrico no sangue e ataques recorrentes da inflamação nas articulações. Na fase aguda representa um quadro inflamatório de curta duração, que afeta as articulações, principalmente a do dedo grande do pé. No século XVI, transformou-se em doença característica da nobreza, e afetou personalidades como o imperador Carlos V da Alemanha e o rei Henrique VIII, da Inglaterra.
As crises resultam do depósito, nas cartilagens das articulações, de cristais de urato de sódio. O ácido úrico geralmente é eliminado pela urina. Ainda não se conhece a natureza nem o mecanismo da deficiência bioquímica que leva a sua retenção e concentração anormais no organismo. Os sintomas da gota são dor intensa, calor e vermelhidão na área afetada, tumefação e extrema sensibilidade ao toque. Os fatores que desencadeiam a crise são: alimentação inadequada, infecção aguda, ferimento nas articulações, trauma, cansaço físico, frio e umidade etc. Depois de um ataque agudo, em geral a doença fica latente, mas se a gota se tornar crônica a continuação de depósitos de urato de sódio pode levar à deformação da articulação e à formação de nódulos subcutâneos.
Mesmo vinculado à hereditariedade, o risco de um ataque de gota aumenta em decorrência do excesso de proteínas e de ingestão de bebidas alcoólicas. A doença afeta, em cerca de 95% dos casos, homens adultos; nas mulheres, quando ocorre, vem após a menopausa. O tratamento tradicional é baseado na administração da colquicina, alcaloide extraído das sementes de cólquico. Drogas mais modernas, como o alupurinol, impedem a formação de ácido úrico e reduzem a taxa de concentração no sangue.

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