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Guadalupe (território do ultramar da França)
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Guerra Mundial, Segunda (conflito bélico)
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Habsburgo, casa de (dinastia)
Hallstatt, cultura de
Haute-Corse (departamento da França)
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Haute-Saône (departamento da França)
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Haute-Vienne (departamento da França)
Hauts-de-Seine (departamento da França)
Hérault (departamento da França)
Holanda, Guerra da (conflito)
Hugo, Victor (escritor francês)
huguenotes ou de religião, Guerra dos (guerra)
Île-de-France (região da França)
Ille-et-Vilaine (departamento da França)
Império Francês, Primeiro (regime de governo)
Indre (departamento da França)
Indre-et-Loire (departamento da França)
Isère (departamento do SE da França)
Jacquerie, Revolta da (revoltas)
Joana d'Arc, Santa (heroína francesa)
Jospin, Lionel (político francês)
Jura (departamento do L da França)
Kandinski, Vassili (pintor russo naturalizado alemão e posteriormente francês)
La Bruyère, Jean de (escritor francês)
La Tène, cultura (cultura)
Lages, Vinicius (agrônomo e administrador público brasileiro)
Landes (departamento da França)
Landes (região de França)
Languedoc-Rossilon (região da França)
Lascaux (gruta)
Limousin (região da França)
Loire (departamento da França)
Loire (rio da França)
Loire-Atlantique (departamento da França)
Loiret (departamento da França)
Loir-et-Cher (departamento da França)
Lorena (região geográfica, histórica e administrativa da França)
Lot (departamento da França)
Lot-et-Garonne (departamento da França)
Lozère (departamento da França)
Maciço Central (região montanhosa do centro da França)
Madame Bovary (romance)
magdalenense
Maine-et-Loire (departamento da França)
Maio de 1968 ou Maio francês (acontecimentos)
Mancha, canal da (braço de mar)
Manche, La (departamento da França)
Marne (departamento do NE da França)
Marne (rio do NE da França)
Marquet, Albert (pintor e gravador francês)
Martinica (departamento ultramarino da França)
Matisse, Henri (pintor francês)
Mayenne (departamento Francês)
Mayotte (território ultramarino francês)
Melanésia (região histórico-geográfica da Oceania)
Méliès, Georges (diretor de cinema francês)
Meurthe-et-Mosselle (departamento da França)
Meuse (departamento da França)
Midi-Pyrénées (região da França)
Mitterrand, François (político francês)
Molière (comediógrafo francês)
Monte Branco, maciço do (maciço dos Alpes Graios)
Morbihan (departamento da França)
Mosa (rio da Europa Ocidental)
Mosela (departamento da França)
musteriense
Nantes ou Tolerância, Édito de (documento)
Napoleão I (imperador da França)
napoleônico, a
Napoleônico, Império (conjunto de territórios)
Náusea, A (romance)
Neandertal, homem de (restos fósseis)
Nerval, Gérard de (escritor francês)
Nêustria (reino franco)
nobreza
Nord (departamento da França)
Nord-Pas-de-Calais (região administrativa da França)
Normandia (região geográfica e histórica da França)
Normandia, desembarque da (operação militar)
normando, a
nouveau roman (tendência literária)
nouvelle vague (movimento cinematográfico)
Nova Caledônia (ilha do oceano Pacífico)
O Antigo Regime: revolução francesa
O fim do Antigo Regime
Oise (departamento da França)
Oito, grupo dos (G-8) (denominação)
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) (organização militar intergovernamental)
Orne (departamento da França)
Paris (cidade da França)
Paris, escola de (grupo de artistas)
Paris, Tratado de (tratado)
Paris, Tratado de (tratado)
Pas-de-Calais (departamento da França)
Pasteur, Louis (químico e microbiólogo francês)
Pays de la Loire (região da França)
Pepino III o Breve (rei dos francos)
Périgord (região geográfica e histórica da França)
Pétain, Philippe (militar e estadista francês)
Picabia, Francis (pintor francês)
Pireneus (cordilheira da Europa)
Pireneus, Paz ou Tratado dos (tratado)
Plantageneta (dinastia inglesa)
Poitou (região geográfica e histórica do O da França)
Poitou-Charentes (região de França)
Polinésia Francesa (território ultramarino da França)
protestante
Proust, Marcel (escritor francês)
Provença (região geográfica e histórica do SE da França)
Puy-de-Dôme (departamento da França)
Pyrénées-Atlantiques (departamento da França)
Pyrénées-Orientales (departamento da França)
Quercy (região natural e histórica da França)
religião, guerras de (conflito)
Renano, maciço xistoso (relevo da Europa Ocidental)
Reno (rio da Europa Centro-Ocidental)
Reunião (departamento do ultramar da França)
Rhône (departamento da França)
Rhône-Alpes (região administrativa da França)
Ribeiro, Renato Janine (professor, pensador e administrador público brasileiro)
Richelieu, Armand-Jean du Plessis de, cardeal de (estadista francês)
Ródano (rio da Europa)
roman courtois
Roman de la Rose (poema alegórico e didático francês)
Roman de Renart (coleção de poemas narrativos franceses)
Rouault, Georges (pintor e gravador francês)
Sagunto, Batalha de (conflito bélico)
Saint Pierre e Miquelon (arquipélago da França)
São Luís (município do Brasil)
Saône-et-Loire (departamento da França)
Sarthe (departamento da França)
Savoia (departamento da França)
Seine-et-Marne (departamento da França)
Seine-Maritime (departamento do N da França)
Seine-Saint-Denis (departamento da França)
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) (programa de atendimento médico brasileiro)
Sete Anos, Guerra dos (conflito bélico)
Sete, Grupo dos (G-7) (grupo)
solutrense
Somme (departamento da França)
suevo, a
Tarn (departamento da França)
Tarn-et-Garonne (departamento da França)
Templários, Ordem dos (ordem monástica-militar)
Tène, La (jazida pré-histórica)
Terror branco (conjunto de ações repressivas)
Thiers, Adolphe (político e historiador francês)
Tour de France (corrida de ciclismo)
Trafalgar, Batalha de (batalha)
Trois Frères (gruta)
Truffaut, François (cineasta francês)
Tulherias, assalto às (revolta)
União Europeia (UE) (comunidade supranacional)
Val-de-Marne (departamento da França)
Val-d'Oise (departamento da França)
Valéry, Paul-Ambroise (escritor francês)
Valois (condado da França)
vândalo, a
vanguarda
Var (departamento da França)
Vaucluse (departamento Francês)
Vendée (departamento da França)
Vendée, Guerra de (insurreição)
Verdun, Tratado de (acordo)
Vermelho e o Negro, O (romance)
Versailles, Tratado de (acordo)
Vestfália, tratados de (acordos)
Vieira, Mauro (diplomata brasileiro)
Viena, Congresso de (reuniões)
Vienne (departamento da França)
Vigny, Alfred de (poeta francês)
visigodo, a
Vlaminck, Maurice de (pintor francês)
Vosges (departamento da França)
Vosges (maciço montanhoso de França)
Wallis e Futuna (território do ultramar da República Francesa)
Waterloo, Batalha de (batalha)
Yonne (departamento da França)
Yvelines (departamento da França)
Zurique, batalhas de (conflitos bélicos)
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EV
França
République Française
 Forma de governorepública
 Superfície543.965 km²
 Localidade63.409.191 habitantes (francês, sa)
 CapitalParis (2.125.246 hab.)
 Principais cidades Marselha (798.430 hab.)
Lyon (445.452 hab.)
Toulouse (390.350 hab.)
Nice (342.738 hab.)
Nantes (270.251 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa ocidental. Limitado ao NE pela Bélgica, Luxemburgo e Alemanha; ao SE pela Alemanha, Suíça e Itália; ao S, pela Espanha e Andorra. Ao N é banhado pelo mar do Norte, ao L pelo Mediterrâneo e ao O pelo oceano Atlântico. O canal da Mancha separa-o da Inglaterra. Com uma superfície de 543.965 km² e uma população de 63.409.191 habitantes, divide-se em 95 departamentos, agrupados em 22 regiões, sendo uma (Córsega) autônoma. A estes territórios continentais juntam-se 4 departamentos de ultramar, 4 territórios de ultramar e os territórios com estatuto particular. Capital: Paris. Língua oficial: francês. A religião mais difundida écatólica.

