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EV
febre
Patologia. s. f. Fenômeno patológico que se manifesta pelo aumento da temperatura normal do corpo e da frequência cardíaca e respiratória. s. f. Agitação, arrebatamento. s. f. figurado Comoção forte, ânsia, inquietação, perturbação.
febre aftosa
Doença infectocontagiosa, que ataca diversas espécies animais, principalmente os bovinos, caprinos, ovinos e suínos.
febre amarela
Medicina. Doença infecciosa aguda por vírus, em regra muito grave, e limitada a certas regiões tropicais, em particular às costas atlânticas da América e da África.
febre catarral maligna
Veterinária. Doença que atinge o gado bovino e ovino, caracterizada pela inflamação, com secreções, da mucosa da boca, nariz e olhos, entre outros sintomas.
febre contínua
Doença febril cuja febre persiste sem interrupção e só termina com a doença.
febre de malta
Brucela, brucelose.
febre do feno
Estado febril e alérgico suscitado pela irritação local que o pólen das gramíneas provoca ao entrar em contato com as mucosas.
febre do leite
Patologia. Ligeira elevação da temperatura corporal que sofre a mulher no segundo ou terceiro dia após o parto, no momento da subida do leite.
febre maligna
Febre intermitente com sintomas de frio intenso e delírio, quase sempre fatal, de que é exemplo a forma terçã da malária.
febre palúdica ou dos pântanos
Patologia. Malária ou paludismo.
febre recorrente
Doença infecciosa aguda, caracterizada por acessos febris, recorrentes, de vários dias de duração.
febre tifoide
Doença infectocontagiosa produzida pelo bacilo de Eberth, a Salmonella typhi.
febre vermelha
Patologia. Variedade de tifo murino, causado pela bactéria Rickettsia mooseri, transmitida ao ser humano através da pulga (Xenopsylla cheopis) e do piolho do rato (Poliplax spirulosa).
febres eruptivas
Nome dado a um grupo de doenças contagiosas, epidêmicas, caracterizadas por erupções cutâneas e mucosas e uma evolução cíclica, como o sarampo, a rubéola, a escarlatina, a varíola, a varicela, etc.
A determinação da temperatura permite avaliar a gravidade de uma doença, seu curso, sua duração, o efeito de certas drogas, e precisar se um indivíduo apresenta ou não doença orgânica. A febre, às vezes, acelera a formação de anticorpos, a atividade dos fagócitos (células que envolvem e digerem micróbios e partículas) e outros mecanismos de defesa.
Define-se como febre uma elevação da temperatura do organismo humano acima de 37° C, sinal ou sintoma característico das doenças inflamatórias ou infecciosas, ou de uma destruição celular. Na pessoa sadia, os mecanismos de regulação da temperatura corporal permitem a realização de atividades diversas, sem grandes oscilações térmicas.
Esses mecanismos de regulação térmica do organismo sadio controlam a produção natural de calor, que advém de processos metabólicos vários, e fazem com que os aumentos de temperatura sejam compensados por perdas proporcionais, que mantêm a temperatura estável. Tais perdas calóricas se dão principalmente pela superfície da pele, pelo suor, e por simples radiação para o meio ambiente, mas também pela respiração, com o aquecimento do ar expirado.
O esforço físico aumenta a temperatura, já tendo sido constatadas em atletas temperaturas "febris", após exercícios físicos intensos. A idade é outro fator que influi: na criança a temperatura é normalmente mais elevada do que na pessoa idosa. A alteração da curva térmica durante o ciclo menstrual é conhecida de longa data, sendo utilizada para se detectar, aproximadamente, o dia da ovulação, já que nesse período ocorre ligeira elevação da temperatura.
Outros fatores também interferem na temperatura do organismo, como o meio ambiente, o aquecimento provocado pela ingestão de alimentos (que são a maior fonte de calor orgânico) etc. Comumente, em casos de febre, a temperatura corporal é medida por meio de um termômetro clínico, introduzido parcialmente na boca, sob a axila ou no reto. Esta última via, em relação à axilar, fornece temperaturas superiores, em torno de 0,3 e 0,5° C, e a bucal oferece uma temperatura média.
A percepção do estado febril varia. Às vezes o doente não se dá conta de que está com febre, como acontece com certos tuberculosos, ou, quando a temperatura se eleva subitamente, pode mesmo sentir frio. A febre geralmente vem acompanhada de outros sintomas, como dor de cabeça, tontura, taquicardia, aumento do ritmo da respiração etc. Devido à maior sudorese, sobretudo em crianças e idosos, pode ocorrer desidratação.
Quando se registra a temperatura para compor o quadro térmico, é possível distinguir quatro tipos de febre: (1) febre contínua, na qual a temperatura se conserva elevada durante vários dias, sem haver baixas acentuadas ou normalização térmica, o que ocorre na maioria das infecções agudas (gripe, febre tifoide, pneumonias etc.); (2) febre intermitente, em que a temperatura se interrompe por um período variável para depois retornar: é a febre em acessos, paroxística, comum na malária; (3) febre remitente ou subcontínua, em que a temperatura sofre oscilações pronunciadas, mas sem chegar ao normal: ocorre em certas fases de infecções agudas, nas supurações e na tuberculose; (4) febre ondulante, recidivante, ou recorrente, em que a temperatura alterna com períodos sem febre, como na brucelose e na doença de Hodgkin.
Quando a temperatura desce abaixo de 36° C, tem-se a hipotermia. Se é acentuada, e faz-se acompanhar de transpiração, palidez, perda parcial da consciência, angústia, frequência respiratória aumentada (polipneia), redução de energia, aceleração do pulso e queda da pressão sanguínea, todo esse conjunto compõe o quadro do chamado colapso periférico ou colapso circulatório periférico, situação de grande risco. Toda vez que aparece esse quadro clínico, o médico procura investigar se houve anemia aguda, perfuração de víscera, intoxicações agudas etc.
A medição da temperatura possibilita conhecer o maior ou menor grau de gravidade de um problema de saúde, sua evolução e prognóstico, o efeito de determinados medicamentos e precisar se um paciente apresenta ou não doença orgânica. Embora acelere os mecanismos de defesa do organismo, a febre às vezes pode ser nociva, pois aumenta a velocidade dos processos metabólicos, acentua a perda de nitrogênio e de peso corporal, intensifica o trabalho cardíaco e, com a sudorese, provoca maior perda de líquido e sal.


