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Segunda Guerra Mundial

As causas do conflito
Em 1 de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia. Esse acontecimento provocou um dos maiores conflitos bélicos do séc. XX: a Segunda Guerra Mundial. O conflito decorreu sobretudo da situação europeia e mundial vivida durante o período entre guerras (1918-1939): as consequências negativas das cláusulas do Tratado de Versailles, a crise política das democracias, o Crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque, de 1929, sucedido pela Grande Depressão da década de 1930, e, finalmente, a política expansionista do fascismo e do nazismo.
Os 21 anos que separaram as duas guerras mundiais foram marcados por numerosos conflitos internacionais, alguns dos quais relacionados com questões pendentes da Primeira Guerra Mundial, como as duras condições impostas pelos vencedores à Alemanha, que provocaram um forte sentimento de humilhação e de vingança na população alemã, possibilitando a ascensão do nazismo ao poder.
A instabilidade econômica
A tranquilidade econômica do período 1925-1929 na Europa foi fruto das boas relações estabelecidas entre os países europeus e os EUA: o crescimento europeu foi impulsionado por uma corrente de recursos procedentes de Washington.
A crise de 1929 interrompeu a sensação de tranquilidade econômica e de estabilidade internacional. Os EUA viram-se obrigados a repatriar os recursos investidos na Europa para solucionar os seus próprios problemas, provocando consequências desastrosas em alguns países europeus, em especial na Alemanha. A falência de numerosas empresas aumentou o desemprego e a instabilidade econômica das classes trabalhadoras, que se juntaram às organizações sindicais e políticas mais radicais, tanto de extrema esquerda quanto de extrema direita. Esses acontecimentos conduziram a uma intensa convulsão social em toda a Europa, multiplicando as greves, o fechamento de empresas e os confrontos violentos nas ruas (entre as milícias armadas dos partidos ou entre os trabalhadores e a polícia).
A ausência de acordos internacionais para dar resposta à crise econômica fez com que cada país tentasse solucionar os seus problemas por si. Assim, o protecionismo comercial, inaugurado pelos EUA e copiado pelos países europeus, exacerbou os nacionalismos econômicos e os confrontos entre as potências.
O expansionismo agressivo da Itália, da Alemanha e do Japão
No pós-guerra, a instabilidade econômica e os conflitos sociais tinham propiciado a formação de um regime autoritário na Itália com novas características, como foi o caso do fascismo, que teve como líder Benito Mussolini. A Itália sentia uma profunda insatisfação com as conferências de paz resultantes da Primeira Guerra Mundial, uma vez que as suas aspirações territoriais não tinham sido satisfeitas. Foi por essa razão que Mussolini empreendeu uma política externa muito agressiva: a ocupação da Abissínia, em 1935; a intervenção na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), a favor das tropas franquistas; as guerras coloniais na Líbia e a anexação desse país em 1939; além da ocupação da Albânia, no mesmo ano.
Na Alemanha, a ascensão do nazismo, regime com grandes semelhanças ideológicas com o fascismo italiano, foi muito mais tardia (1933), mas os planos expansionistas de Hitler eram mais ambiciosos que os de Mussolini devido à capacidade industrial e militar da Alemanha.
A pretensão de Hitler, que consistia em unir em um grande Reich (império) todos os povos de língua germânica, além de conquistar para seu país o espaço vital necessário para a sua segurança e o seu desenvolvimento econômico, foi recebida com esperança por parte de amplos setores da população alemã. Hitler praticou uma política externa agressiva e militarista em relação aos países vizinhos, sem que a comunidade internacional se mobilizasse para impedir o seu expansionismo.
Longe da Europa, o imperialismo japonês, tradicionalmente empenhado em controlar a Ásia, intensificou a sua política externa expansionista. O Japão tentava apoderar-se da China para sair da crise econômica, uma vez que a economia chinesa oferecia boas possibilidades para investimento de capital e para as exportações nipônicas. Nesse contexto, o confronto na Ásia oriental entre o Japão e a URSS, que os japoneses consideravam o seu grande inimigo asiático, reforçou a aliança japonesa com as potências fascistas, contrárias à URSS por motivos ideológicos.
