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EV
Croácia
em croata Republika Hrvatska
 Forma de governorepública
 Superfície56.610 km²
 Localidade4.387.376 habitantes (croata)
 CapitalZagreb (779.145 hab.)
 Principais cidades Split (188.694 hab.)
Rijeka (144.043 hab.)
Osijek (114.616 hab.)
Zadar (72.718 hab.)
 
Mais dados
Estado da Europa. Limitado ao N pela Eslovênia e Hungria, ao E pela Sérvia e pelo Montenegro, ao S pela Bósnia e Herzegóvina e ao O pelo mar Adriático. Com uma superfície de 56.610 km² e uma população de 4.387.376 habitantes, o país divide-se em 20 condados e uma cidade. Capital: Zagreb. Língua oficial: croata. A religião mais difundida écatólica.
GeografiaO território abrange ao E o extremo da planície panônica, enquanto que ao O se elevam os Alpes Dináricos. Ao país pertence toda a costa da Dalmácia, com as ilhas correspondentes. O seu clima é do tipo mediterrânico na costa, com características continentais no interior. A maioria dos rios deságua no Danúbio através do Drava e do Sava e o país é atravessado por cursos de água que acabam no Adriático (Zrmanja, Krka e Cetina). Os conflitos étnicos e armados que se seguiram à proclamação da independência (1991) produziram o êxodo de centenas de milhares de pessoas. Atualmente, a densidade é de 79 hab./km2 e 58 % reside em centros urbanos. Principais cidades: Zagreb, Split e Rijeka.Na agricultura, as principais produções são os cereais (trigo, milho e aveia), batatas, beterrabas, legumes, fruta, uvas e azeitonas, nas áreas costeiras. Na pecuária, é de grande importância a criação de gado suíno, ovino, caprino e bovino. Entre as atividades econômicas, destaca-se a exploração dos recursos florestais, tendo a pesca uma certa relevância, bem como a exploração de carvão, petróleo e gás natural. No âmbito industrial, destaca-se a presença das indústrias siderúrgica, metalúrgica, mecânica, química, eletrotécnica, alimentícia, de madeira e materiais de construção. O setor turístico está muito desenvolvido nas localidades dos balneares e nas ilhas Dálmatas. O comércio exterior é feito com países da União Europeia, especialmente Itália e Alemanha.
HistóriaHabitada pelos ilírios e colonizada pelos gregos, a região fez parte da Panônia romana. Em 356, depois de dominados pelos ostrogodos, Justiniano anexou-a a Bizâncio. Conquistada pelos ávaros (568), foi habitada (séc. VII) pelos eslavos. Entre os sécs. IX e X, adotaram a religião católica. No séc. XI, o Estado croata, após a independência, consolidou-se, estendendo-se até à Dalmácia. As lutas internas fizeram com que Petar Kresimir IV (1058-1074) se aliasse à Hungria. Extinta a dinastia croata (1102), a Coroa da Croácia e Dalmácia passou para Coloman, rei da Hungria. Em 1260, Bela IV da Hungria dividiu o país, separando os reinos da Croácia e Dalmácia do da Eslavônia. No séc. XV, a costa dálmata era controlada por Veneza. A região foi domínio húngaro até 1526, ano em que os turcos ocuparam grande parte do território da Croácia e o resto se integrou no Império dos Habsburgo. A resistência contra os turcos, a autonomia frente aos sérvios e o centralismo dos Habsburgo contribuíram para o nascimento da consciência nacional. A luta pela autonomia foi constante até ao fim da I Guerra Mundial. Dissolvido o Império Austro-Húngaro, criou-se o Reino dos sérvios, croatas e eslovenos (1918), em virtude do acordo de Corfu. Perante a hegemonia sérvia, os croatas reivindicaram mais autonomia e acentuou-se o antagonismo entre as nacionalidades. Em 1929, o rei Alexandre I instaurou uma ditadura e tentou impor um nacionalismo iugoslavo. Depois do seu assassinato (1934), praticado por membros do movimento fascista croata dos ustachis, o príncipe regente Paulo promoveu a criação de um território autônomo croata. Em 1941, a Alemanha nazista ocupou a Iugoslávia e aliou-se aos fascistas ustachis para criar um Estado croata independente sob proteção itálico-germânica. O Estado croata, marcado por perseguições à etnia sérvia, acabou com a conquista da região pelos aliados no norte e a chegada das