Estrutura administrativa da França

Regiões Departamentos

Superfície (km2)

População

Capital

População

Bretanha

27.208

2.906.197

Rennes

Côtes-d'Armor

6.877

542.373

Saint-Brieuc

46.087

Finistère

6.733

852.418

Quimper

63.238

Ille-et-Vilaine

6.775

867.533

Rennes

206.229

Morbihan

6.823

643.873

Vannes

51.759

Île-de-France

12.012

10.952.011

Paris

Essonne

1.804

1.134.238

Évry

49.437

Hauts-de-Seine

176

1.428.881

Nanterre

84.281

Paris

105

2.125.246

Paris

Seine-et-Marne

5.915

1.193.767

Melun

35.695

Seine-Saint-Denis

236

1.382.861

Bobigny

44.079

Val-de-Marne

245

1.227.250

Créteil

82.088

Val-d'Oise

1.246

1.105.464

Cergy-Pontoise

82.275

Yvelines

2.285

1.354.304

Versailles

85.726

Champagne-Ardenne

25.606

1.342.363

Châlons-en-Champagne

Ardennes

5.229

290.130

Charleville-Mézières

57.008

Aube

6.004

292.137

Troyes

60.958

Marne

8.162

565.229

Châlons-en-Champagne

47.339

Haute-Marne

6.211

194.873

Chaumont

27.041

Picardia

19.400

1.857.834

Amiens

Aisne

7.369

535.842

Laon

26.265

Oise

5.861

766.441

Beauvais

55.392

Somme

6.170

555.551

Amiens

135.501

Alta Normandia

12.317

1.780.192

Rouen

Eure

6.039

541.054

Évreux

51.198

Seine-Maritime

6.278

1.239.138

Rouen

106.592

Centro

39.151

2.440.329

Orléans

Cher

7.235

314.426

Bourges

72.480

Eure-et-Loir

5.880

407.665

Chartres

40.361

Indre

6.791

231.139

Châteauroux

49.632

Indre-et-Loire

6.127

554.003

Tours

132.820

Loiret

6.775

618.126

Orléans

113.126

Loir-et-Cher

6.343

314.968

Blois

49.171

Nord-Pas-de-Calais

12.414

3.996.588

Lille

Nord

5.742

2.555.020

Lille

184.657

Pas-de-Calais

6.672

1.441.568

Arras

40.590

Lorena

23.547

2.310.376

Metz

Meurthe-et-Moselle

5.241

713.799

Nancy

103.605

Meuse

6.216

192.198

Bar-le-Duc

16.944

Mosela

6.216

1.023.447

Metz

123.776

Vosges

5.874

380.952

Épinal

35.794

Alsácia

8.280

1.734.145

Estrasburgo

Baixo Reno

4.755

1.026.120

Estrasburgo

264.115

Alto Reno

3.525

708.025

Colmar

65.136

Franco-Condado

16.202

1.117.059

Besançon

Territoire de Belfort

609

137.408

Belfort

50.417

Doubs

5.234

499.062

Besançon

117.733

Jura

4.999

250.857

Lons-le-Saunier

18.483

Haute-Saône

5.360

229.732

Vesoul

17.168

Baixa Normandia

17.589

1.422.193

Caen

Calvados

5.548

648.385

Caen

113.987

La Manche

5.938

481.471

Saint-Lô

20.090

Orne

6.103

292.337

Alençon

28.935

Pays de la Loire

32.082

3.222.061

Nantes

Loire-Atlantique

6.815

1.134.266

Nantes

270.251

Maine-et-Loire

7.166

732.942

Angers

151.279

Mayenne

5.175

285.338

Laval

50.947

Sarthe

6.206

529.851

Le Mans

146.105

Vendée

6.720

539.664

La-Roche-sur-Yon

49.262

Limousin

16.942

710.939

Limoges

Corrèze

5.857

232.576

Tulle

15.553

Creuse

5.565

124.470

Guéret

14.123

Haute-Vienne

5.520

353.893

Limoges

133.968

Auvergne

26.013

1.308.878

Clermont-Ferrand

Allier

7.340

344.721

Moulins

21.892

Cantal

5.726

150.778

Aurillac

32.718

Haute-Loire

4.977

209.113

Le Puy-en-Velay

20.490

Puy-de-Dôme

7.970

604.266

Clermont-Ferrand

137.140

Poitou-Charentes

25.810

1.640.068

Poitiers

Charente

5.956

339.628

Angoulème

43.171

Charente-Maritime

6.864

557.024

La Rochelle

76.584

Deux-Sèvres

5.999

344.392

Niort

56.663

Vienne

6.991

399.024

Poitiers

88.448

Aquitânia

41.308

2.908.359

Bordéus

Dordogne

9.060

388.293

Périgueux

30.193

Gironda

10.000

1.287.334

Bordéus

215.363

Landes

9.242

327.334

Mont-de-Marsan

29.489

Lot-et-Garonne

5.361

305.380

Agen

30.170

 Pyrénées-Atlantiques

7.645

600.018

Pau

78.732

Borgonha

31.582

1.610.067

Dijon

Côte-dOr

8.763

506.755

Dijon

149.867

Nièvre

6.817

225.198

Nevers

40.932

Saône-et-Loire

8.575

544.893

Mâcon

34.469

Yonne

7.427

333.221

Auxerre

37.790

Rhône-Alpes

43.698

5.645.407

Lyon

Ain

5.762

515.270

Bourg-en-Bresse

40.666

Ardèche

5.529

286.023

Privas

9.170

Drôme

6.530

437.778

Valence

64.260

Isère

7.431

1.094.006

Grenoble

153.317

Loire

4.781

728.524

Saint-Étienne

180.210

Rhône

3.249

1.578.869

Lyon

445.452

Savóia

6.028

373.258

Chambéry

55.786

Alta Savóia

4.388

631.679

Annecy

50.348

Languedoc-Roussillon

27.376

2.295.648

Montpellier

Aude

6.139

309.770

Carcassonne

43.950

Gard

5.853

623.125

Nîmes

133.424

Hérault

6.101

896.441

Montpellier

197.231

Lozère

5.167

73.509

Mende

11.804

Pyrénées Orientáis

4.116

392.803

Perpignan

105.115

Provença-Alpes-Côte d'Azur

31.400

4.506.151

Marselha

Alpes-de-Haute-Provence

6.925

139.561

Digne-les-Bains

16.064

Hautes-Alpes

5.549

121.419

Gap

36.262

Alpes-Maritimes

4.299

1.011.326

Nice

342.738

Bouches-du-Rhône

5.087

1.835.719

Marselha

798.430

Var

5.973

898.441

Toulon

160.639

Vaucluse

3.567

499.685

Avignon

88.312

Midi-Pyrénées

45.348

2.551.687

Toulouse

Ariège

4.890

137.205

Foix

9.109

Aveyron

8.735

263.808

Rodez

23.707

Haute-Garonne

6.309

1.046.338

Toulouse

390.350

Gers

6.257

172.335

Auch

21.838

Lot

5.217

160.197

Cahors

20.003

Hautes-Pyrénées

4.464

222.368

Tarbes

46.275

Tarn

5.758

343.402

Albi

46.274

Tarn-et-Garonne

3.718

206.034

Montauban

51.855

Córsega

8.680

260.196

Ajaccio

Haute-Corse

4.666

141.603

Bastia

37.884

Corse-du-Sud

4.014

118.593

Ajaccio

52.880

Departamentos  ultramarinos

Guadalupe

1.703

422.496

Basse-Terre

12.410

Guiana Francesa

83.534

157.213

Cayenne

50.594

Martinica

1.128

381.427

Fort-de-France

94.049

Reunião

2.510

706.300

Saint-Denis

142.600

Territórios ultramarinos        

Nova Caledónia

19.058

214.000

Nouméa

76.293

Polinésia Francesa

4.000

219.521

Papeete

25.553

Colectividade territorial da República Francesa

Mayotte

374

152.000

Dzaoudzi

10.792

Saint Pierre e Miquelon

242

7.000

Saint Pierre

5.700


GeografiaMeio físico• Geomorfologia e hidrografia O território francês caracteriza-se, morfologicamente, por uma diferença acentuada entre as diversas regiões. Ao N, estende-se a área produtiva de carvão, limitada pelo relevo, pouco acidentado, das Ardenas. A bacia de Paris possui um apêndice oriental, na região da Lorena, entre as Ardenas e os Vosges, com elevações de perfil arredondado (ballons) que limitam a planície da Alsácia. Ao S dos Vosges, tem início a meseta do Jura, que é sulcada por vales profundamente encaixados. Ao SE, estende-se o vale do Ródano, ao S, entre o maciço Central e os extremos alpinos. O setor francês dos Alpes culmina em diversos maciços graníticos, entre os quais o Monte Branco na Savoia, e desce para o S, até dar origem à recortada Côte d'Azur. O maciço Central, com numerosos cones vulcânicos (puys), prolonga-se para o SE pela cadeia das Cevenas até a planície do Languedoc, que chega até o mar formando uma costa baixa com numerosas lagunas, e desce para o O, para a bacia da Aquitânia, limitada ao S pelos Pireneus, uma cadeia apenas facilmente franqueável pelos seus extremos. A planície da Aquitânia está ligada às planícies costeiras atlânticas e estas às que se estendem nos extremos do maciço Armoricano, na Bretanha e na península de Contentin. A Normandia é o ponto de união entre as bacias do Sena e do Loire. As principais bacias fluviais são as do Sena, do Loire e do Garone (na vertente atlântica) e a do Ródano (na vertente mediterrânea). As bacias encontram-se separadas por linhas divisórias de águas pouco marcadas, fato que permite a conexão artificial entre o Loire e o Sena; este último, por sua vez, está ligado com as redes do Mosa e do Reno, o que acontece também com o Sâone. A rede de canais navegáveis tem um comprimento aproximado de 5.700 km.