A fragilidade das democracias ocidentais
O medo da expansão do comunismo, unido à oposição a uma nova guerra, manifestada pela opinião pública, explica por que muitos países ocidentais não tenham assumido uma atitude firme em face das agressões internacionais de Hitler. Por esse motivo, a política externa das democracias ocidentais durante a década de 1930 foi de passividade perante Mussolini e Hitler, com a esperança de que a inércia impedisse a guerra.
O desprestígio da Sociedade das Nações
Finalmente, o desprestígio e a fragilidade da Sociedade das Nações foram razões que precipitaram a guerra. Em um momento de predomínio dos totalitarismos e de fragilidade das potências ocidentais, as relações internacionais foram se deteriorando ao longo da década de 1930 sem que a Sociedade das Nações fosse capaz de empreender alguma ação que evitasse o expansionismo fascista e nazista.
O caminho para a guerra (1933-1939)
Uma série de fatores abriu caminho para a Segunda Guerra Mundial. Em primeiro lugar, multiplicaram-se as ações japonesas na área do Pacífico. A ocupação da Manchúria (China) pelo exército japonês, em 1931, marcou o fim do período de tensão internacional posterior à Primeira Guerra Mundial. Diante da condenação da Sociedade das Nações, o Japão retirou-se da organização e nenhuma potência ousou aplicar-lhe sanções.
No continente europeu, em meados da década de 1930, esfumou-se o precário equilíbrio internacional que existia desde 1918. Após a agressão italiana à Etiópia (1935), a Itália ficou internacionalmente isolada e optou por se aliar com a Alemanha nazista.
Porém, foi a política expansionista e agressiva da Alemanha que marcou o caminho definitivo para a guerra. Entre 1933 e 1939, Hitler tornou-se o eixo da política internacional.
Diante da falta de reação da comunidade internacional, Hitler pôs em prática sua política de ampliação do Reich, pretendendo anexar os territórios de outros Estados ocupados por habitantes de língua alemã. Essa política foi executada em duas fases sucessivas. Em primeiro lugar, a incorporação da Áustria (Anschluss) em 1938. As tropas alemãs invadiram o país e, mais tarde, foi organizado um referendo para validar a anexação. Em segundo lugar, o intervencionismo alemão centrou-se sobre a Tchecoslováquia. Para evitar um conflito armado, foi assinado o Acordo de Munique, em 29 e 30 de setembro de 1938, no qual a França e o Reino Unido aceitaram a anexação pela Alemanha de todas as regiões tchecas povoadas por pelo menos 50% de alemães. Após esse triunfo, o Führer ocupou o resto do território tchecoslovaco, em março de 1939, criando assim um Estado fantoche formalmente independente (o protetorado da Boêmia e Morávia).
As potências do Eixo e a deflagração da guerra
A aliança entre a Alemanha e a Itália foi firmada em 1935, em função das sanções que a Sociedade das Nações tinha imposto ao regime de Mussolini pela invasão da Etiópia. A Guerra Civil Espanhola permitiu à Itália e à Alemanha atuarem militarmente pela primeira vez de uma forma efetiva. Em 1936, Mussolini proclamou a constituição do Eixo Roma-Berlim, que assumiu um caráter de maior solidariedade política que de aliança militar. Por outro lado, o Japão, que estava em guerra com a China e temia uma intervenção soviética, assinou com a Alemanha o Pacto Antikomintern (1936), ao qual aderiram posteriormente a Itália, a Hungria e a Espanha franquista.
Os êxitos internacionais de Hitler conduziram a uma maior aproximação entre ele e Mussolini, que em 1939 – depois de ter invadido a Albânia – assinou com a Alemanha o chamado Pacto do Aço, que consolidou a aliança das duas potências no terreno militar.
No entanto, o prelúdio imediato do novo conflito mundial foi o pacto de não agressão germano-soviético. Com esse pacto entre duas potências ideologicamente opostas, Hitler assegurava a neutralidade da URSS em relação a seu próximo objetivo: a ocupação da Polônia. Além disso, algumas cláusulas secretas desse tratado dispunham a divisão da Polônia em duas regiões: a ocidental, que passaria para o domínio alemão, e a oriental, anexada pela URSS. Hitler aceitou a ocupação soviética da Finlândia, da Estônia, da Letônia e da Lituânia, antigos territórios russos que se tornaram independentes após a Primeira Guerra Mundial.
