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EV
Crimeia, Guerra da
Conflito bélico entre a Rússia e a Turquia, com a intervenção posterior do Reino Unido, da França e do Reino da Sardenha-Piemonte, ocorrido na península da Crimeia entre 1853 e 1856.
A pretensão russa de estender seu território até o estreito turco de Dardanelos – uma das chaves do Mediterrâneo e importante rota entre a Europa e o Extremo Oriente – aliada à ambição do czar Nicolau I, que era emular sua antepassada Catarina II a Grande, provocaram a guerra da Criméia. Alinharam-se contra a Rússia, além da Turquia, o Reino Unido, a França e o reino do Piemonte.
Em 1853, a Rússia exigiu que fosse reconhecida sua autoridade sobre os assuntos relativos à Igreja Ortodoxa em território turco. O sultão otomano repeliu essa pretensão e, em julho de 1853, Nicolau I invadiu os principados do Danúbio, situados na atual Romênia. Os ingleses não podiam tolerar o avanço russo, que comprometia a segurança de suas rotas para a Índia, e em setembro enviaram sua frota para Istambul. No mês seguinte, a Turquia declarou guerra à Rússia, mas em 30 de novembro seus navios foram destruídos pela frota russa do mar Negro.
A vitória russa deu à França a oportunidade de retornar ao primeiro plano da política europeia. Desde o Congresso de Viena de 1815, que pôs fim às guerras napoleônicas, a França enfrentava a tácita oposição das demais potências europeias, receosas de sua capacidade bélica. Uma campanha contra a Rússia representava uma oportunidade excelente de aliar-se aos antigos adversários e, ao mesmo tempo, de levar ao campo de batalha a disputa pelos Santos Lugares, na Palestina, que se travava entre católicos, apoiados pela França, e ortodoxos, apoiados pelos russos.
Com o avanço russo, as frotas francesa e britânica dirigiram-se ao mar Negro, em 3 de janeiro de 1854, para proteger a navegação turca. O czar Nicolau I recusou-se a abandonar as províncias conquistadas e, em 28 de março, a França e o Reino Unido declararam guerra à Rússia. O exército czarista, para impedir a adesão do império austríaco à coalizão, abandonou o território do Danúbio, que foi ocupado pela Áustria em agosto de 1854.
Em setembro, os aliados embasaram tropas na Criméia, região russa situada no litoral norte do mar Negro, e deram início ao prolongado cerco de Sebastopol. As principais batalhas foram travadas no rio Alma, em Balaklava e em Inkerman, e em todas elas os russos foram derrotados. O cerco a Sebastopol intensificou-se em janeiro de 1855, com a entrada do reino do Piemonte na guerra.
Depois de novas e decisivas operações bélicas, a queda de Malakhov, principal posto defensivo dos russos, em 8 de setembro de 1855, deu a vitória aos aliados, que ocuparam Sebastopol três dias depois. Outras operações bélicas secundárias no Cáucaso e no mar Báltico puseram fim à campanha.
A Rússia só acatou as negociações de paz em 1° de fevereiro de 1856, depois que a Áustria também ameaçou com a guerra. O Congresso internacional que se reuniu em Paris proclamou a paz em 30 de março. Como resultado da contenda a Rússia teve frustrada a ambição de acesso ao Mediterrâneo, enquanto o Reino Unido assegurou a manutenção de suas rotas marítimas e a França estendeu sua influência aos Bálcãs e ao Oriente Médio.
Guerra da Crimeia Cerco de Sebastopol, séc. XIX (Museu do Risorgimento, Gênova, Itália)

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