• Clima e vegetação A maior parte da França tem um clima atlântico, que, nas zonas do interior, apresenta características do clima sub-atlântico, mais continental e menos úmido. Ao S do maciço Central e na vertente S dos Alpes, predomina um clima mediterrâneo. Na região dos Alpes e dos Pireneus, o clima, muito mais rigoroso, apresenta características do clima alpino. Na região de clima atlântico e sub-atlântico, a precipitação média anual é de 1.000 mm. Esta ultrapassa os 2.000 mm, nas vertentes montanhosas, expostas aos ventos úmidos de NO. Na área mediterrânea, a precipitação anual apenas ultrapassa 500 mm. As temperaturas registram diferenças acentuadas entre as regiões litorais atlânticas e as interiores. Abundam as florestas caducifólias, com espécies típicas da região atlântica europeia. Nas regiões mais frias do Jura e dos Alpes, aparecem as florestas coníferas. No Midi, a paisagem vegetal é mais pobre, com espécies típicas da área mediterrânea.População e povoamentoA densidade média é de 112 hab./km2. No entanto, a distribuição populacional é muito desigual, em função de fatores como a evolução urbana e o desenvolvimento da atividade industrial. A densidade é baixa nos Pireneus, Auvergne, Limousin e Dordogne e elevada nas regiões mais industrializadas como Nord, o vale médio do Ródano em redor de Lyon, Alsácia, a faixa litoral da Normandia e a parte costeira mediterrânea. A região de Île-de-France, por influência de Paris, registra a densidade mais elevada (912 hab./km2). Entre o Ródano e os Alpes, situam-se as cidades importantes como Lyon, centro financeiro, industrial e de comunicações; Grenoble, centro coordenador da região alpina; Marselha, principal porto do Mediterrâneo; e Nice. Na bacia da Aquitânia, a principal cidade é Toulouse. Na costa atlântica, Nantes é o principal centro urbano e, no eixo do Reno, destaca-se Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu.Estrutura econômicaA França é um dos países mais desenvolvidos do mundo, com uma renda per capita elevada e uma taxa de crescimento superior à de muitos países da União Europeia. É de destacar o setor de serviços (especialmente o denominado terciário superior), representado pelos setores de pesquisa e de desenvolvimento financeiro. É, depois dos EUA, Reino Unido e Países Baixos, o país ocidental com maior poder de captação de investimento estrangeiro. O turismo é outro dos setores econômicos mais desenvolvidos.• Agricultura, pecuária e pesca Com uma rica agricultura, em muitas produções situa-se à frente no mundo. Cerca de um quarto do território está cultivado com cereais, principalmente, trigo, milho e cevada. A uva está na base de uma rica e prestigiada indústria vinícola e de licores, que faz da França o segundo produtor mundial, com famosas denominações de origem. A pecuária conta com um número considerável de cabeças de gado, especialmente bovino, para a criação de carne, leite, manteiga e queijo. Da exploração das florestas, que ocupam a quarta parte do território, advém a madeira destinada à construção e à indústria de papel. A pesca é uma atividade tradicional, com numerosos portos de pesca ao longo da costa atlântica e do canal da Mancha.• Exploração mineira e indústria Os principais centros de extração de carvão e ferro localizam-se na bacia de Lorena. Outros minerais cuja produção é considerável são a bauxita e o urânio. A energia elétrica tem, principalmente, fonte nuclear. No setor siderúrgico, destaca-se a produção do aço. O setor metalúrgico é representado pela metalurgia do alumínio, cobre, chumbo e zinco. As refinarias de petróleo localizam-se na região do baixo Sena, na foz do Ródano e do Gironda. O país conta com uma extensa rede de oleodutos. Indústria mecânica e eletromecânica (meios de transporte, maquinaria e motores), têxtil e química (setores muito dinâmicos da economia francesa). A França é o quarto produtor mundial de automóveis e terceiro de pneus. A indústria aeronáutica dispõe de uma tecnologia muito avançada.• Infraestruturas de comunicação e balança comercial A rede de estradas é uma das mais densas do mundo, com mais de 980.000 km de comprimento. A rede ferroviária (32.515 km) apresenta um traçado radial cujo centro é Paris. O TGV, com velocidade igual ou superior a 270 km/h, tem uma rede própria de mais de 1.200 km. Em 1994, foi inaugurado o túnel ferroviário sob o canal da Mancha entre Calais e Folkestone. No que diz respeito ao tráfego aéreo, Paris é uma das principais escalas da Europa. Outros aeroportos: Marselha, Nice, Lyon e Bordéus. No tráfego marítimo, os portos mais movimentados são os de Marselha, Le Havre, Dunquerque e Bordéus.
França Mapa econômico
HistóriaPré-HistóriaO Paleolítico Inferior caracteriza-se pelas indústrias abbevilense e acheulense (de há cerca de 300.000 anos). Numerosos e importantes são os vestígios pertencentes ao Paleolítico Médio (de há cerca de 90.000 e 30.000 anos), ao qual se associa o homem de Neandertal. Entre as estações pré-históricas deste período, destacam-se as que pertencem ao período mustierense. Nas últimas fases da época Glacial, houve uma grande difusão de culturas do Paleolítico Superior (entre 30.000 e 9.000 anos atrás), promovida pelo Homo sapiens sapiens, tais como a aurinhacense, gravetense, solutrense ou a magdalenense . Esta etapa também se caracteriza por uma vigorosa atividade artística, especialmente no que se refere à pintura e às gravuras rupestres (Lascaux, Trois frères, etc.) e à arte mobiliária (vênus e outras peças artísticas). Durante o Mesolítico (entre os milênios X e VI a.C.), apareceram numerosos pontos de fixação de povos dedicados à pesca e à caça, e difundiram-se novos períodos culturais como o azilense. As principais correntes culturais neolíticas apareceram a partir do VII milênio a.C., de tipo mediterrâneo ao sul e danubiano ao norte. Entre o V e o III milênio a.C., floresceu a civilização megalítica, cujo expoente máximo se encontra em Carnac, e iniciou-se a Idade do Cobre. Em meados do II milênio a.C., desenvolveu-se a cultura do bronze e, por volta do ano 1000 a.C., começou a Idade do Ferro, durante a qual os celtas ocuparam o território.Da criação da Gália ao Reino FrancoA França atual ocupa parte do território da Gália, uma extensa região compreendida entre os Pireneus e o Reno, povoada por celtas gauleses, na qual se desenvolveu a cultura de Hallstatt e de La Tène, durante o I milênio a.C. A partir do séc. VI a.C., no litoral mediterrâneo, os gregos fundaram várias colônias, entre as quais Massalia (a atual Marselha). No final do séc. II a.C., os romanos iniciaram a ocupação da Gália pelo S e criaram a primeira província transalpina, a Provintia Romana (atual Provença). A conquista do território gaulês foi completada por Júlio César, em meados do séc. I a.C. A partir do séc. III d.C., deu-se a invasão de vários povos germânicos provenientes da parte E do Reno e, a partir do final do séc. IV, estes invadiram significativamente a maior parte do território, provocando a queda do Império Romano do Ocidente. Entre eles, destacaram-se os suevos, os vândalos, os alanos, os burgúndios e os visigodos, que se instalaram na parte meridional da Gália e que foram progressivamente empurrados para o S pelos francos. Estes adotaram o catolicismo no final do séc. V. Depois da nomeação do seu chefe Clodoveu (496), conseguiram dominar uma grande parte da antiga Gália e fixaram a capital em Paris. Entre os sécs. VI e VIII, o reino franco sofreu várias fragmentações, como a que levou à criação dos reinos de Austrásia e Nêustria, no N, e de Provença, Borgonha e Aquitânia, no S, sendo a autoridade do rei franco mais nominal do que real. A dinastia carolíngiaNo início do séc. VIII, o rei franco Carlos Martel deu nome à dinastia carolíngia e parou o avanço dos