As tropas alemãs, depois de assegurarem a neutralidade soviética, em 1 de setembro de 1939 invadiram a Polônia e, dois dias depois, a França e o Reino Unido declaravam guerra à Alemanha. A Segunda Guerra Mundial tinha começado.
As conquistas das potências do Eixo (1936-1942).
As fases da guerra
Nos três primeiros anos de guerra, a preparação superior dos exércitos alemão e japonês explica as vitórias esmagadoras sobre os Aliados. A Alemanha ocupou a maior parte do continente europeu, enquanto o Japão conquistava os países do Sudeste Asiático e numerosos arquipélagos do Pacífico. Contudo, a partir do final de 1942, a superioridade demográfica, econômica e militar da URSS e dos EUA fez com que a situação se desequilibrasse a favor dos Aliados.
As vitórias alemãs: a guerra-relâmpago (1939-1941)
A melhor preparação técnica e o recurso a ofensivas de grande rapidez (a guerra-relâmpago ou Blitzkrieg) explicam os fulgurantes êxitos iniciais do exército alemão.
Em setembro de 1939, as novas táticas alemãs e a superioridade do armamento do exército de Hitler acabaram em poucos dias com a heroica resistência dos poloneses, que, além disso, foram atacados pela URSS pelo leste. Em 5 de outubro, completou-se a divisão da Polônia entre a URSS e a Alemanha.
A segunda ofensiva alemã destinou-se a assegurar o fornecimento de ferro sueco. Para evitar uma possível investida britânica sobre a Noruega, que cortaria o fornecimento de um bem vital para o exército alemão, em abril de 1940 a frota alemã ocupou a Dinamarca (onde os alemães não encontraram resistência) e a própria Noruega.
A terceira ofensiva dirigiu-se contra a França, os Países Baixos, a Bélgica e Luxemburgo, a partir de 10 de maio de 1940. No final de junho, o exército alemão já ocupava os três últimos, além do norte e do oeste da França. Instaurou-se um regime dependente da Alemanha no centro e sul da França, sob a presidência do marechal Pétain e sediado em Vichy. O general Charles de Gaulle, de Londres, fez um apelo à resistência contra os alemães. Em 10 de junho, Mussolini, deslumbrado pelas vitórias alemãs, declarou também guerra à França e ao Reino Unido.
A quarta ofensiva foi a chamada Batalha da Inglaterra, que teve somente combate aéreo. A partir de agosto, os aviões alemães bombardearam Londres e outras cidades britânicas. Por sua vez, os britânicos bombardearam Berlim. Tinha-se iniciado a tática de desmoralizar o inimigo mediante ataques em massa à população civil. Em 1941, Hitler decidiu atacar a URSS e retirou efetivos aéreos do oeste. Dessa maneira, a Batalha da Inglaterra terminou sem vencedores.
Abandonada a tentativa de invasão da Inglaterra, Churchill procurou afastar o palco de guerra do território britânico. Para este efeito, concentrou no Egito as tropas recrutadas nos países da Comunidade Britânica de Nações, com as quais derrotou facilmente o exército italiano. Hitler, preocupado com a fragilidade do seu aliado, que anteriormente tinha sido derrotado na Grécia, enviou para a Líbia uma força de apoio liderada pelo general Rommel. Além disso, os alemães completaram a operação com a conquista da ilha de Creta e a ocupação da Grécia e da Iugoslávia. A Grécia ficou sob administração ítalo-germânica, enquanto a Iugoslávia foi desmembrada e desapareceu como Estado. Apesar disso, o Mediterrâneo permaneceu controlado pela frota britânica.
