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EV
Filipinas
Republika ñg Pilipinas
 Forma de governorepública
 Superfície300.076 km²
 Localidade99.384.460 habitantes (filipino, a)
 CapitalManila (1.581.082 hab.)
 Principais cidades Quezón (2.173.831 hab.)
Caloocan (1.177.604 hab.)
Davao (1.147.116 hab.)
Cebu (718.821 hab.)
 
Mais dados
Estado do SE da Ásia, formado pelo arquipélago das Filipinas. Situado entre o oceano Pacífico, o mar da China Meridional e o mar de Célebes. Com uma superfície de 300.076 km² e uma população de 99.384.460 habitantes, divide-se em 16 regiões, duas delas autônomas. Capital: Manila. Língua oficial: tagalo e inglês. A religião mais difundida écatólica.
GeografiaMeio físicoO arquipélago compreende mais de 7.000 ilhas. As maiores são Luçon e Mindanao, nos extremos N e S do arquipélago, que, com as de Samar, Negros, Palawan, Panay, Mindoro, Leyte, Cebu, Bohol e Masbate, constituem 92 % do território. Todas as ilhas são montanhosas e apenas nas de Luçon e Mindanao há planícies que concentram os espaços vitais do país, assim como os principais rios que drenam as depressões. Nas áreas vulcânicas, encontram-se lagos de cratera, como o Taal, em Luçon.A região N do arquipélago está sujeita à influência da monção (longo período chuvoso no verão, 2.100 mm anuais em Manila, e marcada estação seca no inverno). Mindanao tem um clima tipo equatorial, com precipitação mais distribuída ao longo do ano (2.000 mm anuais). A temperatura é mais elevada ao N do arquipélago do que ao S. Grande parte do território é coberto por uma espessa selva e nas áreas mais elevadas, crescem espécies continentais, como as coníferas.População e estrutura econômicaAs Filipinas têm uma densidade média de 284 hab./km2, e o crescimento demográfico anual é dos mais elevados do mundo. A população concentra-se nas regiões costeiras, sobretudo na ilha de Luçon, onde vive cerca da metade da população do país e a densidade supera os 300 hab./km2. Nas ilhas de Cebu, Panay e Leyte registram-se mais de 200 hab./km2. A população urbana representa 59,3 % do total.Com uma renda per capita de 1.300 dólares, a economia do país padece de desequilíbrios estruturais, uma grande dependência do capital internacional e uma escassa diversificação dos intercâmbios comerciais.Suas principais atividades econômicas são o cultivo de cana-de-açúcar, arroz, milho, banana e abacaxi; a pecuária (gado suíno, caprino e búfalo); a avicultura; bem como a exploração florestal (madeira e caucho). A pesca existe para o consumo interno. Extraem-se modestas quantidades de carvão e petróleo. No setor industrial, destacam-se as indústrias agroalimentícia, têxtil, eletrônica e petroquímica.Dada a fragmentação do território, são de grande importância as mais de 500 escalas portuárias. Principais portos: Cebu, Iloilo, Davao, Batangas, Zamboanga e Manila. Apesar de nas últimas décadas a balança comercial ter saldo negativo, desde 1999 o valor das exportações superou o das importações. Os principais parceiros comerciais são os EUA e o Japão, seguidos pela Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura. Importam-se produtos químicos, combustíveis, maquinaria e equipamento elétrico e de telecomunicações e exportam-se material elétrico, roupa, madeira e móveis, óleo de coco e bananas.