árabes que já dominavam a Península Ibérica, em Poitiers (732). O seu filho Pepino o Breve, foi proclamado rei pela Assembleia dos Pares. Dois anos mais tarde, interveio na Itália em apoio do papa Estêvão II, derrotando os lombardos e assegurando ao papado as províncias bizantinas da Itália central e a autoridade sobre Roma. O filho de Pepino, Carlos Magno, conquistou o Reino lombardo e entrou em Roma (774), recebido pelo papa Adriano I. Combateu os saxões e outros povos germânicos, e foi coroado imperador (800). O Império Carolíngio significou um projeto efêmero de unificação da Europa ocidental cristã através de uma renovação cultural e de uma estrutura jurídico-administrativa que estabeleceu as bases do feudalismo. A unidade do Império não sobreviveu ao seu filho Ludovico Pio (Luís I o Piedoso), cujos filhos, Carlos II o Calvoe Luís II o Germânico, se aliaram, como consta no Juramento de Estrasburgo (primeiro texto escrito em língua protofrancesa) contra o filho mais velho, Lotário, para impor a tripartição do Império, aprovada pelo Tratado de Verdun (843). Carlos recebeu um vasto território que constituiu o reino da França, do qual foi primeiro rei. Durante os sécs. IX e X, o reino foi atacado repetidamente pelos normandos, que finalmente se fixaram na região a que deram nome a Normandia.
França Carlos II o Calvo recebe um exemplar da Bíblia das mãos de um abade, miniatura do séc. IX (Biblioteca Nacional, Paris, França)
Do início dos Capetos à consolidação do ReinoA dinastia carolíngia foi substituída pela dos Capetos em 987, quando Hugo Capeto subiu ao trono; o seu domínio real limitava-se à região de Paris. O poder político estava nas mãos dos príncipes dos grandes ducados e condados que formavam o reino (Borgonha, Aquitânia, Gasconha, Flandres, Toulouse ou Normandia). Entre eles, destacou-se o duque da Normandia, Guilherme I o Conquistador, que, depois de ter vencido os anglo-saxões na batalha de Hastings, subiu ao trono da Inglaterra. A intervenção do rei francês, Luís VI, nos litígios familiares dos descendentes de Guilherme foi a origem dos conflitos franco-ingleses que marcaram a Baixa Idade Média. O seu filho, Luís VII o Jovem, casou-se (1137) com Leonor de Aquitânia, cujos domínios feudais se estendiam por uma grande parte do S e do O da França. Quando se divorciaram, Leonor ofereceu o seu dote a Henrique Plantageneta, conde de Anjou e rei da Inglaterra. A Luís VII (1180) sucedeu o filho, Filipe II Augusto, que, depois de ter participado com o rei da Inglaterra, Ricardo Coração de Leão, na III Cruzada, reconquistou os territórios em poder dos Plantagenetas, na Batalha de Bouvines (1214). No interior, Filipe Augusto reorganizou a administração e a justiça, e fez da burguesia urbana o suporte da monarquia. Em 1226, Luís IX o Santo herdou o trono e, após a regência da sua mãe, Branca de Castela, consolidou o poder real e a estabilidade do Reino.A Guerra dos Cem AnosNo início do séc. XIV, Filipe IV o Belo designou como papa um bispo francês, que, em agradecimento, mudou a sede pontifícia para Avignon e dissolveu a Ordem dos Templários. Quando Carlos IV morreu, o último dos Capetos em linha direta, para evitar que Eduardo III da Inglaterra fizesse valer os seus direitos ao trono francês, os Estados Gerais determinaram que a Coroa passasse para Filipe de Valois, sobrinho de Filipe o Belo. O conflito entre o monarca inglês e o francês, agravado pela rivalidade pelo domínio de Flandres, esteve na origem política da Guerra dos Cem Anos. Paralelamente ao litígio dinástico, houve numerosos conflitos de caráter social, como a Jacquerie, uma revolta de camponeses encabeçada por Étienne Marcel, em Paris. No início do séc. XV, perante a demência do rei Carlos VI, formaram-se duas facções, os borguinhões, partidários do duque de Borgonha, liderados por João Sem Medo, e os armanhaques, partidários do duque de Orléans e do seu sogro, Bernardo VII de Armagnac. A intervenção dos ingleses a favor dos borguinhões, e a sua vitória na batalha de Azincourt (1415), conduziu à assinatura do tratado de Troyes (1420), que previa a subida de Henrique V, inglês, ao trono da França. No entanto, após a libertação de Orléans, Joana d'Arc conseguiu convencer Carlos VII a dirigir-se para Reims para ser coroado. Em 1453, os ingleses saíram da França. Luís XI sucedeu (1461) o rei Carlos VII e, depois de ter derrotado Carlos o Temerário, duque de Borgonha, empenhou-se em combater o feudalismo.Os Valois-Orléans e as guerras religiosasQuando Carlos VIII (1498) morreu, último representante dos Valois, a coroa passou para Luís XII, dos Valois-Orléans. Este teve de fazer frente ao poder do imperador Maximiliano da Áustria, avô de Carlos V, também herdeiro da monarquia espanhola. Em 1515, a coroa passou para Francisco I, que, na Itália, teve de enfrentar, várias vezes, as tropas de Carlos V. Este litígio deu origem a quatro guerras, entre 1521 e 1544, durante as quais Francisco I chegou a aliar-se aos protestantes alemães e aos turcos para confrontar o poder dos Habsburgo. Durante o reinado de Francisco I, o absolutismo real foi reforçado e introduzido, na França, o Renascimento italiano, especialmente através de Leonardo da Vinci. O sucessor de Francisco I foi Henrique II, que teve de assumir que a Paz de Château-Cambrésis (1559) consolidasse a hegemonia dos Hasburgo na Itália. Catarina de Médici, mulher de Henrique II, governou durante 30 anos, em nome dos filhos, enquanto se processavam as Guerras de religião entre protestantes e católicos (1562). Em 1589, após o assassinato de Henrique III, o trono deveria passar para Henrique de Navarra. Como este era protestante, tanto os católicos como Filipe II se opuseram a esta sucessão. Henrique IV, depois de ter abdicado ao protestantismo, foi reconhecido como rei, iniciando-se, assim, o reinado da casa dos Bourbon (1593). Em 1598, decretou o Édito de Nantes, através do qual concedia aos huguenotes a liberdade de culto e direitos civis iguais aos dos católicos, o que permitiu a pacificação do país.Os BourbonEm 1610, enquanto se praticava uma política contra os Habsburgo, Henrique IV morreu assassinado e a sua viúva, Maria de Médici, assumiu a regência em nome do filho, Luís XIII. Este deixou o governo nas mãos de Armand de Richelieu, cuja política consistiu em destruir o partido político protestante, em enfraquecer o poder da nobreza para consolidar a monarquia e enfraquecer a casa austríaca. Durante quase 20 anos (1624-1642), exerceu um poder ditatorial. Após a morte de Luís XIII (1643), a sua mulher, Ana da Áustria, assumiu a regência juntamente com o cardeal Mazarino, que continuou a política de Richelieu. Após os tratados de Vestfália, em que a França obteve a Alsácia, foi assinado oTratado dos Pireneus com a Espanha, passando o Roussillon ao território francês. Após a morte de Mazarino, Luís XIV exerceu um poder sem limites, bem ilustrado na frase: "o Estado sou eu". Governou com os seus ministros, escolhidos entre a burguesia e a nobreza de toga. A sua política religiosa orientou-se no sentido da submissão da Igreja à Coroa, reforçando a separação entre o poder real e a autoridade do papa (1682). Reprimiu, também, os huguenotes (revogação do Édito de Nantes, 1685). No âmbito internacional, a sua política expansionista levou a França a atingir o apogeu. Durante o séc. XVII, a França entrou em conflito com a expansão colonial inglesa, em territórios da América do Norte. Após a morte de Luís XIV, Luís XV subiu ao trono sob a regência de Filipe de Orléans. Este período foi marcado por um grande escândalo financeiro, a ruína de João Law (1720). Naquele tempo, estava em formação uma classe nova, a burguesia de homens de negócios e de toga, cujos filhos e netos desencadeariam a