A entrada da URSS e dos EUA (1941) na guerra. As contra-ofensivas aliadas (1942-1943)
Em junho de 1941, os alemães iniciaram a Operação Barba Ruiva, que consistia na tentativa de uma rápida campanha de invasão da URSS. Nos primeiros meses, o avanço alemão foi impossível de ser contido, mas, à entrada de Leningrado e Moscou, foi detido. A chegada do rigoroso inverno russo suspendeu as operações alemãs até a primavera de 1942, permitindo reorganizar militar e economicamente o exército soviético.
Um fator de grande importância foi a entrada dos EUA na guerra, primeira potência econômica do mundo. Em agosto de 1941, Roosevelt e Churchill assinaram uma declaração conjunta, conhecida como a Carta do Atlântico, em que ambos os líderes reafirmavam a validade dos ideais liberais e democráticos e proclamavam a necessidade de organizar um sistema mundial de segurança coletiva.
Dessa forma, os interesses opostos dos EUA e do Japão no Pacífico foram o principal motivo da intervenção estadunidense no conflito. Em resposta ao bombardeio da base estadunidense de Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, os EUA declararam guerra ao Japão e aos seus Aliados. Foi a partir desse momento que a guerra se tornou mundial.
Uma vez reconstruída a frota do Pacífico, os estadunidenses infligiram a primeira derrota aos japoneses na batalha do mar de Coral, em maio de 1942, impedindo que a Austrália caísse nas mãos do Japão. No outono desse mesmo ano, os EUA iniciaram uma grande ofensiva, desembarcando nas ilhas Salomão e obrigando os japoneses a desocupar Guadalcanal, estancando definitivamente a expansão marítima do império nipônico.
Em novembro de 1942, o exército alemão aproximava-se do Cáucaso, ambicionando os recursos petroleiros da região. No entanto, uma poderosa contra-ofensiva do exército russo provocou a primeira grande derrota alemã (Stalingrado, janeiro de 1943). A partir desse momento, o exército alemão teve de se retirar para a Alemanha.
Em outubro de 1942, a campanha do corpo expedicionário do exército alemão liderado pelo general Rommel (Afrika Korps) para o canal de Suez foi detida em El-Alamein (Egito) pelas tropas britânicas, conduzidas por Montgomery. Pouco tempo depois, em novembro de 1942, os Aliados desembarcaram no Marrocos e na Argélia (África francesa). As tropas de Rommel foram vencidas definitivamente na Tunísia, na primavera de 1943.
Nova ofensiva e vitória final dos Aliados (julho 1943-agosto 1945)
Partindo do norte da África, os Aliados conquistaram a Sicília entre julho e agosto de 1943. Em 25 de julho, Mussolini foi destituído e preso. A assinatura do armistício entre a Itália e os Aliados deu-se em 8 de setembro de 1943. Em resposta, os alemães invadiram a Itália e libertaram Mussolini. A ocupação da Itália pelos Aliados realizou-se com duras batalhas e avanços lentos (Anzio, Montecassino). Roma foi ocupada em junho de 1944.
A operação definitiva para a libertação da Europa ocidental iniciou-se na Normandia, em 6 de junho de 1944, mediante o desembarque de dez divisões aliadas, protegidas por um intenso bombardeio aéreo e naval. A frente alemã foi vencida em Avranches, em julho de 1944. Os aliados libertaram Paris em 24 de agosto e praticamente toda a França em dezembro do mesmo ano. Em abril de 1945, Mussolini foi executado por guerrilheiros da resistência italiana.As tropas norte-americanas desembarcam na costa da Normandia (6 de junho de 1944) para lutar contra o exército alemão. O ataque japonês à base militar de Pearl Harbor (Havaí) provocou a entrada dos EUA na guerra.
O Brasil participou do conflito, em 1944-1945, com a Força Expedicionária Brasileira (FEB), a qual se juntou o 1.º Grupo de Caça, da Força Aérea Brasileira. Na Itália, a FEB integrou-se ao Quinto Exército dos EUA. Um total de 454 oficiais e praças pereceu em combate, entre eles oito pilotos da FEB.
Em fevereiro de 1945, na Conferência de Ialta, os Aliados decidiram a divisão da Europa em regiões de influência e programaram a ofensiva final sobre Berlim. Os alemães capitularam incondicionalmente em 7 de maio, em Reims, perante o general estadunidense Dwight D. Eisenhower, e um dia depois em Berlim, perante o marechal russo Gueorgui K. Zhukov. Dias antes, Hitler suicidara-se no bunker subterrâneo da chancelaria.
