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EV
Geórgia
Sak'art'velos Respublika
 Forma de governorepública presidencial
 Superfície69.700 km²
 Localidade4.793.300 habitantes (georgiano, a)
 CapitalTbilisi (1.240.200 hab.)
 Principais cidades Kutaisi (268.800 hab.)
Rustavi (181.400 hab.)
Batumi (145.400 hab.)
Sukhumi (110.300 hab.)
 
Mais dados
Estado da Ásia. Limitado, ao N e NE, pela Federação Russa; ao SE, pelo Azerbaijão; ao S, pela Armênia; ao SO, pela Turquia; e ao O é banhado pelo mar Negro. Com uma superfície de 69.700 km² e uma população de 4.793.300 habitantes, o país divide-se em 9 regiões, 1 cidade autônoma e 2 repúblicas autônomas. Capital: Tbilisi. Língua oficial: georgiano. A religião mais difundida éortodoxa.
GeografiaO território é fundamentalmente montanhoso, incluindo as terras mais setentrionais da cordilheira do Grande Cáucaso e, ao S, o Pequeno Cáucaso. No centro, estendem-se as planícies aluviais dos rios Rioni e Kura. Nos vales, localizam-se as cidades mais importantes, Tbilisi, a capital, Kutaisi e Rustavi. No setor agrícola, são produzidos cereais (milho e trigo), vinha, frutos cítricos, frutas, tabaco, algodão e chá. O subsolo é rico em minerais (manganês, carvão, barita, chumbo, zinco, bentonita, cobre e linhito). O setor industrial baseia-se em empresas siderúrgicas, químicas, petroquímicas, alimentícias, mecânicas e madeireira. Os principais portos localizam-se em Batumi e Sukhumi, e os aeroportos, em Tbilisi, Batumi e Sukhumi. O comércio externo é muito reduzido, com uma balança comercial deficitária. Os principais intercâmbios são realizados com a Turquia, a Rússia, a Alemanha e o Azerbaijão.
HistóriaDas origens à ocupação russaO território da atual Geórgia foi habitado desde o Paleolítico Inferior, como provam vários sítios arqueológicos (Dmanisi, Udano). Na época Antiga, o país esteve sob a soberania nominal dos aquemênidas (sécs. VI-IV a.C.), mas o poder era exercido pelos senhores locais, distribuídos em dois reinos, um ocidental, Cólquida, e outro oriental, Ibéria. Ocupado por um general macedônio durante a expedição de Alexandre Magno à Pérsia, foi pouco depois sede de um reino criado na Ibéria pelo georgiano-persa Farnabazo, cujos descendentes reinaram até 93 a.C., momento em que os georgianos deram o trono a um armênio da dinastia arsácida. Em 63 a.C., os romanos apoderaram-se da Cólquida e a parte oriental da Geórgia aceitou a proteção de Roma (Império Romano). O território georgiano voltou a receber uma forte influência persa quando os sassânidas subiram ao trono (226 d.C.); provavelmente, era persa o rei Mirinai (finais do séc. III), em cujo reinado parece ter-se iniciado a conversão ao cristianismo, fato que propiciou uma aproximação entre a Geórgia e Bizâncio. Em meados do séc. V, o georgiano Vajtang Gurgaslani aproveitou uma crise política da Pérsia para conquistar grande parte da Geórgia atual e governar o país a partir de Tbilisi (capital desde o final do séc. VI). Em 630, os árabes apoderaram-se do país, deixando, no entanto, alguma liberdade aos príncipes locais. No séc. VIII, iniciou-se a ascensão dos bagrátidas, que no séc. XI unificaram o Reino e lutaram contra Bizâncio, contra os súditos rebeldes e, sobretudo, contra os turcos selêucidas. Com a rainha Tamar (1184-1212), a civilização georgiana atingiu o apogeu, mas decaiu rapidamente após a sua morte. O país esteve durante muitos anos sujeito a invasões dos mongóis e dos turcos (1220-1413). No séc. XVII, foi ocupado pelos otomanos. Derrotados pelos georgianos e a seguir pelos persas (1733), os otomanos retiraram-se, permanecendo