revolução. Em meados do séc. XVIII, a França interveio em vários conflitos europeus, como a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), na qual combateu ao lado da Áustria. Esta guerra terminou com o Tratado de Paris (1763), pelo qual a França renunciava a grande parte dos seus territórios ultramarinos. Luís XVI, sucessor de Luís XV, teve de enfrentar a crise econômica, fator que levou à Revolução de fevereiro de 1848.A Revolução e o Império NapoleônicoEm maio de 1789, Luís XVI convocou os Estados Gerais, o que resultou em uma situação revolucionária. Com a criação da Assembleia Nacional Constituinte em julho, o absolutismo dava lugar a uma monarquia constitucional e, com a tomada da Bastilha e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, foi abolido o Antigo Regime. Em 1792, a Convenção proclamou a República e Luís XVI foi executado em janeiro de 1793. Instituído um governo revolucionário, surgiu o Comitê de Salvação Pública, o seu órgão principal, através do qual Robespierre se tornou o chefe supremo da revolução. Com a queda de Robespierre, a Convenção substituiu o governo revolucionário pelo governo do Diretório (1795). Quatro anos mais tarde, após um golpe de Estado, o general Napoleão Bonaparte foi nomeado primeiro-cônsul e, em 1804, fez-se coroar imperador ( Napoleão I). De 1803 a 1814, a Europa esteve mergulhada nas guerras napoleônicas, durante as quais dominou direta ou indiretamente a maior parte do continente europeu, desde Portugal até a Rússia. No entanto, após várias derrotas e inúmeras baixas no exército francês, Napoleão abdicou, em 1814, e a sua derrota definitiva deu-se na Batalha de Waterloo (1815).
França Detalhe de A Coroação de Napoleão, por Jacques Louis David (Museu do Louvre, Paris, França)
A monarquia foi restaurada com a subida ao trono de Luís XVIII.Da Restauração ao II ImpérioO reinado de Luís XVIII foi marcado por um conservadorismo moderado. O movimento reacionário intensificou-se no reinado de Carlos X (1824). Devido a algumas medidas que desagradaram à opinião pública, Carlos X foi deposto em 1830. No entanto, o trono passou para Luís Filipe I, filho do duque de Orléans. A Revolução Francesa de 1848 levou à queda da monarquia dos Orléans e à formação de um governo provisório que decretou o restabelecimento do sufrágio universal. Perante o surto revolucionário que se formava, os bonapartistas conseguiram, facilmente, o apoio de todas as tendências políticas e elegeram o sobrinho de Napoleão, Luís Napoleão Bonaparte, como presidente. Este restabeleceu o Império e foi coroado imperador. A Guerra da Crimeia (1854-1856), a ajuda prestada na unificação italiana em troca de Nice e Savoia (1860), as conquistas coloniais (Cochinchina, 1862; Camboja, 1863), o tratado comercial com o Reino Unido e o desenvolvimento econômico, consolidaram o prestígio de Napoleão. No entanto, o insucesso da aventura do México e a grande tensão com a Prússia desgastaram o Império. A Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) precipitou os acontecimentos. Após a derrota de Sedan, as forças republicanas reagiram com um governo de defesa nacional. A guerra terminou com a rendição de Paris, mas, em 1871, o povo, temendo a maioria monárquica da nova Assembleia Nacional, revoltou-se: A Insurreição da Comuna de Paris. Esta revolta foi reprimida por Thiers.A III República e os dois conflitos mundiaisA paz com a Prússia implicou a perda da Alsácia e de parte da Lorena ao Império Alemão. Por outro lado, as tentativas para restaurar a monarquia fracassaram e a República reforçou-se, com a implementação do ensino laico gratuito e obrigatório. Ao mesmo tempo, a França lançou-se na colonização da África e da Ásia. Internamente, surgiram vários escândalos (os casos Boulanger e Dreyfus) e conflitos laborais. Em 1893, a França realizou a aliança franco-russa, à qual o Reino Unido viria a aderir. Em agosto de 1914, a Alemanha declarou guerra à França, o que deu início à I Guerra Mundial. Após quatro anos de uma guerra de desgaste com elevados custos humanos e econômicos, a França e os seus aliados impuseram aos Impérios centrais o armistício, em novembro de 1918 (pelo qual a França recuperava a Alsácia e a Lorena), assim como a assinatura do Tratado de Versailles (1919). Os primeiros anos do pós-guerra foram marcados pela resistência alemã ao cumprimento do Tratado de Versailles e pela exigência da França em receber todas as indenizações. O Governo da unidade formado por Poincaré (1926) conseguiu equilibrar a situação econômica, mas a crise de 1929 fez-se sentir na França durante a década de 1930. Como reação às ameaças fascistas, surge, em 1936, a Frente Popular, uma coligação de comunistas, socialistas e radicais que obteve a maioria nas eleições legislativas. Quando L. Blum subiu ao poder, promoveu uma série de medidas que os moderados e as forças de direita reprovaram. Blum acabou por demitir-se, em 1937, e os moderados subiram ao poder; foram incapazes de travar as ambições de Hitler e Mussolini e optaram pela não intervenção na Guerra Civil espanhola. Após a invasão da Polônia pela Alemanha, a França e o Reino Unido declararam guerra a Hitler (setembro de 1939), dando início à II Guerra Mundial. Em maio de 1940, o exército alemão entrou na França, chegando a Paris em 14 de junho. O marechal Pétain assumiu o cargo de chefe de Estado e, perante a ocupação alemã, assinou a rendição. Dois terços do território francês estavam ocupados e eram controlados diretamente pelos nazistas. A França não-ocupada, cuja capital estava situada em Vichy, encontrava-se, também, na dependência do ocupante. Charles de Gaulle, através da rádio inglesa, apelava à resistência, que se ia organizando na clandestinidade. Em junho de 1943, De Gaulle criou o Comitê de Libertação Nacional, que viria a ser, um ano mais tarde, o governo provisório francês. Em agosto de 1944, na sequência do desembarque da Normandia, Paris foi libertada. A Alemanha retirou da França as suas tropas e rendeu-se em maio de 1945.A IV e a V RepúblicaEm novembro de 1945, reuniu-se uma Assembleia Constituinte e De Gaulle foi eleito presidente do governo provisório, abandonando o cargo pouco depois. A IV República, recém-criada, atravessou um período de profunda instabilidade política. A França aderiu à OTAN e teve de fazer face em enfrentar movimentos independentistas nas suas colônias. Por outro lado, o país envolveu-se em várias guerras (Guerra da Indochina, 1945-1954; intervenção ao lado do Reino Unido no Egito; Guerra da Argélia, 1954-1962), teve de dar a independência a Tunísia, a Marrocos, e teve de retirar-se da Indochina. De Gaulle subiu novamente ao poder em maio de 1958. A V República nasceu com a nova Constituição (setembro de 1958). Em janeiro de 1959, De Gaulle tornou-se presidente e promoveu a descolonização: em março foram assinados em Evian os acordos que reconheciam a independência da Argélia; os territórios africanos foram reagrupados em uma Comunidade Francesa, de vida efêmera, e foram reatadas as relações com os países árabes. Paralelamente, a França contribuía para a unidade europeia com a assinatura do Tratado de Roma (1957), que deu origem ao Mercado Comum Europeu. Em 1968, assistiu-se a vários movimentos de protesto, como o dos estudantes que se insurgiram contra o autoritarismo acadêmico e as estruturas burguesas capitalistas (maio de 68) e o das reivindicações da classe operária. Georges Pompidou (1969) sucedeu a De Gaulle. Após a morte de Pompidou (1974), Valéry Giscard d'Estaing, jovem líder dos republicanos independentes, ganhou as eleições ao candidato socialista François Mitterrand.As presidências desde MitterrandAs presidenciais de 1981 marcaram a vitória de Miterrand sobre Chirac. Em março de 1986, Chirac, líder