tropas de Tito. Em 30 de novembro de 1946, a Croácia integrou-se à República Federal da Iugoslávia. Em junho de 1991, após a queda dos regimes comunistas da Europa do Leste, o Parlamento proclamou a independência da Croácia, em um processo liderado por Franjo Tudjman. A guerra sangrenta que se seguiu foi de tal magnitude que levou ao envio de uma força de paz internacional que, a par da evolução do conflito bósnio, apaziguou a tensão entre a Croácia e a Sérvia, exceto no que se referia a Krajina, onde a população sérvia se pronunciou em 1993 a favor da unificação com os sérvio-bósnios. Em 1995, a Croácia reconquistou grande parte do território ocupado pela Sérvia, que formava a autoproclamada República de Krajina. A paz para a Bósnia foi assinada em Paris, em dezembro de 1995, após os Acordos de Dayton, através dos quais a Croácia conseguiu que a Sérvia devolvesse a Eslovênia Oriental. Nas eleições de 1995, Tudjman conseguiu de novo a maioria e o regime tendeu para o presidencialismo autoritário, o que atrasou sua entrada para o Conselho da Europa até 1996. Tudjman voltou a vencer nas eleições de 1997 e, gravemente doente, governou até morrer (dezembro de 1999). Em 2000, as eleições deram a vitória às coligações da oposição lideradas por Stipe Mesic. Três anos mais tarde o HDZ, partido liderado por Ivo Sanader, venceu as eleições legislativas. Em junho de 2004 foi aceito o pedido de ingresso na UE. Mesic conseguiu ser reeleito nas eleições presidenciais de 2005. Em novembro de 2007, o HDZ obteve maior número de cadeiras nas eleições legislativas. Foi então formado, um governo de coalizão liderado pelo primeiro-ministro, Ivo Sanader. Em abril de 2008, durante sua reunião de cúpula, realizada em Bucarest (Romênia), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) abriu suas portas para a Croácia, convidando o país a unir-se à Aliança. O convite foi um golpe para o governo de Zagreb, que havia feito de sua integração nas alianças ocidentais uma de suas principais prioridades. Desse modo, a colaboração do país na perseguição dos crimes de guerra cometidos durante o processo de dissolução da Iugoslávia e a guerra da Bósnia foi um dos méritos valorizados pelos membros da OTAN para se decidirem a favor da Croácia. Essa colaboração foi evidenciada em março com a abertura do julgamento no Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia contra Ante Gotovina, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade pela matança de sérvios da Krajina em 1995. No âmbito das relações internacionais também se destacaram os avanços da Croácia para ingressar na União Europeia (UE). Neste sentido, em março de 2009 o Parlamento aprovou a renúncia de sua reivindicação dos direitos de pesca croatas no Adriático em favor da UE, um gesto que visava facilitar os trâmites de adesão à UE. Nesse mesmo mês de março, a Croácia foi um dos primeiros países a reconhecer, em um comunicado conjunto com a Bulgária e a Hungria, a República de Kosovo, proclamada independente um mês antes. Em abril de 2009, após um ano de negociações, a Croácia se converteu em membro de plenos direitos da OTAN. Três meses depois, em julho de 2009, o primeiro-ministro Ivo Sanader apresentou sua demissão e foi substituído no cargo por Jadranka Kosor, que contou com o apoio da coalizão de centro-direita governante. Em janeiro de 2010, o socialdemocrata Ivo Josipovic foi eleito presidente no segundo turno das eleições presidenciais. Nas eleições legislativas de Dezembro de 2011, a coalizão de centro-esquerda liderada pelo Partido Social-Democrata da Croácia conquistou uma vitória clara e seu líder Zoran Milanovic , foi investido primeiro-ministro. Em janeiro de 2012, os cidadãos croatas aprovam um referendo (com 66% de votos favoráveis) a adesão da Croácia à União Europeia, que entrou em vigor em 1º de julho de 2013. Em janeiro de 2015, o conservador Kolinda Grabar - Kitarovic , candidato da União Democrática Croata ( HDZ ) , foi eleito presidente do país.
Croácia Stjepan Mesic

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