ALGUNS DOS ANTIPIRÉTICOS MAIS USADOS

Grupo farmacológico

Ação fisiológica

Medicamentos

Salicilatos

Efeito analgésico, antipirético, antiinflamatório, endócrino e metabólico

Salicilato de sódio; ácido acetilsalicílico; salicilamida

Empregados em processos osteoarticulares

Derivados da anilina

Efeitos analgésicos e antipiréticos, não antiinflamatórios

Fenacetina ou acetofenitidina; paracetamol ou acetaminofeno

Empregados em diversas dores de intensidade mediana

Derivados da pirazolona

Efeitos analgésicos e antipiréticos e ação anti-reumática

Fenazona ou antipirina; aminopirina; amidopirina ou piramidon; femilbutazona

Empregados em dores de mediana intensidade e processos reumáticos

Outros princípios ativos

Ácidos unidos às proteínas plasmáticas

Ácido mefenâmico; ácido flufenâmico; ibuprofeno; naprozeno


O tratamento da febre se faz com antipiréticos, que atuam nos centros termorreguladores, ou mediante procedimentos mais simples, como o uso de compressas frias. A febre deve ser combatida, quando muito elevada, não apenas pelas sensações desagradáveis, mas por apresentar por si mesma certo perigo, tal como causar convulsões. Deve-se ter sempre em mente, porém, que a finalidade primordial não é baixá-la, mas determinar sua causa, para ser possível combater o foco infeccioso ou distúrbio que a provoca, e não apenas seu sintoma.

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