do Reagrupamento para a República (RPR), tornou-se primeiro-ministro de um governo de coligação, a União para a Democracia Francesa (UDF). A principal novidade das eleições foi a subida da Frente Nacional (FN), partido da extrema direita de Jean-Marie Le Pen. As eleições presidenciais de 1988 confirmaram a vitória de Mitterrand. Tranquilizado pelos resultados que marcaram o declínio da FN, o socialista Michel Rocard formou um governo com tecnocratas e representantes centristas da UDF. As eleições legislativas de 1993 marcaram a derrota socialista e a vitória, com maioria absoluta, da coligação de centro-direita (RPR e UDF). Nas eleições presidenciais de 1995, Chirac foi eleito presidente. A decisão de Chirac de retomar os testes nucleares na Polinésia suscitou uma forte contestação internacional. Nas eleições legislativas de 1997, os socialistas obtiveram a maioria. A presidência de Chirac foi marcada por escândalos políticos e econômicos. Nas eleições presidenciais de 2002, passaram ao segunda turno Chirac e Le Pen. Perante o inquietante avanço da ultradireita, Chirac obteve, no segundo turno, o apoio de praticamente todos os partidos, sendo reeleito com mais de 80 % dos votos. Perante a derrota socialista, Jospin demitiu-se e Chirac nomeou, como primeiro-ministro, Jean Pierre Raffarin. Em setembro de 2002, o RPR dissolveu-se para integrar a União para a Maioria Presidencial, posterior União para o Movimento Popular (UMP), uma formação nova que pretende aglutinar os partidos de centro e de direita à volta da figura de Chirac. Durante o mandato de Chirac, a França e a Alemanha (eixo franco-alemão) mantiveram a mesma postura nas Nações Unidas perante a Guerra do Iraque, tal como em assuntos europeus, como a ampliação do Pacto de Estabilidade ou a elaboração de uma Constituição. Em março de 2005, os sindicatos convocaram uma greve geral, em proposta contra a política de trabalho do Governo. Dois meses depois celebrou-se o referendo para ratificar o Tratado da Constituição Europeia. A maioria do povo francês votou contra, o que conduziu a uma grave crise no executivo e que forçou a demissão de Raffarin do cargo de primeiro-ministro. Este foi substituído por Dominique de Villepin. No mês de outubro do mesmo ano, os sindicatos franceses voltaram a manifestar o seu mal-estar em relação à política econômica do Governo e convocaram uma greve geral. Este ambiente de insatisfação popular agravou-se no final do mesmo mês. Os conflitos surgiram nos bairros mais pobres, afetados por altas taxas de desemprego, desigualdade social e problemas de emigração. Ante a gravidade da situação, o Governo decretou o estado de emergência que colocou um fim à situação. Nas eleições presidenciais de 2007, o candidato conservador Nicolas Sarkozy venceu a socialista Ségolène Royal.
ArtePré-História e época AntigaAs bacias do Dordogne e do Garona (ao S do Loire) contam com importantes exemplos da arte paleolítica, como as vênus aurinhacenses (Vênus de marfim de Lespugue) e a arte parietal (grutas de Font-de-Gaume, Tuc-d'Audoubert, Lascaux, etc.). A cultura proto-histórica de Chassey apresenta uma cerâmica com decoração raspada. Da Idade do Bronze, foram encontrados alguns conjuntos de túmulos com gravuras. Também existem campos de furnas do II e I milênio a.C. A presença de numerosos vasos áticos é significativa da penetração cultural que se exerceu a partir da colônia grega de Massalia (Marselha). Da ocupação celta, foram descobertas fortificações (oppidum) e esculturas (Deus de Bournay, cabeças cortadas, etc.). Com a conquista romana, surgem as manifestações da arte romana na Gália (aqueduto da Pont du Gard e ruínas das cidades de Arles, Orange, Lyon, Nimes).Época MedievalA primeira arte que pode considerar-se realmente francesa desenvolveu-se na Alta Idade Média durante a dinastia merovíngia. A produção de iluminuras (sacramentário de Gellone) e também alguns edifícios religiosos (batistério de Saint-Jean, Poitiers) e peças de ourivesaria (tesouro do túmulo de Quilderico, Tournai) são exemplos representativos desta arte. Em meados do séc. VIII, surge o chamado renascimento carolíngio (sécs. VIII-IX), que se propôs recuperar a herança romana. Deste período destaca-se a igreja de Germigny-des-Prés e vários manuscritos com belas iluminuras. O românico (séc. XI) apresenta especificidades regionais. O mosteiro de Cluny (Borgonha) foi o modelo dos mosteiros beneditinos franceses e do resto da Europa, embora tivessem caráter particular às construções românicas da Normandia (Jumiéges), da Aquitânia (Saint-Front de Périgueux) ou da Provença (Saint-Gilles-de-Gard). Nas fachadas e nos claustros, desenvolveu-se uma escultura de qualidade excepcional em Moissac, Vézelay ou em Santa Fé de Conques. Desta época datam os campanários nomeados Patrimônio da Humanidade em 2005. A pintura mural foi também muito diversa (Saint-Hilaire de Poitiers, Saint-Savin-sur-Gartempe e Berzé-la-Ville). As primeiras manifestações do gótico surgiram na Île-de France (Saint-Denis). A progressiva maturidade do estilo (Sainte Chapelle, Catedral de Beauvais) desembocou no gótico flamejante do séc. XV, presente em Abbeville ou Louviers. A escultura teve também importância, como decoração nas fachadas das igrejas (Reims) ou de caráter funerário (túmulos reais de Saint-Denis). Na pintura, observam-se inicialmente duas tendências paralelas, uma de inspiração italiana de Siena (Avignon) e outra flamenga (Paris, Borgonha). No séc. XV, predominou o gótico internacional (J. Fouquet, Maestro de Moulins). De refinada qualidade técnica é a iluminura do período, com exemplos tão célebres como O Livro de Horas do Duque de Berry, dos irmãos Limbourg.Do séc. XVI ao séc. XIXUma particular interpretação do maneirismo apareceu em tempos de Francisco I, tanto na arquitetura (Lescot, Ph. Delorme, Du Cerceau) como especialmente na pintura, com os artistas franceses da escola de Fontainebleau que trabalharam com os mestres italianos Rosso Fiorentino e Primaticcio. A arquitetura barroca seguiu uma linha classicista, refletida em edifícios monumentais da época de Luís XIV (Le Vau, Ch. Perrault, J. Hardouin-Mansart). Os pintores mais célebres da época identificaram-se, também, com o classicismo. Mais tarde, o rococó, através de cores belas e pinceladas ágeis, refletiu a cultura aristocrática do séc. XVIII (A. Watteau, F. Boucher, H. Fragonard). Como reação à superficialidade do rococó, apareceu uma nova sensibilidade, que se traduziu em uma arte solene e monumental que recuperava as essências, acompanhando as novas sensibilidades políticas que desembocaram na Revolução Francesa. Na pintura, destacam-se J.L. David e os seus seguidores (Gérard, Gros, Ingrès). Também na arquitetura encontramos novos ideais, com C.N. Ledoux ou E.L. Boullée. Surgiu o novo urbanismo, visível na reforma de Paris de G.E. Haussman (1853-1869). Em meados do séc. XIX, desenvolveu-se o neogótico (Viollet le-Duc), a que se seguiu o apreço por materiais novos. Davam-se, assim, os primeiros passos para a arquitetura contemporânea (G. Eiffel, A. Perret). Enquanto a escultura do séc. XIX se manteve dentro dos cânones acadêmicos, o panorama pictórico revelou-se muito mais dinâmico e interessante. Os pintores românticos (T. Gericault, E. Delacroix) e os paisagistas (J.B.C. Corot, a escola de Barbizon) recuperaram o gosto pela representação da cor e da luz. E. Manet manifestou os primeiros indícios da ruptura com a técnica tradicional, que acabaria por resultar na arte dos pintores jovens que, até 1860, se inseriram no impressionismo (C. Monet, A. Renoir, E. Degas). Como reação ao impressionismo e ao realismo, surgiu a tendência simbolista representada por Puvis de Chavannes e G. Moreau.