o país submetido à Pérsia a partir do final do séc. XVII. Em 1801, após reiteradas petições de ajuda ao czar russo, a Rússia anexou-o ao país.Domínio russo e soviéticoO Império Russo impôs uma política de integração plena, que originou o aparecimento de um sentimento nacionalista. A revolução bolchevique (1917) encontrou na Geórgia uma maioria menchevique que resistiu aliada aos exércitos brancos e às potências estrangeiras (revolução russa), chegando a converter-se em uma República independente durante um breve período, até que, em 1921, a Geórgia foi incorporada à antiga URSS como parte integrante da Transcaucásia, e em 1936 tornou-se uma República Socialista Autônoma.A Geórgia independenteProclamada a independência em 9 de abril de 1991, a Geórgia conseguiu a autonomia com a dissolução definitiva da URSS (dezembro, 1991). O novo Estado, presidido por Zviad Gamsajurdia, enfrentou uma guerra civil, durante a qual se opuseram ao Governo de Tbilisi os ossetos do Sul, que impediram a adesão à Federação Russa.( Ossétia Meridional) Resolvida em princípio a crise com a nomeação de E. Shevardnadze, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da época de M. Gorbachov, como presidente do Conselho de Estado, a Geórgia obteve os primeiros reconhecimentos internacionais e ingressou na Conferência para a Segurança e Cooperação na Europa (CSCE). E. Shevardnadze foi eleito presidente do Parlamento por 95 % dos votos em outubro de 1992. Um acordo entre Shevardnadze e Yeltsin (junho de 1992) propiciou uma trégua na Ossétia Meridional, mas, no mês seguinte, os abecásios abriram outra frente secessionista.(República Autônoma de Abkházia) Com ela, iniciou-se uma nova fase de instabilidade. Depois da derrota das tropas georgianas (outubro, 1993), tornou-se independente a República Autônoma de Ajária, enquanto a Geórgia se integrava na Comunidade de Estados Independentes (CEI) e procurava apoio russo, que não foi suficiente para estabilizar o conflito. Um novo acordo (1994) exigiu uma espécie de protetorado russo sobre a Geórgia. Em outubro de 1995, entrou em vigor uma nova Constituição que transformou a Geórgia em uma República presidencialista e, no final de 1995, Shevardnadze foi reeleito. Nas legislativas celebradas simultaneamente, o partido do presidente, a União de Cidadãos da Geórgia (SMK), obteve a maioria parlamentar. Durante 1997, foram mantidas negociações diplomáticas, em Moscou, entre as autoridades da Geórgia e da Ossétia Meridional primeiro e da Abkházia depois, com a qual, em agosto, a Geórgia assinou o primeiro compromisso de paz. Nas eleiçõeslegislativas de 1999, o partido no poder conservou a maioria. Nesse mesmo ano, a Geórgia entrou no Conselho da Europa e assinou o acordo de parceria e cooperação comercial com a UE e o acordo para a construção do oleoduto Baku-Ceyhan com a Turquia e o Azerbaijão, que mais tarde se juntou ao Turcomenistão para a união do gasoduto Transcaucásico. Nas eleições presidenciais de 2000, Shevardnadze obteve uma ampla maioria de votos. Em fevereiro de 2002, os EUA enviaram tropas militares à Geórgia para colaborar com o Governo na tentativa de garantir a integridade territorial do país e proteger as rotas energéticas (de petróleo e de gás) do mar Cáspio. Em novembro de 2003, as graves irregularidades detectadas nas eleições legislativas obrigaram Shevardnadze a demitir-se, sendo convocadas, dentro de um clima de instabilidade, novas eleições para janeiro de 2004. Estes comícios deram a vitória ao líder da revolta Mijail Saakashvili, que obteve 95 % dos votos e foi nomeado presidente. Durante o seu