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Francisco José I
palácio de Schönbrunn, Áustria 1830 - Viena, Áustria 1916
imperador da Áustria e rei da Hungria (1848-1916). Era filho do arquiduque Francisco Carlos e sobrinho do imperador Fernando I. Quando este último abdicou em 1848, Francisco José sucedeu-o no trono. Instituiu uma política autoritária apoiada no exército, na polícia e em uma poderosa burocracia. Durante o seu reinado, submeteu os revolucionários, os liberais e as minorias não-alemãs do Império a uma forte repressão. Destituiu dos seus cargos todos os suspeitos de estarem ligados ao liberalismo (1851), concedeu importantes privilégios ao clero (Concordata de 1855) e empregou uma política de germanização do território. Depois da derrota frente à Itália e da perda da Lombardia (1859), a sua política na Alemanha tornou-se mais radical (tratados de 1863) e levou-o a aliar-se com a Prússia. Em 1861, perante a pressão dos alemães e dos húngaros, promulgou uma patente de inspiração centralizadora que foi rejeitada por húngaros e tchecos. A derrota imposta pelos prussianos em Sadowa (1866) significou a perda das possessões austríacas na Alemanha e na Itália. Francisco José uniu-se então aos húngaros e em 1867 reconhecia a existência de dois Estados iguais, o Império da Áustria e o Reino da Hungria. Na Áustria estabeleceu um regime parlamentar, mas o conflito com as nacionalidades, em especial com os tchecos, não teve solução. A sua rivalidade com a Rússia pela questão dos Bálcãs induziu-o a assinar uma aliança com o Reich (Dúplice, 1879). Em 1907, voltou para o regime liberal e instituiu o sufrágio universal, reforçando a sua aliança com a Alemanha (1912), mas a união Bósnia-Herzegovina (1908) foi motivo de conflitos. O assassinato do seu sobrinho Francisco Fernando (28 de junho de 1914) foi o detonante da I Guerra Mundial. Francisco José morreu durante o conflito, antes da desintegração do seu Império.

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