Época ContemporâneaO Pós-impressionismo de Cézanne, Gauguin ou G. Seurat abriu portas às vanguardas cujo centro mundial foi, ao longo da primeira metade do séc. XX, Paris. Aqui, surgiram tendências como o fauvismo (H. Matisse, A. Derain), o cubismo (G. Braque, Picasso, os escultores H. Laurens e A. Archipenko), o dadaísmo (M. Duchamp, F. Picabia) ou o surrealismo (A. Masson, Y. Tanguy). Grande parte dos artistas europeus e americanos da época fixou-se em Paris. Le Corbusier, artista máximo do funcionalismo na arquitetura contemporânea francesa, vai influenciar os grandes arquitetos internacionais que realizaram projetos na França, principalmente em Paris, tais como a sede da UNESCO de 1952 (Breuer, Zehrfuss, Nervi), La Villette de 1976 (A. Grumbach e F. Montes), o Centro Georges Pompidou de 1977 (Piano, Rogers) e os grandes projetos do final do séc. XX: a Cidade da Música de C. Portzamparc (1989), a Biblioteca Nacional de C. Perrault (1991), etc. Da diversificação de tendências da pós-modernidade resultam conceitos múltiplos de obra artística. C. Boltanski, G. Garouste, J.M. Alberola, R. Combas, F. Hybert, D. Buren ou B. Lavier são alguns nomes a destacar da arte francesa mais recente.
França Exterior do Centro Nacional de Arte e de Cultura Georges Pompidou, Paris
CinemaEm 28 de dezembro de 1895, Louis e Auguste Lumière realizaram a primeira apresentação pública de cinema, no Grand Café do Boulevard des Capucines de Paris. Estas sessões eram, inicialmente, gravações de um aspecto da vida cotidiana e não duravam mais do que um minuto. Pouco a pouco, os irmãos Lumière foram introduzindo a ficção em algumas das suas produções, mas o primeiro passo para a consolidação cinematográfica como meio de expressão artística foi dado por Georges Méliès, um dos primeiros produtores, fundador do Star Film. Ch. Pathé e Léon Gaumont criaram também as suas próprias companhias que tinham objetivos mais comerciais e que contribuíram para assentar as bases da indústria cinematográfica. No início do séc. XX, o cinema francês, com mais de 60 % da produção mundial, dominava o mercado. A partir da I Guerra Mundial e até a década de 1920, este decaiu, passando os filmes americanos a dominar o mercado cinematográfico, com figuras como De Mille e Chaplin. Na década de 1920, o cinema foi reconhecido como a sétima arte e um grupo de cineastas (L. Delluc, J. Epstein, M. L'Herbier, G. Dullac) formaram a "escola impressionista". Fora deste movimento, destacam-se as figuras de Abel Gance, grande inovador técnico e visual em filmes como Napoleão (1927), e as dos cineastas relacionados com as vanguardas dadaístas e surrealistas, R. Clair, L. Buñuel (O Cão Andaluz, 1928) e J. Cocteau. O aparecimento do cinema sonoro voltou a fazer tremer as estruturas da indústria francesa; artisticamente, pois as produções subordinavam excessivamente a imagem à linguagem falada e às vezes os filmes tornavam-se simples reproduções de obras teatrais de sucesso. As grandes exceções foram R. Clair (Sob os Tetos de Paris, 1930), J. Vigo (O Atlante, 1934) e J. Renoir. O renascimento do cinema francês consolidou-se com a emergência do conhecido movimento do realismo poético, caracterizado por um romantismo trágico, e com figuras como Renoir (A Regra do Jogo, 1939), J. Duvivier e M. Carné. O filme O Boulevard do Crime (1943-1945) de Carné é exemplo deste período. Foi também neste momento que surgiu uma nova geração de criadores, como J. Becker, H. Clouzot, J. Tati, R. Bresson e J. Melville. Junto a eles apareceram os grandes exilados, como Renoir, Duvivier e Clair e imigrantes, como o alemão M. Ophüls ou Buñuel. No entanto, a corrente predominante do momento era o chamado "cinéma de qualité". Em oposição a este cinema, emergiu uma série de vozes discordantes que acabaram por formar a "nouvelle vague": F. Truffaut (Os Incompreendidos, 1958), J. Godard (Acossado, 1959), A. Resnais (Hiroshima Meu Amor, 1959), A. Varda, C. Chabrol, E. Rohmer ou L. Malle, entre outros. Estes diretores alcançaram um grande êxito comercial, na década de 1960, o que levou à queda do "cinéma de qualité". Durante esta década, surgiram novos nomes como M. Duras, J. Eustache, M. Pialat, C. Lelouch, C. Berri, B. Blier, A. Techiné, Costa-Gavras, J. Annaud ou B. Tavernier. O impacto dos inúmeros protestos de maio de 1968 politizou a obra dos novos cineastas de esquerda, encabeçados por Godard. A década seguinte caracterizou-se pela progressiva separação entre o cinema francês e o seu público devido, sobretudo, ao predomínio do cinema estadunidense (60 % do mercado) e ao crescimento da televisão, o que desencadeou na grande crise do início da década de 1980. Paulatinamente, o âmbito artístico foi-se recuperando com obras de diretores como Bresson, Rohmer, Tavernier ou Malle; no cinema comercial, a indústria francesa começou a concorrer no mercado com as produções estadunidenses de filmes com um certo tom de qualidade como Cyrano de Bergerac (1989) de J.-P. Rappeneau, Indochina (1991) de R. Wargnier, O Amante (1992) de Annaud, A Rainha Margot (1995) de P. Chéreau ou Caindo no Ridículo (1996) de P. Leconte. Na década de 1990, surgiu uma série de diretores novos, como M. Kasovitz (O Ódio, 1995), J. Jeunet (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, 2001, e Eterno Amor, 2004), L. Cantet (A Agenda, 2002), G. Noe (Irreversível, 2002), R. Guédiguian (Marie-Jo et Seus Dois Amores, 2002), M. Poirier (Western, 1997), C. Kahn (Roberto Succo, 2001), O. Assayas (Clean, 2004) e F. Ozon (5 x 2, 2004).
LiteraturaO primeiro documento linguístico em língua francesa, o Juramento de Estrasburgo, data de 842. Os textos posteriores, que foram conservados, são de caráter religioso, litúrgicos como a Sequência de Santa Eulália ou hagiográficos como a Vida de Santo Aleixo. As primeiras manifestações literárias medievais foram os cantares de gesta ( Chanson de Roland). Em meados do séc. XII, nas Cortes reais francesas, desenvolveu-se uma poesia refinada realizada pelos trovadores. O roman courtois reflete o refinamento que a literatura medieval francesa alcançou, visível nas obras de Chrétien de Troyes ou de Maria da França. Nos sécs. XII e XIII, destacam-se os núcleos temáticos baseados na tradição clássica, de que são exemplo o Roman d'Alexandre, o Roman d'Énéas, o Roman de Thèbes e o Roman de Troie de Benot de Sainte-More. Na literatura de raiz popular, destaca-se o Roman de Renart (sécs. XII e XIII), uma sátira à sociedade. Dentro da linha popular, encontramos os fabliaux, contos em verso, de caráter humorístico. O modelo máximo da poesia alegórica é o Roman de la Rose (G. de Lorris e J. de Meung).
França Roman de la Rose de Guillaume de Lorris (Biblioteca Nacional, Paris, França)