mandato teve de fazer frente a um novo levantamento de violência por parte dos independentistas da República Autônoma de Abjásia. Em 2005, o primeiro ministro Zweab Zhvania, que teve um papel importante no movimento de oposição a Shevardnadze, foi encontrado morto. O presidente Saakashvili assumiu interinamente as suas funções até que nomeou a Zurab Nogaideli como novo primeiro-ministro. No final de 2007, devido a um caso de corrupção no qual esteve envolvido um antigo aliado de Saakashvili, ocorreu uma série de protestos aos quais o presidente respondeu declarando estado de emergência e convocando eleições presidenciais antecipadas. Nestas, celebradas em janeiro de 2008, Saakashvili conseguiu revalidar seu cargo, embora tenha tido que fazer frente às acusações da oposição, que tachou os comícios de fraudulentos. Nas eleições legislativas de maio de 2008, venceu o Movimento Nacional Unido do presidente Saakashvili com 60 % dos votos, embora se reproduzissem as acusações de fraude e as manifestações de protesto da oposição, que se negou a reconhecer os resultados. Em agosto do mesmo ano, depois que o governo georgiano tentou controlar a região separatista pró-russa de Ossétia Meridional, a Rússia lançou uma ofensiva militar sobre a Geórgia. As tropas russas ocuparam várias cidades georgianas, como Gori, próxima da Ossétia, ou Senaki e Zugdidi, próximas da Abkházia. Os enfrentamentos acarretaram a destruição de grande parte das infraestruturas do país e a fuga de milhares de refugiados. Dois meses depois, o primeiro-ministro Vladimir Gurguenidze apresentou a sua demissão e foi substituído no cargo por Grigol Mgaloblishvili.
Sociedade e cultura
Os serviços médicos na Geórgia são de alto padrão e seus balneários atraem turistas de todas as ex-repúblicas soviéticas. A educação é obrigatória até o nível secundário e a escolarização da população é satisfatória. Muitas escolas usavam o idioma georgiano mesmo durante o período soviético. A Universidade de Tbilisi foi fundada em 1918.
Foi principalmente na Idade Média que as artes floresceram na Geórgia, sob várias formas. Distinguem-se entre elas a arquitetura religiosa – primeiro influenciada pelos romanos, mais tarde pelos persas e em seguida pelos bizantinos –, a pintura mural, as iluminuras e a ourivesaria.
A primeira grande obra arquitetônica é a tríplice basílica de Bolnisi, do fim do século V. Obras posteriores, de grande originalidade, são os mosteiros de Djvari, perto de Tbilisi, e o de Rhipsine, em Echmiadzine (ambos datam aproximadamente do ano 600). A arquitetura religiosa atingiu a maturidade com a catedral de Oshiki, edificada pelos soberanos bagrátidas. Destacam-se ainda as catedrais de Metskhetha e de Alaverdi, e o conjunto do mosteiro de Ghelati, em Kutaisi, concluído no século XII. Fortalezas como a de Vardzia, cidade cavada na rocha, com centenas de dependências, são características também da antiga arquitetura georgiana.
Da mesma forma que a arquitetura, também a pintura georgiana teve expressão religiosa durante a Idade Média. Os artistas, quase sempre anônimos, pintaram afrescos e ícones para as igrejas, fortemente influenciados pela arte de Bizâncio. Mais recentemente destacou-se Niko Pirosmani, pintor primitivista nascido em 1862 cujos temas prediletos eram cenas rústicas e festas populares.
Dos escritores georgianos contemporâneos, o único traduzido para outras línguas fora das ex-repúblicas soviéticas é Zviad Gamsakhurdia, autor de romances históricos, em que interpreta segundo cânones marxistas o passado de seu país.

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