Em 6 e 9 de agosto, duas bombas nucleares foram lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki, onde não existiam objetivos militares. A total destruição das duas cidades abria uma nova era na história da humanidade. Em 2 de setembro de 1945 o general Douglas MacArthur acatou a rendição incondicional do Japão.
As duas grandes potências vencedoras, a URSS e os EUA, saíam da guerra como as duas principais potências mundiais.
O holocausto
É impossível referir-se à história da Segunda Guerra Mundial sem fazer referência aos campos de extermínio nazistas. Os opositores do regime nacional-socialista e os prisioneiros das regiões ocupadas eram enviados para campos de concentração, onde viviam em condições duríssimas e morriam devido ao frio, à fome, a doenças ou ao tratamento recebido da SS (polícia secreta nazista encarregada dos campos de concentração), além de serem utilizados em experiências pseudocientíficas. A esse fato, deve-se acrescentar o genocídio sistemático dos judeus. Calcula-se que 6.000.000 de pessoas foram vítimas do holocausto e apenas 3% dos judeus deportados puderam escapar com vida dos campos de extermínio alemães.
As consequências da guerra
A Segunda Guerra Mundial provocou enormes perdas demográficas e econômicas, mudou o mapa político da Europa, transformou os EUA e a URSS em superpotências mundiais e marcou a história do mundo até finais do séc. XX.
O impacto demográfico e econômico
Calcula-se que durante a guerra tenham morrido entre 40.000.000 e 50.000.000 de pessoas (quase metade delas na URSS). Do ponto de vista econômico, a guerra levou à ruína vários países beligerantes, especialmente os países europeus.
Mudanças territoriais. As duas superpotências mundiais
Durante os últimos anos da guerra, os Aliados realizaram várias conferências parciais nas quais foram traçadas as novas fronteiras da Europa do pós-guerra.
Na Conferência de Teerã (outubro 1943), Roosevelt, Churchill e Stalin fixaram uma estratégia comum perante a Alemanha. Na Conferência de Ialta (Ucrânia, URSS, fevereiro 1945), os três líderes distribuíram o mundo em duas grandes áreas de influência: a soviética e a estadunidense. A Alemanha e a Áustria, assim como Berlim e Viena, foram divididas em quatro regiões de ocupação (estadunidense, britânica, francesa e soviética). Na Conferência de Potsdam (julho 1945), decidiu-se a desmilitarização da Alemanha.
Em consequência da guerra, a URSS deslocou as suas fronteiras para oeste, com a anexação da Estônia, da Letônia, da Lituânia, do leste da Polônia e regiões da Finlândia, da Tchecoslováquia, da Romênia e da Prússia oriental. O arquipélago japonês das Curilas passou também para a soberania soviética. A Polônia deslocou-se para oeste graças à anexação de algumas regiões orientais da Alemanha. A Itália cedeu territórios à Iugoslávia e à Grécia.
Divisão territorial da Europa libertada após as conferências de paz de Ialta e Potsdam em 1945. Os Estados vencidos perderam territórios a favor dos vencedores, e a Alemanha foi dividida em quatro regiões controladas pelas potências aliadas.
Paralelamente às conferências internacionais, o presidente estadunidense F. D. Roosevelt promoveu a criação de um organismo internacional para regular os conflitos entre Estados e garantir a paz e a segurança mundiais: a Organização das Nações Unidas (ONU), criada na Conferência de São Francisco (junho 1945).
Em Ialta e Postdam, consolidou-se a divisão da Europa em duas regiões de influência. A Europa ocidental, sob a hegemonia dos EUA, manteve-se dentro do sistema liberal e capitalista, enquanto o leste europeu, onde se implantaram regimes comunistas, ficava na órbita soviética. As diferenças ideológicas e a luta das superpotências pelo poder, em um clima de crescente desconfiança, levaram à chamada Guerra Fria, que marcou a política mundial até a dissolução da URSS, em 1991.

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