O teatro religioso desenvolveu-se a partir do drama litúrgico. No séc. XIII, apareceu o gênero dos milagres (Miracle de Théophile), que abriu caminho para o auto sacramental no séc. XV. Ao mesmo tempo, aparecem outros gêneros como a comédia (Adam de la Halle). Na prosa de caráter científico, destacam-se as obras históricas, tais como a Conquista de Constantinopla (séc. XIII) de Villehardouin, a História de São Luís (séc. XIV) de Joinville, as Crônicas de J. Froissart e as Memórias de P. de Commynes (1447-1511). Nos sécs. XIV e XV, o teatro alcançou um grande desenvolvimento: no teatro religioso, são de destacar os Milagres de Nossa Senhora e diversos autos sacramentais como o Mistério da Paixão. No teatro profano, surgiu a primeira grande farsa, La Farce de Maître Pathelin (1464-1470). O movimento renascentista e humanista, de influência italiana, difundiu-se na França, no reinado de Francisco I, com a criação da tipografia real e do colégio da França. O primeiro poeta renascentista, C. Marot (1496-1544), introduziu o soneto na literatura francesa. Também é importante ressaltar que, na prosa, destacaram-se François Rabelais (Gargântua) e Calvino, autores que configuraram as bases da prosa moderna francesa. No teatro desta época, é de realçar o aparecimento de Cleópatra Cativa (1553), que inaugurou o gênero da tragédia em francês. No séc. XVII, encontramos, na poesia, o predomínio do formalismo (F. de Malherbe). Em 1635, a criação da Academia Francesa, por Richelieu, contribuiu para o estabelecimento de uma ordem canônica. O Discurso sobre o Método de Descartes (1596-1650), que expõe a concepção de racionalismo, vai influenciar todo o séc. XVII. No teatro, destacaram-se Molière (1622-1673), Racine (1639-1699) e o dramaturgo Corneille (1606-1684). Também se destacaram neste século as figuras de La Fontaine (1621-1695), autor das Fábulas, e Boileau (1636-1711), que escreveu uma Arte Poética, de grande influência no séc. XVIII. De menor importância que os autores anteriores, muito interessantes contudo, são as figuras de La Rouchefoucauld (1613-1680), Mme. de Sevigné (1626-1696), Mme. de La Fayette (1634-1693), La Bruyère (1645-1696) e Fénelon (1651-1715). C. Perrault (1628-1703), opondo-se aos autores clássicos, iniciou, em 1687, a chamada Querela dos Antigos e Modernos. O centro de interesse cultural passou a ser a ciência e a filosofia, mas com um objetivo de divulgação social e política. Montesquieu (1689-1755) tornou-se o fundador da ciência social com Cartas Persas (1721) e com O Espírito das Leis (1748). Voltaire (1694-1778), que escreveu em todos os gêneros, desde o ensaio à novela, tornou-se um defensor do racionalismo. A sua influência espalhou-se por toda a Europa. J.-J. Rousseau (1712-1778), defendendo nas suas obras a bondade natural do homem, escreveu Do Contrato Social e Emílio ou da Educação. Buffon (1707-1788) dedicou quase 40 anos da sua vida à redação dos 36 volumes da sua História Natural. A Enciclopédia (1751-1772), dirigida por Diderot (1713-1784) em colaboração com D'Alembert (1717-1783) e Condillac (1715-1780), foi um importante meio de difusão. Durante este século, o romance atingiu notável desenvolvimento; destacaram-se: Lesage (1688-1747), com Gil Blas (1715-1735); o abade Prévost (1697-1763), com Manon Lescaut; B. de Saint-Pierre (1737-1814), discípulo de Rousseau, com Paulo e Virgínia (1787), e Choderlos de Laclos (1741-1803), com As Ligações Perigosas (1782). No teatro, Marivaux (1688-1763) realizou obras onde é fundamental a análise; Diderot tentou fundir os gêneros clássicos, comédia e tragédia, para criar um "drama burguês"; e Beaumarchais (1732-1789) seguiu a tradição iniciada por Molière: O Barbeiro de Sevilha (1775) e As Bodas de Fígaro (1784). Durante a Revolução Francesa, desenvolveu-se novamente a oratória, na qual se destacaram Mirabeau (1749-1791), Robespierre (1758-1794) e Danton (1759-1794). Os precursores do romantismo na França foram Mme. de Stäel (1766-1817) e Chateaubriand (1768-1848). No entanto, o início da poesia romântica data de 1820, com a publicação das Méditations Poétiques de Lamartine. Também sobressaíram as figuras de A. de Vigny (1797-1863), A. de Musset (1810-1857), T. Gautier (1811-1872) e G. de Nerval (1808-1855). O grande romântico francês foi Vítor Hugo (1802-1885), que, no prefácio a Cromwell (1827), definiu o drama romântico, opondo-o à tragédia clássica. E, após a estreia de Hernani (1830), proporcionou o triunfo de que precisavam os românticos para se tornarem a escola predominante. Também no teatro, teve os seus primeiros êxitos A. Dumas (1802-1870), mas a sua consolidação definitiva ocorreu através do romance por fascículos, especialmente Os Três Mosqueteiros (1844). Entre os dramaturgos menores destacou-se A. Dumas Filho (1824-1895), autor do popular romance A Dama das Camélias (1852). Os dois grandes novelistas do início do século são H. de Balzac (1799-1850), criador do realismo e autor de A Comédia Humana, e Stendhal (1783-1842), autor de O Vermelho e o Negro e A Cartuxa de Parma (1839). Destacam-se ainda B. Constant (1767-1830), P. Merimée (1803-1870), autor de Carmen (1848) e G. Sand (1804-1876). Na poesia, a estética romântica conheceu uma grande renovação com C. Baudelaire (1821-1867) e a obra Flores do Mal (1857), que dá início à poesia moderna. Também nesta época surgiu a escola parnasiana, cujos representantes máximos foram Leconte de l'Isle (1818-1894), T. de Banville (1823-1891), J.M. de Heredia (1842-1905) e T. Gautier. Posteriomente, a escola simbolista, encabeçada por S. Mallarmé (1842-1898), A. Rimbaud (1854-1891) e P. Verlaine (1844-1896), deu continuidade à renovação iniciada por Baudelaire, procurando uma expressão mais pessoal do poeta através da musicalidade do uso de símbolos e imagens. No romance, o caminho aberto por Balzac culminou posteriormente com G. Flaubert (1821-1880), com os romances Madame Bovary (1857) e A Educação sentimental (1869). Os irmãos Edmond (1822-1896) e J. de Goncourt (1830-1870) seguiram o realismo e marcaram o caminho que desembocaria no naturalismo. E. Zola, fundador da escola naturalista, criou o chamado romance experimental e, à maneira de Balzac, escreveu o ciclo dos Rougon-Macquart; outros representantes de relevância foram G. de Maupassant (1850-1893), A. Daudet (1840-1897), A. France (1844-1924), J.K. Huysmans (1848-1907) e M. Barrès (1862-1923). Na poesia, no início do séc. XX, a obra de Claudel (1868-1955) ou Péguy (1873-1914) caracterizou-se por um fervoroso cristianismo. Pode considerar-se que com a obra de G. Apollinaire (1880-1918) se inicia a vanguarda literária Caligramas, libertando a poesia das regras da retórica. P. Valéry (1871-1945) desenvolveu a tradição simbolista iniciada por Mallarmé. Outros poetas a destacar são S.-J. Perse (1887-1975), P. Reverdy (1889-1960), R. Queneau (1903-1976) e R. Char (1907-1988). No romance, encontramos uma riqueza e variedade paralelas às da poesia: R. Rolland (1866-1944); G. Duhamel (1884-1966); J. Romains (1885-1972); M. Proust (1871-1922), que renovou as técnicas do romance, na sua obra À Procura do Tempo Perdido; A. Gide (1869-1951, A Sinfonia Pastoral); L. Ferdinand Céline (1897-1961), que descreveu a miséria humana e a degradação em Voyage au Bout de la Nuit; A. Malraux (1901-1976); Colette (1873-1954); A. de Saint-Exupéry (1900-1944); R. Radiguet (1903-1923). Em meados do séc. XX, apareceu a filosofia existencialista, representada por J.-P. Sartre (1905-1980), A. Camus (1913-1960) e S. de Beauvoir (1908-1986). No teatro, destacaram-se P. Claudel, J. Giraudoux (1882-1944) e J. Anouilh (1910-1987). A poesia do pós-guerra é protagonizada por Breton, Aragon, Perse e Char. Dentro do romance, apareceu o nouveau roman, liderado por autores como N. Sarraute (1900-1999), A. Robbe-Grillet (1922) e M. Butor (1926). Outros romancistas sobressaem: M. Yourcenar (1903-1987), G. Simenon (1903-1989), J. Gracq (1910-2007), M. Duras (1914-1996), B. Vian (1920-1959), J. Semprún (1923) e G. Perec (1936-1982). Posteriormente, surgiram M. Tournier (1924) e J.M.G. Le Clézio (1940). Destacaram-se, no teatro, autores como S. Beckett (1906-1989), A. Adamov (1908-1970) e E. Ionesco (1909-1994), o mais representativo do teatro do absurdo, J. Genet (1910-1986) e F. Arrabal (1932). Na crítica literária, são de destacar G. Bataille (1897-1962), M. Blanchot (1907), R. Barthes (1915-1980) e T. Todorov (1939). No final do séc. XX e princípio do séc. XXI, é de mencionar D. Pennac (1944), P. Quignard (1948), E. Carrère (1957), M. Houellebecq (1958), A. Nothomb (1967) e M. Darrieussecq (1969). Os últimos a serem contemplados com o prêmio Goncourt foram J. Echenoz (1948), J.-J. Schul (1941), J.-Ch. Rufin (1952), P. Quignard (1948) e J.-P. Amette (1943).

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