Filipinas Arrozais na ilha de Basbas, arquipélago de Sulu
HistóriaA etapa Pré-ColonialA presença humana no arquipélago remonta a uns 20.000 anos. Entre os sécs. V e XV, o arquipélago foi dominado pelos reinos de Samatra e Java. A partir do séc. XIII, as ilhas meridionais entraram na órbita muçulmana e, em meados do séc. XVII, foi fundado o sultanato de Sulu. No séc. XVI, as ilhas estavam integradas em uma extensa rede comercial que ia desde a China e o Japão até à Índia e ao mundo árabe.A colonização espanholaF. de Magalhães, considerado o descobridor das Filipinas (1521), batizou-as com o nome de ilhas de São Lázaro. Em 1542, R. Lopez de Villalobos deu-lhes o nome de Filipinas, em honra ao príncipe herdeiro da Espanha, o futuro Filipe II. M. López de Legazpi fixou a capital em Manila (1570). Esta serviu de centro de distribuição de produtos chineses e japoneses para a Europa. Na segunda metade do séc. XVIII, estabeleceu-se ligação direta com Espanha pelo cabo da Boa Esperança e fundou-se a Real Companhia das Filipinas para a exploração econômica da linha que unia Cádiz e Manila. Os governadores espanhóis impuseram o latifúndio e promoveram a exportação de tabaco, algodão, arroz, açúcar, pimenta e canela. No século XIX, as ideias liberais e independentistas foram reprimidas pelo exército espanhol que fuzilou vários patriotas, entre eles José Rizal, considerado o pai da independência nacional. O resultado foi a revolta dos tagalos, comandada por Emilio Aguinaldo e apoiada pelos EUA, em guerra com a Espanha (Guerra Hispano-Americana). Derrotada a sua armada em Cavite (1898), a Espanha teve de ceder as Filipinas aos EUA pelo Tratado de Paris de dezembro de 1898.Da intervenção estadunidense à invasão japonesaProclamada a independência, a Assembleia Revolucionária redigiu uma Constituição (janeiro, 1899) e Aguinaldo foi eleito presidente. Em fevereiro, desencadearam as hostilidades entre estadunidenses e filipinos, e Aguinaldo declarou guerra aos EUA, que conseguiram vencer a resistência filipina em 1902. A partir de então, sucedeu-se uma série de governadores-gerais que se ocuparam dos interesses econômicos dos EUA. Concedeu-se às Filipinas uma forma limitada de autogoverno (1916), até que uma lei do Congresso estadunidense, assinada por Roosevelt (março, 1934), estipulou a independência para 1946. Em 1935, foi aprovada a Constituição e eleito presidente Manuel Quezón. Durante a II Guerra Mundial, teve lugar a chamada Batalha das Filipinas, iniciada com a ocupação japonesa do arquipélago e finalizada com a libertação por parte do exército dos EUA.Da independência à situação atualNo fim da II Guerra Mundial, as Filipinas obtiveram a independência e Manuel Rojas foi o primeiro presidente. Sob a esfera de ação estadunidense, o Governo de Manila teve de fazer frente, em 1949, ao movimento Hukbalahap, de orientação comunista, derrotado em 1950. A instabilidade política não diminuiu, pelo que o presidente Ferdinand Marcos, eleito em 1965, proclamou a lei marcial e instaurou uma ditadura (1972). O assassinato em 1983 do senador Benigno Aquino, chefe da oposição democrática, intensificou a aversão a Marcos, que teve de abandonar o país, após perder as eleições presidenciais de 1986 a favor da viúva do senador assassinado, Corazón Aquino, que empreendeu um difícil processo de normalização, com a oposição de senadores do antigo regime, a persistência da guerrilha, e cinco tentativas de golpe de Estado (1987). As eleições presidenciais de maio de 1992, às quais Cory Aquino não se apresentou, deram a vitória a Fidel Ramos. Depois de revalidar a sua maioria legislativa nas eleições de 1995, a coligação governamental entrou em crise e dissolveu-se em 1996. Nas eleições presidenciais de maio de 1998, triunfou o populista Joseph Estrada. Em outubro de 2000, foi acusado de corrupção e o Senado iniciou um processo de destituição. Em 2001, o Supremo Tribunal declarou a presidência vacante e Gloria Macapagal Arroyo assumiu o cargo de presidente. Em 2002, o governo filipino pôs em curso uma operação antiterrorista em colaboração com os EUA, para combater a guerrilha islâmica de Abu Sayyaf, acusada por Washington de estar vinculada à organização terrorista Al-Qaeda. Em julho de 2003, o governo teve de fazer frente a um golpe de Estado falhado, cometido por militares partidários do ex-presidente J. Estrada. Nas eleições de maio de 2004, Gloria Macapagal Arroyo revalidou o cargo de presidente. Em 2006, o país aboliu a pena de morte.

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